Notas iniciais
Olha só quem apareceu, demorou um tempinho, eu sei, mas para compensar, o capítulo ficou grandinho (bem maior que o último), quero agradecer a Marceline pelos comentários e divirtam-se o/

2000

Ed dirigiu a caminhonete até um hotel, onde ele e a filha, Cecilia, ficariam hospedados naquela noite.

A menina havia perdido boa parte da audição quando ainda muito pequena, por causa de um incidente envolvendo a Nêmesis, que resultou em uma explosão, no dia, Ed havia se ferido, a menina lesionou o ouvido de maneira grave enquanto a mãe dela morreu no mesmo instante.

Depois disso, Ed estava fugindo da Nêmesis, levando a menina consigo, ele estava "trabalhando" como contrabandista, para ele, era só até ter todo o dinheiro para uma cirurgia, que faria com que a filha não mais precisasse de um aparelho auditivo. Ele estava tão perto de conseguir.

Naquela noite, assim que pararam na frente do hotel, os dois desceram da caminhonete e foram direto para a recepção, onde foram atendidos e pegaram a chave de um quarto, com duas camas. Logo eles foram para esse quarto, Cecilia logo ajustou o aparelho dela e foi falar com o pai.

— Eu tô com fome — A garota disse ansiosa.

— Já vou pedir pizza, prometo — Ed disse deixando uma mala em cima de uma cama, após isso olhou para a garota. — Sabe que dia é amanhã?

— Meu aniversário — A garota sorriu fraco. — Vai falar que eu cresci rápido?

— Na verdade, ia perguntar o que quer de aniversário — O homem riu e continuou olhando para a filha, que ficou pensativa.

— Comer o bolo do Albert — Cecilia disse. — O bolo dele é o melhor.

— Estamos longe de Nova Iorque — Ele lembrou.

— Podemos passar lá na volta — A garota disse animada. — Fica como presente de aniversário atrasado. — E o pai concordou rindo. — E a pizza que você falou? — Ele riu e saiu do quarto para achar um telefone. A garota continuou lá e decidiu ir até a janela, foi quando notou algo estranho. Algumas pessoas saindo de um carro, ela sabia que aquilo não era bom.

2012

Aquela era uma manhã fria, mas o clima dentro da casa era bastante quente. Era a festa de aniversário da pequena Caitlyn, ou apenas Cat, que fazia nove anos na época.

Cat corria animada pela casa, brincando com os amigos de escola, enquanto Lindsay estava sentada no sofá, entediada com aquela "festa de criança", queria sair com os amigos, mas teria que ficar ali comemorando o aniversário da irmã.

Cat e os amigos se aproximaram sorrateiramente de Lindsay, Cat contou em voz baixa até três e então, ela e as crianças que estavam com ela começaram a jogar pipoca em Lindsay, que ficou irritada e reclamou, embora aquilo não adiantasse nada.

Assim, Lindsay resolveu pegar um saco de pipocas e participou da brincadeira, jogando pipoca na irmã e nas outras crianças, que também o faziam, tornando aquilo uma verdadeira "guerra de pipocas".

"Melhor dia de todos"

***

Dias atuais...

Rosalinda estava esperando a água do café ferver, quando ouviu batidas desesperadas na porta. Rapidamente, ela atendeu e ficou surpresa ao encontrar Ed segurando Cat desacordada no colo, ela rapidamente o deixou entrar, tentando entender aquilo.

— O que está acontecendo? Quem é ela? — A mulher apontou para Cat, vendo que aquela seria uma situação complicada, desligou o fogo para voltar a sua atenção aos visitantes.

— O nome dela é Cat, ela desmaiou — Ele explicou.

— Pensei que soubesse lidar com esse tipo de situação — A mulher estranhou.

— Não quando é uma neo-humana caçada pela Nexus — respondeu. — O que significa, nada de hospital.

— O quê? — A mulher encarou Cat desacordada antes de voltar a olhar para Ed. — Você vai ter que me explicar isso depois. — Então ela tocou a pele de Cat e percebeu que estava um tanto fria. — Pegue algumas cobertas naquele armário. — Apontou para o armário e Ed a obedeceu.

— O que ela tem? — Ed perguntou entregando um cobertor, com o qual Rosalinda rapidamente cobriu Cat.

— Ela está um pouco magra e pálida, provavelmente não tem se alimentado direito, especialmente para o padrão necessário a um neo-humano. Sem energia o suficiente, ela provavelmente usou os poderes acima de um limite com o qual está acostumada. — E finalmente, Rosalinda percebeu um curativo no braço de Cat. — A queimadura?

— Ela segurou um prédio em chamas — Ed respondeu.

— Isso explica muita coisa.

Rosalinda foi até um armário de remédios e pegou um injetável, aquele serviria para estabilizar a temperatura de Cat, além de servir como analgésico. Ela esterilizou a seringa, colocou um pouco do remédio, procurou por uma veia no braço de Cat e finalmente injetou o remédio. Quando Cat acordasse precisaria de algumas vitaminas e comer alguma coisa. A mulher aproveitou para trocar o curativo que estava sobre a queimadura de Cat, quando terminou, dirigiu-se a Ed.

— Por que a Nexus está atrás dela? — A mulher decidiu perguntar.

— Alguma coisa sobre a família dela, ela parece ser apenas uma moeda de troca ou algo assim — Ele respondeu.

— E o que ela está fazendo com você?

— Estou a levando até a fronteira.

— Por quê?

— Porque ela se escondeu no meio das minhas mercadorias e toda vez que eu deixo ela sozinha algo ruim acontece — Ele balançou a cabeça em negação antes de continuar. — Da última vez cercaram um prédio inteiro para pegarem ela.

— Ela parece encrenca — comentou.

— Nem fala...

***

Cat caminhava por um longo e frio corredor, haviam portas por todo o lado, todas levavam a celas vazias, gelo brotava por todos os lados. Ela andava tentando sair dali, mas parecia andar em círculos já que sempre voltava para o lugar de onde havia começado.

"Cat"

A garota começou a seguir a voz, que lhe parecia familiar. Estava esperançosa que sairia daquele lugar confuso.

"Cat"

Continuou a seguir a voz até chegar no fim do corredor, onde encontrou Lindsay, embora não conseguisse focar o rosto da irmã, Cat sabia que era ela, sua primeira ação foi chama-la.

— Por que me abandonou? — Lindsay parecia chorar.

— Eu não...

— Você me deixou sozinha com eles — Continuava a chorar.

— Não!

E finalmente, Cat conseguiu focar o rosto da irmã, e o viu completamente desfigurado, o que a deixou bastante assustada e a fez acordar respirando rapidamente, demorou algum tempo até que a garota percebesse que tudo não havia passado de um sonho.

Ela olhou em volta, mas não conseguiu reconhecer o local, e finalmente viu Rosalinda indo na direção dela, a garota então perguntou quem era a mulher.

— Sou a dona dessas cobertas e dos remédios que você teve que tomar — explicou entregando um copo de água para a menina. — Meu nome é Rosalinda.

— Remédios? — A garota ficou confusa, não entendia porque precisaria de remédios.

— Você desmaiou por estar muito fraca — A mulher explicou pacientemente. — Você está melhor, mas ainda precisará de algumas vitaminas e alimentar-se bem.

— Cadê o Ed?

— No banheiro — respondeu. — É verdade que segurou um prédio em chamas?

— Sim — A garota confirmou. — Você é mais um daqueles amigos do Ed que tem cento e tantos anos?

— Tenho apenas 38 — sorriu fraco. — E eu e Ed estamos mais para conhecidos do que amigos.

— Você é telepata ou algo assim? — Cat perguntou, depois de Felícia e Nikolai, estava já com um certo trauma de telepatas.

— Também não — riu. — Meu superpoder é ser uma enfermeira e ter que pagar as contas com o salário que eu recebo, que não é muito.

— Que bom — Cat comentou aliviada sobre Rosalinda não ser uma telepata, mas percebeu que seu comentário poderia ser levado da maneira errada. — Quero dizer, que bom que você não é uma telepata, não pelo seu salário, o lance do salário é ruim.

— Eu sei — continuou a rir.

— De onde você e o Ed se conhecem? — Cat perguntou curiosa.

— Tínhamos uma amiga em comum — A mulher preferiu não dar informações sobre aquilo.

— Que amiga? — Cat ficou ainda mais curiosa.

— Cat — Ed finalmente interrompeu a conversa das duas. — É bom te ver acordada.

— Acho que sim — Cat virou a cara, ainda estava brava com Ed.

— Ela está ótima — Rosalinda interferiu. — Pronta para a próxima.

— Não vai ter próxima — Ed disse de imediato.

— Não acho que seja você quem decida — Cat respondeu.

— O quê? Quer lutar contra eles de novo? — questionou. — Quem sabe não consegue um coma da próxima vez, um estado vegetativo? Talvez consiga até morrer, parece que é o que quer.

— Agora você quer bancar o protetor? Sério? — questionou. — Por que não ficou preocupado com a Lindsay quando deixou ela para ser pega pela Nexus?

— Talvez fosse uma boa ideia então deixar a Nexus te levar, o que acha?

— Por que você é tão cabeça dura? — Cat questionou irritada.

— Eu sou cabeça dura? — questionou cético. — É você quem não aceita que voltar para pegar a sua irmã que te abandonou é uma péssima ideia.

— Ela não me abandonou!

Com raiva, Cat acabou apertando o copo que segurava, fazendo-o quebrar e fazendo vários cortes na mão.

— Ótimo — Rosalinda resmungou. — Podem deixar para discutir em outro momento, por favor? — A mulher pegou a mão de Cat, os cortes haviam sido fundos, mas não graves o suficiente para precisarem de pontos. Ela levou a menina até uma pia, onde ela lavou a mão, o que fez os cortes arderem bastante. A pedido de Rosalinda, Ed pegou uma atadura e entregou para a enfermeira que a enrolou na mão de Cat. — Os dois precisam acalmar os ânimos. — A mulher então olhou para Cat. — E você precisa comer alguma coisa. — E voltou a olhar para Ed. — Tem um restaurante italiano aqui perto. — Entregou algumas notas para o homem. — Peça macarronada para três pessoas. — Assim, Ed saiu do local, deixando Cat sozinha com a mulher.

A garota foi até a cozinha e sentou-se a uma das mesas, ao mesmo tempo em que Rosalinda decidiu terminar de fazer o café que estava fazendo antes de Ed chegar com Cat, quando terminou, ela também sentou-se à mesa e colocou café em duas xícaras, entregando uma para Cat, que hesitou antes de pega-la.

Cat não gostava de café, nunca gostara, desde criança, mas as coisas andavam tão confusas que até o café não parecia mais ter o "mesmo gosto ruim" de antes.

— Estou começando a entender porque adultos gostam de café — A garota sorriu fraco.

— Adultos? — riu. — Quantos anos tem?

— Quatorze.

— Quatorze — repetiu, Cat aparentava ser um pouco mais nova que aquilo.

— Você conhece o Ed há muito tempo? — A garota quis saber.

— Mais ou menos — respondeu.

— Ele sempre foi tão cabeça dura assim? — questionou.

— Não sei falar, nunca fomos tão próximos — respondeu. — Talvez ele não seja o único sendo cabeça dura.

— Também acha que estou errada?

— Eu não sei, não sei muito do que está acontecendo — respondeu. — Só entendi que levaram a sua irmã, e acho que tem o direito de ficar brava ou triste por isso.

— Mas?

— Talvez... — suspirou. — Nem acredito que vou dizer isso, mas... talvez devesse ver o lado dele.

— Ver o lado dele? — Cat hesitou, mas se negava, não queria dar o braço a torcer. Para ela, Ed havia deixado a Nexus pegar a irmã dela, não havia argumento contra aquilo.

— Eu não quero que pense que estou tentando te dar algum tipo de verdade absoluta, eu nem sei o que está acontecendo direito — respondeu. — Mas entendi que a Nexus está no meio o que significa que é algo muito sério. Sei que o Ed vive fugindo de lutas então, por mais raiva que você sinta ou por mais errado que ele possa estar, não pode obriga-lo a lutar essa batalha. — Suspirou. — Já acho incrível ele estar te ajudando, eu não me lembro dele fazendo algo assim desde que o conheci.

— Henry disse que ele já foi um soldado — Cat lembrou, falar naquilo a fez sentir-se culpada, culpava Ed por Lindsay, mas parecia se esquecer que se não fosse por ela, Henry estaria vivo.

Aquilo a fez refletir, Ed havia lhe dito que não era a culpada por Henry, mas Felícia era. Ele disse que Cat não havia matado Henry, Felícia havia o feito. Não era culpa de Ed, a Nexus havia levado Lindsay, assim como havia matado os pais dela. Não podia se esquecer daquilo, a Nexus não a esqueceria. Aquela batalha era dela e sentia que somente ela poderia terminar aquilo.

Pouco tempo depois, Ed voltou com a macarronada, todos jantaram em silêncio. Cat não sabia o que pensar, ainda tinha raiva de Ed, mas também pensava no que havia acontecido com Henry, sobre o que Ed havia lhe falado. Era uma moeda de dois lados.

Após o "estranho" jantar, Rosalinda fez a garota tomar algumas vitaminas e a deixou voltar a deitar no sofá e cobrir-se novamente com as cobertas, embora com sono, a menina tentava resistir ao sono, enquanto Ed e Rosalinda conversavam na cozinha. Conversavam em voz baixa, a garota sabia que eles não queriam que ela escutasse. Não queria dormir, não queria ter outro pesadelo. Questionava como Ed conseguia não dormir, se ele não dormia pelo menos uma vez em muito tempo, parecia dificil ficar sem dormir para sempre.

Contra a própria vontade, acabou cochilando, e inevitavelmente, teve mais um dos "malditos sonhos".

Estava no mesmo corredor do sonho anterior, ela sabia o que encontraria e por isso tentava fugir, mesmo aquele lugar não tendo saída e escutando uma voz a chamando.

Ela sabia que era a voz da irmã, sabia o que encontraria se a seguisse, tentava ir na direção oposta, mas parecia apenas estar se aproximando da voz.

"Por que está me abandonando?"

E finalmente acordou, novamente respirando de maneira pesada e rápida, até lembrar que era apenas um sonho e sentir-se aliviada, pelo menos, por um rápido momento.

A garota decidiu levantar, para não cair na tentação de dormir novamente, mesmo que ainda estivesse com sono. Ela passou pela cozinha e viu Ed com a cabeça deitada na mesa, tirando algum tipo de cochilo, nem ele conseguia resistir a ideia de cair no sono.

— Cecilia — Ele disse enquanto dormia, deixando Cat intrigada. Quem seria Cecilia?

Ela achou melhor sair dali de maneira sorrateira e voltar para o sofá. Estava sem ideia do que faria para passar o tempo e permanecer acordada. Olhou para o lado e viu um caderno e uma caneta. Lembrou-se dos tempos em que desenhava com certa frequência, em um certo tipo de hobbie. Mas fazia anos que não desenhava, não sabia se ainda conseguia, se ao menos tivesse algo para desenhar.

Ouviu um barulho repentino e rapidamente fechou o caderno, foi quando viu Ed saindo da cozinha.

— Não devia estar dormindo? — Ed perguntou ao ver a menina acordada.

— Percebi que isso é uma péssima ideia — respondeu sorrindo fraco. — E você?

— Eu não tenho sono.

Cat sabia que ele estava mentindo, havia o visto dormir. Questionava se ele também tinha pesadelos, mas ele era um adulto, ela acreditava que adultos não falassem de coisas tão íntimas quanto pesadelos, talvez para não parecerem fracos, ou alguma razão na qual a garota ainda era nova demais para entender.

— Cadê a Rosalinda? — A menina decidiu mudar de assunto.

— Dormindo — Ed respondeu simples.

— É claro — resmungou, mentalmente repreendeu a si mesma por ter feito uma pergunta cuja resposta considerava óbvia. — Desculpa. — Soltou, com um pouco de coragem, não gostava de ter que dar o braço a torcer, ainda sentia raiva, mas sabia que a culpa não era de Ed, pelo menos, tentava se convencer assim.

O homem apenas respirou fundo e seguiu em direção a porta.

— Posso fazer uma pergunta idiota? — A menina pediu.

— Não seria a primeira vez — Ele resmungou e olhou para ela. — Vá em frente.

— Adultos sentem medo?

— Geralmente sim — respondeu tentando aparentar naturalidade, embora estranhasse a pergunta. — Mais alguma pergunta?

— Sim, mas você não precisa responder se não quiser — A garota disse deixando Ed confuso e um tanto curioso. — Eu te vi cochilando na cozinha e você disse um nome. — Ela respirou fundo. — Quem é Cecília?

Ed olhou em volta antes de fitar a garota, pensou sobre responder, mas apenas deu de costas e saiu para fora, para ficar na caminhonete, deixando a garota sem resposta, como ela já imaginava que aconteceria.

A garota apenas pegou o caderno de volta, abriu-o e ficou fazendo rabiscos aleatórios, tão aleatórios quanto seus pensamentos naquele momento. Pensava em muitas coisas, no passado, no futuro, na irmã, nos pais, em Zack, em Ed, na tal Cecília, em Jaime e até mesmo em Pocket Girl, a heroína que um dia Cat havia visto como a maior de todas, mas que no momento a garota não sabia como vê-la. Pocket era sua inspiração, havia ajudado a tantas pessoas, mas estava com a Nexus.

Nexus

A pergunta que se fazia anos, do que eles queriam, porque corriam atrás dela, atrás da irmã, porque mataram os pais dela, porque mataram Zack, porque estavam dispostos a matar qualquer um que se colocasse no caminho deles apenas para pega-la.

O que poderia ser tão importante para se arriscarem tanto?

Tentou reunir os pensamentos, para chegar a alguma conclusão. Perguntaram sobre o trabalho dos pais uma vez que a interrogaram no passado, poderia ter algo a ver com o trabalho dos pais, mas com o que trabalhavam?

De qualquer forma, entendeu que tinha algo a ver com o trabalho dos pais. Outra hipótese é que os pais dela sabiam demais sobre algo.

Lembrou-se que quando os agentes que mataram Zack perceberam que ela não sabia de nada, queriam leva-la de qualquer jeito, pois a irmã poderia saber de algo. Os pais sabiam demais, talvez Lindsay também soubesse demais. Ela era uma moeda de troca no meio de uma queima de arquivos. Mas quais arquivos?

Decidiu montar um tipo de mapa, para se organizar.

Mamãe e papai -> Sabiam demais -> Mortos

Trabalho misterioso papai e mamãe (?)

Lindsay -> Sabe algo -> Nexus levou

Zack -> Sabia algo -> Morto

Eu -> Irmã da Lindsay -> ?

Arrancou a página e a rasgou em pedaços antes de se levantar e jogar os pequenos pedaços de papéis em uma lixeira, foi quando olhou pela janela e notou que estava amanhecendo, significava que logo ela e Ed voltariam para a estrada, estavam muito perto de San Diego, perto da fronteira, e cada vez mais longe da Nexus, e por consequência, de Lindsay.

Não demorou para que os, até então tímidos, raios de sol ficassem mais intensos e iluminassem em volta, era dia e hora de voltar a estrada.

Logo, Rosalinda acordou e Ed voltou para dentro, eles tomaram um rápido café da manhã e se despediram, eles estavam quase chegando ao destino e Rosalinda tinha que ir para o hospital trabalhar.

Na estrada, enquanto Ed dirigia em silêncio, Cat pensava no mapa mental que havia feito antes. Era como um quebra-cabeça e tentava entendê-lo, embora questionava se era uma boa ideia, considerando que todos que o montavam morriam. Aquilo significava que Lindsay era a próxima, Cat fechou os olhos tentando afastar aqueles pensamentos. Queria fazer algo, precisava fazer algo. Tinha que salvar Lindsay.

Notas finais
Eita, o que será que os pais da Cat poderiam saber? Qual seria o trabalho misterioso deles? A Cat vai atrás da Lindsay? Descubram nos próximos capítulos o/ Enfim, estamos na reta final, faltam apenas três capítulos para o final e estou bastante ansiosa para escrevê-los, até mais o/