Notas iniciais
Eu demorei, eu sei. Não me matem meninas, mas juro que vou continuar a escrever. O próximo capítulo está quase pronto também. Quero agradecer às guerreiras que estão acompanhando a fic. Firmes e fortes. Prometo, já está quase acabando meninas :D

Regina estava sem conseguir dormir, já eram quase cinco da manhã Emma ainda não havia chegado. Desde que Emma passou a ser carinhosa e a ficar em seu quarto, além de dividir confissões que pareciam estar bem entrelaçadas, ela só conseguia dormir com ela, naquela cama grande e agora fria.

– Toc toc. — Sabia quem era, então permitiu que entrasse. — Desculpe por ontem mãe.

Regina não tinha mais falado sobre aquilo, depois que Swan veio lhe acalmar e tentar explicar pra ela que o filho estava crescendo, e que era perfeitamente normal que ele fizesse aquilo.

– Querido, eu entendo que você esteja crescendo, mas você ainda será meu bebê. Para sempre.

– Ai mãe. — Ele se jogou na cama para se aninhar na mãe.

A mãe abraçou seu "bebê" e passou afagar os cabelos, que já estavam grandes, ou seja, hora de cortar os cabelos de seu bebê.

– Podia ter sido outra garota, sabia?

– Mãe... — O garotou alertou com um riso o ciúmes de sua mãe.

– Na verdade não podia não, na verdade nem podia. — Agora abraçava obsessiva seu filho, o pobre coitado estava sufocando no abraço da própria mãe.

Afrouxou o abraço e passou a fazer carinho na mão dela.

– E você com a Emma? — Observou a mãe ficar pálida. — Fica tranquila mãe, eu gosto dela, só não sabia que a senhora "curtia as novinhas". — Regina deu um tapa na cabeça de seu filho que reclamou, mas ainda sim riu.

– Ela te contou?

– Qual é mãe? Esqueceu que seu filho é um gênio? — Riu fazendo sua mãe rir junto.

– Um gênio sem ir às aulas um mês.

– O que são dezesseis anos perto de uns diazinhos? — Desconversou brincalhão.

– Sinto falta do seu pai. — Confessou fazendo o garoto entender onde sua mãe queria chegar.

– Eu também. — Comentou ao virar-se para a própria mãe.

– Você está parecido com ele, sabia? — Sorriu ao se lembrar. — Os olhos e o sorriso são idênticos.

– E o cabelo?

– Não, o cabelo é só meu. — abraçou de novo enchendo o topo da cabeça do garoto de beijinhos. O garoto ria com isso. Abraçou o filho de uma forma diferente da usual, o que fez o mesmo ficar preocupado. — Me prometa que nunca irá fazer nenhuma besteira?

– Mãe, eu...

– Henry... Por favor querido. — Apertava

– Mas e seu eu pr...

– Henry, eu já perdi um dos meus homens, não quero perder outro... — Beijou o topo da cabeça de seu bebê.

– Tudo bem, se isso vai fazer você feliz. — Olhou nos olhos da mãe, estava abraçando a costas da Juíza Mills com força.

...

– Vamos trabalhar seus molengas. — Chegou sem avisar assustando a todos que estavam no bloco.

Dois homens que jogavam cartas sobre a mesa improvisada pegaram todo o dinheiro que estava sobre ela enfiando de qualquer forma nos bolsos.

– C-c-che-fe. — Um deles o saudou todo sem graça.

– Vocês viram minha atuação no jornal?! — Perguntou com um sorriso assustador, típicos como os do Coringa. — Eu sou um ator maravilhoso... — Auto elogiou, pousando dramaticamente uma de suas mãos na testa. — Me senti um Leonardo DiCaprio.

– Foi muito bom chefe, muito bom mesmo. Digno de um Oscar chefe. — Um dos homens mascarados teve a ideia de elogiar o insano Mad Hatter.

Não demorou segundos e um projétil atravessou seu crânio, ninguém menos que Mad Hatter o fizera.

– Tirem o corpo desse imbecil daqui. Pode jogar em qualquer lugar. — Apontou para o homem que acabara de elogiá-lo, fazendo os outros passarem de estáticos para confusos. — Só desinformados para fazer um ultraje desses com minha pessoa.

– Por que meteu bala nele chefe?! — O rapaz que parecia ser menor, ainda estava chocado. — Ele fez um elogio bonito do senhor.

– Essa anta me diz que eu mereço o Oscar, logo depois de eu dizer que me senti o DiCaprio. — Gesticulava as mãos em aborrecimento. — Pobre Leonardo, nunca ganhou um Oscar.

Os homens ignorantes agora faziam um claro coral de "Ahhhhhhh" como quem finalmente entende algo muito difícil.

– Meu irmão de novo falando sobre essas baboseiras de Oscar. — O "pirata" estava com as mãos manchadas de sangue. — Jefferson.

– Killian. Não fale assim, tem que mostrar um pouco de cultura para esse povo que trabalha pra gente. E como você está? — Bateu duas vezes no rosto do irmão em "cumprimento".

– Se você... — Acariciou o rosto. — Se refere somente a minha pessoa. Eu estou bem.

– Muito bem irmãozinho. E o seu pessoal já trouxe a encomenda da Europa? — Perguntou com certo desdém.

– E como trarei? Minha embarcação está um lixo, se você não providenciar o dinheiro para arcar com os consertos, não haverá encomenda.

– E o dinheiro que dei mês passado?! — Indagou já irado.

– Aquela mixaria? — Killian ergueu o indicador na cara de seu irmão mais velho.

– Mixaria? Você Killian, torra dinheiro mais do que mulher. — Gritou irritado com seu irmão mais novo. — Vai tomar no cú, barco de merda.

– Não fale assim do meu Jolly Rogers. Ele é lindo. — Reclamou com Jefferson.

– Agora eu tô me sentindo em casa, os dois idiotas favoritos da mamãe brigando feito dois retardados, chamando a atenção de todo mundo. — Um homem parecido com o "pirata", mas sem a barba surgiu das sombras.

– Olha só. É o Kirk, Jefferson. — Killian disse o óbvio para o mais velho o fazendo revirar os olhos.

Kirk se aproximou fazendo um típico gesto de cumprimento de parceiros, o "Pirata" limpou o sangue de sua mão, retribuiu e deu abraço forte no mais novo. Quando se separou de Killian deu abraço forte no irmão mais velho. Olhou nos olhos dele e viu como ele estava sério.

– Não me vê há mais de um mês e nem mesmo xingou. Isso é anormal. — Sorriu ao se separar do mais velho.

– Achei que você ficaria na Europa mais tempo. — Confessou com certa normalidade.

– Mamãe mandou que eu voltasse para te entregar os relatórios dos "transportes", sabe como é? Agora que a poeira baixou por aqui, ela pediu para que eu trouxesse os livros caixas. — Sorriu enquanto dizia. — Qual é irmão? Parece preocupado.

– Eu quero que volte para a Europa. — Mad Hatter foi tão direto quanto uma bala que sai do cano de um revólver. — De preferência agora.

– Qual é o seu problema?! Eu escolhi ficar com a família, você não pode me impedir! — Gritou com o mais velho que só fez seguir o mais novo com os olhos.

O mais novo odiava quando Jefferson tentava se pôr no caminho.

– Você tem vinte e dois anos, é uma criança. Não quero você aqui.

– Você vai ter que me aguentar por aqui, queira você ou não, mamãe me mandou aqui.

– Então vai pro escritório, você é o mais inteligente de nós, vai fazer as contas lá. — Pediu com a voz calma e normal, o que para os homens sob seu comando e para Killian era algo anormal. Sorriu de lado e bagunçou os cabelos do mais novo que reclamou, mas não deixou seu sorriso com apenas os lábios aparecesse.

...

Regina tomava uma xícara de café na cozinha, ainda um pouco inquieta com a demora de Swan, esta ainda não dera notícias, nem pra ela, nem para o resto da casa. Já eram sete e meia da manhã. E a infeliz não tinha aparecido. Eva que observava o estado da moça foi obrigada a admitir para si que sua neta acabara de receber alguém especial em sua vida. Madge estava inquieta, batia o pequeno salto de seu sapato contra o apoio de pé do banco pertencente ao balcão da cozinha.

– Quero matar aquele homem. Nunca em toda minha vida eu fiquei tão preocupada com ele. — Reclamou em voz alta para as demais senhoras na cozinha, estava agoniada.

– Eu vou trancar Emma dentro do quarto por um mês inteiro. — Esta já fora um pouco menos séria. Eva reclamava ao servir Madge e a si com uma xícara de chá.

– Vou descontar toda a preocupação que passo com ela do salário dela. — Regina parecia mais raivosa.

– Bom dia senhoras! — Era o jovem Lancelot.

Mal pisou os pés no ambiente e já sentira toda aquela negatividade e energia ruim, se sentiu minúsculo e insignificante. Tomou uma caneca que se encontrava no escorredor de pia e encheu de café. Nenhuma destas ainda havia lhe respondido, ou seja, era bem sério, e alguém estava encrencado.

– Bom dia Lancelot! — Anna feliz cumprimentou o amigo que tinha uma expressão preocupada em seu rosto. — Ué? O que foi?

– Não me peça para voltar para a cozinha. Não piso os pés lá. — Passou pela ruiva desajeitada, que ficou confusa com o aviso deste.

Olhou bem para a cozinha e sentiu o clima um pouco pesado. Parece que seus óculos também sentiram, pois escorreram novamente para a ponta do nariz. Nem cumprimentou as mulheres, já foi se munindo de uma caneca de café que por certo azar estava perto de Regina. Foi rápida e objetiva.

– Não dá Bom Dia?! — Era Eva reclamando com a moça, que tímida lhe deu um "Bom dia". — Assim é melhor.

Quase correu para fora de casa, mas seus planos tinham sido frustrados, pois neste momento a porta estava bloqueada por três mulheres e um homem baixinho. Este tinha um gorro vermelho em sua cabeça e uma cara frustrada, já as três mulheres pareciam um pouco... Irritadas. Anna se mandou do cômodo, já que o local estava... Incômodo?

– Vocês demoraram! — Eva Swan foi a primeira à acusar, era a mais nervosa das três na cozinha. — Criaram um aparelho muito eficiente que faz chamadas locais e interurbanas, sabiam? Se chama telefone, conhecem?! — Esta parece bem irritada mesmo.

– Desculpe-nos senhora Swan. — Esta era Elsa. — Nós tivemos que ir ao hospital durante a madrugada, o olho da Aurora infeccionou. — Fora sincera.

– Oh... — A educação e sinceridade de Elsa para com a senhora Swan foi algo que quebrou, queimou ou destroçou qualquer argumento. — E você querida, está melhor? — Foi para a sala para poder ajudar a moça.

– Estou senhora Swan. Meu olhou estava doendo, Elsa e Emma me levaram para um médico para limpar o corrimento.

– Quem é este? — Madge é que estava curiosa.

– Esse é William Smee, um... "amigo" nosso. Não é Smee? — Emma o olhou enfática, o mesmo engoliu em seco discretamente, antes de confirmar com a cabeça. — Ele vai ajudar a gente a montar o plano contra os capangas dos Jones. Smee, concordou em nos ajudar em troca de um favorzinho. — Explicou para as senhoras. — Fique a vontade, mas não muito. Antes que eu suba... Eu tenho arma em todos os cômodos da casa... Caso, tenha a brilhante ideia de fugir... Deve saber que a casa está cheia de atiradores... Muito... MUITO! Bons mesmo... E pro seu azar, a casa inteira tem janelas... Compreende?

–... Sim... — O mesmo arregalara os olhos.

Emma jogou sua jaqueta no sofá, revelando o ombro esfolado, que fez Regina vir examiná-lo. Esquecera completamente da bronca que estava com Emma.

– Swan... O que aconteceu? — Se aproximou perigosamente da mais nova. — Eu vou cuidar do seu ombro.

– Não precisa. Isso não é nada. Foi um acidente. — Disse não mais olhando para Regina, que de rápida viu olhar repousar sobre Aurora.

– Que é? Não olha pra mim, eu não sei de nada. — Levantou as mãos em sinal de "lavo minhas mãos".

Olhou novamente para Swan tocou seu rosto discretamente, olhou terna para esta, que pareceu ter sido hipnotizada pelo olhar de orbes escuros. Os olhos verdes de sua guarda costas pareciam ainda gentis, era a sua Emma.

Espera! Sua Emma...?!

– Vem, eu vou cuidar do seu ombro esfolado. — Agora tocou o local ferido, o que fez a ex-loira retorcer seu lindo rosto em uma careta. — Vamos ou eu vou ficar cutucando o machucado.

– Ai! Eu já até imagino o que o Henry passou na infância, não era Metiolate né? Era MetioMills. Coitado desse garoto. — Riu da sua própria piada o que só fez Regina rolar os olhos e empurrá-la devagar escada acima.

Elsa se aproximou como quem não quer nada de Aurora.

– Aposto cem pratas que vai ser no banheiro. — Comentou baixo como quem não quer nada.

– Eu aposto cem que vai ser no quarto mesmo. — Retirou uma nota de cem do bolso de sua blusa.

– Fechou. — Pegou os cem dólares e colocou junto com os seus no bolso da calça.

...

– Você tem quantos anos Swan? Você tá com o ombro e as costas machucadas. — Reclamou Regina enquanto a moça se contorcia com os toques meio bruscos da patroa. — Vai me dizer o que fizeram essa madrugada?

– Nada demais Regina. — Tentou ser convincente.

– Eu não... — Soprou o local em que acabara de passar metiolate. — Acredito. Calma Emma, é só um remédio.

A garota se retorcia. Regina riu um pouco da garota. Viu a mesma se segurar para não falar algum palavrão. Achava graça nesta Emma, com toda certeza, esta não era sua guarda costas, aquela do ponto-fone. Esta é a verdadeira Emma. Não notou, mas estava bem perto de Swan, não sabia se ela havia ido até ela ou se a outra tinha feito. Só "acordou" quando a moça estava lhe beijando.

– Swan... — Sussurrou apartando parcialmente o beijo. — Eu estou cansada.

– Oh, desculpa. — Viu um sorriso brotar dos lábios de sua patroa, inconscientemente sorriu. — O que foi?

– Você mudou comigo. — Confessou agora rindo.

– Impressão sua madame. — Brincou.

– Eu não consegui dormir essa noite. A cama estava muito fria. — Confessou em seu ouvido, o que arrepiou parcialmente sua guarda costas.

– A gente pode, esquentar ela agora. — Falou com um tom malicioso.

– Não, não... A noite. — Beijou os lábios de Swan mais uma vez.

– Tudo bem. — Swan disse no ouvido de Mills que arrepiou mesmo ao ouvir a garota com os lábios roçando aquela área.

– Swan, a gente tá ficando? — Perguntou fazendo Swan lhe olhar confusa. — Olha, eu gosto de você...

– Mills... Eu... A gente, sabe... — Ela estava com o coração acelerado, olhava para a mulher à sua frente. — A gente tá ficando. Só que... Se você está procurando algo sério agora...

Não conseguiu dizer muita coisa, travou completamente. Regina a estava fazendo pensar, e ela não se sentia confortável em pensar neste tipo de assunto. Mesmo que fosse relacionado à Regina.

– Tem álcool aqui no banheiro? — Perguntou Regina com a voz indiferente.

– Regina, linda... Eu...

– Deve ter um no espelho do banheiro. — Abriu o espelho do banheiro e encontrou na prateleira de cima um vidro de álcool ou algo parecido.

– Espera, espera! Você já passou o metiolate! — Foi se afastando da mulher. — Regina, espera... — Avanço rápido e tocou no ombro de sua patroa.

– Emma, eu gosto de você. Só que se estamos ficando e não evoluiremos, então não vale a pena. — Olhava séria a moça.

Não soube dizer se foi o seu mundo que parou, ou seu coração falhou uma batida, mas sabia que, não beijar, abraçar ou não fazer qualquer outra coisa com Mills estava fora de cogitação.

– Regina por favor! — Segurou os ombros de sua patroa. — Eu não presto, você mesma diz que sou imatura, mas eu... — Ia dizer. — Eu gosto mesmo de você, eu não sou uma pessoa que valha a pena, mas eu tô pedindo, só pra você ter um pouquinho de paciência. — Tocou os ombros dela. — Você é uma mulher incrível, não sinto mais apenas tesão. Eu gosto de verdade de você.

–... — Regina não esperava por essa.

Elas se olharam com muita seriedade.

– Por favor... Eu fui sua na cama e você minha também, se quer ser minha de outra forma... Só... Seja paciente comigo. — Confessou num sussurro íntimo. — Eu posso mudar, você vale a pena. — Beijou a têmpora saltada em sua fronte.

– Swan, você é galanteadora assim ou só no tempo livre? — Perguntou quebrando todo o clima sério. Fez Swan rir baixinho.

– Deixa eu te beijar agora?

– Você é muito educada. — Sorriu próxima da boca da mais nova. — Só que isso não é algo que se pergunta, você beija e pront...

A agente Swan calou a boca de sua patroa com um beijo cheio de paixão, puxou a mesma para suspendê-la no ar. O gritinho e a risada só encorajara a moça.

– Swan... Espera... — Interrompeu todo o momento. — Você disse que gosta de mim, né?

– É.

– Então você sente ciúmes de mim, não é?

– Naturalmente sim. — Foi sincera.

– Você admite assim? Sem problemas?

– Você é uma mulher linda e que desperta desejos em muitas pessoas.

– Hum...! Então você é assim... Ciumenta?

– Não, eu tenho apenas um pouco de ciúmes de você, mas se... — Olhou a boca de sua patroa, antes de voltar a encará-la. — Quer saber seu mataria alguém por você? Com certeza sim. — Respondeu a própria pergunta com certo humor.

Encostou a mulher em seu colo na parede do banheiro. A juíza fechou os olhos, sentiu toda a sua pele arrepiar com o contato da superfície gelada.

– Então eu... — Se recuperou. — Teria que prendê-la. Senhorita Swan. — Ameaçou envolvendo o pescoço da mais nova.

– Pode me algemar então. — Balançou o pulso esquerdo perto da vista das duas.

– Acho que eu não vou poder esperar até a noite Swan. — Disse cheia de sensualidade no ouvido da mais nova.

– Só que eu precisarei sentar com os outros, estamos avançando no seu caso...

– Uma ótima notícia querida. — Deu um selinho.

– Eu vou devolver tudo que eles estão tentando te tirar. — Prometeu ao esfregar a ponta do seu nariz no de sua patroa.

– Só que nem tudo você pode me devolver... — Encostou sua testa na de sua guarda-costas. — E nem deve... Você não me deve nada. Eu não quero que você também se machuque.

– Eu fui contratada pra te prot...

– NÃO SWAN! — Falou um pouco mais alto. — Você é livre, você não é um objeto, um escudo de metal. É uma pessoa... — Sussurrou a última parte. — Já perdi Bernard, já perdi o Daniel, meu pai... Não quero e nem vou perder mais ninguém. — Mais um beijo apaixonado.

Emma levou Regina para o seu quarto, não conseguiram fazer nada, pois Regina passou a chorar. Chorar compulsivamente, Emma só sabia abraçá-la. Sabia que tinha coisas muito importantes a fazer. Só que quando se tratava de Regina, na fila dos problemas ela tinha prioridade máxima.

Notas finais
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