HL: Rise
16 Capítulo 16
Notas iniciais
2000
As pessoas ruins iam na direção de Ed e Cecília. O homem havia mandado que a filha fugisse, mas ela não queria ir, não sem ele, já havia perdido a mãe e não aguentaria perder o pai também.
— Por favor, Cecília, vá — pediu.
— Não, papai, por favor — A menina chorou. — Vem comigo, por favor!
— Vá!
— Eu não quero te perder!
— Você não vai — Ele se ajoelhou para ficar no tamanho dela. — Eu vou te encontrar, prometo.
Sem escolha, a menina fez como o pai havia lhe ordenado. Ela correu pelos corredores, entrou em um quarto e se escondeu embaixo de uma das camas. Ela ficou ali por um bom tempo, de onde conseguia ouvir os barulhos de tiro e luta, ela não queria ficar ali, não queria deixar que levassem o pai.
Em determinado momento, algo interferiu no funcionamento do aparelho que simplesmente desligou, embora a menina tentasse religa-lo. Por isso, tudo o que conseguia ouvir eram pequenos ruídos difíceis de distinguir.
Foi quando algo entrou na cabeça da menina, que perdeu o controle sobre si mesma. Ela saiu debaixo da cama e andou pelo corredor, como um zumbi sem vontade. Ela andou por vários corredores até parar em um em que acontecia uma luta. O pai usando os poderes contra agentes da Nêmesis, foi naquele momento em que Cecília acordou e percebeu onde estava. Ela olhou assustada para todos os lados até ver uma mulher parada no meio da confusão, cabelos escuros, olhos claros. Uma telepata, Felícia.
A menina tentou sair dali, mas antes que pudesse dar mais um passo, um tiro lhe atingiu no peito e ela imediatamente caiu, em dor, sendo finalmente vista por Ed, que imediatamente correu até a filha e se abaixou colocando-a no colo, foi quando a luta parou.
— Ei, Ceci — Tentou segura-la. — Vai ficar tudo bem, ok? Vai ficar tudo bem, apenas, aguente firme, ok?
— Papai... — A menina tentou falar, mas a dor não a deixava. Ela não conseguia ouvir o pai, não conseguia ouvir mais nada.
— Não se preocupe — Soltou algumas lágrimas e continuava a segurando. — Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem.
— Eu te amo...
A menina parou de respirar, suas pupilas dilataram, ela parou de se mexer, assim como seus batimentos, não havia pulsação, nada.
— Adriano — Felícia o chamou. — Eu sinto muito...
Ed estava com raiva demais para ouvi-la, apenas usou os poderes e fez uma lâmina cortar Felícia na barriga, fazendo-a recuar alguns passos.
O lugar tremia, luzes piscavam, objetos de qualquer tipo de metal começavam a fazer um barulho estranho, Ed estava com raiva, o suficiente para colocar aquele prédio abaixo e matar todos ali.
— Adriano, pare com isso agora! — Felícia gritou, tentando se segurar para não cair, mas Ed não prestava atenção nela, apenas na filha, agora sem vida. — Adriano!
E ela fez a única coisa que poderia, entrou na cabeça de Ed e fez com que tudo se apagasse, deixando-o inconsciente e consequentemente acabando com o tremor que ameaçava destruir o lugar.
***
Dias Atuais...
Cat havia simplesmente sumido. Ed a procurou por todo o lugar, mas nada, simplesmente sumiu.
Momentos antes, Cat havia aproveitado que Ed estava distraído para sair da caminhonete, mudar a própria forma para a de outra pessoa e subir em um ônibus que havia parado ali.
Naquele momento, Ed olhou para o ônibus e se deu conta que Cat estava nele. Rapidamente, ele entrou na caminhonete e decidiu seguir o ônibus para tentar pegar Cat de volta.
Ele seguiu o ônibus até chegarem a uma rodoviária em uma cidade pequena próxima dali. Ed entrou na rodoviária e foi até a plataforma onde o ônibus havia parado, porém não viu Cat descendo, até se dar conta que provavelmente ela havia mudado a própria forma.
Decidiu olhar em volta com mais cuidado, procurando por algo, até que viu um garoto agindo de maneira estranha, como se estivesse o evitando.
— Cat — Ele gritou e o garoto paralisou por um momento e o olhou, era mesmo ela.
E o garoto correu em disparada, ao mesmo tempo em que Ed começou a persegui-lo pelo terminal, o que causou uma bagunça e muita confusão. Ele sabia o que ela ia fazer, sabia que tentaria ir atrás da irmã, sabia que a pegariam.
Usando os poderes, Ed movimentou algumas cadeiras, tentando criar uma barricada que parasse Cat, mas ela apenas mudava de direção e continuava a correr.
Eles continuaram a perseguição até serem cercados por policiais, que apontaram as armas para os dois, obrigando Cat a voltar a sua forma original. Quando os policiais atiraram, Ed conseguiu desviar as balas e lançar as armas longe, o que assustou a eles.
Cat aproveitou que Ed estava ocupado com os policiais para voltar a correr, por mais que Ed tentasse segui-la, mais policiais apareciam para dificultar até que em um determinado, ele acabou a perdendo.
***
Cat andou até ter certeza que Ed não estava mais atrás dela, a garota sentia que precisava fazer aquilo, que precisava resolver aquilo ela mesma. Agora precisava atrair a Nexus e terminar tudo aquilo, ansiava pelo fim daquele tormento que já durava anos.
Ela andou pela pequena cidade até que quando passou perto de um telefone público, ele começou a tocar, embora não houvesse ninguém ali, e desconfiada, ela decidiu atender.
— Você todo dia me surpreende, Caitlyn — Era a voz de Felícia.
— E você está começando a ficar previsível — A garota respondeu sem paciência.
— Pelo visto você pensou no que eu disse.
— Pensei que vocês realmente me querem, não sei o porquê, mas estão dispostos a qualquer coisa, não é mesmo?
— E com isso a pequena quer chegar aonde?
— Vocês me querem, venham me pegar — A menina desafiou. — Mas tragam a Lindsay.
— Não é assim que o jogo funciona, garota.
— Felícia — A garota respirou fundo, cansada de tudo aquilo. — Para o inferno você e seus jogos.
E assim, ela imediatamente desligou.
***
Poucos instantes depois, um pouco longe dali, em uma base da Nexus, Felícia encontrou com Grace, que já estava à espera dela.
— Tudo certo? — Grace perguntou para a telepata.
— Tudo em ordem — Felícia respondeu.
— Aquela pirralha deve achar que somos idiotas — Grace comentou. — Se ela quer jogar, então vamos jogar.
E Grace se afastou, deixando Felícia próxima a uma sala com computadores, juntamente de outro agente que estava ali de vigia.
— Agente — Felícia se aproximou, preparando-se para colocá-lo sobre controle mental. — Você vai seguir a agente Grace e não voltará para essa sala tão cedo.
— Sim — O agente saiu, como um zumbi sem vontade própria, faria exatamente o que Felícia disse, consequentemente, deixando-a sozinha com os computadores.
Rapidamente e de maneira discreta, ela começou a mexer nos computadores, estava monitorando aqueles agentes há tempos e já sabia todas as senhas necessárias, sabia que a matariam se descobrissem o que ela estava fazendo, ou pelo menos tentariam. Buscou nos arquivos uma série de informações aleatórias, até encontrar algumas relacionadas ao que fazia Cat ser perseguida, e aos pais delas.
Felícia pegou um pen-drive que guardava no bolso e ali extraiu o máximo de informações possíveis antes que guardar o objeto de volta no bolso e sair da sala como se nada tivesse acontecido.
***
Cat andou bastante pela cidade até encontrar o local ideal, um galpão abandonado, era perfeito. Então ela apenas ficou ali, esperando. Aquilo terminaria naquela de noite, pelo menos era o que esperava. Seu coração batia de maneira muito rápida, suas mãos suavam, estava visivelmente nervosa e preocupada.
Não muito longe dali, Ed finalmente havia se livrado dos policiais, mas também perdido Cat, que poderia estar em qualquer lugar, sentia que a garota estava sob a responsabilidade dele e perde-la o fazia se sentir culpado. Precisava encontrar ela, mas não sabia como, nem ao menos tinha meios. Ele sentou-se no banco de uma praça e começou a tentar pensar em um plano, mas nada útil lhe vinha à cabeça.
Até que viu ao longe, um rosto familiar, não era Cat, mas Felícia. Imediatamente andou até ela, sem pensar muito.
— Cadê a Cat?
— Segura, por enquanto — A mulher sorriu, irônica.
— E o que você quer?
— Se você quiser salvar a Caitlyn tem que fazer exatamente o que eu disser, nada além disso.
— Por quê? — Ed a fitou tentando entender qual interesse Felícia teria em salvar Cat. — Por que eu deveria cogitar confiar em você?
— Você não deveria, mas você quer salva-la, não quer?
Ed ficou pensativo, odiava Felícia, não confiava nela, nada o faria confiar, mas se algo acontecesse com a Cat, sentia que seria culpa dele, por deixa-la ir.
— O que tenho que fazer? — Ed perguntou odiando aquilo.
— No momento, precisa me seguir.
***
Enquanto isso, no galpão abandonado perto dali, finalmente Grace e os outros agentes haviam chegado e encontraram Cat sozinha.
— Você deve ser bastante maluca — Grace disse se aproximando, com os agentes atrás dela.
— É, talvez eu seja — A garota olhou em volta, porém não viu a irmã. — Cadê a Lindsay?
E de repente, alguém segurou Cat por trás e ela não conseguia se mexer, era um neo-humano como ela, tão forte quanto ela.
— Tragam a mais velha — Grace disse de maneira indiferente, não se importava com Cat, ou com Lindsay, apenas queria acabar com o que considerava um problema inconveniente.
Assim, alguns agentes entraram carregando Lindsay, que estava sob o efeito de alguma substância que inibia os poderes dela.
— Cat? — Lindsay ficou surpresa ao ver a irmã, e ao mesmo tempo preocupada, ela sabia o que aconteceria.
Lindsay foi colocada ao lado de Cat, que por um momento, se permitiu sorrir ao ver a irmã viva, mas foi um momento muito rápido, já que a agente apontou uma arma para a cabeça de Lindsay.
— Vocês disseram que tudo acabaria, que tudo ficaria bem — Cat disse ao ver que realmente atirariam.
— Sim, realmente acaba aqui — E a agente riu sarcástica. — Você realmente achou que deixaríamos vocês vivas?
— Mas por quê? — Cat tentou entender. — Por que querem nos matar? O que fizemos para vocês?
— Não é nada pessoal — A mulher disse fria. — Vocês apenas sabem demais. — E olhou para Lindsay. — Uma de vocês pelo menos.
A mulher continuou com a arma apontada para Lindsay, enquanto Cat gritava e tentava se soltar, Grace apenas a ignorou e disparou, o tiro rapidamente atingiu a cabeça de Lindsay, que já caiu sem vida.
***
Ed seguiu Felícia até uma parte menos movimentada da cidade, onde ela enfim parou e apontou para um galpão abandonado.
— E é aqui que eu tenho que te deixar — Então Felícia apontou para o galpão abandonado ali perto. — Ela está lá.
— Por que eu deveria acreditar em você? — Ed questionou cético.
— Quer salvar ela, não quer? — Questionou e continuou apontando para o galpão. — Então vá lá.
E Ed percebeu que Felícia ia para outra direção.
— Para onde você tá indo? — Ed questionou estranhando aquilo.
— Tenho outras coisas para resolver — A mulher disse sem olhar para Ed. — E você tem uma garotinha idiota para salvar.
***
No lado de dentro do galpão, Cat ainda gritava pela irmã morta, e lágrimas incessantes também caíam, tudo havia dado errado, mentiram para ela. Questionou-se como poderia ter sido tão idiota, como poderia ter acreditado que tudo acabaria. Ed estava certo, e agora Cat havia pago o preço. Enquanto a menina chorava, Grace apenas a ignorava.
A mulher recarregou a arma e a apontou para Cat, que parecia nem se importar mais. Mas antes que ela pudesse disparar, não só aquela arma, como todas as outras com os outros agentes, voaram e grudaram no teto. Foi quando todos olharam para trás e viram Ed entrando no local.
Foi naquele momento que Cat, ainda em choque pela irmã, retornou a si, juntamente da raiva que pareceu tomar conta de si e que a fez ser forte o suficiente para conseguir se soltar e dar um soco no outro neo-humano, que também tinha super-força e que foi completamente pego de surpresa.
Então Cat correu para um dos corredores, sendo perseguida pelo neo-humano, e por Grace, que estava muito para trás. Ed tentou segui-los, mas tinha outros agentes para lutar, eles eram muitos e ele era apenas um.
Cat correu pelos corredores até se esconder em uma das salas, perto da porta, apenas esperando que o neo-humano entrasse para que ela o surpreendesse.
A garota ouviu os passos e apenas ficou quieta, esperando que o neo-humano entrasse pela porta. Mas ao invés de isso ser o que aconteceu, duas mãos quebraram a parede e a puxou para trás, fazendo com que a garota caísse, embora ela tivesse se levantado rapidamente e preparado os punhos para se defender.
O neo-humano tentou acertar alguns socos nela, mas rápida, a garota conseguia se desviar, usando o fato de ser bem mais baixinha como uma vantagem para conseguir se esquivar.
Ele a agarrou, tentou joga-la contra uma parede e acertar-lhe um soco, mas ela conseguiu se desviar e correu para atrás dele, que acertou um soco em outra parede na tentativa de acertar a menina.
Ele tentou acertar-lhe outro soco, mas ela foi mais rápida e conseguiu se desviar, dando-lhe um chute para ganhar espaço.
Ela pegou impulso, correu e jogou o outro neo-humano contra a parede, mas ele nem chegou a cair. Então ela o segurou e bateu a cabeça dele na parede algumas vezes até conseguir derruba-lo, e depois disso ela correu pelos corredores.
Ela correu até parar em um dos corredores, onde teve a impressão de ter visto Felícia passar ali perto e desaparecer, logo à frente, ela viu uma arma caída não muito longe de onde estava, ela olhou para trás e viu novamente o neo-humano atrás dela. Ela tentou correr, mas ele a alcançou e tentou acertar-lhe mais socos, ao que a garota conseguia se defender usando os braços como escudo.
Ela se apoiou na parede e deu um chute no neo-humano, conseguindo ganhar algum espaço para correr e chegar perto da arma, mas antes que conseguisse pega-la, o neo-humano a puxou fazendo-a cair. Ela se arrastou pelo chão e enfim conseguiu pegar a arma, já com o neo-humano bem perto dela, Cat não pensou muito, apenas puxou o gatilho e atirou, fechando os olhos no momento. Quando abriu os olhos, viu o neo-humano morto e se deu conta que ela havia feito aquilo, que ela tinha matado alguém, e ainda havia uma bala sobrando.
Enquanto isso, Ed lutava com vários agentes da Nexus, estava em desvantagem numérica, estava hesitante quanto a usar as armas que havia arrancado dos agentes, não haviam muitos objetos de metais ali que lhe pudessem ser úteis, pelo menos, não nenhum aparante, e qualquer dano que tentasse fazer a estrutura do local poderia afetar Cat.
Um dos agentes tentou lhe acertar com um bastão de choque, ao que ele viu rapidamente e desviou, sendo segurado por outros agentes, que tentavam lhe acertar com outros bastões, ao mesmo tempo que o seguravam e Ed se debatia.
Ed conseguiu acertar um chute no joelho de um dos agentes, o derrubando. Deu uma cotovelada no queixo de outro agente, que caiu com a dor, chutou e derrubou mais um agente, conseguiu liberar um dos braços e acertou a garganta de um agente que recuou e deu uma cotovelada em outro agente.
Um agente veio por trás e tentou segura-lo pelo pescoço, mas Ed deu uma cotovelada nele, segurou-o pelo braço e o derrubou para frente.
Outro agente tentou lhe dar um chute e novamente tentou acerta-lo com um bastão de choque, ao que Ed rapidamente se desviou, mas em outra tentativa ele não foi rápido o suficiente e levou um choque que o fez recuar alguns centímetros.
Mas logo ele se recuperou e conseguiu dar uma cotovelada em mais um agente, ele conseguiu pegar um dos bastões de choque e o acertou em dois agentes que tentavam se aproximar.
Ele chutou o queixo de um, o derrubando, e novamente deu uma cotovelada em outro, sobrando apenas um último, que segurava mais um dos bastões de choque.
O agente tentou acerta-lo duas vezes, primeiro pela esquerda, ao que Ed se desviou, e depois pela direita, com o neo-humano conseguindo se desviar novamente.
Ed parou um golpe com um braço, ao que o agente usou a mão livre para eletrocuta-lo com o bastão, mas o neo-humano conseguiu suportar o choque tempo o suficiente para conseguir usar os poderes para atrair o bastão e usá-lo para eletrocutar o agente diversas vezes, que eventualmente, caiu.
Ed olhou em volta vendo todos os agentes derrubados, parecia uma vitória, mas ainda precisava encontrar Cat, a qual ele não sabia onde estava, apenas que estava perto. Antes de sair para procurar Cat, ele viu o corpo de Lindsay perto dali e revirou o rosto, tentando não pensar naquilo.
Perto dali, Grace andava pelos corredores procurando por Cat, mas acabou encontrando Felícia, ou pelo menos ela achava que era Felícia.
— O que você está fazendo aqui? — Grace perguntou confusa, já que Felícia não era parte daquela missão.
Mas a mulher ao invés de respondê-la, apenas atirou, a derrubando no mesmo momento, e mudou de forma, revelando-se ser Cat, que havia disparado e matado mais uma pessoa. Estava com muita raiva. Raiva de si mesma por deixar aquilo acontecer, raiva da Grace e da Nexus por tirarem tudo dela, Cat não tinha mais nada, apenas a raiva.
— Olá, Caitlyn — Felícia disse atrás da menina, a verdadeira Felícia. Cat tentou ver se poderia atirar contra ela, mas estava sem balas. — Pensei que já tínhamos superado isso. — E a mulher olhou para o corpo caído de Grace. — Você se saiu melhor do que eu imaginava, parabéns.
— Você está com eles, não está? — Cat questionou.
— Eu pareço uma agente da Nexus? — Felícia questionou de maneira irônica, Cat entendeu, era apenas mais um jogo, só não entendia qual.
— Então continua com a Nêmesis? — Cat tentou entender.
— Eu nunca estou com ninguém além de mim mesma — Felícia contou. — Eu não escolho lados, assim não fico limitada.
— Eu não entendo — Cat disse confusa, sabia que Felícia estava contra ela, ou pelo menos era o que achava.
— Claro que não — Felícia riu. — Vai fazer mais sentido quando você crescer. — Então a mulher pegou o pen-drive e estendeu a mão, deixando a menina ainda mais confusa. — Pegue. — Disse e a garota pegou o objeto, embora estivesse confusa.
— O que é isso? — Cat perguntou tentando entender aquilo.
— Um pen-drive — Felícia disse em tom que fazia aquilo parecer óbvio.
— Mas o que tem aqui? Por que tá me entregando?
— Abra e você vai entender — A mulher respondeu simples, antes de andar pelo corredor e praticamente desaparecer.
Cat apenas guardou o pen-drive no bolso e voltou para o lugar onde tinha começado, onde estava o corpo de Lindsay. A menina sentou-se no chão, ao lado do corpo e as lágrimas saíram de maneira ainda mais intensa que antes.
— Cat — Era Ed, finalmente havia a achado.
A menina não o olhou, continuou lá, com a irmã, chorando. Ele se aproximou calmamente e sentou-se ao lado dela. Não disse nada, apenas colocou uma mão sobre o ombro da menina, que continuou olhando paralisada para o corpo da irmã, ela não conseguia se mexer, nem tentava.
Cat não conseguia descrever o que sentia em uma palavra, eram muitos sentimentos ao mesmo tempo. Sentia raiva, da Nexus por levar a Lindsay e de si mesma por permitir que aquilo acontecesse, aquilo a levava ao sentimento da culpa.
Ela se sentia culpada por cair na armadilha da Nexus, sentia-se responsável por tudo aquilo, pela morte de Lindsay, havia deixado a própria irmã morrer, havia feito exatamente o que a Nexus queria e Lindsay havia pago o preço.
Ela não sabia se havia acabado, havia matado duas pessoas, especialmente a que considerava responsável por tudo aquilo ter acontecido.
Mas será que era o suficiente? Será que terminaria ali? Será que não haveria mais sangue derramado? O que esperava por ela? Quantos mais haviam? O que ela deveria fazer? Será que lutar era o suficiente? Será que teria fim? O que seria dela?
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