Gunslinger
24 Capítulo 23
Notas iniciais
Antes do capítulo, vou fazer uma breve recomendação de duas fics pra quem gostou do Ship Amy/Matthew. São duas escritoras excelentes e super criativas galera, vale super a pena ler.
Warmness on the Soul: http://fanfiction.com.br/historia/245952/Warmness_On_The_Soul/
Grand Cabaret: http://fanfiction.com.br/historia/252933/Grand_Cabaret/
Super vale a pena galera, enfim. Vamos ao post certo?Desculpa pela mínima quantidade. ♥
O dia amanheceu trazendo felicidade para Matthew, que estava empolgado demais para ficar na cama. Não era normal ele ser o primeiro a acordar, geralmente a morena preparava o café da manhã e corrigia tarefas em seu tempo livre, com dó de acordar o namorado. O homem afagou a bochecha levemente rosada de Amy que dormia profundamente e afastou as cobertas, indo em direção ao banheiro para sua higiene matinal.
Vestiu apenas calças e um par de chinelos para levar Hunter até a rua fazer suas necessidades enquanto pegava as correspondências. Sentia-se uma pessoa extremamente normal, como se nenhum dever militar houvesse cruzado sua vida.
Chamou Hunter com um assovio e o mesmo prontamente obedeceu, sendo o primeiro a subir as escadas enquanto Matthew distraidamente olhava envelope por envelope. Um em especial havia lhe chamado atenção, e estava com o endereço correto, menos o nome que se referia a Sarah Lee.
Era uma conta, e aquilo havia deixado o homem levemente intrigado.
Passou o café de forma distraída, abrindo todos os envelopes que eram destinados a si e algumas contas feitas por Matthew no nome de Amy. Não se deu conta de quando a morena adentrou a cozinha usando sua blusa da noite anterior e roupas de baixo. Sua voz suave fora o que tirou o homem da leve distração com a leitura.
- Caiu da cama? – brincou ela, mostrando a língua para o homem que achou extremamente sexy a menor usando sua blusa que quase lhe caia como um vestido. – Acordou antes de mim. Se não fosse o Hunter, eu teria dormido mais.
Matthew apenas acompanhou a morena com os olhos, que deu a volta em seu corpo e pegou uma xícara para tomar um gole do café feito por Matthew. Não demorou para que o homem voltasse sua atenção à carta que lia, enquanto Amy sorvia um gole do líquido quente e jogava o resto na pia por estar grosso demais.
- Veio uma carta pra esse endereço, mas tem outro nome. Deve ser da antiga moradora – disse Matthew, deixando a qual lia de lado para entregar a outra a morena, que cuidadosamente fitou o endereço e sorriu. Os braços maiores envolveram o corpo de Amy, esperando uma resposta. – Não sabia que se chamava Sarah.
- Sarah é minha mãe. – Disse Amy, lendo a carta por cima com pouca atenção. Não demorou a lembrar se de que havia comprado algumas roupas em seu nome e estava na hora de pagar. – Eu comprei algumas coisas no nome dela um tempo atrás, nada o que se preocupar.
Matthew sentiu o leve beijo estalado que fora depositado em sua bochecha, a morena se movendo para soltar-se dos braços maiores. Ele respirou fundo de forma calma, apoiando as mãos no balcão enquanto pensava. Haviam conversado sobre Amy apresentar Matthew a sua família, mas esse dia ainda não havia chego e sentia a necessidade de cobrar, afinal, não queria que fosse apenas uma promessa falsa.
- Amy – chamou ele, fazendo a morena parar de andar para lhe dar atenção. – Quando vamos ir ver sua família?
A morena pareceu congelar no exato momento, o peito martelando contra o peito. Não queria tocar naquele assunto novamente, não queria estragar tudo. Achava injusto Matthew não conhecer sua família, mas a mesma não era tão agradável e calorosa como os Sanders.
Amy tinha medo de mostrar suas origens, de mostrar o quão decadente era sua situação há tempos atrás no inferno em que vivia. Odiava Riverside. Não pela cidade, mas pela sua família que morava lá.
- Não podemos apenas esquecer isso? – questionou a morena, fitando seus próprios pés. Até mesmo Hunter percebera o quanto aquele assunto havia lhe chateado de forma repentina, e fora para perto de Amy lamber a pontinha de seus dedos. – Minha família não vai te receber bem, Matt.
- Você tem vergonha de mim, é isso? Quando nos conhecemos você pareceu não ser a favor de soldados a serviço. – disse ele, ríspido e deslizando ambas as mãos sobre o rosto. Matthew apenas queria uma boa relação com a família da morena, parecia ser pedir demais. De certa forma, só queria aprovação como nos tempos antigos, uma vez que tinha o casamento de seu pai e sua mãe como exemplo.
- Matthew! – Amy tentou repreender o maior, que resmungou algo extremamente chateado. Temeu uma aproximação como da ultima vez, mas mesmo assim tocou o braço forte e lhe obrigou a olhar para si. – Não é você, nunca foi você e me desculpe minha falta de informação no começo. – sentiu a voz embargar por pensar em ter que rever sua família novamente, voltar para o inferno que era Riverside. – Se é realmente a sua vontade, nós vamos até Riverside e você conhece meus pais.
A morena limpou o canto dos olhos de algumas lágrimas que brotaram ali e Matthew se sentiu levemente culpado por pressionar demais.
- Se é a sua vontade, eu vou ligar pro meu pai – disse derrotada, sentindo o frio em seu estômago vir lhe receber, o nervoso de discar números tão conhecidos, que por ela apagaria de vez de sua memória.
Sentindo-se nervosa por horas depois, estar em um carro a caminho de Riverside, Califórnia.
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