Gunslinger

9 Capítulo 08


Notas iniciais
Esse capítulo é bem grande, e um dos meus preferidos. Espero que vocês gostem, pois eu estou amando muito postar aqui para vocês. Obrigada pelo apoio! ♥

Matt abriu seus olhos e sentiu a dor de cabeça latejante já vir lhe receber. Tentou se espreguiçar, mas não se moveu muito, o sol batia na janela por trás das cortinas escuras anunciando as primeiras horas da manhã.


Notou que estava frente à Amy, ambos os rostos tão próximos que lhe doía de vontade de beijá-la. Seus lábios úmidos moviam-se junto a linha de seu rosto devido ao sonho. Sua mão repousava embaixo do travesseiro e a outra próxima ao peito, como se guardasse algo, e seus fios negros caíam desarrumados sobre o rosto. Reparou, também, no edredom que estava apenas sobre o quadril da mulher, o pijama expondo sua barriga mais do que deveria.


Suspirou tenso, coçando a pouca barba com seus pensamentos lhe matando. A noite anterior havia sido suficiente para ter certeza de que estava apaixonado, mas pensar em quão sexy Amy estava não lhe ajudava muito naquele momento.


A mulher ofegou entre o sono, encolhendo uma das pernas enquanto deslizava a bochecha pelo travesseiro, pressionando seus olhos. Seu cabelo moveu-se um pouco, caindo ainda mais sobre seu rosto.


Afastou o edredom e limpou os resquícios de suor que havia em sua testa, inclinou-se para capturar a blusa da noite anterior no chão, vestindo a peça seguida da jeans e dos sapatos. Amy continuava adormecida, Matthew deduziu que estava cansada. Resolveu arrumar sua parte da cama para não dar trabalho a Amy quando a mesma acordasse. Fez mal feito.


Na verdade, não sabia o porquê estava indo embora àquela hora, tão cedo. Talvez estivesse com medo da conversa que teria com Amy mais tarde. Deixou de lado o pensamento e ignorou a vontade de ir ao banheiro, havia uma ereção incômoda que a bexiga cheia lhe causava devido às cervejas na noite anterior.


Fitou Amy por alguns segundos, sentindo-se culpado por deixá-la ali. Inclinou-se e afastou os fios negros do rosto adormecido e beijou sua testa levemente querendo, na verdade, beijar seus lábios.


Saiu em passos silenciosos, recolhendo suas coisas, jogando a chave de Amy por baixo da porta.


– x –


Sentiu seu corpo doer devido a quantidade de horas que passou na mesma posição. Não atreveu-se a abrir seus olhos por um tempo, tinha medo da claridade que deveria haver no quarto. Trocou de posição e sentiu o espaço ao seu lado vago, lembrava que havia dormido com Matthew, então forçou-se a abrir seus olhos para fitar a situação.


A cama estava arrumada, mas não corretamente. O edredom estava torto, mas não se importou, estava se sentindo vazia. Tentou pensar em meio ao sono o porquê Matthew lhe deixaria tão cedo, nem mesmo a acordando para se despedir.


Tinha a sensação que havia assustado Matthew pela forma que falou com o homem na noite anterior. Então estavam quites, pois ele também havia a assustado por quase bater em Troy. Resmungou baixo o quanto se sentia idiota, não queria perder a amizade do homem por algo tão bobo.


Na realidade, não teria nem coragem de enfrentá-lo.


Mas o que realmente lhe incomodava era a sensação de vazio que a manhã lhe trouxe. Não conseguia entender o motivo, afinal todas as noites passava sozinha e a falta de companhia nunca foi a ela um problema tão grande. Sabia se satisfazer do seu jeito, e tentava compensar a carência com os estudos, não tendo tempo para pensar demais.


Mas aquela manhã... Tão estranha, tão vazia. Respirou fundo e tocou o local em que Matt havia dormido, ao seu lado. Lembrou-se vagamente quando acordara no meio da noite, sonolenta, e sentia o braço pesado sobre seu corpo. Era Matt, de alguma forma lhe envolvendo. Pegou-se querendo aquilo pela manhã.


Afastou o edredom e passou para o lado que agora estava um pouco gélido. Apertou seu rosto contra o travesseiro, havia o cheiro dos cabelos de Matt lhe fazendo lembrar o quão macios eram, mesmo que pequenos. O lençol, o travesseiro e o edredom tinham o perfume dele, algo amadeirado e suave. Lembrava a Amy esportes.


Estava sentindo falta dele, era visível. Trouxe o travesseiro para perto, abraçando-o com força de uma forma que sabia ela nunca poderia fazer com Matt, ele era muito grande em relação a ela. Vagou sua mente pensando onde ele estaria e se estaria muito magoado com Amy.


Certa de que iria ligar para ele quando acordasse, adormeceu novamente, cobrindo apenas uma pequena parte do vazio devido ao perfume do homem em seu travesseiro.


– x –


A semana se arrastou-se triste para ambos, Amy tentou todos os dias mais de duas vezes ligar para Matthew, quase em desespero. O mesmo, por outro lado, não atendeu devido a vergonha que sentia do que havia acontecido, tinha medo de encará-la.


Tentou se concentrar nas provas que teria na semana, pois era seu ultimo ano de faculdade, iria se formar já no próximo mês, dias antes do Natal, e queria tanto o amigo consigo. Matthew era tudo o que conseguia pensar, lhe tirando a concentração.


O homem, por outro lado, tentou aproveitar sua penúltima semana com os amigos, Brian, Johnny e Zacky. Surfando, jogando golfe, vídeo-game e bebendo em festas. Seus amigos lhe empurraram mulheres de todos os tipos: loiras, morenas, altas e pequenas, mas não sentia-se satisfeito, queria apenas uma mulher.


Era tão doloroso ficar longe de Amy, não era nem mesmo capaz de visitá-la no trabalho, passava longe da loja. Apenas na quinta-feira, que ficou dentro do seu carro no começo da tarde para ver a mulher entrar. A mesma retirou seus óculos de sol para forçar a vista em direção a ele, deixando de lado por achar ser apenas uma coincidência o carro igual. Foi embora logo depois.


Não atendia suas ligações, mas sentia vontade de ligar de volta. Estava cheio de saudades e não dormia bem, também devido aos pesadelos. Na metade da semana, seu vídeo-game já não lhe satisfazia, e sentia-se cansado demais para ir a festas. Golfe com seu tio e amigos já era entediante e ficar em casa preso não lhe agradava.



“Matthew, eu não sei o que aconteceu ao certo naquela sexta-feira e o porquê de você estar chateado comigo. Espero que não tenha perdido seu celular, mas mesmo que tivesse você sabe onde eu trabalho. Por favor, me liga. Vamos conversar.

Amor,

Amy.”

Leu e releu a mensagem que havia chego quando assistia a um filme na sexta feira a noite, o celular já mostrava bateria fraca. Por um momento começou a escrever uma resposta.


“Eu quero... Mas não posso”


Entortou seus lábios e excluiu antes de enviar, deixando o aparelho de lado. Era uma atitude infantil não ligar para Amy e pedir desculpas por seu ciúme, nem ouvir o que a mulher tinha para falar. Mas Matthew nunca havia passado por isso, apenas uma vez em sua adolescência, e a situação não era a mesma. Não podia encarar como um adolescente, já era um homem e para olhar nos olhos de Amy requeria uma coragem que ele parecia não ter.


Por um momento, preferiu encarar um inimigo no Oriente Médio do que Amy. Desligou a televisão e preferiu ir dormir.



Já a morena não dormia bem, passava todas as manhãs prestando atenção nas aulas, mas com seus pensamentos tão distantes. Matthew lhe fazia falta e algo havia mudado entre os dois nessa semana que ficaram distantes, sentia isso.


Não teve coragem de mudar os lençóis, manteve os mesmos por causa do seu cheiro que estava mais fraco, mas ainda assim permanecia ali. Não via a hora de ter o fim de semana para si, sem estudar, sem trabalhar e sem festas. Queria ir à praia e curtir sozinha a imensidão e reflexão que o oceano lhe trazia, talvez lhe trouxesse também respostas que não conseguia encontrar.


Fazia um mês que haviam se encontrado pela primeira vez na festa de John, namorado de Cris. Sentia-se tão íntima e confortável perto dele, como nem mesmo havia sentido com Cristina no começo. Gostavam de coisas parecidas, e por mais que Matthew fosse um soldado Americano, havia aprendido a respeitar sua escolha e sentia-se de certa forma orgulhosa por ele.


Mas não tanto, também sentia medo. Muito medo de quando a hora de ele ir chegasse e não fosse capaz de lhe dizer coisas que ficaram presas. Nunca mais ver Matt, essa idéia não conseguia entrar em sua cabeça, pegou-se sofrendo naquela maldita sexta-feira a noite.


Só esperava que o tempo colaborasse consigo a partir de agora, era um estado sentimental que não pensara que pudesse viver novamente. Na verdade, não pudesse viver tão intensamente.


– x –


O vento lhe soprou um segredo quando saiu de casa, era uma manhã tão linda. Não costumava ir à praia e nem mesmo acordar cedo em um fim de semana, mas dormira tão mal, tinha marcas de olheiras em seu rosto. Era realmente cedo, a rua não tinha muito movimento, a banca de jornal que ficava do outro lado da rua estava abrindo e apenas uma dona de casa recolhia o lixo da calçada quando Amy passou, cumprimentando a mulher com um sorriso gentil.


Seus pés seguiram um ritmo constante de passos, caminhando em um ritmo lento por alguns quarteirões até a calçada da praia. Estava bem disposta, até mesmo a freqüência as quais os carros passavam ali pareceu colaborar. Havia muitos ciclistas, corredores e mães fazendo caminhadas com crianças aquela hora, pensou que vir a praia logo de manhã todo fim de semana deveria ser um hábito comum, pois o sol não estaria tão quente.


Vestia shorts acima da metade das coxas e uma blusa regata coberta por uma fina blusa de frio por causa do vento levemente desagradável. Retirou as sandálias para tocar a areia úmida e gelada, aquilo era tão bom e relaxante que lhe fez sorrir com uma leve cócega.


Andou pela areia, distraída enquanto o vento soprava e lhe fazia arrepiar a nuca, seus cabelos mais enrolados do que costumavam ser. Estavam bagunçados, mas aquele era um bagunçado bonito, lhe dando um charme tímido. Não costumava sair de casa dessa forma, mas era manhã e não iria muito longe. Não queria se arrumar apenas para ir à praia.


Procurou um lugar confortável e sentou-se sobre as sandálias para não sujar seu short. Suas mãos repousaram sobre a perna extremamente branca, e Amy ficou a fitar o horizonte, perdendo-se em pensamentos. Estava confortável ali, tão distante. Mal podia perceber que atraía olhares de pseudo-atletas que corriam pela praia de manhã ou brincavam com seus cachorros com um disco. Um deles, grande e vermelho, caiu ao seu lado e o cachorro veio buscar, aproveitando para cheirar Amy que afagou-lhe os pêlos ao perceber quão manso o cachorro era.


Não sabia a raça, mas era tão fofo que lhe roubou um sorriso quando lambeu seus dedos. O dono correu em direção e tentou puxar um assunto qualquer, visivelmente interessado na morena que não estava afim de conversar, tudo para ela lembrava a Matt.


Estava tão triste que até coisas extremamente bobas lembravam o homem. Era sábado, o que contavam no total uma semana redondo sem se falarem, sem mesmo se ver. Devido a isso passou a semana inteira calada e sozinha, nem mesmo Cris ou alguns colegas de classe conseguiram lhe tirar uma conversa, também ninguém se importou em perguntar o que havia acontecido. Era acostumada a ficar sozinha, não entendia o porquê estava ligando para aquilo agora, talvez estivesse mal acostumada por Matthew e sua presença freqüente junto a ela, que a falta do homem lhe causava um buraco e lhe fazia querer chorar.


Apertou seus olhos e abraçou os joelhos, segurando seu próprio pulso em torno deles. Ficou a observar as ondas quebrarem e lhe trazerem um som agradável aos ouvidos junto ao assobio do vento que fazia seu cabelo mover-se.


O sol que ainda procurava chegar ao seu ponto alto fora coberto por uma sombra, que Amy apenas se deu conta depois de alguns segundos, levantando seus olhos para aquilo que lhe privava de luz. Franziu o cenho e sentiu o coração falhar uma batida, acelerando como nunca havia acontecido até então. Era Matt que estava ali.


Estava molhado, de cima a baixo. Se seus cabelos escuros fossem maiores cairiam pelo seu rosto, pois pingavam água. Havia barba por fazer, mas não estava grande e anotou mentalmente que era a primeira vez que via Matthew sem camiseta, suas tatuagens cobrindo parte dos músculos, uma perfeita visão. Não conseguiu ler a frase que havia sobre a tatuagem que estava em seu peito e logo abaixo vinha uma caveira com asas pintada com cores parecidas com as da tatuagem do peito.


Mas o fato era, queria matá-lo. Bater até que lhe dissesse o porquê abandonou Amy sozinha aquela manhã e passou a semana inteira sem atender seus telefonemas ou responder suas mensagens. Seu corpo inteiro tremeu, estava nervosa. Mas sua vontade passou quando o homem de bermuda branca até o joelho sentou-se ao seu lado, não se importando em estar sobre a areia. Fingiu que não sabia que os olhos claros de Amy estavam presos em seu rosto, ficou a olhar o mar.


– Hey – Disse ele em um tom baixo, não esperando que Amy respondesse o que de fato não aconteceu. A morena voltou a olhar o mar, em silêncio. – Eu não sei por onde começar.


Amy quis falar, mas sentiu-se como uma garota tímida. O clima estava tenso e não havia assunto fora o qual ambos não queriam tocar. Era como conhecer Matt pela primeira vez, mas nem a primeira vez de ambos fora assim.


– Pelo começo – Murmurou Amy, não sabendo se havia feito certo. Ambos os olhares encontraram-se por um pequeno instante e logo voltaram a fitar o horizonte, Matt coçando a nuca, desconcertado – Eu te assustei?


– Um pouco – Confessou Matt, arrancando um suspiro de Amy. Seus olhos procuraram a areia antes de voltar a falar. – Quando você disse que iríamos conversar sobre o que houve na sexta feira, eu fiquei apavorado – Virou seu rosto para Amy e sabia que a mesma estava ouvindo, sua expressão relaxava e sentia o quanto Matt estava triste. – Eu não sabia o que falar a não ser desculpas.


– Você não atendeu minhas ligações e nem respondeu nenhuma das mensagens – Amy rebateu, virando o rosto para esconder algumas lágrimas que brotaram em seus olhos, respirou fundo e voltou a fitar o horizonte, esperando uma resposta que parecia não vir. – Porque me evitou tanto?


– Eu juro que queria te atender ou responder – Disse ele firme, e pelo seu tom de voz Amy percebeu que não era mentira, ou acreditou. Era tão boba. O homem riu sem graça, atraindo a atenção de Amy que não achou aquilo nada divertido. – Mas eu estava com vergonha, achando que estava brava comigo. Infantil, não é?


Amy balançou a cabeça negativamente e achou que ouviu demais, mantendo-se em silêncio e encerrando o assunto, mas Matt quis continuar e teve seus olhos presos na expressão de Amy.


– Me desculpa por sexta, na festa – Matt deslizou a mão pelo peito molhado, movimento que Amy acompanhou com os olhos. – Eu estava meio alterado e senti medo de que você acompanhasse o cara e me deixasse sozinho.


– Você não estava sozinho – Amy disse firme, o que era verdade. Lá havia Vallary e seus amigos, mas ele falava da morena. Ficaria sozinho sem a companhia dela.


– Eu havia te convidado. Mesmo você escolhendo ir sozinha, era meu dever ficar com você. Eu não me importava com Val, Amy.


As palavras de Matt eram tão verdades que soaram como música aos ouvidos da morena, lhe fazendo sentir-se bem. Queria abraçá-lo e não se importava por estar molhado, queria ignorar o que havia acontecido até ali e passar a semana junto a ele novamente. Mas resumiu-se em balançar a cabeça e sorrir tímida enquanto brincava com a areia.


O silêncio pairou novamente e apenas o som do mar, dos pássaros e de alguns carros fora ouvido por um tempo. Matthew inclinou-se para trás e forçou seus olhos a olhar para o céu, estava se formando uma manhã tão linda. Sentia-se obrigado a contar que seu tempo estava acabando, mas não queria estragar o clima tão bom que havia criado. Mergulhou seus dedos entre os fios negros apenas para sentir o quão macio eram quando tocavam sua pele. Fingiu tirar uma folha e Amy ficou a observá-lo, sorrindo torto de uma forma meio boba.


– Meu tempo – Disse ele como se não fosse nada demais. – Está acabando.


– Seu tempo? – Amy entortou seus lábios como se não entendesse, e realmente não entendia. Seus olhos mantiveram-se presos na expressão do homem, e suas sobrancelhas estavam caídas de forma triste, sabia que não viria algo bom pela frente.


– Eu tenho que voltar para o Oriente Médio, Amy. Tenho que me apresentar sábado – Amy engoliu a seco. – No próximo.


Quis chorar, pressionou seus lábios um contra o outro formando um bico infantil de uma criança birrenta e recuperou o ar que fora perdido, pensando no que deveria falar. Não havia nada para falar, seu mundo havia caído. E se Matt não voltasse? E se perdesse seu amigo para a guerra e nunca mais pudesse ouvir sua voz ou olhar em seus olhos?


– Quanto tempo? – Tentou soar desinteressada, mas falhou. Estava prestes e cair no choro, e Matthew aproximou-se, com a areia grudando na palma da mão a envolveu em um abraço, encostando seu queixo sobre o ombro macio devido a blusa de frio.


– Seis meses – Sussurrou ele, visivelmente chateado. Amy segurou trêmula um de seus joelhos, pois estava perto. – Vai passar rápido, eu prometo.


– Não... É muito tempo. Achei que passaria um ano aqui, não apenas um mês. Matt – Chamou a mulher, levantando seus olhos para o homem que estava tão próximo. Poderia beijá-lo agora, mas não o fez. – Eu estou a tão pouco tempo de fazer aniversário, a minha formatura está chegando... O Natal.


– Eu sei, eu sei – Disse ele ainda mais baixo, com dor na sua voz. Não queria perder nada disso, sabia ela porque ela sentia. A barba por fazer roçou sua bochecha lhe espetando carinhosamente, os lábios depositaram um beijo em sua testa. – Eu queria estar aqui, o tempo vai passar rápido. Eu prometo.


– E se você não voltar?


Matt deslizou o polegar pelos olhos claros da mulher, limpando uma lágrima sincera que ameaçou correr. Sentiu-se tão segura que não quis sair dali, pertencia a ele agora e mesmo que não tivesse certa do que estava sentindo, esperaria por ele.


– Acredite em mim, é uma promessa. Eu tenho algo pelo qual viver agora.