Guerreiros intergalácticos
22 O reino infantil
Notas iniciais
E o sufoco do que era uma vida de um mundo inferior tomou conta de todos. Cada vez que Arethi chegava com sua nave a um aeroporto internacional, Fábio tinha que esperar o sinal das estações de rádio para descer os pés metálicos, longe das pistas dos aviões desse mundo. Depois os gêmeos ascendiam o raio de luz em direção da comitiva que estava fazendo fila, ao lado de uma orquestra barulhenta. Os gêmeos, das mãos dadas com as esposas, os 4 de uniforme laranja, Arethi de uniforme branco e capa nos ombros, seguidos de Fábio de uniforme dourado, pousavam no chão como penas caindo do ar.
Um mundaréu de gente se apinhava dentro e fora do lugar. Crianças de uniforme escolar eram as primeiras a cumprimentar Arethi carregando flores nas mãos. Arethi começava a chorar imediatamente. Pegava uma no colo, beijava outras, e rodeada delas caminhava para cumprimentar com a mão aos mandatários, políticos, gente famosa do cinema, enquanto os jornalistas os filmavam e fotografavam desde longe. Ninguém conseguia chegar de perto. Era como se uma nuvem invisível apartassem os homens da mídia, para não fazer perguntas e tirar o feitiço desse momento solene. Obra de Fábio, que não gostava muito do pessoal. Em seguida era a carreata em carro aberto, com as pessoas acenando para eles, lançando flores no ar, enquanto das janelas dos edifícios caiam confetes coloridos por cima dos cortejos.
Já no hotel de luxo, havia uma suíte para Arethi, outra para Fábio, duas para Adão e Moises comas esposas, e outra suíte com os presentes que os aguardavam a todos. Havia desde gaiolas com passarinhos, a obras de arte, roupas, sapatos, perfumes, joias de ouro, prata, e artesanatos de pessoas mais humildes. Chapéus de palhas, tangas coloridas, colares de sementes, peças de argila, panos de louça pintadas a mão, máscaras esculpidas em madeira, caixas decoradas com conchas, bonecas de panos, enfim. As gêmeas enlouqueciam com as roupas. Experimentavam, e se ficava lindo, era guardado imediatamente. Depois escolhiam joias, perfumes, e Arethi as olhava com carinho, lembrando-se de sua mãe quando a levava a fazer o mesmo em busca de beleza.
E vestidas de rainhas, foram até o primeiro jantar com os homens mais famosos do lugar. Dieta vegana na ocasião, pois os anfitriões não desejavam ofender os visitantes com carne. Afinal, já os conheciam nos costumes alimentícios através dos antigos documentários. E esse jantar era deslumbrante, com garçons atenciosos que não deixavam os copos de champanhe e vinho esvaziarem, enquanto outros serviçais serviam pratos minúsculos, um de cada vez. Uma entrada com abacate recheado de uma salada picante miudinha, com maionese por cima, depois um prato de uma massa minúscula coberta de um molho desconhecido, depois medalhões de berinjela coberta de temperos desconhecidos, em seguida uma panqueca recheada agridoce tudo com uma apresentação artística, mais bela do que nada. E finalmente as sobremesas onde foram servidas as tortas de frutas, os pudins com caramelos, e “coisas” desconhecidas. Arethi comeu de tudo, pois estava faminta, pois eram comidas diferentes, inventadas por gênios daquele mundo. No fim da festa fez um pequeno discurso agradecendo o recebimento, e falou que estava a disposição para cumprir qualquer solicitação desse planeta.
Nos dias seguintes, foram recebendo os convites para tudo. Arethi marcou as visitas para às universidades, para os Congressos de medicina, pois todos sabiam que Arethi estudara medicina, e que seu filho Adão era médico formado com louvor.
Enquanto Arethi falava para os jornalistas sobre sua agenda para os próximos dias, Fábio teve um pesadelo terrível na sua suíte. Ele foi amarrado na cama, surrado, chicoteado, por mãos invisíveis furiosas. Acordou assustado, sem poder se mexer. Desta vez um soco na cara lhe chegou firme, de um fantasma furioso. Ele arrebentou as amarras, e deu um soco no fantasma que gritou: ai! Percebeu então, que era Helena e ficou cego de ira. Calculou onde estava Helena e lhe deu mais um soco, para mata-la de novo, se isso fosse possível. Como Helena o via nitidamente, se esquivou do soco e deu-lhe uma patada entre as pernas e um tabefe na cara por todas as olhadas por cima da Diana, da Ruth e de Arethi. Poupou-lhe os olhares sobre as alunas, pois estava começando a perdoá-lo. Ele estava um lixo humano, olheiras profundas, magro, dava dó de ver. E enquanto Fábio não parava de dar murros no ar, Helena grudou seu corpo nele que nem chiclete. Beijou-o na boca, e não o soltou mais. Pouco a pouco Fabio parou com os socos nas costas dela, e apertou-a com paixão. Afinal, ela era a mulher de sua vida e de seus pesadelos. Só então começaram a conversar com telepatia, pois a boca era dedicada a beijar.
— Onde estava sua doida?
— Viajando... nunca pensei que “A de ALPHA” ficasse tão longe, amor...
— Mas, o que é que há por lá? Foi atrás de quem, afinal?
— Fui ver nossos filhos! Estão todos nos esperando sentados numa Lua. Até nossos netos e bisnetos já chegaram lá...
— Filhos? Conte mais, me dê detalhes...
— Estão Fábio Júnior, casado com Anahi, filha de Diana, nosso caçula, nossos netos, junto com os filhos de Miguel, de Alessandro, só falta Aruma Júnior e os gêmeos que estão aqui. Todos eles cresceram juntos, não se lembra de nada?
— Nossa! Lembrei que sou sogro de Aruma. E espionou esse planeta?
— Fui dar uma olhada, os homens vivem pela eternidade, amor.... nunca mais vamos morrer... o que acha?
— Amei o futuro... e vai ficar comigo hoje? Só vamos trabalhar amanhã...
— Vou! Não só hoje, senão que de dia e de noite, pela eternidade.
Quando Arethi sentiu que Helena havia regressado, chamou Miguel para acompanha-la e o deixou nesse hotel dormindo de dia e de noite com um fantasma que nunca mais desgrudaria desse corpo.
Dali em diante Helena ficava olhando-o, quando Fábio entrava na banheira para se refrescar. Enquanto o pessoal da limpeza do hotel limpava e trova lençóis, ele descia ao restaurante e comia como um troglodita, como fazia antigamente, e regressava para a suíte a tampar as janelas com cortinas de chumbo, para se entregar a luxuria até desmaiar, pois sua fome de amor voltara redobrada, e seria assim até morrer. Mais calmo, num dia qualquer, chamou Arethi com telepatia e lhe disse que estava voltando para a Universidade de guerra. Em seguida deu um grito maior, pedindo a Maria e Aruma Júnior voltar ao batente, e continuar a namorar na escola de guerra.
Mitsuo e Ruth chegaram junto com Miguel a fazer companhia para Arethi, pois um Congresso de medicina estava os esperando. Arethi escolheu uma roupa maravilhosa entre seus presentes, uns sapatos dourados, colares de sementes, brincos de esmeraldas, misturando o visual, cabelos soltos, estava uma beleza exótica, com essa pele caramelo. Seus filhos foram vestidos de soldados e suas noras vestidas elegantes, que nem ela. Mitsuo de uniforme dourado e Ruth laranja. Entraram num anfiteatro, de uma universidade, sentaram numa mesa na parte alta em frente de um auditório lotado com cirurgiões vindos do mundo todo. Eram médicos de especialidades diferentes, os quais começaram a mostrar os últimos avanços da medicina daquele mundo. A melhoria do “Mal de Parkinson” era uma delas, pois finalmente haviam encontrado o lugar do cérebro que fazia as pessoas perderem o controle dos movimentos. A cura do “Mal de Alzheimer” era o mais recente, pois bastava uma dieta de carbono liquido, para deter a deterioração neuronal. O câncer também era coisa do passado, e o único desafio dos últimos tempos era os vírus mortais, que atacavam o mundo com pandemias regulares. As vacinas não davam mais conta de controlar a proliferação deles. Analisando um quadro estatístico, as últimas 5 pandemias haviam matado 50 vezes mais do que a “Guerra entre os 3 mundos”. E como Arethi era um eminencia em medicina, ela foi invitada a falar sobre o assunto.
Arethi olhou de relance a cara de Mitsuo, que não perdia oportunidade de rir na sua cara por seu titulo de enfermeira. E sorrindo falou que isso estava além da medicina, pois os vírus tinham vida própria. Eram os seres menores, mais por outro lado, os mais mortais. Eles se nutriam de cheiros, fumaça, que saia dos esgotos e dos aterros sanitários. Enquanto mais sujeira, mais alimento para eles se multiplicarem como passe de mágica. Não havia que os combater dentro do corpo humano, senão que em meio de seu habitat, no lugar onde eles proliferavam. Enquanto houvesse “um” lixão a céu aberto, os vírus se multiplicariam e invadiriam as cidades como uma nuvem mortífera. Então, a cura estava em mãos de garis, de faxineiros, de jovens que começassem a limpar o mundo até deixa-lo brilhando de limpo.
Arethi foi aplaudida em pé. Depois foi invitado a falar Mitsuo, pois ele era conhecido por suas cirurgias miraculosas. Ele mostrou o cérebro humano numa projeção na parede, e indicou o lugar exato onde um ser humano podia se fortificar a si mesmo, produzindo uma corrente de eletricidade redobrada para neutralizar um invasor. Quem estivesse morrendo seja lá do que for, havia que atacar aquele lugar, de preferência com raio lazer. O corpo sofreria uma convulsão do tamanho médio, como um ataque de epilepsia, por uns 5 segundos. Suficiente para enganar a morte.
E, finalmente Adão foi invitado a falar sobre sua especialidade. Ele disse que em seu mundo não existiam especialidades. Todo médico era ensinado a curar desde dor de cabeça até dor no pé, e era por esse motivo tão difícil chegar a se obter um diploma como o dele. Apenas existia o que o médico gostava mais de fazer, apenas isso, colocou como exemplo Mitsuo, que adorava perfurar os miolos, de sua mãe que amava costurar gente, e ele próprio preferia diagnosticar doenças. Ele era capas de descobrir com clareza qualquer mal apenas colocando um dedo na testa. Desta vez as risadas surgiram em coro. E para demonstração trouxeram um doente para ele examinar em frente de todos. Depois dos acertos de seu diagnóstico foi aplaudido em pé, afinal ele era um rapaz com apenas 19 anos, conforme o calendário desse planeta.
O Congresso demorou 3 dias, misturado a conversas informais, jantares até enfartar de tanto comer, e palestras dos homens mais inteligentes de “W” no âmbito clinico.
Nos dias seguintes, indo de um país a outro, e carregando os presentes recebidos junto, Arethi frequentou Congressos de tecnologias avançadas, e visitou as novas usinas de gás, que foram inventadas pelos químicos de sua frota. Viu as usinas puxando gás dos toneis cheio de estrume e lixo, percorreu os aterros sanitários onde o lixo era puxado com pás gigantes, e encaminhado para processo de separação.
Quando Arethi achava que seu roteiro estava terminado, foi invitada a um Congresso de estudantes com os seus filhos gêmeos, para homenageá-la. A única coisa que a juventude queria saber era como se estudava no mundo deles. Foi à vez de Lígia e Marisa mostrarem seu talento artístico, Lígia fez uma escultura de granito de 2 metros, Marisa pintou uma mural de 5 metros fora de uma escola, mostraram seus talentos nas artes marciais, e os gêmeos falarem de suas profissões. Adão mostrou como se faziam os diagnostico de doenças, estudando a anatomia de um olho. Moises fez demonstração de construção ao vivo, empilhando pedras, umas encaixadas nas outras, até uma altura de 5 metros, só com a mirada. Elas voavam sozinhas, se alinhavam, e a parede estava pronta.
Já Arethi teve que contar a verdade. Ela disse que entrara na escola de medicina aos 10 anos, mas que com passar do tempo havia se apaixonado pelo seu marido. Então, ela começou a trocar os estudos pelo namoro e começou a rodar em cirurgia, diagnósticos, e foi aprovada apenas para primeiros socorros. Ela era enfermeira, e péssima em diagnósticos. O que sabia fazer bem era costurar feridas e a respiração boca a boca. A plateia ria as gargalhadas, e poucos acharam que isso fosse verdade.
E foi dando abraços para esses jovens que ela encontrou coisas apavorantes. Abraçou estudantes de medicina que no futuro fariam “abortos”. Estudantes de química e física que inventariam novamente algo mortal, inseticidas, remédios venenosos, ou, um robô assassino, nem dava para imaginar.
E na solidão de sua suíte chamou Silvio aos berros. E ele chegou pronto para a acalmar:
— Se acalme, vai, não é tão grave assim...
— Quero essa gente fora desta Dimensão. Procure os anjos, peça para encontrar outro lar para eles. Se todos os criminosos reencarnarem aqui, tudo vai voltar a ser como era antes. Revolução interna desta vez. Vai ser o caos. Outras guerras, outras matanças... Amor, a terceira parte desta gente é ruim...
— Eu sei... vou ter que deixa-la sozinha... aguente firme... vou dar um giro pelo universo...
Sílvio voou como um cometa até a 6ª Dimensão em busca do “Sistema DELTA”. Chegando lá deu um giro em busca de uma constelação em forma de dragão. E foi examinando os mundos com vida humana, uns com rostos de macacos, já outros com cara de jacaré, e depois de muita procura encontrou o que deveria ser o “Mundo das crianças”. Era um paraíso universal, com jardins floridos, melancias se contorcendo pelo chão junto aos melões, abóboras, arbustos com framboesas, amoras, e frutos desconhecidos, era só colher e comer, pois os bichos com seus cocós semeavam as sementes numa corrente sem fim. E, em meio de tudo isso, estavam as crianças aos milhares vivendo como os animaizinhos. Engatinhando pelo chão, comendo com suas mãozinhas pequenas, já as maiores subindo em árvores numa brincadeira sem fim. Entre eles os adolescentes os cuidavam dos machucados, limpavam a bunda dos menores com folhas secas, e havia as meninas que davam de mamar aos recém-nascidos. Eles não falavam, apenas se comunicavam com grunhidos, sinais de mãos, e mais nada.
Silvio os examinou com atenção, pois não havia gente maior do que 16 anos. Por algum estranho motivo eles se perdiam no deserto com essa idade em busca da luz. A luz era na verdade a morte, pois morriam de sede, de fome, e seus corpos eram comidos pelos abutres. Com o tempo as areias cobriam suas ossadas e não havia mais rasto de sua passagem pela vida.
O chamego entre os meninos começava desde tenra idade, nem sempre com o mesmo parceiro. Ao cair da noite, dormiam ao relento, e os rapazes seduziam que estivessem de perto. Assim de simples. Nenhum beijo, nem abraço, eram como os macacos nas árvores, que copulavam quando dava vontades. Quando as crianças nasciam, elas dormiam agarradas nos seios das mães, sem que isso fosse obstáculo para continuar a disposição dos machos com seu esperma fertilizante. Quando era o momento de viajar em busca da luz, esses filhos menores ficavam para trás aos cuidados dos irmãos mais velhos. Sem drama. Era o costume.
Dois anjos chegaram junto de Sílvio para lhe dar um abraço e os parabéns pelo sucesso da “Guerra entre os 3 mundos”. Afinal, se nada escapava aos olhos de “00” tampouco fugiam do conhecimento dos anjos, os guardiões do equilíbrio universal, que trabalhavam nas dimensões mais afastadas da imensidão. E para inicio de conversa Silvio perguntou quem eram esses meninos? E os anjos responderam:
— Assassinos terríveis. Demônios universais. Eles encarnam 7 vezes, para apagar todas as lembranças de suas maldades. O cérebro deles limpa as crueldades como borracha, vida após vida. Depois da oitava encarnação estão prontos para renascer por aqui mesmo, no mundo dos lagartos, que vivem até os 100 anos, ou dos gigantes cabeludos, que vivem até os 300 anos. Depende do comportamento. Se você olha com atenção, tem os machos que são monogâmicos. São poucos. Mas, é o sinal que marca o futuro. Os cabeludos, que vivem bem pertinho daqui são monogâmicos, vegetarianos, alegres, carinhosos, então só podem receber gente que seja igual.
— Será que eu poderia trazer pessoas da guerra dos 3 mundos? Queremos fazer limpeza completa, erradicar cada ladrão, cada estuprador, cada criminoso, para que nesse canto universal nunca mais aconteça uma revolução.
— Mas, lógico! Você tem a estrela de “00”, então é igual a nós. Alias você vai para lá, ao reduto dos anjos. Já foi decidido. Então comece a trabalhar, mande quem quiser para cá, que nós os trataremos com paciência. Basta hipnose. Depois faça uma corrente, com um abraçando outros, ou, melhor, procure um trem de energia. Depois pilota para cá...
E os anjos riram até engasgar, pois Sílvio não votava muita fé nisso.
Voando de regresso, finalmente Silvio entendeu dos porquês de sua morte. Os espíritos também trabalhavam, e ele e os guerreiros mortos passavam a noite fazendo amor com os cônjuges, ou, chorando como bebês. Chamaria a todos para o ajudarem.
Helena e Natália foram as primeiras a chegar a socorrer Silvio na remoção das almas. Depois foram chegando mais uns 800 guerreiros, que o acompanharam para os buracos de “W” onde os antigos criminosos se escondiam durante a morte. Todos se encontravam muito tristes, alguns com ódio mortal dos alienígenas que os mataram, e se escutavam ameaças de vingança. Havia um ar de revolta entre esses espíritos. Sílvio não perdeu tempo em conversa, os hipnotizou a todos, enquanto seus guerreiros os enfileiravam para cima, longe daqueles buracos, num abraço mortal entre todos.
Em seguida viajaram para “Y”, onde eram tantos os demônios mortos, mais tantos, que Silvio pediu procurar trens, ônibus, tudo que pudesse ser carregado com espíritos que se negavam a remoção. Afinal, eles achavam que reencarnariam e retomariam o poder, assim que Sílvio deixasse esse lugar. E, hipnotizados, um a um foram sendo alinhados, empurrados dentre de um trem, pois por incrível que fosse a matéria também virava energia plasmática. Era diferente aos espirito humano, pois os homens possuíam o sopro divino, herdado dos anjos. A matéria, só tinha plasma translúcido, forte, que ficava boiando no espaço, e as vezes em terra, já outras junto a satélites que giravam em torno do planeta.
E, após uma longa viagem, o “Mundo das crianças” os recebeu a todos, onde estavam os esperando aqueles 2 anjos sorridentes. Eles congelaram todos os espíritos recém-chegados quais picolés, sem nenhuma piedade, e os alinharam na Lua desse planeta. Depois abraçaram Helena, Natália, e os demais guerreiros com mais um sorriso na boca, e falaram:
— Não esqueçam que vão ser anjos como nós, e nós não conhecemos a palavra perdão.
E Silvio riu com gosto desta vez.
Feliz, com a alma lavada, regressou com os guerreiros para informar de tudo Arethi, quem festejou pela notícia com 2 dias de namoro.
Fale com o autor