Guerreiros intergalácticos

23 Diana, a deusa universal


Notas iniciais
No mundo de “Y” a noticia da chegada das naves do Rei Amon-rá ficou em segundo lugar, pois a divulgação da chegada de Diana transtornou a cabeça de todo mundo. O documentário que a mostrava com uniforme dourado, ao lado de Aruma comendo alface começou a ser reprisado na televisão, para que as pessoas que a tinham esquecido se lembrasse de quem ela era. Nessa altura dos acontecimentos, as empresas de Guilherme faziam-no a cada dia mais rico e seu filho estava um lindo rapaz que fazia a alegria de sua casa com suas brincadeiras. 002 com Saula e seu filho chegavam nessa mansão aos fins de semana para desfrutar das mordomias e da amizade.

Para encerrar sua visita em “W”, Arethi visitou alguns orfanatos desse mundo. Eram crianças com pais condenados nas cadeias, sem família para socorrê-las e alguns eram órfãos da guerra. Arethi pediu para Miguel comprar doces, guloseimas, e foi se perdendo em casas onde os meninos eram atendidos por gente que os alimentavam com dedicação e cuidavam com zelo. Como os pais de muitos garotos eram criminosos, Arethi lhes examinou a cabeça tentando descobrir herança genética. Poderia ser curado o instinto de roubar, ou de ser agressivo? Elevou as ondas telepáticas para Mitsuo vir socorrê-la e encontrar a resposta.

Mitsuo examinou a cabecinha de cada moleque nesses lugares de adoção. Encontrou alguns guris rebeldes, agressivos aos quais lhes colocou um dedo na testa. Apenas isso. Suficiente para terminar com inclinações de má conduta futura. Mais calma, Arethi pediu aos engenheiros de sua frota instalarem em cada orfanato os carrinhos e trenzinhos, que um dia do passado fizeram a delicia dos filhos dos guerreiros. Podiam acrescentar escorregadores, balanços, salas de jogos, coisas que nas naves podiam ser fabricadas com facilidade. Também pediu esvaziar os depósitos de lençóis, toalhas, travesseiros, que esvaziassem tudo. E como o pedido de um Comandante é uma ordem, Miguel, Adão e Moises organizaram as descidas por lotes, em cada cidade, em cada orfanato, enquanto a televisão e os jornalistas cobriam tudo, mostrando ao mundo que havia sido necessário a visita de homens de outros mundos para que esses meninos conhecessem dias melhores. Muitos milionários ficaram ofendidos, e fizeram melhorias em tudo, reparo de sanitários, de telhados caindo aos pedaços, de jardins sem flores, de hortas sem frutas.

Mas foi em meio de toda essa empolgação de Arethi brincando com crianças, que Fábio gritou-lhe com telepatia que duas naves de outro mundo estavam viajando em direção de “Y”, e que já havia enviado uma frota para intercepta-los. Nessa frota iam 006 e 002 nas naves pretas e 200 sargentos em naves individuais.

Após uns 20 dias de voo na velocidade “do pensamento”, os guerreiros alcançaram essas naves. Com roupa isolante 002 e 006 grudaram na parte externa delas para espioná-las, em seguida entraram nos hangares procurando sinais de bombas, mas em lugar disso apareceram 5 robôs com sorriso atencioso. Eles vinham desde “V de BETHA” com um presente do Rei Amon-rá para esses mundos, pelos tempos de paz. Matéria prima e comidas deliciosas de sua sociedade superior. Um banquete estelar. E como telepáticos, 002 e 006 sabiam que isso era verdade, embora não conseguiram vislumbrar nada além de um tanque fechado com algo no interior. Mas, não era bomba, afinal, esse mundo havia sido aliado deles nessa guerra.

Todos os guerreiros formaram uma fileira dupla para escolta-los e guiá-los para o planeta “Y”, com 002 e 006 na frente dirigindo-os a todos.

Arethi de regresso na ilha, invitou Diana e Aruma para acompanha-la a receber o presente do Rei Amon-rá. Miguel, empolgadíssimo, contava para Ênio que ele e Alessandro eram desse mundo, e que estariam na primeira fila para ver o que é que esse Rei estava lhes enviando. Ênio também foi convidado, mas suas 5 esposas preferiram ficar em casa. E em ritmo de festa Arethi falou em frente da televisão que estava partindo para visitar “Y”, e estava levando com ela lembranças maravilhosas desse mundo, principalmente desses órfãos que haviam arrebatado seu coração. Depois invitou Mitsuo e Ruth, para acompanha-la, pois a medicina de “Y” ia necessitar da sabedoria desse gênio em cirurgias. Mitsuo aceitou resignado, afinal, o único culpado de tanto trabalho era ele mesmo, pois sua sapiência havia sido disputada em “W” por inúmeras universidades, e em “Y” não seria diferente. Como estavam riquíssimos, ele e Ruth doaram toda a fortuna para os orfanatos desse mundo.

No mundo de “Y” a noticia da chegada das naves do Rei Amon-rá ficou em segundo lugar, pois a divulgação da chegada de Diana transtornou a cabeça de todo mundo. O documentário que a mostrava com uniforme dourado, ao lado de Aruma comendo alface começou a ser reprisado na televisão, para que as pessoas que a tinham esquecido se lembrasse de quem ela era.

Nessa altura dos acontecimentos, as empresas de Guilherme faziam-no a cada dia mais rico e seu filho estava um lindo rapaz que fazia a alegria de sua casa com suas brincadeiras. 002 com Saula e seu filho chegavam nessa mansão aos fins de semana para desfrutar das mordomias e da amizade. Também aparecia de vez em quando Bernardinho, casado com Evita, a alienígena que conquistara seu coração pela eternidade, junto a Viktor casado com Mirim, ciumento de qualquer olhar sobre sua linda mulher. Mas, a noticia da chegada de Diana, Arethi e Ruth mexeu com essa mansão. Alberta começou a percorrer dormitórios, colocando flores, escolhendo os mais lindos lençóis, pois Ruth chegaria à sua casa com certeza, afinal, já eram amigas íntimas. E ela faria a maior festa de boas vindas. Começou a dar telefonemas para os amigos mais chegados, e pediu para Zezé marcar dia e hora desse festão e falou-lhe que sua casa estava pronta para receber a todos.

Alessandro no Hotel começou a receber convites para Diana aos montes, desde esteticistas até empresários de eventos, todos ligados a atividades de arte e lazer. E com o celular na mão começou a organizar a vida de todos, e em seguida com telepatia gritou para Arethi descer na sua cidade, pois Guilherme fazia questão de ser o primeiro a lhe dar um abraço e queria que todos se hospedassem na mansão. A única coisa que o pegou desprevenido foi um mundaréu de gente desconhecida, que lotou o saguão do hotel pedido falar com ele. Eram favelados amigos do “Moreno”. Todos organizados para leva-lo a jogar peladas na cima do morro. Alessandro caiu na gargalhada. Típico de Aruma. Adorava nativos, gente pobre e bagunça. Chamou com o celular para Alberta, perguntando se podiam invitar para essa festa aos amigos de Aruma, mais ou menos uns 50 deles. Só não falou quem eram. Riu com ele mesmo de novo. Depois lhes falou a todos: — vai ter festa na casa de Guilherme, mas, vão ter que alugar um terno e gravata para poder entrar.

Depois os viu sair na corrida, eufóricos, pois com certeza iam sair na televisão, iam ficar famosos, afinal, os novos tempos haviam mudado o dia a dia dos morros. Havia menos miséria nas favelas, pois já possuíam luz elétrica, esgotos, e um camião da cidade recolhia o lixo todas as semanas. Só havia que caprichar com o visual no dia dessa festa de milionário.

E o grande dia aconteceu.

Arethi desceu de sua nave, mais uma vez de branco com capa nas costas, seguida de Miguel, Mitsuo, Aruma e Diana de uniforme dourado, Ruth, os gêmeos Adão e Moises com as esposas de uniforme laranja, e Ênio elegantíssimo, com roupa emprestada dos amigos. Uma fileira de gente os esperava em bando. Arethi sentiu um arrepio. Esses homens eram as criaturas mais viris do universo, fortes, másculos, irradiavam sua sensualidade como um ímã. Já as mulheres eram cópias fiéis das guerreiras e dela mesma. Tingidas de loiro, de castanho claro ou, de vermelho, depiladas, cabelão além da cintura, penteados artísticos, joias à vontade, roupas elegantíssimas, maquiadas e perfumadas. Estava ali em frente um planeta que imitava em tudo aos guerreiros amigos. Arethi sentiu vontades de chorar.

Alessandro e Zezé chegaram ao seu lado junto a Guilherme e Alberta, para lhe apresentar as pessoas importantes. Mandatários de 20 países diferentes, embaixadores, gente do cinema e televisão, escritores, pois era um povo culto, e no final dessa delegação havia uma escola inteira com meninos de 5 a 10 anos com flores nas mãos.

Adão e Moises com suas esposas davam abraços e aperto de mãos, seguidos por Ênio com um medalhão tradutor de idiomas no peito, afinal ele era o representante de “W”, embora que não oficialmente. Gente apinhada no final da fileira dupla tinha uma faixa pintada dando as boas vindas. A faixa dizia: — Diana, deusa do universo, seja bem vinda. Eram os amigos das favelas, que Aruma custou a reconhecer de tão elegantes que estavam. Ele se afastou da comitiva e como guri foi ver todo mundo, pois todos queriam o abraçar. Aruma não conseguiu evitar uma lágrima. Com telepatia soube que as misérias desses homens estavam no passado, todos tinham um bom trabalho, estavam bem de saúde e com vontades de jogar bola até morrer. Diana em pouco tempo estava em meio desse mundaréu. Abraçou gente humilde, pegou nos braços meninos lindos, que a olhavam com adoração como se ela fosse uma santa viva que descera dos céus. E a televisão não perdeu detalhes, pedindo nomes e endereços dessa gente que ninguém sabia de onde haviam aparecido nem porque lotaram essa cerimonia solene.

Os gêmeos e suas esposas também chamaram muito a atenção dos jornalistas, pois sabiam que eram os filhos de Sílvio, morto durante a guerra. Foram interrogados, perguntando-lhes sobre as magoas do passado, e o que é que eles pensavam desse planeta. Moisés falou pelos quatro:

— Não há nada para perdoar, pois os assassinos de meu pai nunca mais vão reencarnar neste planeta. Seus espíritos foram removidos para uma dimensão muito distante.

— E, como é que vocês sabem disso?

— Bem, nós falamos com meu pai quase todos os dias...

— Mas, como assim... ele está morto...

— Há, há, há.... nada disso, seu espirito esta sempre conosco... acreditem...

E como nesse mundo a espiritualidade era pouco apreciada, a entrevista tomou outros rumos, lhes perguntando o que é que pretendiam realizar durante a visita e coisas afins.

A passeata pelas ruas foi também com carro aberto, com Diana acenando para todos, pois estava cheio de cartazes falando dela mesma. Arethi apenas recebeu flores sobre a cabeça, mas a divindade desse planeta naquele dia não era ela, era Diana. Arethi sorriu com ela mesma. Essa fama de Diana ia ser fatal, com certeza teria que ir para mil baladas, mil desfiles de moda, mil concursos de beleza, enquanto Aruma ia se perder jogando bola.

Já na mansão a coisa não foi diferente. Os homens tentavam ver primeiro que ninguém a “Deusa” e esticavam o pescoço com discrição, para não dar ciúmes no “Moreno”. E educadamente foram dando a mão para a Deusa, para Ruth, que já era conhecida, enquanto que para Arethi eram muitos abraços, pois ela era só uma baixinha moreninha, de olhos lindos. Já os gêmeos arrancaram suspiros das mulheres, pois pareciam que eram anjos luminosos, magníficos, casados com duas baixinhas de olhos rasgados e cabelo preto.

A novidade dessa noite eram os robôs. Eram feitos com metal e peças de plástico endurecido, e seus movimentos ainda eram lentos e caminhavam como soldados marchando. Os robôs dos guerreiros, uns 4 deles nessa ocasião, se confundiam com homens de verdade, agíeis, rápidos, servindo o banquete embaixo de uma lona gigante em meio aos jardins.

Ênio explicava para os novos amigos em redor, que em pouco tempo chegariam os Reis de “X” e que esses sim que eram importantes. Miguel ao lado o corrigia, e explanava para os ouvintes sobre os dias da revolução em “W”, quando ele ganhara 4 medalhas de ouro pelo trabalho. Afinal, essas estrelas atravessavam a roupa, e podiam ser apreciadas na gravata dele. Ênio ficava encabulado, afinal ele era um homem de modos simples com uma fama recente, rodeado de senadores, embaixadores, que o invitavam com admiração a conhecer lugares desse mundo.

Os amigos de Aruma entraram na festa tão encabulados quanto Ênio, mas, depois de varias rodadas de cerveja, junto de Aruma, já estavam enturmados. Dançaram quando a música invadiu o ambiente, comeram até enfartar, e marcaram os dias dos jogos com entusiasmo, pois Diana dava o maior apoio ao marido e prometia ir junto, pois queria aprender a rebolar os ritmos quentes desse mundo.

Bernardinho com Evita e Viktor com Mirim entraram na turma de Aruma, pois havia uns 15 operários de suas empresas no meio dessa gente. E entre risos e piadas, patrão e empregados se divertiram nessa noite que se alastrou até o amanhecer. Viktor falava que a quadra de futebol da empresa de robôs estava pronta para fazer um campeonato, era só marcar. E Aruma ria com felicidade, como um guri pronto para se divertir. E pensava com ele mesmo que os dias vindouros iam ser ótimos, e com telepatia gritava para Arethi que fizesse sozinha esse roteiro pelo mundo, pois ele e Diana estavam naquele lugar para entreter-se.

Até o final dessa festa, Arethi apertou mãos de todos ao lado de Alberta, cansada e com dor nos pés. Ruth e Mitsuo foram para um hotel, e só ficaram nessa mansão Diana, Aruma, Arethi, seus filhos e suas noras. Quando os portões fecharam com os últimos invitados, elas entraram para ver a suíte magnífica de Arethi, com lençóis de cetim puro, combinando com a cor das almofadas, das cortinas, um luxo muito parecido ao castelo de Xixim, só que moderno, nada de ouro, nem vitrais gigantes. Viu a banheira hidromassagens, com águas borbulhando de espuma num cômodo aparte, junto ao lavabo e o vaso sanitário. Aos lados da banheira estavam os vasos com plantas, as cortinas translúcidas, e um frigobar, pois nessa casa se bebia champanha durante o banho. Também havia um telefone adjunto, uma televisão, era um banheiro gigante onde se podia viver dentro dele. Arethi falou que dormiria até o meio dia, do dia seguinte, e Alberta adorou, pois era o mínimo para tirar o cansaço. Abraçaram-se como duas irmãs, e foram em direções opostas. Guilherme já estava dormindo como urso, de tão bêbado que ficara. Até roncava. Aruma mais lá, em outra suíte, ainda tinha gás para fazer amor, pois o ciúme o haviam irritado. Esses ricaços podiam ter o dinheiro que quisessem, mas o milionário era ele, por causa de sua linda mulher. Caiu como troglodita por cima dela e com telepatia perguntou: — jure que não gostou de ninguém, vai, jure para mim... Mais lá, num hotel de luxo, Mitsuo passava pelo mesmo pesadelo, pois esses machos olhavam com cara de quem quer roubar a mulher dos outros, e isso o deixava transtornado; Ruth estava mais do que acostumada, pois cada festa como essa lhe custavam pelo menos 30 horas de palavras de amor e juras de fidelidade.

Mas, as gêmeas não estavam com ciúmes de ninguém. Haviam abandonado a festa cedo, se trancado nas suítes e haviam sido amadas pelos seus homens como nunca. Se havia algo que o pai Silvio tinha ensinado desde pequeninhos a Moises e Adão, era olhar só para esposa em ambiente público. Ficar cego em frente da tentação era o melhor caminho da felicidade plena. E eles só haviam visto mulher com seios de silicone, nádegas com mais silicone ainda e cabelos tingidos. Para eles, as nativas da ilha de Ênio eram as únicas tão lindas quanto suas esposas.

Ênio foi pernoitar no hotel junto a Alessandro e Miguel. Ele queria conhecer o mundo fazendo turismo internacional. Miguel prometeu o acompanhar, mas, partiriam depois que as naves do Rei Amon-rá chegassem nesse planeta.

Outro evento que mexeu com esse mundo foi à chegada de 004 e Xixim com os Reis de “X”, de Olaf com a China e os 50 estudantes, que desceram em outro continente, com outros mandatários fazendo as honras às visitas. Zezé e Alessandro cruzaram o mundo para recebê-los e lhes apresentar as pessoas importantes. Xixim e 004 estavam trajados com a melhor indumentária, mas os Reis luziam as roupas de luxo, com coroa na cabeça, cheios de enfeites dourados, ao lado de China de uniforme azul, Olaf de uniforme de soldado de “X”, cor verde musgo, e os universitários caminhando atrás com roupas próprias de juventude. As 2 rainhas junto com Xixim e a China receberam flores de crianças vestidas de princesas. Em seguida escutaram a banda que tocava músicas apropriadas para esse recebimento glamoroso, e depois subiram em carros abertos para desfilar pelas ruas. O povo lhes lançou flores, acenou com curiosidade, afinal eram Reis lindos, que a televisão enfocava com atenção redobrada.

Todos os visitantes foram acomodados em hotéis de luxo. Mas, as atividades oficiais, Alessandro as agendou para depois da chegada das naves de “V de BETHA”, que já dava para ver nos telescópios desse mundo, cada vez mais de perto.

Notas finais
Outro evento que mexeu com esse mundo foi à chegada de 004 e Xixim com os Reis de “X”, de Olaf com a China e os 50 estudantes, que desceram em outro continente, com outros mandatários fazendo as honras às visitas. Zezé e Alessandro cruzaram o mundo para recebê-los e lhes apresentar as pessoas importantes. Xixim e 004 estavam trajados com a melhor indumentária, mas os Reis luziam as roupas de luxo, com coroa na cabeça, cheios de enfeites dourados, ao lado de China de uniforme azul, Olaf de uniforme de soldado de “X”, cor verde musgo, e os universitários caminhando atrás com roupas próprias de juventude.