Notas iniciais
E chegamos ao final :') Finalmente o/ Sei que disse que postaria no sábado, mas resolvi postar na sexta porque sim Não vou enrolar muito aqui porque sei que vocês querem ler logo, então espero que gostem e vejo vocês nas notas finais (LEIAM AS NOTAS FINAIS PELO AMOR DE DEUS) Quero avisar que os personagens John e Sam pertencem a Mini Line, e sim, tem crossover aqui o/

2013

Cat, na época com 10 anos, jantava com os pais e a irmã mais velha, Lindsay, que tinha 16 anos. A conversa na mesa estava bem animada, todos riam bastante, até o celular do pai de Cat tocou, o fazendo sair para fora, onde as meninas não poderiam ouvi-lo, e deixar um silêncio tenebroso na mesa.

— Eu já volto — A mãe das meninas disse e deixou a mesa, deixando Lindsay e Cat sozinhas.

— Será que aconteceu alguma coisa? — Cat perguntou estranhando aquilo.

— Provavelmente nada — Lindsay respondeu continuando sua atenção no prato.

— Ei, você chamou aquele menino para sair? — Cat aproveitou para perguntar, já que os pais não estavam na mesa para ouvir.

— Que menino? — Lindsay perguntou confusa.

— Aquele loirinho que anda com você para cima e para baixo — Cat lembrou.

— Nós somos só amigos, Cat — A adolescente tentou deixar aquilo bem claro para a menina, que não se convenceu.

— E eu sou a Mulher Maravilha — Cat ironizou. — Eu já vi como você olha para ele.

— Você está vendo coisas demais — Lindsay revirou os olhos.

— Eu não veria se não tivesse nada para ver — Cat rebateu e terminou de comer. — E esse não é o caso.

— Minha irmã é uma doidinha que vê coisas — Lindsay riu e também terminou de comer.

— Eu quero refrigerante — Cat disse afastando o prato. — Pega para mim?

— Por que eu? — Lindsay questionou.

— Porque eu sou pequenininha e doidinha — Cat ironizou e sorriu, fazendo a irmã se levantar e pegar o próprio prato. — Espera! — Cat entregou mais um prato para a irmã. — Obrigada.

— Folgada — Lindsay resmungou e foi até a cozinha, onde deixou os pratos na pia.

Antes de ir até a geladeira pegar o refrigerante, porém, viu os pais do lado de fora conversando e se aproximou da porta para ouvi-los, entretanto, a única coisa que ela conseguiu ouvir foram as palavras “Traidores” e “Nexus”, quando ela tentou ouvir mais, Cat a surpreendeu.

— O que está fazendo? — Cat questionou e viu os pais conversando do lado de fora. — Do que eles estão falando? É do trabalho misterioso deles?

— Eu não sei e não é da nossa conta — Lindsay tentou arrastar Cat para fora da cozinha, mas a mais nova conseguiu fazer alguma força que fez a irmã solta-la.

— Eu ainda quero refrigerante — Cat disse, fazendo Lindsay ir até a geladeira, pegar o refrigerante, colocar em um copo e entregar para a menina. E depois disso, a mais velha apenas foi para o quarto e se trancou por lá, tentando entender do que os pais falavam.

***

Dias atuais…

A caminhonete finalmente parou em um posto de gasolina, assim que parou, Ed olhou para o lado, vendo Cat quieta, ainda pensando em tudo o que tinha acontecido, tentando lidar com o choque, Lindsay estava morta, toda a família que ainda lhe restava estava morta.

Ela estava tentando não cair no sono novamente, tinha medo de ter outro pesadelo, sabia que eles apenas piorariam com a morte de Lindsay. Sentia-se com raiva e culpada, Lindsay havia morrido e era culpa dela, Cat havia feito exatamente o que a Nexus queria e Lindsay pagou o preço.

E ainda tinha aquele pen-drive. Por que Felícia lhe entregaria aquilo? Era mais um plano dela? Não se importava, não queria se importar. Estava cansada daquilo. Lindsay havia sido levada de vez, nada mais no mundo parecia importar. Estava cansada daqueles jogos.

— Cat? — Ed a chamou, finalmente conseguindo atrair a atenção dela. — Quer que eu pegue alguma coisa para você?

— Não — respondeu em uma voz muito baixa.

Logo depois, um carro preto e com vidros escuros, levando em sua lateral o símbolo da Nexus, parou ao lado do carro de Ed.

Antes mesmo que eles percebessem, um jovem desceu tranquilamente e fechou a porta quase sem ruído algum. Apesar de saber bastante sobre Cat e Ed, ele deixou sua arma dentro do carro. Não ia usá-la por ali.

— Bom dia! — disse alto, dando duas batidinhas no vidro. — Lembra de mim, Caitlyn?

Cat lembrou-se de John do hospital, o agente da Nexus que acompanhava Jones. Quando ela ia respondê-lo, Ed interviu.

— John? — Ed perguntou deixando Cat confusa.

— Sim? Você também me conhece? — O rapaz franziu o cenho, tão confuso quanto os dois. — Bem, isso me poupa tempo e menos chances de levar um soco. — Deu de ombros. — Eu preciso muito conversar com vocês.

— Vocês se conhecem? — Cat não conseguia acreditar.

— Como você continua tão jovem? — Ed continuou fazendo perguntas, ignorando Cat por um momento.

— Desculpa, mas não lembro de termos conversado antes. De onde você me conhece? — John franziu o cenho, tão confuso quanto Ed.

— Não... — Ed percebeu que poderia ter se enganado. — Eu devo ter me enganado e te confundido com alguém.

— O que você quer? — Cat perguntou diretamente para John.

— Entrar e tomar uma vitamina, quem sabe? Vocês parecem exaustos. Talvez precisem descansar um pouco enquanto conversamos. — Ele sorriu, assentindo. — Depois de tudo o que eu fiquei sabendo que aconteceu com você, creio que está na hora de te contar algumas coisas sobre seus pais.

— Sobre os meus pais? — A garota olhou para ele. — O que sabe sobre eles? Por que eu deveria confiar em vocês?

— Porque a agente Jones e eu poderíamos ter matado você e o seu amigo no hospital quando nos conhecemos, Caitlyn. — John suspirou. — Olha, há gente ruim em todos os lugares e eu sinto muito pelo o que fizeram a você e sua família em nome da agência que eu daria a vida para defender. Não só eu, mas seus pais também.

— Mas o Zack morreu de qualquer maneira, vocês mataram ele e os meus pais — respondeu. A garota olhou para Ed tentando saber o que fazer.

— Talvez você devesse ouvi-lo — Ele disse, geralmente ele não confiaria na Nexus, mas aquele garoto lhe era bastante familiar. Assim, Cat voltou a olhar para John, disposta a ouvi-lo.

— Vamos entrar. — Ele indicou a lanchonete do posto com a cabeça. — Você pode me quebrar no meio com um tapa, Cat. Não esquenta.

Cat e Ed trocaram um rápido olhar antes de descer do carro e seguir o agente. Dentro da lanchonete, John os guiou até uma mesa ao fundo, onde um rapaz de pele morena e cabelos castanhos estava sentado.

— Esse é o agente Thorne. — Ele apresentou o amigo, que estendeu a mão para a garota.

— Apenas Sam. — Ele sorriu, sem tirar os olhos de Caitlyn. — Eu estava ansioso para te conhecer, Nyx. Já ouvi muito sobre você.

— Oi, Sam — Cat apertou a mão do agente não muito animada, estava fazendo aquilo apenas por educação, não estava animada para nada. — Eu não ouvi sobre você, mas legal te conhecer. — E olhou para o John. — O que sabe dos meus pais?

— Mais do que você, acredite. Eu não cheguei a conhecer os Bennet, mas uma mulher em que eu confiava muito os conheceu. Essa mulher era Jordan Reed. Uma das agentes mais estimadas em toda a Nexus. Tenho certeza de que ela mesmo estaria aqui, fazendo de tudo para cuidar de você e da Lindsay nessa situação. Infelizmente, ela teve o mesmo fim que seus pais. — John fez uma pausa e suspirou. — Seus pais eram agentes da Nexus, Caitlyn.

— O que... por que está mentindo? — A garota gaguejou não conseguindo acreditar naquilo. — Isso não faz sentido.

— Calma, Cat. Eu sei que é um choque, mas é verdade. — Sam olhou nos olhos da menina e sorriu, entregando-lhe um envelope. — Todos os arquivos confidenciais sobre os Bennet estão aqui. Pode ficar com eles se quiser.

— Eles eram ótimos agentes, Cat. Isso fez deles um alvo de alguns traidores. — John explicou.

— Quem e por quê? — Cat olhou para os dois agentes, buscando respostas.

— É o que estamos tentando descobrir. — O agente Campbell assentiu.

— Seus pais estavam investigando alguma coisa que não está registrada em lugar nenhum. Ordens diretas da agente Reed. Mas agora todos estão mortos e não temos como saber o que era se não encontrarmos alguma pista do trabalho dos seus pais.

— Então eles eram agentes da Nexus, sabiam algo e morreram — Cat repetiu as informações, mais para si mesma, para tentar entender, do que para qualquer um ali. — E o que eu tenho a ver com isso? Por que tudo?

— Infelizmente não temos essas respostas, mas talvez você possa nos ajudar a descobrir. Você e sua irmã estavam sendo perseguidas para que qualquer informação fosse destruída antes que chegasse nas mãos certas. Então se você souber de qualquer coisa, qualquer informação que possa nos levar a algo maior, poderemos finalizar o que seus pais começaram. — Sam, hesitante, colocou a mão sobre a de Cat. — Onde quer que sua mãe esteja, vai ficar orgulhosa de você. E eu... nós também.

— Se eles tinham alguma coisa, foi destruída — disse, segurando o pen-drive no bolso, pensou em entrega-lo para John, ou Sam, mas precisava saber se poderia realmente confiar aquilo a qualquer um deles. Da última vez que havia feito algo que a Nexus queria, Lindsay havia morrido. Ainda estranhava o porquê de Felícia ter lhe entregado aquilo. — E mesmo que eu tivesse algo, como eu poderia saber que eu posso confiar em qualquer um de vocês?

— É difícil confiar na estrela que tirou a vida das pessoas que você mais amava, mas acredite na estrela que a Pocket Girl carrega no peito. É a mesma estrela que juramos honrar e proteger com as nossas vidas, assim como os Bennet. — John assentiu, olhando para ela e para Ed.

— A Nexus pode estar comprometida, cheia de maçãs podres, mas é nosso dever limpar o cesto e garantir que você e outras crianças, como o Jaime, permaneçam em segurança. — Sam completou.

— O Jaime? — Cat soltou sem perceber. — Vocês têm notícias dele?

— Ele está em um Colégio para neo-humanos em Londres. Melhor do que isso, só se você estivesse com ele.

— O Jaime está bem — Cat repetiu para si em uma voz bem baixa e sorriu rapidamente.

A garota respirou fundo e olhou para Ed, tentando saber o que deveria fazer, mas ele não lhe disse nada, aquela escolha era dela. Enfim, ela tirou o pen-drive de vez do bolso e o colocou em cima da mesa.

— Uma pessoa me entregou isso, eu não sei o que tem aí, ou o que ela queria, mas acho que será mais útil para você do que para mim.

Sam levou a mão para pegar o pen-drive, mas John foi mais rápido e o guardou no bolso, observando se ninguém estava de olhos neles.

— Um dia ainda vamos retribuir sua ajuda, Cat. — John sorriu, colocando a mão no ombro da menina. — Você vai ser uma grande heroína, Nyx.

— Ela é. Ela já é — Sam corrigiu, sem nada além de admiração em seu olhar.

— É, acho que sou — Cat sorriu fraco, lembrando-se do ano anterior, de todo o tempo que foi a Nyx, do que havia acontecido dias antes, das pessoas que havia salvo naquele prédio, mas ainda estava em dúvida se ainda conseguiria ser a Nyx, ou a Cat. — E o que acontece agora?

— Agora vamos descobrir quem fez isso com sua família e fazê-los pagar. — Sam garantiu. — Muitas pessoas inocentes já se machucaram por causa disso. Vamos dar um ponto final a essa história.

— E tudo termina bem — Cat pensou sobre aquilo, pelo menos uma vez, as coisas precisavam terminar bem. — Bom, boa sorte.

— Obrigado, Cat. Vamos precisar. E vocês também. — John estendeu a mão para Ed e sorriu. — Se precisarem de nós, estaremos sempre por perto.

— Certo, obrigado — Ed apertou a mão de John, ainda com a sensação de que o conhecia de algum lugar, ele realmente parecia alguém que Ed havia conhecido muito tempo antes.

— Cuide bem dela, por favor. — Sam também apertou a mão de Ed e sorriu, voltando-se para a garota. — Cat, eu também sou como você. Posso ouvir pensamentos e mover coisas com a mente, sabe. Se você precisar de alguma coisa, mesmo que seja só um amigo, é só gritar meu nome em pensamento.

— Você é um telepata? — Cat perguntou, embora por alguma razão estranha, não estivesse surpresa, já era o terceiro telepata que ela conhecia em um curto espaço de tempo. — Bom, obrigada Sam.

— Não precisa agradecer. Só estamos fazendo nosso trabalho.

— Bem, agora precisamos ir. Se cuidem e principalmente, cuidado em quem confiam. — John advertiu.

— É, essa lição eu já entendi — Cat respondeu e suspirou. — Até mais.

John guiou a cadeira de Sam para fora, e o agente Thorne olhou uma última vez para a pequena Nyx antes de atravessar a porta.

"Até mais, Cat", disse na mente da garota.

Cat olhou para Sam e John indo embora, estava um tanto confusa e ainda tentando processar tudo o que havia descoberto. Era aquilo? Terminava ali?

***

Ed estava dirigindo em direção à fronteira, não deixaria Cat mais no México, havia decidido que não poderia deixar a menina sozinha, que precisaria cuidar dela, pelo menos até arrumar um lugar seguro para ela.

Depois da conversa com os agentes John e Sam, Cat ficava pensativa direto. Pensava em tudo o que aconteceu, o que poderia ter tido no pen-drive, embora achasse melhor nunca ter o aberto, o que quer que estivesse lá, poderia ter matado os pais e a dor daquele momento já era suficiente sem as informações que estavam ali, e nada poderia trazê-los de volta.

Porém, isso não a impediu de abrir o envelope com documentos sobre os pais dela, eles não explicavam como eles haviam morrido, mas servia para que a garota os conhecesse melhor. Ela se lembrava de que os pais nunca falavam do trabalho, e as vezes se afastavam para falar no telefone, e agora fazia sentido, eles eram agentes da Nexus.

Ela ainda estava em luto, e ainda tinha pesadelos constantes, mas tentava não deixar aquilo tomar conta dela.

Ed dirigiu até a fronteira, vendeu as mercadorias dele para um conhecido, que em troca lhe entregava mais coisas para ele levar até a fronteira com o Canadá. Durante boa parte do caminho, Cat não estava bem, ainda estava se recuperando de tudo o que havia acontecido.

No caminho de volta, Ed parou em um posto de gasolina e saiu da caminhonete para comprar algo para eles comerem, deixando Cat sozinha ali.

A menina então viu uma revista no banco de trás, a mesma que havia feito Ed comprar algum tempo antes, sobre os vigilantes pelo mundo. Ela pegou a revista para reler, mas não prestava atenção nas palavras. Ainda com a revista em mãos, ela desceu do veículo para respirar melhor, fechou a porta, e fechou os olhos, respirando algumas vezes, tentando silenciar os pensamentos.

— Aí meu deus, essa é uma revista da Pocket Girl? — Era uma voz infantil que fez Cat abrir os olhos e se deparar com uma menina, muito mais nova e baixinha que Cat.

— O... o quê? — Cat perguntou confusa e olhou em volta, tentando entender de onde aquela criança havia surgido.

— A revista — A pequena apontou. — Tem a Pocket Girl na capa.

Então Cat levantou a revista, olhou para a capa e voltou a olhar para a criança.

— É, é sobre a Pocket Girl — Cat respondeu e sorriu fraco. — E outros heróis também.

— Então tem a Trajetória também? — A menina perguntou animada.

— É, tem sim — riu. — Você gosta delas?

— Claro que sim — A menina respondeu bastante animada. — A minha favorita é a Pocket Girl, mas também gosto da Trajetória, da Bruja, e daquela menina que usa rosa e eu esqueci o nome.

— Nyx? — Cat perguntou surpresa arqueando a sobrancelha.

— Isso — confirmou. — Ela tinha sumido, mas aí voltou e... viu o que ela fez com aquele prédio pegando fogo?

— Sim — Cat respondeu.

— Aquilo foi tão legal — A menina sorriu, mas logo o sorriso foi desfeito. — Eu queria ser assim.

— Assim como?

— Sabe, corajosa, uma heroína que nem a Pocket — A menina disse, um tanto desanimada. — Mas acho que isso nunca vai acontecer.

— Por que não?

— Porque eu sou muito pequena — Ela colocou a mão em cima da própria cabeça, para dar ênfase ao seu tamanho.

— Não acho que isso seja um problema — Cat comentou. — A Nyx parece ser bem baixinha, e acho que a Pocket também é.

— Então... acha que eu poderia ser também?

— Brenda — Um homem disse e se aproximou da menina pequena, ele era o pai dela. — Finalmente te achei, por onde você andou?

— Desculpe, papai — A menina disse envergonhada.

— Já disse para não sair de perto desse jeito — Ele a pegou no colo. — Quase me matou de susto. — Então ele viu Cat ali. — Desculpa qualquer coisa.

— Sem problemas — Cat sorriu fraco e viu o pai se virando para levar a filha. — Espera! — Cat se aproximou deles e entregou a revista para a menina.

— Está me dando ela? — A menina ficou surpresa.

— Sim — Cat confirmou. — Não tenho onde guardar ela. Acho que ficará melhor com você.

— Obrigada — A menina sorriu e o pai a levou embora, enquanto Cat continuava a olha-los de longe, enquanto sorria, aquilo a lembrou dos pais, de boas lembranças.

— Vai tentar fugir de novo? — Ed perguntou fazendo ela se virar para vê-lo.

— Trouxe o salgado que eu pedi? — A garota perguntou e Ed lhe entregou o salgado.

Em seguida, ambos entraram no veículo, Ed deu a partida e colocou a caminhonete novamente na estrada.

Cat não sabia bem se era uma heroína, embora outras pessoas a vissem daquele jeito, era complicado para ela mesma se ver daquele jeito. Ela não sabia bem quem se tornaria, mas sabia quem queria ser. Não perderia a si mesma, não deixaria o que aconteceu mudar quem ela era, mudar sua essência, poderia não se enxergar como heroína, mas poderia tentar ser uma.

— Ed, você já teve um herói? — Cat decidiu perguntar.

— O quê? — Ele olhou confuso para a menina, e logo teve que voltar a olhar para a estrada.

— Sabe, quando você era criança e tal — Cat explicou.

— Sim, acho que todos nós já tivemos — Ed respondeu, embora estranhasse a pergunta.

— E quem era o seu? — A menina perguntou curiosa, fazendo Ed olhar novamente para ela, ainda estranhando aquilo.

— Alguém que foi como uma família para mim — Ele respondeu e voltou a atenção para a estrada. — E a Pocket Girl é a sua heroína, certo?

— É, ela é também — Cat sorriu fraco e olhou para a janela, até que se lembrou de um nome, Cecília. — Quero fazer uma pergunta, mas não precisa responder.

Ed continuou sua atenção na estrada e em silêncio, sem responder a garota, que decidiu prosseguir.

— Quem é Cecília?

Ed olhou rapidamente para Cat e voltou a olhar para a estrada, em silêncio, Cat esperava que ele não fosse responder, mas o homem respirou fundo.

— Eu conheci duas Cecílias — Ed contou. — Minha mãe, e... — Piscou algumas vezes, tentando manter a atenção na estrada. — E a minha filha.

— Você tem uma filha? — Cat perguntou surpresa.

— Tinha — Ed a corrigiu.

— O que aconteceu? — Ela perguntou e viu Ed permanecer em silêncio, pensou que talvez fosse melhor não continuar a fazer perguntas sobre aquilo.

— Nêmesis aconteceu — Ed disse simples.

— Sinto muito — Cat disse, compreendendo um pouco mais Ed, ele havia perdido uma família, exatamente como ela, mas no caso dela, havia sido pela Nexus, ou pelo menos, por pessoas ruins na Nexus, enquanto no caso de Ed, havia sido a Nêmesis, conhecida por suas atrocidades, não pelo público em geral, mas por vários neo-humanos. — Como ela era?

— Ela era... — Ed ficou um pouco pensativo. — Uma menina doce, mas pavio curto.

— Parecia legal — Cat sorriu fraco e voltou a olhar para a janela.

O sol estava se pondo, deixando o céu com um tom avermelhado, e ao mesmo tempo, alaranjado, embora houvessem algumas poucas nuvens, que se esforçavam para ser vistas, o sol sumia no horizonte, deixando algumas estrelas começarem a aparecer, assim como uma tímida lua, que ainda estava um tanto apagada.

Cat sabia que o sol ressurgiria na manhã seguinte, e em todas as outras manhãs, não importa o quão sombrio o dia fosse, não importava o número de número de nuvens, ou o quão frio esteja, o sol sempre volta a ressurgir para iluminar o céu novamente.

Notas finais
E termina aqui :') Quero agradecer a todos que acompanharam até aqui, aos que comentaram (Mini Line, Silvia Costa, Soldado Fantasma, Iris, Princesa Marceline que comenta em todos os capítulos o/ e a Carol Marques), a galera do HL (Gus, Vic, Alee, L e é claro, a Line, que fez uns cross ♥ aqui comigo ♥, ela é a dona de pps como Lice/Pocket Girl, John, Sam) que são uns ♥ e me ajudaram bastante. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA NEM ACREDITO QUE CHEGUEI AQUI AAAAAAAA E o que acontece agora? Vai ter continuação? Calma. Vai ter spin off do Ed o/, se chama Blue Skies e vai começar a ser postada em 15 de Março Ah, ainda tem muita história da Cat para contar, podem ter certeza disso ;) Ela vai aparecer em "A Legião". O que é a Legião? É um crossover (tipo o que Os Vingadores foi para os filmes da Marvel) que vai reunir os heróis do HL (E VAI SER ÉPICO) E caso queiram mais histórias para ler nesse exato momento, curtam nossa página no facebook, lá tem uma lista de leitura em ordem (para quem fica em dúvida sobre qual a ordem "certa" para ler as fics do HL), tem muitas fics legais (que se passam nesse mesmo universo), e além de poderem ler essas outras histórias (que são muito incríveis e os autores são ♥), poderão também ter novidades da Legião, de Blue Skies e do futuro da nossa menina Cat ♥ Link da página: https://www.facebook.com/heroeslegacycompany/ Enfim, obrigada por lerem aqui, até mais o/ EDIT: Link do spin off: https://fanfiction.com.br/historia/757034/HL_Blue_Skies/
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