Notas iniciais
Quero começar mais uma vez agradecendo a Lines e o Gus pelo cross ♥ Também quero agradecer a Marceline e ao Jorge pelos comentários ♥ Enfim, espero que gostem desse capítulo.

Ed parou a caminhonete em um posto de gasolina. Enquanto abastecia, ele desceu do carro e foi até a lojinha de conveniências enquanto Cat continuou no carro. Dentro da lojinha, ele comprou algumas latas de cerveja e alguns salgados que ele pensou que Cat provavelmente gostaria. Quando estava pagando pelas mercadorias, ele viu de longe uma velha conhecida. Mal sinal. Péssimo sinal.

Após pagar a conta, ele voltou correndo para a caminhonete com os salgadinhos e acabou esquecendo das latas de cerveja. Cat estranhou ao vê-lo preocupado quando ligava o veículo.

— Está tudo bem? — Perguntou.

— Não — Ed finalmente conseguiu ligar a caminhonete e saiu do posto.

— A Nexus estava lá? — Fazia sentido para Cat, afinal não conhecia muitos motivos para que Ed deixasse o posto daquele jeito.

— Pior. Bem pior! — Estava nervoso, as mãos dele suavam e a garota notou aquilo.

— Percebi.

Cat pensava no que poderia ser pior que a Nexus. Talvez a Nêmesis, tudo o que ouvira falar da Nêmesis fazia com que a temesse mais do que temia a Nexus. Supôs que Ed poderia ter visto algum agente da Nêmesis.

Continuaram boa parte da viagem em silêncio. A garota ainda pensava nas coisas que Ed havia lhe dito e como ele parecia assustado, e ele estava mesmo. Encontrou a única pessoa no mundo que ele jamais iria querer ver. O susto havia sido tão grande, que ele quase bateu a caminhonete em um caminhão e precisou parar antes que causasse uma tragédia.

— Está tudo bem? — Cat perguntou preocupada. Ed olhava para o volante, para Cat e para o horizonte. Estava desorientado, a cabeça doía, estava tonto. — Ed?

A cabeça dele caiu em cima do volante e ele desmaiou, deixando Cat desesperada. Estavam no meio do nada e a garota não tinha como pedir ajuda a ninguém. Não sabia como agir quando tivesse que lidar com uma pessoa inconsciente.

Se ligasse para os bombeiros a polícia poderia aparecer. Polícia atrairia Nexus e ela já sabia como terminava. Mas estava com medo de Ed ter morrido. Mesmo não simpatizando com ele, não queria que nada de mal lhe acontecesse.

— Ed! — Ela bateu na cabeça dele tentando acorda-lo, mas isso não funcionou.

— Posso ajudar? — Uma moça perguntou batendo no vidro. A garota abriu o vidro e a mulher viu Ed desmaiado. — Ele está bem?

— Sim, ele vai acordar logo — Cat tinha medo que a mulher ligasse para alguém.

— Não sei não — Deu mais uma olhada em Ed. — Talvez fosse melhor pedir ajuda.

— Não, não precisa! — Apressou-se em dizer. — Ele só está com sono.

— Posso pelo menos medir a pulsação dele? — A garota pensou se deveria deixar a mulher fazer aquilo. Mal conhecia ela e estava sozinha com ela e um cara desmaiado.

— Não sei... — Ela não estava muito confiante.

— Não se preocupe — a mulher tentou acalmar Cat. — Se o pulso dele estiver bom, eu deixo vocês em paz.

— Eu... — A garota não tinha muitas escolhas naquele momento. — Está bem. — Cat abriu a porta, saiu da caminhonete e então a mulher entrou e colocou os dedos no pulso de Ed. — E então?

— Muito baixo — disse. — Melhor levar ele para o hospital.

— Não sei...

— Garota — a chamou. — Ele pode morrer se esperarmos ele acordar.

— Certo.

— Ok, eu vou no meu carro pegar meu celular, não saia daqui — A mulher voltou até o carro dela e Cat começou a achar aquilo estranho.

Ed provavelmente havia sido muito afetado por seja lá quem viu no posto. E então desmaia e essa mulher misteriosa aparece. Algo estava errado. Assustada, a menina voltou para a caminhonete e se trancou lá, para espanto da mulher.

— O que está fazendo? — A mulher perguntou tentando abrir a porta.

— Vai embora! — Gritou assustada.

— O que está fazendo garota?

— Sai! Não preciso da sua ajuda! — Desesperada, a garota procurou qualquer coisa que pudesse usar para se defender. Encontrou uma arma no porta-luvas e a apontou para a mulher. — Vai embora!

— Garota.... Solte a arma — A mulher tentou abrir a porta novamente, mas Cat havia a travado.

— Vai embora! — A menina tentava conter algumas lágrimas que saiam por causa do susto.

— Está tudo bem — A mulher tentou acalma-la. — Estou tentando ajuda-la. Não precisa ter medo.

— Vai embora! — Cat mexeu em Ed para ver se ele acordava. — Acorda! — A garota viu um carro passar e fez a primeira coisa que veio na cabeça. — Socorro! — Ela bateu no vidro.

— Está me cansando — A mulher disse. A

porta destravou-se sozinha e simplesmente abriu para espanto da garota.

— Desculpa, mas você não está facilitando. — A mulher se aproximou de Cat que continuava apontando a arma para a mulher. — Vai fazer o quê? Atirar em mim? — Ela continuou se aproximando e viu que as mãos da menina tremiam. — Você não faria isso, Caitlyn. É uma boa menina.

Ela conseguiu tomar a arma de Cat que para se defender conseguiu dar um soco muito forte da mulher que ficou desorientada por um tempo, mas logo voltou a si.

— Fortinha você. — A garota ficou paralisada. Não conseguia se mexer. Não importava o quanto se esforçasse, nenhum músculo se movia. A mulher colocou as mãos na cabeça de Cat. — Não se preocupe pirralha, vai ficar tudo bem...

***

Ed acordou, ainda estava um pouco tonto. Coçou os olhos para tentar focar a visão e finalmente percebeu que Cat não estava mais ali.

— Pirralha? — Olhou em volta, mas não encontrou a menina. — Merda! — Bateu a cabeça no banco e em seguida achou um bilhete no volante.

"Levei sua amiguinha para um passeio. Não se preocupe, ela será bem tratada.

Com amor,

Felícia"

***

Cat acordou no banco de trás de um carro estranho. Já estava de noite e ela tinha a visão um pouco turva. Ela tentou se mexer, mas estava muito mole, grogue. Provavelmente havia sido drogada.

— Olá Bela Adormecida — a voz da mulher no volante soou distorcida. — Não se preocupe, logo vai melhorar.

— Para onde está me levando? — Estava com dificuldade para falar.

— Não se preocupe, a Nêmesis vai cuidar bem de você — Cat ficou desesperada. Aquela era provavelmente a pior coisa que poderia acontecer com ela. — Deve ter feito algo bem sério para a Nexus estar atrás de você.

— Eu não... — Falar tornava-se cada vez mais difícil.

— Talvez seus pais tenham feito.

— Como sabe?

— Telepata — explicou. — Adriano foi meio duro com você.

— Adriano? — Cat não conhecia ninguém com esse nome.

— Adrien? — Aquele nome lhe era mais familiar. Hector havia chamado Ed assim. — Sabe de quem estou falando. — Deu um sorriso. — Duzentos anos e muitos nomes.

— Duzentos? — A garota ficou ainda mais confusa.

— Ele não te contou? — Questionou. — Ele nasceu no século dezenove.

— Ed? — Continuava sem entender.

— Ele mesmo — A visão de Cat tornou-se mais turva até que tudo finalmente se apagou e ela voltou a "dormir".

Quando voltou a si, continuava no carro que agora estava parado. Ela olhou discretamente pelo vidro de trás e viu a mulher conversando com alguém.

A garota deitou novamente e fingiu que continuava a dormir. Fechou e abriu os punhos para testar se ainda conseguia controla-los. Pensou bastante em como sair dali. Se fosse cuidadosa o suficiente, conseguiria sair do carro e então correria tão rápido quanto conseguisse.

Levantou-se novamente e tentou ver se alguém a vigiava, por sorte, estavam todos distraídos. Então, com movimentos bastante precisos e lentos, ela conseguiu abrir a porta e assim que o fez, correu como nunca havia feito antes. Quanto mais corria, mais o coração acelerava. Não sabia se estavam atrás dela, se conseguiriam pega-la. Não estava segura.

Olhou para trás e viu que, por enquanto, ninguém a perseguia. Precisava pensar em um jeito de tirar a Nêmesis do pé dela. Foi quando se lembrou que Nêmesis e Nexus eram inimigas declaradas. Provavelmente se encontrassem, se enfrentariam e esqueceriam dela, ou pelo menos era o que queria. Ela foi até um telefone público e ligou para a Nexus.

Nexus, linha de emergência.

— Oi, meu nome é Cai... — Percebeu que seria melhor não informar o verdadeiro nome. — Cate, meu nome é Cate. — Continuou. — Fui sequestrada por uma agente da Nêmesis, eu consegui fugir do carro, mas acho que ela ainda está atrás de mim.

Ok, preciso que fique calma. Sabe onde está?

— Não.

Pode descrever o lugar? — A garota olhou em volta e não sabia bem quais palavras usaria.

— Não sei.

— A agente da Nêmesis que mencionou, continua aí?

— Sim, ela pode me achar a qualquer momento.

Ok, estamos rastreando a ligação desde o começo, esconda-se em um lugar seguro e não saia de lá até chegarmos. Pode fazer isso? — A garota permaneceu em silêncio. Talvez não tivesse sido uma boa ideia ligar para a Nexus. — Alô? — Ela desligou o telefone e se escondeu na primeira lata de lixo que encontrou. Estava determinada a não sair dali enquanto não sentisse segura.

***

Ed precisou parar o carro novamente. Precisava pensar com calma. Felicia estava com Cat e provavelmente a levaria para a Nêmesis, o que não era nada bom. Ele sabia que precisava encontrar Cat, antes que algo ainda pior lhe acontecesse. O problema é que ele não sabia como fazer isso.

De repente, viu carros da Nexus passar perto dele e lhe ocorreu que talvez o levassem até a Cat, provavelmente era atrás dela ou da Felícia que estavam. Com isso, ele resolveu segui-los.

***

Cat continuava escondida na lixeira. O coração acelerava a cada pequeno barulho que ouvia ou fazia. Estava muito assustada, com medo.

— Caitlyn — Era a voz de Felícia. — Não pode se esconder para sempre. — Uma lágrima escorreu pelo rosto de Cat. Continuava a tentar não pensar em nada para que fosse mais difícil de ser encontrada, mas estava com muito medo.

Então os passos pararam e sirenes puderam ser ouvidas. Um pequeno alivio foi seguido por outra preocupação. Nexus estava ali. Se fizesse barulho poderiam leva-la, mas se ficasse parada correria o mesmo risco.

Com isso, ela saiu da lixeira e andou escondida para não ser vista pelos agentes, o que não havia dado certo, já que dois deles conseguiram vê-la.

— Parada! — Apontaram as armas para ela.

— Ei! — Um terceiro agente interviu. Era o que havia deixado Cat ir com Ed anteriormente. — Abaixem as armas! — Ordenou e olhou para a garota assustada. — Está tudo bem. Não vamos fazer mal a você.

— Quero ir embora — disse sem ar.

— Nós vamos te tirar daqui — Tentou acalma-la.

— Não com vocês — A garota recuou para trás.

— Está tudo bem, viemos para ajudar — O agente tentou se aproximar, mas a garota continuava indo para trás.

— Vocês nunca ajudam — Ela já estava preparando o punho.

Ele tentou colocar a mão no ombro dela, Cat se desviou e deu um soco tão forte que ele foi lançado longe. Os outros dois agentes voltaram a apontar as armas para a menina.

— Não atirem! — Ordenou o agente caído.

De repente, as armas dos agentes foram lançadas para o alto por alguma força estranha. Cat olhou para trás e viu Ed ali, nunca havia ficado tão feliz por vê-lo. Ela foi na direção dele, um tanto confusa, afinal, ela não fazia ideia de como ele tinha chegado até ali.

— Está bem? — Ele perguntou deixando Cat ainda mais confusa.

— Sim — respondeu. — Como chegou aqui?

Ed apontou para os agentes da Nexus que estavam ali, fazendo com que a garota entendesse.

— Vocês dois precisam vir conosco — o agente disse ao se levantar. — Não é seguro aqui.

— Também não é seguro com vocês — Cat rebateu.

— Estamos apenas tentando ajuda-los — Mesmo ouvindo aquilo, a garota não conseguia acreditar neles.

— Não vamos com vocês — Ed disse.

— Então terei que leva-los a força — respondeu.

— Quero vê-los tentar — desafiou. Ed se abaixou um pouco para falar no ouvido de Cat. — No meu sinal, você corre para a caminhonete.

— Certo.

Ed levantou as mãos e várias estruturas de metal foram jogadas contra os agentes. Interpretando aquilo como um sinal, Cat fez o que Ed lhe pediu e logo foi seguido por ele. Ao chegarem na caminhonete, os dois entraram e o homem os tirou dali antes que os agentes reagissem.

***

Londres

O Mini Móvel parou em frente ao Colégio pela manhã.

Tom, que estava no jardim, foi correndo até o portão, vendo Alice e um garoto do qual não conhecia descerem do carro.

— Tom — Lice o abraçou deixando-o sem graça.

— Oi Lice — correspondeu o abraço rapidamente, sorrindo fraco. — É bom te ver também.

— O Killian está? Trouxe um novo aluno para ele. Tom, esse é o Jaime. Jaime, esse é o Tom.

— Oi... — Jaime estava admirado com o tamanho do lugar. Provavelmente nunca tinha estado em um lugar assim, pelo menos, não entrando pela porta da frente.

— E aí? — Ele deu um soco fraco no braço do rapaz, sorrindo. — Venham. O Killian está lá dentro.

— Na verdade eu já vou indo. Preciso resolver uns assuntos ainda. — Abraçou o garoto mais uma vez. — Se comporta, Jaime. Depois de atravessar esse portão, seu passado morreu. Aqui você vai ser um herói e heróis... Bem. Você sabe. — Deu um beijo no rosto do garoto, piscando para ele

— Sim, eu sei — Jaime concordou sem graça.

— Vai lá! — Sorriu para eles, saindo. — Diga ao Killian que eu mandei um oi.

— Ou ela pode dizer pessoalmente. — O Kane respondeu, encostando no muro do portão. — Que feio, Alice!

— Killian! — Ela abraçou o rapaz pela cintura, ainda corando com a presença dele. — Esse é o garoto que eu te falei. Jaime.

— Oi — disse ainda sem graça. Era muita gente nova em um dia só.

— Oi, pequeno. — Ele sorriu fraco, antes de abraçar a Harper. — Sinta-se à vontade.

— Desculpa sair assim de fininho. É que estou de olho no meu pai. — Deu de ombros. — Nunca se sabe quando ele vai fazer algo "do mal".

Jaime saiu de perto dos dois por achar que não tinha nada a ver com assunto sobre o pai da Lice, seja lá quem ele fosse.

— Mas ele sempre não está fazendo algo do mal? — Killian franziu o cenho, sem perceber que ainda abraçava a garota.

— Não sei. Mas prefiro não arriscar. — Soltou o rapaz, um pouco envergonhada.

— E aí, Jaime. O que você faz? — Tom perguntou, seguindo o rapaz.

— Fico invisível, e você?

— Posso causar terremotos. — Deu de ombros, como se fosse a coisa mais normal.

— Parece legal — O garoto não sabia bem o que dizer.

— De onde você e a Lice se conhecem?

— Eu não sei explicar bem — Jaime tentou pensar em uma maneira de explicar. — Mas para resumir, se não fosse ela eu estaria muito encrencado.

— É bem a cara dela. — Tom riu, antes de abrir a porta da mansão. — Seja bem-vindo, Jaime.

— Valeu!

— Bem, então acho melhor não te atrasar mais. — Sorriu fraco, fitando a morena.

— Imagina. Logo eu apareço com mais tempo.

— Vou cobrar, fique ciente disso.

— Claro! E obrigada por tudo. — Sorriu, colocando as mãos nos bolsos. — A gente se vê!

— Até. — Sorriu de volta, vendo a garota se afastar.

Notas finais
E aqui estamos nós nas notas finais ^^ Quero agradecer ao Gus e a Lines, pelo crossover. Para saber mais sobre a Lice, leiam Pocket Girl: https://fanfiction.com.br/historia/686114/HL_Pocket_Girl_-_How_Heroes_are_Born/ E para saber o que acontece em seguida com o Jaime e que Colégio é esse... Bom, vão ter que esperar o Gus postar a fic do Colégio Zero. Para saberem quando e acompanharem novidades, não só de Rise, como de todo o universo HL, curtam a nossa página no face https://facebook.com/heroeslegacycompany/