Gunslinger

18 Capítulo 17


Notas iniciais
GENTE! Eu sei que é tarde, mas estou aqui postando para vocês. Não abandonei ninguém, okay? Eu apenas andei muito ocupada - estou doente e no final de semana tive uma formatura pra ir, o que me causou muita correria e deixou pouco tempo para escrever. Mas aqui está o capítulo 17 para vocês! Não desistam da fic, e obrigada a quem continua comigo. ♥

Amy franziu seu cenho ao terminar de ouvir Matthew, sentindo os dedos maiores entrelaçarem-se aos seus, lhe puxando para andar. Sentiu vergonha enquanto mantinha a cabeça baixa, mas de certa forma feliz. Se Matthew fazia tanta questão, era especial.

E então as borboletas fizeram festa em seu estômago ao ver que se dirigiam a uma senhora não muito de idade, fios negros cortados em um corte até o pescoço. A mesma colocou seus braços frente ao corpo e sorriu, sorriu para Amy. Não poderia ser quem ela estava pensando, mas era.

Era a mãe de Matthew.

O homem apenas parou frente à mulher e sorriu, envolvendo um de seus braços para trazer a menor mais para perto. O braço de Amy quase não fora suficiente para abraçar a cintura do homem.

- Mãe... Essa é Amy, minha namorada. – Matthew levou seus olhos na direção da menor, lembrando-se de tudo que havia acontecido dias antes de partir para o Oriente Médio. Sua mãe desde o início sabia, Matt havia mudado por Amy. – Amy, essa é minha mãe.

A morena sorriu largo quando entendera que agora era realmente especial, e levou a mão para cumprimentar a mulher, sendo totalmente ignorada quando a mesma deu o primeiro passo em sua direção e lhe abraçou de uma forma materna, que Amy havia se esquecido de como era bom.

E não pôde fazer nada a não ser retribuir o calor do abraço, deixando as palmas das suas mãos sobre as costas da mulher a qual ainda não sabia o nome. Sentiu que o sorriso antes tímido agora já não cabia em seu rosto.

- Prazer Amy, meu nome é Kim. Eu sabia que ele tinha alguém muito especial, porque ele estava diferente. – A mulher fora se afastando, mantendo ambas as mãos sobre as de Amy que não sabia exatamente o que fazer. Suas bochechas coraram violentamente e o sorriso largo lhe causou uma pequena ardência. – E você é tão linda, eu estou tão orgulhosa do Matthew.

- Obrigada, a senhora é muito gentil.

Amy apenas direcionou seus olhos de Kim para Matthew, sentindo-se extremamente acolhida no meio de ambos. Pensou em como era impossível ser dessa forma com sua própria família, uma vez que nenhum deles ligava para sua existência.

- Nós temos uma festa para ir agora e faço questão que você vá conosco. Está com Matt agora, faz parte da família. Vamos? – Amy pareceu desconcertada com o convite, não querendo ser um incômodo. Mas as mãos de Kim lhe puxaram para andar e Matt apenas segurou suas malas, deixando seu braço livre sobre os ombros de Amy.

O caminho não pareceu longo para Matt, uma vez que estava feliz por voltar para casa. Dirigia o carro de sua mãe em uma velocidade regular, vez ou outra direcionando seus olhos para a morena ao seu lado, encontrando seu sorriso singelo e seus olhos tão vivos lhe fitando de forma terna. Entre uma marcha e outra, encontrava os dedos de Amy para entrelaçar junto aos seus e sentir a maciez de sua pele, já que fora privado daquele contato por meses.

Estacionou seu carro frente a casa tão conhecida por ele, podendo perceber que Amy respirava fundo visivelmente nervosa, diferente de sua mãe que fora a primeira a sair do carro. Matt apenas riu, colocando os fios negros da morena para trás lhe chamando atenção.

- Não precisa ficar nervosa. – O homem afagou a bochecha levemente rosada de Amy, lhe roubando um beijo desconcertado. – Vão adorar você, eu prometo.

Amy apenas balançou a cabeça quase incapaz de falar algo. O homem deu a volta ao descer, abrindo a porta para a morena que se posicionou ao seu lado e novamente entrelaçou seus dedos aos maiores.

Nunca havia se sentido assim, tão tímida. Era uma pessoa de poucos relacionamentos e pouco fazia questão de conhecer pessoas novas. Mas era a família de Matthew, e estava junto a ele agora. Apenas tinha medo de rejeição, havia sido assim a sua vida inteira.

O homem afastou a porta de vidro e não pode deixar de sorrir com a sua família inteira reunida na sala de estar. Não fazia idéia de quem iria abraçar primeiro, uma vez que era muita gente e a saudade martelava forte em seu peito.

Abraçou sua irmã Amy, cumprimentou seus primos, tios e tias. Sophia foi pega no colo assim como Anne, sua prima de cinco anos que não chegou a ver crescer. Lembrava-se da garota ainda um bebê, com seus olhos claros e grandes, lhe fitando curiosa. Também tinha Cris, amiga de Amy que Matthew não conseguira deixar de esquecer: era por causa dela que tinha Amy agora.

E a mesma, por outro lado, apenas se mantinha parada ao batente da porta de vidro, segurando seu cotovelo em um abraço frente ao seu corpo com um sorriso divertido nos lábios pela forma que seu homem interagia com a família. Pensou como deveria ser bom ter tudo aquilo, afinal sua família era grande, mas ninguém nunca se importava com a sua presença.

Todos os feriados em família como Ação de Graças, Natal e seu próprio aniversário, fora adepta a passar sozinha de uns anos pra cá. Uma vez que não agüentava as críticas pelo seu jeito de ser e o que havia escolhido para si. Suas irmãs e primas sempre comentavam sobre roupas e novos namorados, futilidades que Amy não conseguia agüentar. E, no final da noite, sempre era comparada a perfeição de sua irmã Lori.

Mal se deu conta de quando Matthew cuidadosamente se aproximou, causando em Amy um pequeno susto. O homem abraçou a mulher pelos ombros, lhe causando um sorriso envergonhado, mas ainda sim perfeito aos olhos de Matt. Apenas entendeu o porque o homem estava ali quando Matthew chamou a atenção de sua família.

E tudo que Amy conseguira fazer foi sorrir para Cris de uma forma desajeitada, expressando seu visível nervosismo. Manteve seus olhos presos ao chão enquanto o homem falava, levando a mão a sua própria cintura. -... Nós passamos o mês juntos, e foi impossível não sentir algo mais forte. – Os olhos de Amy encontraram os de Matthew, tão brilhantes devido à felicidade que sentia naquele momento. Não existia mais nada, era a primeira namorada que apresentava para a sua família, nunca teve tanta certeza em relação ao quanto queria alguém. – Nós trocamos cartas durante esses seis meses e vencemos essa distância. Queria apresentar para vocês, minha namorada Amy.

Então sentiu novamente o conforto dos braços de Matthew ao seu redor, sentindo-se tão bem recebida a cada pessoa que se aproximava para lhe cumprimentar. Sorriu para Amy, irmã de Matthew a qual lembrou estar presente na festa em que John havia dado. Era linda, assim como o irmão. E finalmente Cris, sua melhor amiga. A mesma abraçou Amy tão forte e estava tão feliz pelo momento, que não deixaram de sorrir por tudo aquilo que Cris sofreu junto a Amy ter valido a pena.

- Não havia visto vocês dois juntos, formam um casal lindo. – Cris comentou enquanto se serviam de refrigerante próximo a mesa. Amy pôde reparar que a casa era realmente enorme enquanto sua amiga falava – Vocês dois têm muito o que viver pela frente. Nada de riscos, não é?

- Eu espero. – Amy sorriu de leve, levantando seus olhos por cima dos ombros da amiga enquanto observava Matthew em uma brincadeira amistosa com seus primos. Estava feliz por ver a felicidade do namorado, não iria interrompê-lo. Esperaria que matasse a saudade da sua família para depois o ter inteiro quando fosse a sua vez. Estava se divertindo na festa, descobrindo um pouco mais da infância do homem a cada pessoa que passava e puxava conversa com a morena.

Não viu a noite cair, conversava e ria com Cris, Kim e as tias de Matthew em uma conversa sobre o homem na sala de estar. Não fora um incômodo falar de onde veio e qual era a sua profissão, achou confortável como fora bem recebida na família. Não demorou ao assunto tornar-se Matthew mais uma vez, de como o homem era na infância e como havia crescido rápido aos olhos de sua mãe. Kim até havia buscado uma foto de Matthew nu quando bebê, a qual se manteve na mão de Amy pelo resto da noite.

E seus olhos várias vezes vagavam a procura do homem, vendo como o mesmo não conseguia deixar de brincar ou carregar Anne em seus braços. Em seus lábios havia se formado um sorriso fino pela forma a qual Matt levava jeito com crianças. Não escondia o desejo de ser mãe.

E também não escondia a vontade de ter Matthew como o pai de seus filhos.

Abandonou a conversa para tomar um ar na varanda, abraçando a si própria devido ao pouco frio. Estava distraída quando sentiu os braços maiores ao seu redor, a palma da mão de Matthew esfregando seus braços enquanto o queixo com barba por fazer encontrava seus ombros. Não deixou de sorrir, mantendo-se na mesma posição tão gostosa por ter seu homem junto a si.

- Está ficando tarde, eu preciso ir. – Amy entortou os lábios enquanto sorria, virando-se para encontrar um Matt sorridente, que não perdia um segundo sem ter seus braços ao redor do corpo da morena.

- Quem disse? – O homem não lhe deu oportunidade para responder, roubou um beijo demorado, roçando carinhosamente a ponta de ambos os narizes. As mãos de Amy tocaram seu rosto, sentindo que embaixo da palma macia a barba lhe causava cócegas. – Dorme aqui, fica comigo. Eu tenho espaço para nós dois.

Não deixou de sorrir com a forma infantil a qual Matthew sussurrou. Afagou seu rosto, pensando o quão irrecusável aquilo lhe soava. Sentiu falta de dormir com Matt, do cheiro de sua colônia em seu travesseiro.

- Não consigo dizer não a você. – Sussurrou próximo ao rosto de Matt, sendo calada novamente com um beijo. Iria aproveitar todo o tempo possível com ele a partir daquele momento, porque Matt era apenas dela. Não aceitaria dividir com ninguém, não mais.