Notas iniciais
Dessa vez não demorei 1 século o/ Queria agradecer ao Jorge, a Vics e a Marceline pelos comentários ♥ Também quero agradecer a Line por mais um crossover ♥ Caso queiram saber mais sobre a Lice, leiam Pocket Girl Enfim, aqui está o capítulo novo

Com a certeza de que não estava sendo seguido, Jaime usou suas últimas moedas e foi até um telefone público. Ele pegou o número que a tal Pocket Girl havia lhe entregado, colocou as moedas no telefone e discou.

Alice ouviu o telefone tocar e se levantou rápido, temendo que a ligação fosse sobre seu irmão mais novo. Sem olhar o identificador de chamadas, atendeu, tentando parecer calma.

— Alô? Benny?

— Oi Alice — disse hesitante. — Você lembra de mim? Jaime?

— Jaime...? O garoto de rua? — Esforçou-se para se lembrar. — Algum problema?

— É que.... Eu preciso de ajuda — O garoto respirou fundo, não sabia se o que fazia era certo, mas estava muito encrencado e não tinha mais ninguém para pedir ajuda. — Estão dizendo que eu fiz uma coisa que eu não fiz.

— Do que estão te acusando? — perguntou a moça, preocupada.

— Eu não sei direito, mas acho que pensam que eu matei alguém.

Mas você não fez isso, não é? Jaime, preciso que me diga a verdade se quiser minha ajuda.

— Não! — negou. — Nunca matei ninguém. Sabia que não ia acreditar em mim!

Eu acredito! Claro que acredito! — disse alto, antes de suspirar. — Olha, Jaime. Eu não estou nos Estados Unidos e fica difícil resolver as coisas do jeito que tem que ser. Eu tenho feito coisas erradas ultimamente, e já não posso ser chamada de "exemplo". Mas eu vou te ajudar. Vou ajudar você a fugir.

— O quê? Como?

— Vou fazer documentos falsos e comprar uma passagem para você. Já pensou em morar em Londres? É um ótimo lugar. — riu fraco, embora estivesse nervosa.

— Londres? É meio longe...

Longe o suficiente para não ser perseguido. Olha, eu tenho um amigo que acolhe jovens Neo-humanos. Ele pode ajudar você por aqui. O que me diz?

— Isso é mesmo verdade?

É sim, Jaime. Confia em mim. E me desculpa por não te arrastar comigo aquela noite. Você poderia estar seguro agora.

— Não... Não é... — Ele não sabia o que dizer, não era bom em fazer as pessoas se sentirem melhores. — O que eu tenho que fazer?

Eu tenho alguns amigos de confiança. Eles vão ajudar. Em duas horas esteja no Brooklin — Ela disse o endereço. — Lá é minha casa. Tome um banho, coma o que quiser. Meus amigos vão fazer seu passaporte lá e vão te levar em segurança até o aeroporto. Vai dar tudo certo Jaime. Ninguém vai machucar você ou te incriminar por algo que não fez.

— Certo. Obrigado Alice.

***

Depois de estar longe o suficiente da lanchonete, Ed parou a caminhonete e começou a encarar Cat.

— Agora, você vai dizer a verdade — confrontou. — Por que a Nexus está atrás de você?

— Eu não sei.

— Olha, se não falar a verdade te largo aqui mesmo! — ameaçou. — Por que a Nexus está atrás de você?

— Mas eu falei a verdade!

— E a Nexus está atrás de você sem razão? — Ele não conseguia acreditar. — A Nexus perdendo seu precioso tempo procurando uma neo-humana qualquer?

— Eu não sei porque estão atrás de mim!

— Eu vou ter mesmo que te largar aqui — Ed tentou abrir a porta da caminhonete, mas foi impedido por Cat.

— Eles mataram os meus pais!

— Eles o quê? — Ed achou aquilo estranho, não se parecia com a Nexus.

— Eles mataram os meus pais e mataram o Zack!

— Quem é Zack? — Ficou confuso. Cat não soube o que responder. Zack não era um parente, mas a tratava como se fosse. Era mais que um amigo.

— Família — respondeu simplória. —, que eles tiraram de mim.

— Por que a Nexus matou os seus pais? — Questionou.

— Eu não sei — respondeu. — Porque eles são do mal?

— Ninguém mata por ser do mal — rebateu. — Até os piores assassinos arrumam uma justificativa para isso.

— Eu não sei porque a Nexus matou os meus pais — afirmou.

— Talvez eles soubessem demais — supôs. — Ou tenham feito algo terrível.

— Meus pais nunca fariam mal a ninguém — Cat o interrompeu. Apenas a ideia de que seus pais poderiam não ser o que ela pensava já a deixava inconformada.

— Todo mundo está disposto a machucar alguém por um preço — disse tendo pequenas lembranças do passado. Havia conhecido muitas pessoas daquele jeito. — As vezes quando amamos alguém fazemos coisas horríveis por essa pessoa, se não for mal o suficiente podem tira-la de você.

— O que quer dizer com isso? — Cat ficou confusa.

— Talvez seus pais tenham feito mal a alguém para protegê-la, talvez tenham matado — sugeriu. — Matar para proteger a família, acontece o tempo todo.

— Meus pais não são como você! — Gritou até que lembrou que estavam mortos. — Não eram.

— Então talvez seja isso que tenha os matado — concluiu. — O fato de não terem se esforçado o suficiente para te protegerem.

— Você tem alguma ideia do que está falando? — Cat sentia vontade de bater em Ed. Ele era horrível, falava coisas horríveis. Provavelmente havia feito algumas dessas coisas que ele dizia.

— Eu tenho — confirmou. — E você? Tem alguma ideia de como o mundo é? — Questionou arqueando a sobrancelha e fazendo uma expressão cética.

— Sim, eu tenho — rebateu.

— Não! Você não tem! — gritou deixando-a assustada. — Você é uma pirralha fraca, que pensa que o mundo é feito de vilões malvados e pessoas boazinhas e que alguém virá para te salvar e tudo ficará bem. Afinal você é tão boa, e os bonzinhos sempre vencem! — Ironizou. Cat com muito esforço segurou as lágrimas. — Sinto muito em acabar com a sua grande ilusão, mas ninguém vai te salvar! — Continuou ironizando. A garota não entendia porque ele parecia ter tanta raiva dela. — Não existem bonzinhos, não existem heróis, não existem vilões, existem pessoas e elas estão mais preocupadas consigo mesmas do que em resgatar uma menina que nem sabem quem é.

— O que fui que eu te fiz? — gritou em um tom tão alto quanto o de Ed. — Me desculpe por sua vida ser uma merda, por ninguém gostar de você por ser um cara arrogante e desprezível! — Continuou. — Eu não pedi a sua ajuda e não preciso dela! — Respirou fundo. — Volte a fazer seja lá o que sempre faz e me deixe em paz. — Ed voltou a si e percebeu o que tinha feito.

— Espera...

— Me deixa em paz! — A garota desceu da caminhonete e Ed tentou segui-la.

— Espera!

— Eu falei para me deixar em paz! — Gritou enquanto caminhava aceleradamente. — Vai embora! — Quando Ed conseguiu alcançar Cat, ele a segurou pelo braço.

— Para onde você pensa que vai? — Questionou.

— Para longe de você! — Respondeu soltando o braço.

— Eu não devia ter dito aquilo — Ed coçou os olhos e voltou a olhar para Cat. — As coisas não tem sido fáceis para mim.

— Eu não me importo! — disse seca. — Não tenho nada a ver com você ou com a sua vida.

— E você vai simplesmente andar no meio do nada para lugar nenhum? — Não havia nenhuma cidade ou alma viva em quilômetros.

— É melhor do que ficar com você — respirou fundo. — E de qualquer forma, para onde me levaria?

— Quer fugir da Nexus, não quer? — Ele perguntou e Cat confirmou com a cabeça. — Eu só te levaria para um lugar onde não podem te pegar.

— E onde isso seria? — perguntou cética.

— México — respondeu. — Ouvi falar de um cara que já ajudou alguém a fazer a mesma coisa antes. Ele facilitaria a sua ida e não teria que me ver nunca mais.

— Por que eu deveria confiar em você? — Minutos antes Ed estava gritando com ela. Não era alguém que Cat consideraria confiável.

— Porque é isso ou torcer para um carro passar por aqui e não ser algum maluco — respondeu. Mais calma, Cat voltou para a caminhonete com Ed. Depois que os dois entraram, ele deu a partida e olhou para a menina mais uma vez. — Desculpa mais uma vez por aquilo. — A garota permaneceu calada.

***

Jaime foi ao endereço no Brooklyn que Alice havia o passado. Lá ele encontrou os amigos que Pocket havia mencionado, John e Molly. Eles o ajudaram a resolver qualquer problema com a documentação. O garoto recebeu uma mochila com roupas e duzentos dólares para conseguir passar sem problemas pela segurança do aeroporto.

Estava indo embora de Nova Iorque, um dos muitos lares que teve. Estava esperançoso que dessa vez tudo desse certo. Que o amigo de Alice fosse mesmo tão legal quanto ela dizia. Se perguntava como estava a amiga Cat, se algum dia se veriam novamente.

Também estava ansioso sobre seu futuro daquele dia em diante, não seria como antes. Não estaria mais nas ruas, torcia para finalmente estar seguro.

***

Detroit

Lindsay entrou no abrigo para menores de Detroit disfarçada. Lá, ela entrou nos computadores e procurou por dados da irmã.

Caitlyn Bennet

22/01/2003

Desaparecida desde 2013

Percebeu que a irmã poderia não estar mais em Detroit, provavelmente havia ido embora há muito tempo. Ela torcia para que Zack tivesse a levado.

Resolveu procurar pelo nome do Zack e dois dados importantes apareceram. Um é que ele havia ido ao lugar em 2013, provavelmente teria levado Cat. O outro era seu último endereço registrado que ficava em Houston.