Guarda Costas

29 Família C.I.S.N.E


Notas iniciais
Perdoem-me, agora que as aulas acabaram, vou me empenhar para terminar a fic antes do ano novo. Preparem-se, logo acabaremos toda a trama ;)

– Bom Dia galera. — Lancelot dizia ao pisar os pés na cozinha e encontrar Anna e Elsa na cozinha sentadas nas cadeiras no balcão. — Cadê o resto?

– Acho que ainda estão dormindo. — Elsa respondeu.

– Sério? Será que vão demorar muito? Tô com fome. — Ele alisou a própria barriga.

– Pra falar a verdade eu também estou. — Anna admitiu.

A campainha tocou. Elsa no automático levantou dali para ir até a porta. Pegou uma chave que julgou ser a da porta e já foi abrindo. Os dois pares de olhos azuis se encaravam, o que estava na porta foi bem mais ousado e olhou a loira da cabeça aos pés.

– A Emma está? — Perguntou a que estava na porta.

– Acho que ainda dorme. — Respondeu.

– Ah! É melhor eu voltar outra hora.

– Qual é o seu nome? — Elsa não sabia porque, mas perguntou mesmo assim.

– Ruby.

– Prazer, Elsa.

– Ô moça! Sabe dizer onde tem um lugar onde a gente possa tomar café? — Lancelot tesoura surgiu na porta, ele realmente parecia estar com fome.

– Na verdade, minha vó é dona de um café.

– Você leva a gente. — Agora Anna surgira na porta. — Claro, se não for incômodo.

Ruby parecia só ter olhos para Elsa, não havia tirado os olhos dela.

[...]

Emma e Regina ficaram abraçadas em silêncio durante horas, na verdade não, uma hora e meia apenas. Emma tentando digerir aquela situação inóspita e Regina chorando se sentindo a pior culpada do mundo, só por ser irmã da mulher que destruíra a infância de sua guarda-costas. Chorava contra o pescoço de sua guarda-costas. Sussurrava desculpas contra o mesmo.

– Não fica assim Regina, agora não faz mais diferença. — Falou tentando acalmá-la.

– Claro que não faz... Eu já destruí sua vida, não é? — Emma tentou acalma-la fazendo carinho em seu rosto.

Acarinhava o rosto molhado dela, tentou mesmo, mas parecia que não adiantava. O mais engraçado é que nem Emma tinha se dado conta do sobrenome Mills de Regina. Zelena Gold MILLS, não tinha mesmo se dado conta de quem eram da mesma família. Mills era um nome comum, mas não tão comum, principalmente quando sua patroa vem do mesmo lugar que sua algoz. Não estava mais chocada como estava uma hora atrás.

As três únicas coisas que as ligavam era: O nome, o sorriso e a beleza diferente. Pelo que percebera, nunca se livraria dos Mills. Riu sem humor, o que fez Regina querer lhe olhar.

– Tá rindo de quê?! — O rosto ainda estava úmido.

– Os Swan's e os Mills estão conectados há mais de 40 anos. Incrível isso. — Riu agora baixo, achando graça do fato.

– Você tem um humor estranho Swan.

– De nada. — Ironizou.

Emma se afastou e foi se levantando da cama.

– Vamos tomar um café? — Regina a olhou indignada, como ainda poderia comer depois de lhe contar aquelas coisas? — Eu estou com fome, creio que você também esteja, não é?

Regina não respondeu, apenas seguiu Emma até a cozinha. O café da manhã delas foi bem silencioso, mas isso foi só até o tal "Franklin", Sidney e Madge descerem para tomar o café da manhã. Pra resumir, todo mundo desceu. Emma que queria um pouco de silêncio, foi obrigada a deixar Regina com os outros companheiros.

...

Elsa não tirava os olhos da habilidosa e exibida garçonete do estabelecimento em que estava com sua irmã e Lancelot. Ela era linda, com toda certeza muito maliciosa e bem sexy. Não era à toa não conseguir tirar seus olhos dela.

– E foi assim que eu engravidei do Kristoff...

– Que porra é essa de engravidar Anna?! — Se virou irritada para a irmã.

– Meu Deus Elsa, nunca vi você vidrada em ninguém. — Lancelot cruzou os braços frente ao peito. — Parece cachorro vendo frango sendo assado na padaria...

– Menos Lance, menos... — Anna pôs dois dedos na boca do colega, franzindo o cenho em estranheza ao comentário do colega.

– Que tal a gente comer logo o café da manhã? Parece uma delícia. — Comentou Elsa tentando abafar a situação.

"- Oh meu Deus!" Todos que quiserem ouviram Ruby exclamar. Elsa provavelmente foi a primeira que foi "socorrer" a morena de mechas vermelhas.

– O que houve? — A loira foi logo perguntando.

– Isso... — Disse apontando pro radinho de pilha que tinha escondido do balcão dos clientes e que Elsa teve de se inclinar para ver.

"- Aos ouvintes da rádio SB Notícias, acabamos de receber a informação da liberdade de Mad Hatter, todas as acusações contra Jefferson Mad Hatter Jones foram invalidadas após o advogado de defesa apresentar as provas concretas de que tudo aquilo se tratava de um complô partido de quem menos esperávamos... A Juíza Mills, é... Estou surpreso com isso também, dentro de dez minutos daremos mais detalhes sobre o caso."

Ruby pediu para que Elsa fosse avisar Emma o mais rápido possível, já que seu telefone não estava funcionando. Avisou aos dois para que comessem no caminho de volta para a casa. Lancelot tirou dinheiro da própria carteira e deixou na mesa.

...

– Homem, sua neta ficará uma fera quando ver isso. — Ainda tinha o controle em mãos quando avisou Leopold sobre o que acabara de acontecer.

"- Jefferson Mad Hatter Jones, condenado injustamente pela criminosa Juíza Mills, foi solto e este promete abrir um processo contra a mesma alegando que o mesmo era chantageado por ela para que cometesse atrocidades.

"- Minha filha. EU QUERO MINHA FILHA." — Mad Hatter berrava às câmeras.

De acordo com o mesmo, a juíza Mills sequestrou sua filha, pois o mesmo se recusou em realizar o último pedido dela. Matar o próprio marido. Parece que isto a aborreceu, então ela contratou outra pessoa... Pelos registros cedidos pela Polícia Forense, a mulher desconhecida que aparece nessa foto anexada para vocês, senhores espectadores é a mulher contratada para fazer o serviço sujo. Não há imagens claras, mas parece que é muito bem treinada. Já que na manhã seguinte esta em busca de algo na casa, deu uma surra nos policiais que faziam a escolta da perícia. A mulher é um perigo, as duas... Nossa outrora prestigiada Juíza Regina Mills terá sido só mais uma máscara do crime? Será que a justiça não compensa?"

– Que jornaleco mais sensacionalista, a Regina nunca faria isso. — Vovó Swan dizia isso com tamanha indignação.

– Querida! Acalme-se, nós vamos reverter isso.

– Disso eu não tenho dúvidas meu velho. — Afirma paciente ao marido. — Mas os móveis que essa menina vai quebrar quando descobrir isso, são outros quinhentos, aviso que quem pagará por eles vai ser você Leopold.

A mulher deixa a sala, seu marido ficara pensativo, mesmo com a brincadeira de sua esposa, naquele momento o que estava planejando teria que ser bem feito, ou todos os "mocinhos" daquela organização iriam parar na cadeia.

– Sidney meu amigo. Você ainda conhece o diretor da prisão federal de Nova Iorque? — O colega logo surgiu com uma interrogação representado por cenhos franzidos.

– Claro que sim.

– E você ainda tem um favor que possa pedir?

– Muitos.

– Então preciso que cobre um bem salgado.

– Pode falar.

– Vamos indo então, a viagem será bem longa.

Madge foi de encontro ao marido antes que esse tivesse a chance de sair.

– Por favor Sidney, tome muito cuidado, já não me basta o que me fez sofrer o mês inteiro. — Ajeitava a gravata borboleta dele. — Volte logo.

– Eu voltarei antes que possa ler o dicionário de inglês clássico. — Sorriu e deu casto beijo em sua mulher.

...

Por mais que seus passos fossem comparados aos de um esquilo, leves e rasteiros, não poderiam deixar ser muito bem percebidos. Não para os ouvidos da cretina número um da agência, outrora gloriosa. Tamara estava sentada de costas para o ser humano de passos leves, esta acariciava as mãos, aproveitando toda aquela maciez da poltrona de seu chefe que achava estar morto, mas que agora sabia que estava muito vivo.

– Mandou me chamar Tamara? — A voz irritante anasalada da "intrusa" lhe despertou por completo do transe.

– Chamei, preciso de um favor seu.

– Pode falar.

– Como você sabe, nós perdemos contato com nosso servidor, portanto perdemos todas as identidades que o A.U.T.O.R continha. Soube por bocas infames que você era uma Black Hat de outro país, estou certa? — O acenar da cabeça da invasora fez um sorriso de orelha a orelha aparecer no rosto de Tamara. — Você sabe que estamos caçando a agente Swan certo? E que se você se negar à esse favor, entenderei que você é uma inimiga nossa, certo?

– Sim senhora.

– Então você ajudará a nós?

– Sim senhora. O que eu devo fazer?

– Quero que busque informações de Swan pelos bancos de dados de outras agências, quero todo tipo de informação, sejam relevantes como irrelevantes. Não me importa, mas quero que traga tudo, custe o que custar.

– Tudo bem, preciso de acesso ao computador principal senhora. — A invasora de passos leves exigiu.

– Como já disse, nós não temos acesso ao serv...

– Olha, se quer que eu faça meu trabalho, preciso usar o servidor principal... Devo lembrá-la que o senhor Swan não me escolheu por nada, ele sabe que sou um prodígio, e nunca falhei em serviço. Exijo ter acesso ao computador principal.

–... — Observou bem as íris dos olhos claros em sua frente. — Duas horas, nada mais do que isso. Se eu perceber qualquer gracinha, te mando pra Jaula do bloco 7.

– Eu estou ciente disso senhora.

A invasora estava quase deixando o local.

– Devo me preocupar com sua repentina passagem? Que eu saiba você era a mais fiel agente da Divisão Científica nas mãos do velho.

– Eu tenho meus motivos Montgomery.

– Tudo bem então agente Wonder.

Passou menos de quarenta segundos e dois homens adentraram a sala da chefia, dois velhos conhecidos. Um era Greg, um velho amigo, o outro, era irmão do seu novo chefe. Killian Jones.

– Meu irmão está esperando Montgomery. — Killian afirmou com a voz sugestivamente irônico. — O que me deixa intrigado, é que em uma agência de inteligência como essa aqui... — Ele gesticulou apontando para todos os cantos. — Seja tão descuidada em no mínimo, ter um backup das informações de seus agentes. Até eu que não entendo dessas coisas, sei o que é um backup.

Greg não era um homem de muitas palavras, então decidiu apenas se sentar na cadeira a frente da antiga mesa do antigo chefe de Tamara. Já a agente Montgomery um pouco, estourada.

– Olha só Killian, o backup era o servidor, algum IDIOTA deve ter ido até o computador principal e apagado as informações. — Falou frisando bem o "idiota".

– Acho que seu chefe não era tão senil assim queridinha. — Ele provocou tocando o queixo dela.

A mesma pegou o braço dele e quase conseguiu entortar, mas Greg a olhou como se pedisse para soltá-lo.

– Mas vocês não tem... Au!... — Reclamou esfregando o pulso e o antebraço. — Algum tipo de ficheiro? Sabe, folhas?

– Não, não confiamos em papéis. — Explicou sem muita paciência. — Depois que entramos aqui, nós viramos números. Claro que temos nossos nomes verdadeiros, mas nada além disso. Só a divisão cibernética ou científica que têm acesso às informações. Depois do atentado aqui em Boston, o velho mandou o servidor para outro local e reservou um agente desconhecido para tomar conta desse servidor.

– Como você soube que essa tal de Emma era a nova guarda costas da Regina? — Greg finalmente se fez presente.

– Eu trabalhava na divisão estratégica, sou do nível 3. Basicamente eu sei de tudo aqui dentro.

– Tudo, menos informações sobre a tal da Emma Swan e seu paradeiro... — Ironizou Killian que tomou um soco na cara de Tamara.

O homem caiu no chão com a mão no nariz, mas ria como uma hiena da raiva da nova parceira.

– Pelo menos bate que nem homem. — Provocou do chão mesmo.

– Não te mato, porque é irmão do cara que tá me pagando. — Olhou para ele com desprezo. — Todos uns malucos.

– Devo dizer o que ao Patrão? Ele está ansioso, quer achar a Regina e dar um fim nela. — Greg acabara de cruzar as pernas.

– Vocês tem que ser pacientes. Quem é apressado come cru. — Deu a volta na mesa. — Claro que é imprudente de minha parte não ter coletado informações sobre meus colegas. — Tocou o ombro de Greg e sussurrou no ouvido dele. — Mas você sabe que eu sou muito boa no que faço.

Greg sorriu com a provocação da colega em seu ouvido.

– Enquanto vocês fodem aqui no escritório, eu vou voltar a torturar mais alguns agentes. Sabe, é bem divertido. — Killian saiu o mais rápido que pôde.

...

– EU VOU COMEÇAR QUEBRANDO OS OSSOS DAS PERNAS DESSE PUTO! — Gritou correndo em direção do escritório.

Mal chegara da rua, e foi abordada por sua avó, incentivada à assistir o noticiário. Estavam todos os colegas tentando acalmá-la, mas era quase impossível, qualquer coisa no caminho dela não tinha preço. Estava quebrando tudo mesmo. Emma bateu várias vezes contra a parede do escritório que alcançava. Tentou resgatar algum resto de paciência e calma, de verdade, de seu interior, mas estava impossível. Estava cada vez mais difícil reunir provas que inocentassem Regina, até agora ela só tinha perfis. Não tinha nenhuma pista concreta. Até seu pai tentara pedir calma.

– Assim não é justo. — Comentou por fim recuperando alguma calma. — A gente não tem como fazer isso, inocentar a Regina, encontrar os culpados, limpar a agência. Eles estão na nossa frente.

– Na verdade, não estão não agente...? Swan, certo? — Era o tal do Franklin. — Ainda não fomos formalmente apresentados, mas seu avô foi muito bem cuidadoso quanto à isso.

O Franklin parecia ser aqueles nerds da sua agência, mas muito mais inteligente.

– Eu trouxe comigo a única coisa que as pessoas da agência de vocês e o bandido que falaram na TV querem... O servidor principal de várias agências. Ele se chama A.U.T.O.R, eu até explicaria as maravilhas dele, mas eu não tenho tempo a perder. — O rapaz dizia tudo isso cheio de confiança.

– E como ele funciona? — Anna parecia estar interessada.

– Ele é um supercomputador, um mainframe que...

– Ah eu já sei, um mainframe backup, tudo que perdermos na agência não será de todo perdido. Um backup do backup. É recursivo. Ele soma tudo dentro dele.

– Ai meu Deus, dois nerds. — Aurora rolou os olhos.

– Isso, tudo o que ele puder conter da agência, ele conterá. O chefe Swan, mandou esses dois atrás dele numa missão. — Apontou para Elsa e Lancelot. — Com um papo maluco de apagar tudo, eu nunca faço nada pela metade. Antes de apagar o mainframe, eu fiz uma cópia da cópia. Então, quando fomos atacados na base secreta soube que tinha algo de errado, fiz bem em fazer a cópia. — Ele riu de sua façanha. — Talvez possa utilizar ele. Ele continha os Bancos de Dados de outras agências. O problema é que está temporariamente obsoleto, pois não tem informações do último mês, mas... Bom... Funciona.

– Eu explodi o local, porque meu sogro disse que daria tempo e sabia que vocês conseguiriam sair. — David foi logo avisando.

Emma percebeu que não estava tão ferrada assim. Pediu para que Frank lhe explicasse como funcionaria, averiguou se era necessário algum equipamento especial. Foi informada que não, só necessitava de um computador que estivesse em bom funcionamento.

– Emma, sua amiga Gretel está te esperando na sala. — Sua avó a avisara. — Você pode recebê-la?

– Claro vovó. Anna, você sabe onde está o meu computador, pega ele e deixa a disposição do... Franklin?

– É isso.

– Eu já volto. — Ainda parecia frustrada.

...

– Emma, você matou esses caras?! — Gretel achou que era brincadeira de Emma.

– Claro, eram eles ou eu. — Respondeu cruzando os braços.

– Fico feliz que tenha sido você. — Gretel brincou com ela, mesmo estando perplexa. — O que você quer que eu faça?

– Quero que você pegue uma amostra de sangue dos três, preciso saber quem eles são. Preciso saber quem eles são.

– Emma, eu não preciso na verdade fazer nenhum tipo de exame, sei quem são. — Explicou calma.

– Você sabe?! — Perguntou incrédula.

Gretel lhe olhou incrédula.

– Me admira o fato de você não ter reconhecido esses três caras. Esse aqui é aquele cara de uns meses atrás que tava bombando no noticiário, o tal do maníaco podólotra, que pegava as mulheres por aí. Até fazia as unhas delas antes de matá-las. O grandalhão aqui é um condenado. Ele era um mercenário que se deu mal, matou aquele padre da catedral em NY, no meio da missa, o que foi completamente estúpido. E esse carinha aqui, é um serial Killer, aquele que passou no noticiário uns anos atrás, ele era um serial killer que dizia ser o castigo de Deus...

– Caramba, não tinha percebido isso.

– Acho que minhas habilidades médicas não serão necessárias. Vou embora, daqui há pouco voltarei para o plantão.

– Obrigada.

...

Emma estava com alguns problemas, sua patroa estava uma fera com o filho dela que no momento só pensava em como desaparecer do planeta Terra porque a senhora Mills o flagrou no quarto de Grace. Emma tentou fazê-la relevar aquilo. Digamos que passaram o dia inteiro tentando conversar sobre aquilo, mas o rapaz estava muito incomodado. Swan revelou a grande verdade da vida para Regina... Seu filho estava crescendo.

– Emma!! — Uma voz animada vinha do escritório de seu avô. — A gente conseguiu. — Anna surgiu toda animada na sala. — Eu adorei esse mainframe, ele é incrível.

– Por que não se casa com ele Anna? — Emma foi irônica, mas a jovem foi mais rápida e sagaz em sua resposta.

– Prefiro alguém mais quente, que eu possa arrastar pra minha cama.

– Tá ok. — Emma sacudiu os braços em sinal de entendimento.

[...]

– Então é isso?! — Emma parecia tão entretida com aquele momento que nem mesmo notou seu pai lhe trazendo uma caneca de chocolate e marshmallows. — Franklin, sua invenção é incrível!

– Eu disse. — O mesmo apontou para o agente Nolan.

– Oh! Obrigada pai. — Deu um gole seca e nostálgica com a bebida rotineira do passado.

– De nada princesa. — Ela lhe olhou quase fuzilando, pelo "princesa", mas como sempre ele nem dava bola. — Elsa obteve bons resultados com os arquivos que imprimimos mais cedo.

– E deu em algo. Emma dá uma olhadinha nisso. — A loira assustou todos os presentes na sala. — A Anna e o Lancelot fizeram as pesquisas deles, parece que essas coordenadas levam à um amigo seu Emma. — A mesma foi irônica ao dizer "amigo", a jovem Swan teve que verificar do que se tratava.

Pegou o relatório e verificou do que se tratava, seu sorriso de orelha a orelha foi tão repentino que assustou o próprio pai.

– Você ainda tem aquela arma? — Perguntou pro pai que demorou um pouco para raciocinar. — Aquela calibre 44. — Tentou ajudá-lo.

– Tenho, mas pra qu...

A loira foi bem rápida, já imaginava onde seu pai a escondia, pediu a Elsa para que chamasse Aurora, porque de acordo com a guarda-costas, elas "iriam esticar as pernas".

...

– Puta merda, esse cara é muito pesado. — Gemeu com a dor do braço arrebatando sua energia restante. — FALA SMEE!!! — Era Elsa reclamando.

Permitam-me explicar a situação: Emma, Elsa e Aurora estavam segurando um homem baixo e robusto pelos pés de uma sacada de metal que tinha uma distância aproximada de quatro metros do chão. Todo este trabalho porque queriam saber dos planos da família Jones, algo que ainda não soubessem. Até que uma ideia genial passou pela cabeça da Swan.

– EU NÃO SEI DE NADA, EU JURO!!! — O homem estava desesperado, pois sua vida dependia, de três pares de gravetinhos, lhe segurarem na sacada.

– Puxem ele meninas, eu tive um ideia.

Em pouco tempo, retiraram ele de perto da sacada e colocaram o homem sentado em uma cadeira que tinha naquele muquifo que batizara de "casa".

– Eu sei que você serve o Killian Jones, sei que você é a figura paterna que ele adotou e sei também que ele faria qualquer coisa para tê-lo seguro. — Elsa olhava para sua colega com uma cara confusa. — Creio que ele seja uma espécie de filho para você também, certo?

– Swan, ele ainda tá em choque. — Era Aurora alertando a mais nova.

– S-sim. — Os olhos arregalados denunciavam a afirmação anterior, mas a agente Swan sabia que ele a estava compreendendo. — Mas eu não posso ajudá-las.

– E agora? — Elsa perguntou com o olhar para Emma.

– Se não nos ajudar a pegar o Killian e os outros, nós vamos matar seu queridinho, e eu garanto que ver alguém que você ama, morrer na sua frente, não é a coisa mais agradável do mundo... — Disse tudo isso apoiando-se no ombro de Smee, que engoliu em seco. — E eu vou fazer questão de matar ele na sua frente.

[...]

Emma segurava o pendrive pensativa, seu olhar estava desfocado, pensava no que aconteceria dali em diante. Se valeria a pena.

– Regina. — Sussurrou para si, mas os ouvidos bem treinados de Aurora capturaram a informação. — Será que tudo isso vale a pena? — Perguntou tentando alguma resposta.

– Um tanque de gasolina... — Aurora começou.

– Cento e oitenta dólares. — Elsa entendeu a brincadeira.

– Um burrito vegano e dois de carne...

– Quinze dólares... — Elsa continuou a brincadeira de Aurora novamente.

– Saber que em oito anos de treinamento, você vai ser responsável por pegar toda a família Jones...

Emma deixou um sorriso bobo escapar com a brincadeira de suas parceiras.

– Não tem preço. — Swan tocou na mão de Aurora, que apertou a sua de volta.

Sim, aquilo valeria a pena sim.

Notas finais
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