Notas iniciais
queria pedir desculpas aos leitores por alguns erros do capítulo anterior, mas eles já foram retirados. Aproveitem :)

Tive que ir até os muros da cidade para poder acreditar no que Goleb me dissera. Não podia estar acontecendo. Como os mortos voltaram da Terra dos Espíritos? Só fui saber o porque muito depois da batalha. Lá embaixo, haviam mais de 500 elfos com peles verdes, olhos totalmente marrons e alguns tinham buracos no lugar das orelhas.

Era uma visão terrível e assustadora. Na frente de todos, estava meu avô, Lorde Vereloi II. Foi muito fácil encontra-lo no meio da multidão de mortos-vivos, era o único que vestia uma armadura incrustada de diamantes, empunhava uma espada dourada e tinha uma coroa de ferro-folha. E também fôra ele quem gritou, na língua antiga, as palavras que fez meu tio tremer:

– Venidium, frëla adamastuy! Erien'to guur er boerek mavir! Bragum novis mareva murtros! — Isso quer dizer, na língua humana: "Ouçam, elfos vermelhos! Erien não é mais rei! Voltei para ocupar meu trono!".

Os gritos que o seguiram foram ensurdecedores, e assim lançaram-se sobre o portão, atiraram flechas de bronze em nós todos e alguns desavisados morreram. Meu tio não esperou que os inimigos derrubassem o portão e, com frieza, mandou abri-lo rapidamente. O enxame de mortos-vivos entrou e Erien, comandando um batalhão de espadachins e montado em seu corcel negro, enfrentou e dizimou a primeira linha inimiga. Eu e o restante dos soldados nos concentramos em repeli-los antes de passarem pelo portão, atirando flechas nos nossos próprios ancestrais.

Quando já haviam se passado duas horas desde o começo da luta, meu tio encontrou-se com seu pai no campo de batalha. O antigo rei estava montado em seu cavalo, agora esquelético, Meribel, o cavalo de seis patas. Sem dizerem uma palavra sequer, os dois se enfrentaram mortalmente, até que Meribel morreu e virou uma pilha de ossos. Meu tio aproveitou que seu pai estava no chão, bem ferido, e desmontou de seu corcel. Indo até Vereloi, apontou sua espada curvada para o pescoço do morto-vivo. O mesmo tossiu algumas palavras, agora no idioma humano:

– Vai matar o seu próprio pai Erien? Isso é traição meu filho...

Erien se enfureceu e cortou a cabeça de Vereloi:

– Meu pai morreu, eu o enterrei. Você não passa de um demônio.

Depois disso, os mortos-vivos começaram a cair, mortos novamente, como se a magia que havia os levantado do túmulo houvesse terminado. Fui até meu tio, que me olhou frio e sério:

– Vamos para Culotch.

– A capital dos humanos? Por que?

– Preciso ver uma coisa nas bibliotecas daquele lugar.

E assim, a batalha terminou, com poucos mortos do lado dos vivos e a aniquilação dos...mortos(?).