Gunslinger

17 Capítulo 16


Notas iniciais
Me perdoem pela demora a postar. Eu andei bem ocupada, e escrevi pouco nesse tempo. Mas aqui vai o começo do capítulo 16, que eu dividi em duas partes para não deixar vocês muito mais tempo sem posts. ♥

Matthew sentia-se ansioso para rever sua família e Amy, ainda mais que faltavam apenas horas para seu desembarque. Havia conversado com seu psicólogo e contado por tudo que havia passado desde que conhecera Amy e como sua vida havia mudado completamente. Foram longas sessões durante seis meses, e Matt estava sentindo que já não precisava mais daquilo.

Precisava apenas de sua garota, e agora parecia tão próximo.

Seu antebraço por baixo da faixa bem apertada contra o músculo doía, latejava como se a bala ainda estivesse alojada em seu corpo. Tentou ignorar a dor enquanto assuntos relacionados ao tempo que passaram no Oriente Médio chegavam em meio as conversas, agora sem a tensão todos conseguiam rir do assunto.

Fora uma viagem longa, e lembrou-se da última vez que a fez em completo silêncio devido ao luto de perder o amigo. Sabia de alguma forma que, por ter saído vivo do campo de batalha era pela ajuda de Jimmy, pois o mesmo sempre estaria ao seu auxílio, não o deixaria agora apenas porque partiu.

Então o coração falhou diversas batidas, e algo pareceu cair pesado em seu estômago quando seus olhos localizaram o desembarque. Sentia-se como um adolescente, pois nunca esteve tão ansioso por reencontrar alguém. Apressou-se para recolher sua bolsa e vesti-la sobre seus ombros por cima da blusa justa cor verde musgo, que sempre usava como uniforme, quando o ônibus parou em sua vaga, e viu vários soldados já formando fila.

Passaram Matthew para trás, empurrando o homem e lhe dando socos amistosos no peito por perceberem o nervosismo do mesmo. Até Johnny entrou na brincadeira, zoando Matthew por estar naquela situação por conta de Amy. Atrasaram a sua decida de propósito.

O sol do meio dia queimava no alto do céu, causando um calor insuportável para quem ousava enfrentá-lo, afastou a porta de vidro e de longe pode observar o quão lotado estava o saguão de entrada. Despediu-se de seus amigos e pegou sua mala quando a mesma cruzou a esteira, parecendo pesada por segurá-la com o braço machucado.

E então pode sentir-se em casa mais uma vez. Viu várias pessoas cumprimentando seus parentes, e mulheres que davam a noticia a seus colegas que estavam grávidas, tirando um sorriso torto dos lábios de Matthew.

Com os olhos correndo por toda multidão, pôde ver Kim de longe acenar para ele, levando a mão ao rosto enquanto chorava de emoção. Matt avançou em uma breve corrida com suas pernas longas, pulando um banco e deixando sua mala sobre o mesmo. Abraçava a mãe com tanta força e saudades, que nem mesmo acreditava que tinha tudo aquilo guardado em seu peito.

Manteve-se assim por longos minutos, não demorando a deslizar seu polegar para limpar as lágrimas nos olhos da mais velha, lhe fitando carinhosamente antes de deixar um longo beijo em sua testa. A mulher tateou o peito do homem, logo o braço machucado sem força para que não piorasse a situação.

- Você voltou inteiro. – A mãe tentou descontrair, torcendo os lábios chorosos de alegria. – O que aconteceu no seu braço? Senti tanta a sua falta, meu filho. Meu coração é um aperto só quando você se vai.

- Eu estou aqui. Eu estou bem – Abraçou sua mãe mais uma vez, seu pensamento agora na morena que não havia visto. Será que ela havia esquecido ou a carta não chegara? – Você está aqui sozinha?

- Sim... — A mulher afastou-se, limpando os olhos com um lenço. Tomou fôlego e levantou seu rosto para olhar nos olhos do filho. – Sua irmã e o resto da família ficaram em casa, nós preparamos uma festa para você e...

Observou a multidão até a porta enquanto sua mãe falava e o homem pouco dava bola na tentativa de enxergar a única pessoa que faltava para se sentir completo. Seus lábios entreabriam-se quando na direção da porta viu a morena deixando um táxi e dirigindo-se à entrada com seus olhos fixos na multidão a procura de algo.

Sentiu como se seu caminho estivesse livre para ela, mesmo que Amy não havia lhe visto. Seus olhos semicerrados deixaram dobras engraçadas em sua testa, seus fios negros caiam lisos sobre os ombros enquanto vestia jeans justa e uma blusa preta qual chamava a atenção de Matthew para seu decote.

Largou sua mãe que não entendeu o porquê seu filho agora corria, abrindo caminho entre as pessoas com pressa, conseguindo atrair o olhar da morena que não teve nem mesmo tempo de reagir.

Apenas sorriu largo antes de envolver seus braços ao redor do pescoço do homem, sentindo seus braços fortes lhe abraçarem com força, tirando seus pés do chão. Lembrou-se do seu primeiro beijo com Matthew e de como o mesmo lhe adorava fazer esse tipo de surpresas, lhe deixar sem reação.

Tocou seus lábios macios com os seus ressecados de tanto sol. Moveu-se forma intensa, sentindo que a mulher logo entreabriu os seus para lhe bem receber. Perderam-se no contato, na tentativa de matar uma saudade de seis longos meses.

Não se importaram com quem mais estava ali, desperdiçaram longos minutos com o contato ávido, Amy segurando-se até o fim para não chorar. Então tomava um pequeno fôlego para retomar o ritmo do beijo, dominando a língua de Matt.

Estavam juntos e Matthew estava inteiro em seus braços, por mais que fosse ao contrário. Sentiu que a tortura havia terminado e agora sentia-se completa novamente, orgulhosa de não ter desistido. Conforme o beijo fora se tornando lento até cessar completamente, Amy lembrou de todas as promessas feitas até então.

- Senti muito a sua falta. Achei que iria desistir de mim. – Matt adentrou seus dedos sobre os longos fios negros, com o polegar afagando as maças do rosto levemente coradas de Amy. – Nunca senti tanto medo de não conseguir voltar.

- Você está aqui agora, eu te prometi. Não prometi? – Amy abraçou o homem novamente, encostando sua cabeça sobre o peitoral duro enquanto suas mãos escorregavam para rodear a cintura maior. – Como você se machucou?

- Posso te contar depois? Quero te apresentar a alguém.