Guarda Costas

27 Os C.I.S.N.E.S estão de volta... Regina se revele


Notas iniciais
Eu não estou respondendo os reviews pelo motivo que estou gastando o tutano aqui para escrever capítulos maiores para vocês, mas isso não significa que eu não leio. Ao contrário, leio e faço o meu melhor para entregar um capítulo bom para vocês. Eu adoro vocês minhas queridas e queridos, espero que gostem. A história de Regina vai se desenrolar neste capítulo. OBS.: Há cenas de sexo hétero, se não curte não leia.

Após aquele momento de reencontro e as evasivas de Emma e Regina em conjunto e uns dois belos tapas na cabeça de Henry por parte de Emma, todos os agentes da agência estavam reunidos no escritório de Leopold Swan. Exceto a agente Swan, que estava atracada com Regina em seu quarto.

A garota não sabia explicar exatamente o que estava acontecendo, parecia que só ver Regina já lhe subia um desejo de tomá-la. As duas estavam trocando saliva, a mais velha sendo sustentada pelos braços de Emma contra a parede da janela do quarto da mais nova.

– Você tem que descer mesmo? — Regina indagou ainda de olhos fechados, torcia para que a outra dissesse que não.

– Infelizmente... — Emma deu outro beijo demorado. — Se você quiser, pode ficar aqui no quarto, prometo que venho direto para cá. — Sugeriu sorrindo maliciosa. O que fez Regina sorrir ao ouvir tal proposta.

– Swan, não demore muito. — Ordenou no ouvido dela.

– Não prometo nada. — Um selinho demorado.

Emma ajudou Regina descer e foi para o escritório, já estava tarde, mas necessitava ir conversar com seus colegas. Não demorou muito para chegar ao local.

– Swan... — O chefe Swan a chamara cordialmente. — Precisamos esclarecer algumas coisas, mas isso quem vai fazer é o Sidney.

Emma acabara de fechar a porta, olhou para seu colega, o segurança de Regina. Ele segurou seus ombros e disse para se sentar na cadeira.

– Emma, preciso esclarecer uma coisa para você, para que no fim desta reunião você não se sinta enganada. — Aquilo fez a moça olhar-lhe estranho. — Você foi o bode expiatório para toda essa bagunça.

– É o que? — Ela estava realmente confusa.

– Emma, o Sidney te contratou para guardar Regina, mas na verdade eu e ele planejávamos outra coisa, ninguém além de nós e David sabia disto. — O avó foi rápido na explicação.

– Por que? — Estava calma, calma até demais.

– Porque a nossa casa estava suja Emma. — Anna se pronunciou.

– Ainda está... — Sidney ajeitara sua gravata ao corrigir a sentença anterior.

– Eu sou a prova que ainda está muito suja. — Aurora completou.

Aurora subira um pouco seu tapa-olho, revelando a cicatriz ainda não completamente cicatrizada de seu olho. O que fez Anna recuar um pouco com os olhos voltados para baixo. E logo depois passou um dedo no canto da boca com os pontos. Elsa tocou o ombro desta em sinal de compreensão.

– Digamos que o majestoso cisne se tornou uma besta-fera com dentes e garras afiadas, muito hostil. Estamos temendo pela vida de alguns agentes ainda honestos, intactos e leais à causa da agência. — Sidney completou.

– Fizeram isso com você? — Perguntou à Aurora.

– Killian e Tamara estão no comando da agência agora, estão torturando todos que estão indo contra o propósito deles. — Ela apenas respondeu.

Os braços estavam cruzados na frente dos seios.

– O que faremos? Precisamos pegar todos esses idiotas. — Emma estava sem saber o que fazer, planejava outra coisa, e ainda bem que seus parceiros lhe avisaram sobre o que acontecia, pois se concretizasse o que estava planejando, iria cair em uma emboscada.

– Eu creio que você tem feito pesquisas não é? — Leopold não fez rodeios. — Até porque, pelo que notei minha gaveta desta mesa está trancada.

– Algumas sim. — Emma ainda estava incomodada por não saber de nada, de ter sido "feita de boba". — Por que não me contaram?

– Sobre...?

– Sobre tudo isso, eu... — Não se importava que tinha gente naquela sala que não precisava ouvir aquilo. — Passei um mês de cão, achei que você e o Sidney haviam morrido, e que todo o resto havia se tornado vira-casacas.

– Não podíamos Emma, você era a isca, porque era a única capaz e que tinha alguns contatos para manter Regina e Henry a salvos.

– Com a parte do "única capaz" eu não concordo. — Aurora se anunciou novamente.

– Mas admita que a parte de lugar e contatos ele está certo. — Lancelot pediu.

– Eu sinto muito pela perda de Regina quanto a Daniel. Ele era um rapaz adorável. — Sidney lamentou pela morte de Daniel.

– O marido, certo? — Emma questionou mesmo sabendo da resposta.

– Mas ainda bem que você cuidou bem dela. — O mesmo fez o comentário fazendo Emma ficar aborrecida e envergonhada.

Cruzou as pernas ainda mantendo os braços frente aos seios.

– Fico feliz por estarem vivos, mas deveriam ter me dito alguma coisa. — Emma reclamou. — Nem que fosse um sinal de fumaça.

– Emma, eu desde o começo queria. — A ruiva desajeitada agora limpava a lente de seus óculos quadrados. — Mas eles não deixaram, disseram que se fizesse poderia pôr você em perigo. Você é uma das poucas amigas que tenho então não queria que se machucasse. Então acatei. — Colocou os óculos de novo no rosto.

– Eu entendo. Se fosse o contrário com certeza eu não colocaria vocês em perigo também.

Elsa estava muito calada, e o homem que Emma não conhecia ainda bem, mas que era intitulado "Frank" parecia pensativo.

– Que tipo de informações você juntou nessas semanas? — Indagou Sidney.

– Perfis e históricos, na muito relevante, mas caso eu precisar... — Se levantou e passou por todos, pegando um vaso aparentemente invisível e sem serventia. — A chave. — Tirou a chave e deu nas mãos de seu avô. — Graças aos arquivos que pedi à Elsa e alguns relatórios de Sidney entregues à mim antes de tudo isto estourar, eu consegui montar os perfis de todos na agência, do meio jurídico e alguns acréscimos em relação à organização criminosa da família Jones. A filha de Mad Hatter, Grace Jones, ela vem me ajudando a montar o perfil da família e dos capatazes de Jefferson.

Pegou o notebook que estava em um armário ali do escritório, e uma bolsa que continua um Data Show, aquele aparelho que usam nas apresentações de projetos, e montou tudo rapidamente.

– Alguém pode fechar aquela cortina?

Alguém fechara e ela dera início à apresentação dos perfis. Ressaltando os membros principais da família de Jones, mas todos tinham em mente que muita gente importante do governo estava nas mãos de Mad Hatter Jones, claro... Em meio isto tudo havia muitos questionamentos e revolta, deve ter contado mais ou menos 5, o número de vezes que Aurora disse querer enfiar uma bala no crânio de alguns daqueles perfis.

...

Emma pisava manso no corredor dos quartos, estava ansiosa para que a reunião acabasse, queria ver Regina logo. Teve que rir da cena. Regina provavelmente tinha se produzido toda para ela, mas deve ter caído no sono. Ela usava uma camisola muito sexy, de tecido negro, mas que transparecia tudo que havia em baixo, e tudo significava nada... Não havia nenhuma peça de roupa.

A mais nova retirava suas roupas sem pressa alguma, já que sua provável noite agitada só ocorreria em seus sonhos agora. Só com suas roupas íntimas foi se deitando na cama. Se envolvendo debaixo do delicioso cobertor felpudo e aconchegante. Estava cara a cara com Regina, e o cabelo desta estava na frente do rosto, teve que colocá-lo atrás da orelha. O toque foi o suficiente para acordar Regina. A mesma mostrou seu sorriso encantador e ele era hipnotizador, Emma mal viu quando a mesma se aproximou e a enlaçou pela cintura. O corpo da mais nova eriçou-se por inteiro, mas obrigou-se a abraçar sua patroa. As duas trocaram um beijo calmo, antes de voltarem a se olhar.

– Então...?

– Então o quê Regina? — Perguntou sorrindo para ela.

– Já posso tirar suas roupas? — Brincou fazendo Emma rir.

– Não está cansada? — Estava animada.

– Nem um pouco. — Mas o bocejo lhe entregara, morria de cansaço. — Tá, você me pegou. Só que eu posso ficar bem acordada quando eu estou "fazendo coisas". — Deu ênfase.

– Hum... É mesmo? — Perguntou beijando o pescoço desnudo da Juíza Mills.

– Você é muito atrevida Swan... — Suspirou ao sentir uma das pernas de Swan lhe roçar entre as pernas.

Não se dera conta de quando foi que Emma havia ficado por cima dela.

– Dessa vez, eu tranquei a porta. — Comentou ao trocar o alvo de sua boca, agora mordiscava o colo desta.

– Injusto você estar por cima sabia? — Reclamou à Emma toda dengosa.

Emma agora observava os olhos castanhos com atenção. Sentia-se perdida naqueles orbes. Eram lindos. Regina sorriu em confusão.

– O que olha tanto?

– Você. — Disse com adoração.

Não fora nada de mais, mas o comentário por incrível que pareça a pegara desprevenida.

– Se você não se importar, eu gostaria de só dormir agora.

– Posso ficar aqui com você? — Regina não perdera tempo em perguntar à ela.

– Deve. — Se deitou novamente ao lado da latina que se acomodara em seu corpo. — Boa Noite Regina.

O coração parecia galopar dentro do peito. Não entendia, parecia estar nervosa, duas noites seguidas em que Regina dormia em sua cama. A mais velha roçara seu nariz no de Emma e escondera seu rosto no pescoço desta. A mais nova beijara o topo da cabeça de sua patroa.

...

No outro quarto as coisas pareciam mais animadas, um corpo nu chocava-se com o outro, provocando no corpo que mantinha-se receptivo, um prazer imensurável. Henry segurava Grace pelas nádegas. Seu membro adentrava e saía rapidamente o corpo da loira. Grace empurrou o garoto que caiu sentado na cama todo confuso, mas não pensou mais nisso quando sentiu seu membro ser coberto por aquela boca de veludo que era a de Grace.

– Ai merda... I-isso. — Ficou de joelhos no colchão da cama e segurou Grace pelos cabelos. — Suga mais forte... Por favor...

A boca da garota fazia com que ele ficasse louco de excitação. Ele empurrou delicadamente a parceira e a deitou na cama, já que ela fizera por ele, ele faria o mesmo. Sua boca foi de encontro as pernas dela para que pudesse sugá-la. Havia assistido há alguns pornôs de como fazer sexo oral em meninas, teoricamente não era difícil. Enquanto se masturbava ia descobrindo na prática os lugares mais sensíveis de sua parceira.

– Aí! Isso Henry... ME CHUPA!! — Ouviu-a entredentes pedir para que fizesse, já que ele tocara seu ponto mais sensível, seu clitóris.

Henry estava se sentindo mais excitado, sabia que a garota estava sensível naquela área. Virou com rapidez a menina na cama, deixando-a de quatro. Encaixou seu membro na outra entrada de Grace. Já ouvira dizer por alguns colegas seus que sexo anal era algo incrível. Estava comprovando isso naquele momento. Não deu tempo para que Grace reclamasse, e foi se movimentando dentro dela. A resistência da bunda dela em seu membro era algo que só fazia ele se aproximar do orgasmo. Ele não se importou em apoiar seu corpo sobre o dela, fazendo o movimento se tornar único. Quem os flagrasse, veria apenas a contração das nádegas de Henry contra a de Grace, que se encontrava agora mordendo o travesseiro.

– Posso gozar aqui? — Perguntou sem pudor no ouvido dela.

Grace conseguiu tirar Henry de cima dela, para logo em seguida estar cavalgando seu membro. Claro que o garoto não suportou muito, sentiu não só a maciez do sexo de sua parceira, mas sentiu também que acabara de enchê-la com seu prazer. Lhe ocorreu a merda que acabara de deixar acontecer, gozara dentro dela.

– Grace, Grace... Eu...

– Não fica preocupado, eu tomo todas as precauções.

– EU GOZEI NA SUA VAGINA GAROTA. — Ele estava assustado.

– Henry, fica tranquilo, tá? — Ela dizia sentada na cama. — Eu não vou engravidar e nem passar doenças pra você. — Ela estava se levantando pra ir no banheiro.

Henry se sentiu envergonhado, mas ficara curioso também. Foi até a porta do banheiro.

– Como sabe que não vai engravidar?

– Porque tive que há três anos atrás fazer a remoção das minhas trompas. — Amarrava o cabelo em frente.

– Tipo... Tirar fora elas? — Henry era um gênio para física, mas a anatomia feminina era algo quase misterioso para ele.

– É... Tipo isso... Na minha família. — Ela adentrou a banheira da suíte de Henry. — Não que seja algo hereditário, as mulheres, pelos menos a grande maioria, sofre de uma coisa chamada endometriose. Se você tiver curiosidade é só pesquisar, mas recomendo que não faça, é algo muito nojento. — Fez uma cara de nojo quando abriu a torneira que encheria a banheira. — Eu acho que herdei isso da minha tia, eu acho... Eu sempre sofri com muita cólica e essas merdas que eram de matar, um dia quando minha menstruação parou de vir, já fazia três meses, quase pus minha mãe louca, pedi para que ela me levasse na ginecologista para ver o que eu tinha. A mulher disse que minhas trompas estavam muito afetadas, que o tratamento não adiantaria. Ela explicou que era algo muito perigoso e que se não fosse revertido poderia ficar mais sério e tals. — A água acabara de cobrir seus pés. — Então ela pediu permissão à minha mãe para a realização de uma cirurgia para remoção das trompas. Eu era muito inocente, minha mãe me explicou que era um procedimento até que simples. E que eu ficaria com uma pequena cicatriz aqui embaixo. — Apontou para sua cicatriz no baixo ventre. — E que infelizmente eu não poderia ter filhos. Nunca.

Henry escutava aquilo com tanta atenção que se sentira mal por um instante. Foi adentrando o banheiro e foi se sentando no chão ao lado de Grace que estava dentro da banheira.

– Me perdoe Grace por ser rude com você esse mês inteiro. Sei que a culpa não é sua e sim deles lá. — Referia-se ao homem que estuprara seu pai e o pai de Grace.

– Fica tranquilo Henry. — Sorriu pro garoto.

– Posso tomar banho com você?

– Entra aqui.

Henry adentrou a banheira. A água lhe cobriu até a cintura. A garota se aproximou de Henry e passou a acariciar seu membro com uma das mãos. Henry ainda estava sensível, não demorou tanto para que voltasse a endurecer o membro.

– É grande... — Sussurrou no ouvido do garoto ao voltar rebolar em seu membro.

– Deixa por trás...? — Ele gemeu a pergunta.

– Espera um pouco, eu quase gozei aquela hora... — Ela ainda não havia gozado. — Mete Henry, coloca tudo... — Pediu no ouvido dele.

E a noite de sexo dos dois continuara sem maiores complicações.

...

– Ruiva, sossega. Vai dormir. — Uma Aurora muito cansada reclamava da luminosidade da tela do computador de Anna.

– Eu estou pesquisando informações adicionais. — Dizia ao montar parte de outro documento.

– Sabe do que você precisa? — Aurora levantou zangada. — Trepar. Sabe? T-R-E-P-A-R, sexo, transa, relaxada, rapidinha, colocar o pão no forno! — Ela parecia estressada. — Não me estranharia se dissesse que não transa com seu namorado. — Voltou a colocar a cara no travesseiro, tentando fugir da luminosidade do computador.

– Deixa de ser estressada Aurora. — Elsa também acordara com o escândalo da garota.

"- Isso Henry... Mais..."

– Porra, até o pessoal do quarto aqui ao lado transa e essa ruiva não. Os dois do quarto ao lado são felizes. — Comentou rindo.

– Eles são animadinhos mesmo. — Elsa desistiu de dormir. — Agora fiquei sem sono com o escândalo dessa aí. — Apontou para Aurora.

– Sua irmã que não me deixa dormir.

A frase por mais que tenha saído inocente, Elsa fez questão de maliciar.

– Hum! Minha irmã não te deixa dormir? — Sorriu toda cheia de segundas intenções para sua parceira irritadinha. — Ela te tira o sono.

Aurora captou a malícia da pergunta da colega.

– Pode parar com a palhaçada Elsa.

– Ah! Qualé? Minha irmã é gata. — Falou fazendo a caçula corar de vergonha.

– Gata é mesmo, mas não é assim que eu imagino ela. — Aurora tentou se desviar, mas só se comprometia mais.

– Se você soubesse como ela beija bem... — Elsa comentou.

– ELSA!!

Aurora agora se sentara na cama.

– Você já beijou sua irmã, Anna?

– Ai que vergonha, cala boca Elsa. — A garota agora desistira de mexer no computador e colocara o mesmo debaixo da cama.

– Mas é verdade Anna, a gente já se beijou.

– Só que ninguém mais precisa saber disso. — Enfiou a cara debaixo do travesseiro.

Aurora ficou a olhar na luz do luar o corpo de Anna se retesar, tentando se esconder.

– Você poderia ser menos envergonhada Anna, você é a nerd mais gostosa que eu conheço. — Agora Aurora se juntara a sua irmã para deixá-la mais envergonhada.

– Ai gente, vocês são indiscretas demais. Aff. — Reclamou ao mostrar parcialmente o rosto que estava escondido debaixo da almofada.

– E você muito santinha. — Elsa que a incomodava.

Se assustou, pois não conseguia ver, quando Aurora sentou em cima dela.

– Você seria mais feliz se realizasse mais movimentos pélvicos ruiva. Seja com homem ou mulher, sabia? Assim olha. — A mesma fingia rebolar sobre ela o que só fazia Elsa rir.

Estava morrendo de vergonha. E a mesma gemia pouco mais alto do que deveria, fingindo o prazer de "cavalgar" no membro de mentira de sua colega. Elsa morria de tanto rir. Ia dar um basta naquilo, se sentia muito constrangida. Em um movimento ligeiro, virou na cama, ficando de joelhos entre as pernas de Aurora.

– Você é bem rápida hein! — Lançou um beijinho para esta.

Elsa apenas observava a situação segurando o riso.

– Eu faço mais do que você acha que eu faço. — Não sabia da onde vinha aquela coragem de dizer aquilo na cara de Aurora que apenas ficou estática. — Só que eu tô com sono. Preciso dormir.

Pousou as mãos nas coxas de Aurora e sorriu travessa para ela.

– Amanhã quem sabe...

Deixou uma Elsa boquiaberta e uma Aurora completamente excitada e confusa com o que acontecera ali.

Mostrara finalmente que ela não era a santa que todos achavam que ela era.

...

"- Tsc, tsc, que patético!"

"Emma abrira os olhos e deu de cara com uma ruiva linda, de tirar o fôlego, era Zelena. Esta se encontrava sentada na ponta da cama. O que a assustou. Regina dormia tranquilamente em seus braços."

" — Ela nunca vai poder te amar Emma, somente eu."

" Ela estava sobre a cama agora, rastejando por cima de Emma. Aquilo fez com que seu coração batesse forte em seu peito, mas agora não sabia classificar se era susto, raiva ou... Nostalgia."

"- Por favor, não."

"Implorou para que a outra não fizesse nada com ela. A ruiva tocara o rosto da garota."

"- Sempre gostei mais de seus cabelos quando loiros."

" Como mágica, seus fios tornaram-se loiros, se assustou com aquilo. Só podia ser bruxaria. Emma tentou manter-se longe da outra, mas Zelena ficara por cima dela. Parecia ter ficado impotente, pois não conseguia mais mover-se para livrar seu corpo do peso de Zelena em cima dela."

"- Own querida, você sabe que só eu poderei compreendê-la, só eu estarei sempre com você..."

"Os lábios dela foram rápidos ao tomar os seus."

– NÃO! — Olhava o teto de seu quarto, tentando respirar o máximo que podia.

Engolia o ar, tomava fôlego da maneira que podia. Logo sentiu um par de olhos arregalados e uma mão tentar tocar seu rosto tentando livrá-la do transe. Não conseguia, virou-se para sua patroa, olhava-a nos olhos, mas não conseguia distinguir nada que ela lhe dizia, nada. Só conseguia olhar para os olhos de cor de chocolate.

– Já passou Regina. — Dizia como se a pessoa que precisava de conforto fosse Mills. -... Já passou. — Beijou o topo de sua cabeça.

Foi para a cozinha, estava sem entender o que acabara de acontecer, porque agora Zelena aparecera, já fazia duas noites que ela não a incomodava quase. Não que fosse um tempo tão curto para conseguir isto. Não mesmo, já era hora de consegui-lo. Sempre tentara compreender o fato de Zelena lhe perturbar tanto, e aquele homem asqueroso que era o tal do Neal não.

– Emm... Você está bem? — Regina parecia estar um pouco sem fôlego, Emma não notara, mas ela tinha feito barulho suficiente para avisar que estava vindo em sua direção.

– Estou sim. — Regina se aproximara dela, a abraçou com força. — De verdade Regina, eu estou bem sim.

– Por que acordou daquele jeito então?

"- Porque sonhei com a mulher que me estuprou na minha pré-adolescência." Pensou apenas consigo.

– Não foi nada, talvez eu tenha comido coisas muito pesadas na hora do jantar. — Regina afastou seu rosto suficiente para que pudesse apenas olhar nos olhos claros de Emma. — Eu juro que estou falando a verdade.

– Eu vou acreditar em você então... Olha, se quiser me contar, eu vou estar toda ouvidos. — Explicou fazendo um sorriso sincero, novamente, brotar dos dentes brancos de sua guarda-costas.

Emma já sentia-se ligada à Regina, talvez desde o início, mas só agora se dera conta que ela era a mulher do tipo certo. Certo para ela. A mulher que lhe tirava sorrisos sinceros, a irritava de verdade, a mulher que lhe fazia desejar de forma extrema que apenas um sorriso acendia um fogo dentro de si que só poderia ser apagado por ela.

EXTREMOS

Regina era uma mulher de extremos, seus extremos. A única mulher que a faria deter uma guerra com apenas uma ordem, se assim desejasse. Como o faria, não importava. E agora ela olhava em seus olhos.

– Sabe Emma, acho que agora eu posso dizer... No início, logo quando fizemos sexo. — Ela pôs as mãos no ombro da garota. — Eu jurava que você era dividida em duas partes.

Emma olhou com estranheza.

– Como assim?

– A mulher que fazia sexo comigo e a mulher que era minha guarda-costas. — Ela riu com o próprio comentário. — Somente ontem descobri, que vocês duas são a mesma pessoa, só que a guarda-costas é a versão mais bruta de você, ela só quer poupar você de decepções.

A morena mais nova ficara confusa.

– Emm, eu disse há algum tempo... Eu não vou te machucar. Espero que não se esqueça. — A mais velha ficou na ponta dos pés. — Quando quiser conversar, é só dizer.

Virara-se para subir novamente para o quarto, abandonando na cozinha uma agente completamente confusa. A mais nova checava agora que horas eram. Cinco da manhã. De novo. Era hora de ir fazer sua caminhada diária. Só que, não sentia vontade alguma de fazê-la. Não demorou muito para que esta subisse de volta para o quarto, flagrando Regina sentada na ponta da cama, parecia que esta estava lhe esperando há muito, mas não fazia nem cinco minutos que haviam se visto.

– Meu nome completo é Emma Nolan Swan, tenho vinte anos, amanhã farei vinte e um, sou filha de um militar e de uma mulher dona de casa que matou uma mulher que se fazia de boa, mas me machucou na infância... — Não queria mais se filtrar, queria contar, nem que fosse somente para uma pessoa, mas queria que fosse para ela, pelo menos ela.

– Prazer Emma Nolan Swan, eu sou Regina Mills, filha de Cora Mills e Henry Mills.

A garota agora sentara ao lado de Regina que a olhava com... Carinho, é... Carinho.

– Eu... — Queria contar à ela, não queria mentir... — Nem sempre fui uma cretina. — Arrancou uma risada baixa de sua patroa. — Eu costumava ser, uma menina fofa, uma "boa menina" — Foi enfática. — Tocava campainhas e saía correndo todo natal, defendia meus amigos de valentões, colocava tachinhas na cadeira da minha professora de literatura, xingava palavrões e depois que vinham tirar satisfações eu negava tudo. — Isso fez Emma sorrir.

– Emm, você era muito infantil. — Riu baixinho do relato de "boa garota" de Emma.

– Mas fui feliz até meus onze anos. E você...? Eu sei apenas o que diz em sua ficha, o que se resume em pessoas a sua volta, seus serviços prestados e seu histórico acadêmico.

– Eu...? Bom...

...

"- Por onde eu começo?"

Eu era normal, nunca fui uma boa garota como você relata ter sido... Eu nasci em maio de 71. Meu pai quis me chamar de Mary Rose, mas minha mãe não deixou, ela disse ao meu pai que era um nome muito meigo para uma criança herdeira de Cora Mills.

"- Homem, não seja tolo, com um nome meigo como Mary Rose as pessoas vão tomá-la por frágil e vão querer se aproveitar dela."

Então minha mãe "sugeriu" Regina, bom, parece que algo de bom ela fez.

Aos seis anos minha mãe começou a me treinar para ser uma Mills. Me ensinou a tocar piano, etiqueta, dança e essas coisas que toda "Dama" deve saber.

Já meu pai me ensinou a minha futura paixão. Hipismo. Em segredo aos sábados me levava ao estábulo do Jockey e pagava ao homem responsável pelos tratos rotineiros dos cavalos uma quantia para que eu pudesse montar um cavalo. Por Deus, eu morria de medo no início, aqueles bichos grandes me deixavam aterrorizada, até que peguei gosto por um potrinho em especial, que anos mais tarde viera se tornar meu cavalo, Rocinante.

Estudei aqui mesmo o colegial, minha mãe queria que eu fosse para a Europa estudar moda. Eu nunca levei jeito para isso, eu queria mesmo era ser juíza. Meu pai apoiou minha decisão na adolescência. A velha Mills só queria saber de arrancar os cabelos de tanta raiva em saber que sua filha não faria o que ela havia planejado para ela.

Em sua última cartada, disse que daria seu total apoio, se eu fosse para a Europa por um ano inteiro. Eu sabia que ela tramava algo, mas não imaginei ser algo tão baixo. Ela havia arranjado-me um pretendente.

...

– Nossa, sua mãe era um pouco... Er... Estranha. Digamos assim. — Emma comentou.

– Isso não é tudo...

...

"- Olá, sou Bernard. Bernard McCalister."

Sim, era um McCalister. Não queria se casar com aquele cara, primeiro porque ela tinha apenas dezessete anos, segundo que não o amava. minha mãe ambiciosa vinha há algum tempo planejando o casório. A família McCalister era muito rica e minha mãe amava o dinheiro. Eu não acreditei que meu pai tinha concordado com aquilo.

A coisa toda se tornou um contrato, somente um papel. Um papel que quase dizia: Regina Mills, propriedade de Bernard McCalister. Aquilo foi uma das piores notícias que já ouvi em minha vida. Por mais que o rapaz fosse um verdadeiro cavalheiro e que me tratasse bem, não o queria por marido. Não mesmo. A pior notícia veio pouco tempo depois, quando soube que minha mãe e meu pai estavam se separando, pois Cora havia se enganchado com outro idiota, e mais... Eu acabara de ganhar uma irmãzinha. Que merda de mundo era esse? Eu nem tinha pisado os pés direito na Escócia e minha vida já se desgraçara a este ponto?

"- Você está livre de mim Regina."

Quase agradeci aos céus quando o Bernard me disse isto. Só que me senti mal a beça por isto, ele me amava. Eu não o amava, mas até tinha algum tipo de respeito, até um pouco de carinho.

Viemos os dois até a América dois anos depois de minha partida. Fiquei mais do que esperava na Escócia com meu "marido". Ele procurou por meu pai e pediu desculpas por aquele mal-entendido e que estava rasgando o contrato que dizia que quando eu completasse a maioridade eu DEVERIA me casar com ele. Bernard ganhou o respeito de meu pai, mas minha mãe não ficara nem um pouco contente com isto, pois não iria mais enriquecer às custas de meu casamento. Bern, como eu costumei a chamá-lo, fez um cheque de uma quantia que nunca em minha achei que poderia chegar a conseguir na vida, era muito grande o valor.

"- Sei que Regina vale muito mais, mas eu não tenho quantia suficiente que possa pagar por ela e além disso não posso obrigá-la a ficar comigo."

Ele se despediu de mim e disse que se algum dia eu o quisesse em minha vida novamente, bastava apenas um telefonema e ele voltaria "a nado" para a América. Meu ruivo.

Eu não pude mais ver meu pai com frequência, meu pai era um dos homens mais respeitáveis do país, era um juíz federal. Sidney já era seu homem de confiança há muito tempo. A admiração que eu tinha pelo meu pai foi tanta que me inspirou a seguir seus passos.

Quando completei a maioridade legal fui embora para Boston. E passei a estudar, ralar e juntar dinheiro para me suster, pagar os estudos e o aluguel do meu quitinetezinho. Acho que não comentei que liguei para Bern, ele largou sua família na Escócia e veio morar em Boston, próximo de mim. Muitas vezes ele insistiu que eu recebesse sua ajuda, mas como ele mesmo dizia, "eu era orgulhosa demais para essas bobagens". Casamos ainda no início dos meus estudos, ainda não sei dizer, se fora por insistência dele, ou cansaço meu, mas nós nos casamos, informamos à nossas famílias do ocorrido e vivemos em Boston, felizes de verdade por exatos seis anos.

Ele era incrível, um tremendo cabeça dura às vezes, mas incrível. Durante este período de tempo comecei a acumular dinheiro por causa das causas que eu defendi em minha época de advogada lá no fórum local. Ele administrava as empresas da família daqui da América mesmo. No dia do nosso sexto aniversário de casamento recebi a notícia da morte de meu pai. Fiquei inconsolável. Disseram que fora um assalto a mão armada. Meu marido cuidou de mim. Depois deste acontecimento ele ficara um pouco distante e estranho. Ele passou a ficar mais paranoico, principalmente quando conversou com Glass tempos depois da leitura do testamento de meu velho pai.

Dessa época em diante, eu passei a receber notícias ruins. Eu não havia conseguido passar de primeira para o curso de aprimoramento, aquele que prepara os advogados mais brilhantes para seguir direto para se tornar um juíz. Meu cavalo Rocinante por estar muito doente, teve de ser sacrificado, minha mãe se afastara de vez de mim, mas ainda recebia noticias dela por meu padrasto Gold e a minha meia irmã.

Algumas semanas antes do pior acontecer, Bern me disse que deixaria o controle das empresas da família. O porquê disto, ele nunca me contou. Também não houve tempo.

"- Senhora Mills?"

"- Sim."

"- Sinto muito em lhe dizer que seu marido Bernard McCalister veio a falecer esta madrugada."

Tem ideia do susto e medo que me tomou? Meu marido havia "morrido". O homem que me amava. Seu testamento lido alguns dias após sua morte enfureceu sua mãe e seus irmãos mais velhos. O único que estava preocupado unicamente com o irmão era Daniel, seu irmãozinho. A velha resolveu brigar pela empresa da família. É óbvio que eu não entregaria de bandeja nas mãos dela os bens de seu filho Bernard.

Ela propôs que eu me casasse com outro filho seu, para que a família pudesse reaver suas posses. Eu juro que pensei na possibilidade, até porque eu não sabia administrar uma empresa, muito menos uma empresa tão grande quanto à deles, mas nenhum de seus filhos eram muito confiáveis, amáveis ou inteligentes. A não ser o adolescente de 16 anos, Daniel McCalister.

Eu nunca havia o visto, nem mesmo lá na minha adolescência. Ele era um rapaz encantador, simples e muito inteligente, sempre fora bom de cálculos. Nos conhecemos de verdade quando ele voltara de um exame de vista, o pobre coitado estava cego, pois o doutor dilatara suas pupilas completamente para o exame, um de seus irmãos deveria tê-lo buscado no oftalmologista, mas ninguém o fizera. Foi o que o garoto relatou ao ser pego por Regina que passava pelo centro comercial da capital.

Passamos a conversar mais, fazer amizade. Um rapaz excelente. Foi aí que viu a solução, se sentia uma aproveitadora, mas não encontrou outra opção para seu problema. A velha McCalister não lhe negou o pedido, até fez muito gosto que se casasse com o rapaz que nunca havia trazido nenhuma namoradinha para casa.

"- Regina, eu não posso me casar, eu tenho dezesseis anos."

"- Mas precisa." — Eu nunca quis forçá-lo à nada.

"- Regina, eu sou gay."

Fiquei surpresa com a confissão. Convenci o rapaz de que ele poderia se encontrar com quer que fosse, mas precisava de verdade me casar com ele, pois não queria casar-me com seus irmãos horríveis. Não fora tão difícil o rapaz aceitar.

Nos casamos meses depois de nos conhecer, eu o adorava. Era um rapaz muito parecido com o irmão dele, tão carinhoso quanto Bern. Nós dormíamos em quartos separados nos primeiros dois meses. Passamos a dormir na mesma cama de verdade. Em uma noite, havíamos os dois nos animado tanto que cheguei a ceder aos "desejos" dele, nós fizemos sexo. Me senti péssima, pois eu estava com aquele garoto de dezesseis anos e meio nu em minha cama. Ele me pediu perdão e disse que não sabia como, mas que sentiu desejo por mim e que tinha apenas concretizado. Comecei a sair com outros homens e ele passou a sair com um garoto chamado August. Eu fazia muito gosto pelos dois. Bom, tudo que é cômodo, não é cômodo para sempre. Eu havia engravidado, e descobri quando já estava de dois meses. Eu recebi uma recomendação por parte de Gold nessa mesma época, para que eu assumisse a jurisdição, então foi quando me tornei aprendiz de um juíz federal e passei a estudar por conta pois este havia me dito que eu assumiria o cargo em dezembro. Contei à Daniel que eu havia engravidado, quando minha barriga começara a transparecer, ele disse não estar surpreso com isso e que estava muito feliz, ele disse que era seu filho, ele nunca quis saber se de fato era seu, mas que estava feliz pois seria pai.

A notícia de um herdeiro fez a mãe dele ficar tranquila, pois agora não tinha mais dúvidas que de que o rapaz não era um "estranho", mas um "homem de verdade". Com toda certeza ele era um homem, ele assumira uma paternidade duvidosa além de ser um rapaz excelente, um gentleman como seu falecido marido e extremamente bem habilidoso na cama.

Ninguém além da família dele sabia do "casamento" da gente, muito menos da minha gravidez. Minha irmã, na verdade, minha meia irmã descobriu quando veio me visitar em Boston. Uma menina ruiva de onze anos. Tive que admitir que gostava da minha irmã. A ruivinha prometeu que não contaria a ninguém.

Henry, foi assim que chamamos ele, ele disse que como eu carreguei o lindo filho dele, eu deveria escolher o nome, e foi esse que eu escolhi, em homenagem ao meu pai. Somente Gold, minha irmã e a família dele sabiam do Henry, minha mãe ainda não sabia. Quatro meses depois contratou o ex-empregado de seu pai, Sidney. Havia iniciado minha carreira há pouco tempo, e já estava mandando gente que achava que suborno era o suficiente para se manter fora da cadeia, direto para ela.

Nós agora éramos um casal de verdade, por mais que meu falecido marido Daniel não fosse como Bernard, fui mais feliz com ele, enquanto pude. Ele me deu meu filho, incentivo para continuar na minha área e forças para suportar todos os obstáculos. Um menino espetacular, meu menino.

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Notas finais
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