Guitars And Hearts
2 Serial Killer
Notas iniciais
Então, tenho 5 leitores e só 2 comentam... Muito obrigada aqueles que comentaram, okey? Curtam o Cap.
A comida não estava ruim, mas as porções... Oh, as porções eram tão pequenas que eu senti que teria que ir a algum MC Donalds o mais rápido possível. Eu não tinha almoçado, então... meio que eu estava morrendo de fome.
– E que tal a comida? — Perguntou-me Jennifer, sorrindo em flerte, jogando os cabelos loiros.
– Ótima — menti na cara dura — obrigado.
O jantar estava terminando. Zeus e minha mãe tinham uma conversa dinâmica em jogo sobre empresas. Jennifer também comentava algumas coisas, mas não tanto quando eles. A conversa era estranha pois minha mãe era calorosa e Zeus era um tanto frio, mas ao longo da conversa ele melhorou. De repente, o foco da conversa estava em mim.
– Então, Nico, soube que já tem 18 anos. No que trabalha? — Zeus me perguntou, tentando soar interessado.
– Eu sou produtor musical — murmurei.
Quando falei isso, podia jurar que Thalia se mexeu um pouco na cadeira, ansiosa e um pouco surpresa. Ela estava sentada do meu lado, o que me dava uma visão privilegiada do que ela estava fazendo.
– Ah, que ótimo. Jennifer toca violino, quem sabe você ela não precisa de um produtor?
– Seria um prazer — Falei educado.
Os empregados tiraram os pratos da mesa. Zeus nos conduziu até a sala de estar. Lá tinha equipamentos de violino, como se Jennifer já planejasse tocar.
– Ora, parece que vamos ver um Show — minha mãe sorriu simpática.
Jennifer estava se preparando para tocar, quando me virei para falar algo, me surpreendi com dois olhos azuis virados pra mim. Perdi o fôlego por um estante, mas logo me recompondo, perguntei:
– Você toca alguma coisa?
Antes que ela pudesse responder, Zeus cortou-a:
– Thalia brinca com a guitarra — Sua voz era maldosa.
A garota olhou para ele com um olhar ferido por um instante, depois o fitou com raiva.
– Minha música não é brincadeira — rosnou. — A culpa não é minha que você não presta atenção em mim, filho da pu...
Podia sentir uma discussão.
– Por que você também não nos mostra o que você toca? Vou adorar ouvi-la. — Minha mãe tentou acalmá-los.
– Acho melhor não. — Zeus pôs um ponto final na conversa.
Como se fosse sua deixa, Jennifer começou a tocar. Ela não tocava mal, mas era muito forçado, não tinha talento, apenas notas de partituras tocadas corretamente. Não teria talento para compor.
Quando a música acabou, Zeus e minha mãe aplaudiram e eu também, depois do olhar ameaçador da minha mãe. Minha mãe chamou Zeus para conversar na varanda de forma que eu, Jennifer e Thalia ficamos na sala.
– O que você achou da minha música? — A loira falou, enrolando as pontas do cabelo no dedo.
– Legal — comentei.
Ela pareceu decepcionada, mas continuou:
– E que tal, você assinaria um contrato comigo?
– Já compôs alguma música? — Perguntei.
– Hum... Não, mas isto não é problema. Eu componho uma. — Jennifer sorria.
– Okey, estou esperando então. — Tentei sorrir de volta.
Estava me esforçando, mas era importante para minha mãe, então eu não tinha o que fazer.
Thalia estava bem quieta, também, a sortuda estava de fone de ouvido. Cheguei mais perto dela, colando um pouco nossos corpos e sussurrei:
– O quê está ouvindo?
Meu comportamento não está aprovado por eu ser comprometido, mas era inevitável. Queria conversar com ela.
– Música. — Ela me respondeu com uma voz doce, mas eu tive certeza que se eu falasse pra ela eu levaria um soco no olho.
– Eu sei engraçadinha, que banda?
Ela se mexeu um pouco desconfortável.
– A minha música — ela sussurrou, enquanto mechas de seu cabelo preto caiam em seu rosto.
– Posso ouvir? — A pergunta saiu tão rápido que eu me assustei. Ela não.
– Eu não sei... Nunca mostrei para ninguém antes.
– Nem para seus pais? — disse intrigado.
Percebi que toquei num assunto indelicado quando ela recuou um pouco.
– Se não quiser falar, eu não me impor...
– Obrigada — agradeceu.
Sorri.
– Vai me deixar ouvir sua música?
– Olha, não sei você mais eu ainda estou morrendo de fome, — Thalia falou, sorrindo — que tal comermos algo?
Se eu te falasse que eu sorri de novo você me acharia problemático?
– Pode ser. — Tentei parecer indiferente.
Ela pegou uma caneta e começou a escrever na minha mão. O contato da sua pele com a minha foi eletrizante. Sua mão era macia e pálida.
Assim, tão rápido como aconteceu, ela subiu ao seu quarto.
Olhei para minha mãe, estava escrito em uma caligrafia meio torta, falando para eu me encontrar com ela no MC Donalds daqui a 1 hora.
Estava tão hipnotizado que quase não ouvi o que Jennifer me falou:
– O que vocês estavam conversando? — Sua voz era curiosa.
– Nada.
– Okey, só uma coisa, — Ela sorriu — Thalia é um caso perdido.
Não respondi. É que na verdade, eu adoro casos perdidos.
Pov Thalia
Ok, eu não sei o que me deu, mas eu acho que eu vou mostrar minhas músicas pra ele, sim. Fazer o que, eu acho que com o tempo, eu pensei que meu pai ou minha irmã teriam curiosidade ou mostrado interesse em ouvir as minhas músicas, mas não. E eu estava com uma necessidade de mostrá-las à alguém, e por que não à um produtor musical bem sucedido?
Resolvi reforças meu lápis de olho e fui pra minha cama com o fone de ouvido. Sim, fiquei escutando minhas músicas. Eu acho que a música é a única coisa que restou da minha mãe. Agora que ela está morta, não sei se devo continuar com esta carreira. Carreira. Se é que posso chamar assim. Fechei os olhos pensando no Nico. Ora, não é pecado. Ele é garoto muito lindo e parece ser legal, o que há nisso? Será que ele irá se interessar pela minha música? Pode ser que sim, pode ser que não... Mas, olha, acho que tenho chances sim. Minha voz é afinada e eu particularmente gosto muito das minhas letras, mas preciso saber se é o necessário para lançar um CD ou algo assim.
Quando deu o horário de nos encontrarmos, eu desci as escadas de mansinho para ninguém me perceber.
Meu pai estava no escritório eu acho, e Jennifer eu não. Não quero saber, pra ser sincera.
Abri a porta com cuidado, mesmo assim fazendo um pouco de barulho.
Quando estava na rua, adorei sentir o vento batendo no meu rosto e sacudindo os meus cabelos. Sensação de liberdade.
Andei um pouco até chegar ao lugar marcado, atraindo atenção de muita gente. Eu já estava acostumada, mas mesmo assim me senti um pouco incomodada.
– Hey, gatinha, qual é o seu nome?
Um rapaz de uns 25 anos me chamou. Procurei Nico com olhos, mas não o avistei ainda. Bela hora pra me deixar esperando.
Fiquei quieta esperando que o cara calasse a boca logo. Mas ele não calou.
– Quer tomar um Drink comigo? – Seu olhar não era amigável.
Ser assediada no MC Donalds não foi muito legal. Eu já ia responder e por sinal minha resposta não ia ser lá muito educada, quando senti mãos quentes e firmes envolverem meus ombros.
– Hey, amor estava te esperando, por que demorou? — Nico colou seus olhos negros em mim, calorosamente. Seus dedos formigaram minha pele.
O cara que estava me paquerando não gostou muito, até virou a cara, resmungando:
– Poxa, essa era gostosinha...
– O que disse? — Nico e eu dissemos em uníssono. Meu punho já estava coçando.
– Nada — ele se calou.
Quando nos afastamos, Nico lançou lhe um olhar por cima do meu ombro.
– Valeu — falei soltando o fôlego.
– Que nada, não ia deixar uma donzela em perigo — disse, literalmente soprando minha orelha.
Eu sou uma pessoa explosiva, admito.
– Eu não sou nenhuma donzela indefesa — falei lutando para manter a voz calma, ele percebeu.
– Whoa, — ele sorriu — Okey então... Mas não foi sua culpa.
Minha culpa?
– Anh?
Percebi que ele ainda me segurava.
– Bem, não é sua culpa se você... Como vou disser, é assim. — Ele disse. — Linda.
Fiquei um pouco quente. Grace, qual foi a última vez que você corou? Acho que nunca.
– Hum, valeu.
– Apenas os fatos — Sorriu.
Sentamos em uma mesa próxima à janela.
– O que vai querer? — Nico me perguntou.
– Um X-Burguer, batatas fritas e Milk Shake de chocolate.
Ele me olhou. Olhei de volta. Uma garota tem que viver de mato por acaso?
A garçonete chegou e anotou nossos pedidos.
– Então... Vim aqui para ouvir sua música. — Falou me encarando.
– Espero que não se importe de ter de ouvir no celular, mas é o único meio. – Tomei um pouco do Milk Shake.
– Nem um pouco. – Estendeu a mão.
Peguei o celular do bolso e coloquei em sua mão, junto ao fone. Assim que ele pegou, nossas mãos se encontraram e de novo aquela corrente elétrica passou por mim. Tentei ignorar.
–Vamos ver, Grace.
Ele colocou os dois fones e fechou os olhos. Eu fechei os meus também, mas apenas por alguns segundos.
Três minutos se passaram. Meu coração parecia que ia sair pela boca.
Pov Nico
http://www.youtube.com/watch?v=ri1hP_G_SOY
Desejo que eu possa
Desejo que eu consiga
Meu único amor verdadeiro, esta noite
Você acha que pode ser você?
Se eu rezar realmente forte
Entrar em uma falsa briga de bar
Enquanto desço a avenida
Se eu deitar realmente quieta
Eu sei que o que eu faço não é certo
Mas não posso parar o que eu amo fazer
Então assassino o amor de noite
Assistir um por um cair, eles brigam
Você acha que pode me amar também?
Baby, eu sou uma sociopata
Doce serial killer
Estou em pé de guerra
Por que eu te amo um pouco de mais
Você pode me ver bebendo Cherry Cola
Doce Serial Killer
Eu deixei um bilhete dizendo
“você sabe que eu amo a emoção da corrida”
[...]
Eu tenho certeza que eu nunca ouvi uma voz assim. Era PERFEITA. Preciso produzir essa garota, não posso deixar passar. A Letra era particularmente muito boa.
–Thalia – comecei – a letra é sua?
Ela me olhou com deboche.
–Não é da minha avozinha, ela compôs antes de bater as botas.
– Estou falando sério — disse.
– É minha sim. Por quê? – Ela comia suas fritas calmamente me observando.
–Por que eu quero os direitos dela. Quero fazer um Vídeo. Resumindo, quero ser seu produtor musical.
![]()
Fale com o autor