Notas iniciais
Depois de tanta suspense vocês vão descobrir o que Greg é ahaha!
Queria agradecer ao Review da minha best, Thalia, te amo muito amiga! Ela criou uma conta só pra comentar minhas histórias (Não é fofa minha babu? kkkk')
Em fim, chega de suspense, vou deixar vocês lerem, e quero Reviews, ok?

Finalmente a aula acabara. Agora, Greg teria de ir para o teatro, sendo que não estava com vontade alguma de ver os colegas atuando, sabendo que ele iria ficar lá, sentado, apenas observando.


Ele teve de ir para a aula de Teatro sozinho, porque Sabrina tinha misticamente desaparecido.


Quando chegou lá, a Sra. Evans saiu de uma parte escura do lado direito do palco, dando um susto em Greggory.


Alguns minutos depois, os alunos começaram a chegar, dentre eles, Sabrina, que continha um olhar indecifrável. Ela e a professora trocaram uma olhada demorada, como se quase estivessem conversando em silencio. Depois da longa “conversa”, ambas se dirigiram ao garoto.


- Que foi? – perguntou, enquanto Sabrina e a Sra. Evans o encaravam, com sorrisos. Todos os alunos haviam sumido. Para onde foram? As coisas ficavam cada vez mais estranhas...


- Faça todas as perguntas que tiver em sua mente Greg, vamos responder todas elas! – falou a Sra. Evans, entusiasmada. – vamos, comece!


Greggory hesitou por um instante. As perguntas que estavam em sua cabeça... Como é que uma aluna maluca e uma professora psicopata iam responder perguntas tão... Pessoais? Só tinha um jeito: Greg teria de testá-las.


- Certo... Qual o nome da minha mãe?


Sabrina deu uma gargalhada gostosa e disse:


- Acho que você sabe o nome da sua mãe, não sabe? Imagino que não acredite que vamos responder todas as suas perguntas... Certo... Sua mãe se chamava Vanessa, mas gostava de ser chamada de Nessa. Já seu pai, Christopher, sério como ele, gostava de Sr. Field.


O garoto se espantou. Como Sabrina sabia de tudo isso? Era uma das coisas mais intimas de toda sua vida! Como ela...


- Acredita em nós agora, querido? – perguntou a Sra. Evans, olhando para o menino com um sorriso aparentemente sincero.


Então, se elas sabiam disso, certamente Greggory poderia perguntar o que estava em sua mente. Mas aos poucos, é claro.


- O que vocês sabem sobre o incêndio que teve em minha casa?


- A Srta. Thompson já lhe disse hoje de manhã, já se esqueceu? Achamos que quem tacou fogo na sua casa andou estudando você e suas irmãs, que são bem antipáticas se quer saber. Ah, porque você não disse à imprensa que foi você que as salvou? Que foi você que arrombou a porta? – perguntou a Sra. Evans, serena.


- C-Como é que você sabe disso? – perguntou o garoto, assustado. – Bem... Eu não queria causar um escândalo, sabe. Em quem a mídia ia acreditar? Num mero garoto de quatorze anos — a Sra. Evans sorriu quando ouviu essa parte -, ou em duas individuas mais velhas?


Sabrina cochichou algo para a Sra. Evans, que soltou um risinho abafado.


- Posso saber do que vocês estão falando? – perguntou Greg, irritado. Elas estavam cochichando, e ele estava bem ali!


- Uma ação digna de um Herói modesto. – falou Sabrina.


Ele não entendeu.


- Greggory, saiba que você não é um garoto comum. Será que você não tem reparado as coisas “estranhas” que tem acontecido com você? Você ouviu vozes femininas em sua cabeça, e em seguida seu pulso começou a doer; Você caiu de uma altura significativa e parou a centímetros antes, permitindo que você não saísse com um arranhão se quer, digo, não pela queda; A porta do quarto de suas irmãs abriu exatamente na hora que você mais precisava, na hora que você mais desejou; você respirou melhor na presença das chamas; você tirou seu relógio, e causou uma fusão química com os tubos de ensaio. Não vê que não são coisas comuns, querido? Pense... O que todas essas coisas em cadeia têm a ver umas com as outras? – disse a Sra. Evans, fitando Greg freneticamente.


Qual seria essa relação? E como ela sabia de tudo isso? Certo... Tudo só ficava cada vez mais estranho... O cérebro dele estava a mil. Ele podia ouvi-lo trabalhando, como uma grande máquina.


“Pense Greggory, pense...”


- MEU PULSO! MEU PULSO ESTÁ RELACIONADO A TUDO! No quarto, quando os pensamentos femininos invadiram minha cabeça, meu braço e meu pulso estavam apontados pro chão! Na altura que eu cai, poucos segundos antes, eu botei o braço pra amortecer, e acabei parando centímetros antes... E na aula de Química... Meu relógio! Estava apertado e resolvi tirar, apoiando meu pulso na mesa, fazendo todos os tubos se aquecerem! – concluiu o garoto entusiasmado.


- Bingo, Greg, bingo! Você sabe por que essas coisas acontecem com você? – perguntou a Sra. Evans, mal conseguindo controlar sua repentina felicidade.


- Não... Por quê?


- Porque você é um Super Herói! – falaram Sabrina e a Sra. Evans, em coro.


- O QUE? – espantou-se Greggory, franzindo as sobrancelhas. Será que ele tinha ouvido direito?


- Um Super Herói. Geralmente, os poderes aparecem com quinze anos de idade, mas em você não! Você tem quatorze!


Então era por isso que toda vez que Greg dizia que tinha quatorze, a Sra. Evans e a Sabrina sorriam.


- Tem mais pessoas assim, como eu? – perguntou o garoto.


Elas não podiam estar bem... Será que aquilo era um sonho? Talvez nada daquilo estivesse realmente acontecendo... Não houve incêndio... Nem vozes... Nem acidente no laboratório... Talvez fosse a imaginação dele...


- Tem sim! Olhe para mim! – falou Sabrina. – Eu tenho poderes também. Eu conjuro objetos. Lembra aquelas muletas? Fui eu! Foi tudo um plano, Greggory. Desde a parte de que eu me transferi de sala, até a parte de você vir para o Teatro comigo!


- E porque você queria que eu te seguisse para o teatro? Espera um pouco... O professor nos liberou mais cedo no dia que eu vim com você para o teatro... O diretor também está envolvido nessa loucura?


- Está sim, Greg. Você deve querer saber por que você foi “induzido” a participar do teatro... Porque a sala de teatro também é... – a Sra. Evans saiu de perto dos dois, e foi para o lado direito do palco e apertou um botão. Depois, puxou as cortinas do palco, e de repente, surgiu uma sala cheia de equipamentos eletrônicos, lotada de gente, no lugar onde era o palco. Greggory ficou boquiaberto. – Também é a sede da A.A.H!


- Ah? – perguntou Greg.


- Não, não é Ah, é A.A.H! Associação de Ajuda aos Heróis!


- Pra que serve isso? – perguntou novamente. A cada resposta ele ficava cada vez mais confuso.


- Serve para você aprender a controlar seus poderes. Cada Herói Aprendiz tem um treinador. – falou a Sra. Evans.


- E quem é o seu treinador? – perguntou Greg, a Sabrina.


- Você o conhecerá em breve; Ah, um pequeno detalhe: Treinadores e Mentores são diferentes; Poucos Heróis têm Mentores ou Mentoras... História longa...


- Vá chamar o Roger, sim? – pediu a professora, interrompendo Sabrina. Ela assentiu e entrou naquela sala estranha.


- Porque a senhora não pode chamá-lo? – perguntou Greggory. – Sem querer ser grosso, é claro.


- Eu não posso entrar na A.A.H. É apenas para Super-Heróis, e eu não sou MAIS. – respondeu a Sra. Evans, fitando o chão, tristemente.


- Como assim “não é mais”?


- Depois que você atinge certa idade, você tem a opção de ficar ou não com os seus poderes. E eu escolhi não ficar.


- Mas por quê? – perguntou o garoto. Não conseguia pensar num bom motivo para desistir de ter poderes.


- É complicado... Acho que você ainda não está pronto, ainda não vai entender...


Greg resolveu não insistir. Ele estava feliz por saber que era diferente dos demais... Um diferente bom. Contudo, se sentia meio chateado por Sabrina ter feito tudo aquilo com ele. Parece que a amizade deles fora toda baseada em uma farsa, só para ele descobrir que é um Herói. Talvez, se ele não fosse, ele nem viria a conhecê-la...


Seus pensamentos foram interrompidos quando Sabrina voltou com um homem alto, com a barba por fazer, e uma verruga do lado direito do rosto. Ele tinha os cabelos impregnados de gel, e um sorriso caloroso no rosto.


- Você deve ser o Greggory, não é? – perguntou o homem, sorrindo. – Prazer, eu sou o Sr. Payne, o diretor geral da A.A.H. Seja muito bem vindo! – ele disse, estendendo a mão para Greg, que a apertou, e em seguida disse:


- Sou eu, sim. Chamo-me Greggory Field. Obrigado! – falou, retribuindo o sorriso, só que duplamente entusiasmado.


- Vou lhe explicar como é o esquema aqui. – o Sr. Payne lhe disse, pisando dentro da sala misteriosa que surgira no lugar do palco, enquanto a Srta. Evans e Sabrina ficavam para trás (a garota, para fazer companhia a sua “Professora”).


Eles começaram a caminhar por um pavilhão iluminado com luzes artificiais.


- Você primeiro observa como os Heróis são treinados, o que eles fazem, quais níveis de exercícios são requisitados. Você fica nessa fase de “teste”, nos dois primeiros dias. Logo depois, você começa com uma semana experimental com seu treinador. Caso você não se adapte, nós o trocaremos, mas só depois de uma semana. Todos aqui têm quinze anos, portanto, se você não conseguir fazer algo, se sentir “impotente”, é normal, você é o mais novo. Agora me acompanhe, vou lhe mostrar os dormitórios masculinos.


Sabrina tinha quinze anos? Ele teria que dormir ali? Ah, que sorte, um bom tempo longe das irmãs, era disso que ele precisava! Greg adorou a ideia de ser um Herói! Todos que o achavam estranho, esquisito, antipático... Era porque ele não era, de fato, normal! A psicóloga, de sua antiga escola, chegou a constatar que ele era autista. Ninguém se importou, é claro, mas era mentira! Ele só procurava amigos nos lugares errados...


- Por quanto tempo eu treino aqui? Eu frequento a escola? – perguntou o garoto, curioso.


- Você treina até ter dezessete anos, que é o tempo necessário para você aprender. E, além disso, com dezessete, já é maior de idade na Sociedade de Heróis. Você fica na Associação todos os dias, exceto finais de semana, que você vai pra casa. Sim, você continua indo para a escola normalmente, mas saiba que você estará sendo monitorado... Qualquer uso de poder fora da A.A.H, você perderá 10 pontos. Você precisa no mínimo e 840 pontos para passar nos exames finais, que vão determinar se você é ou não um bom Herói. Mas não é fácil não... — falou Sr. Payne, enquanto ele e Greggory caminhavam por um estreito corredor branco.


Depois de muito caminhar, eles finalmente pararam em frente a uma porta. O Sr. Payne botou a mão em um scanner, e a porta se abriu, soltando um vapor.


Greg entrou no quarto, alvoroçado. Era branco, assim como o corredor, e era bem simples. Tinha uma cama, com lençóis, fronhas, e travesseiros brancos, uma pequena cômoda com um abajur transparente e um armário de madeira branca. Não havia janelas, apenas um pequeno duto de ar. Tinha também uma porta, ao lado do guarda-roupa. Ele imaginou que lá deveria ser o banheiro. O garoto achou bem mais aconchegante, se comparado em relação ao seu quarto.


- Os quartos se adaptam a cada coisa que o Herói precisa. Por exemplo, você Sr. Field, respira melhor com gás carbônico, por isso, ocasionalmente terá um “incêndio” aqui. – explicou o diretor da A.A.H., que, em seguida, fez uma pausa. – Ah, não se esqueça de avisar as suas irmãs... Inclusive, acho melhor você ir agora. Não fale nada sobre a A.A.H, elas não podem saber, afinal, é uma Associação secreta. Avise a elas que você vai ter de dormir no colégio porque agora vão ter dormitórios, ou que vai ter um acampamento... Mas Greggory me escute: Uma vez na A.A.H, sempre na A.A.H. Assim que você entra, não tem volta, não até completar, entendeu? – falou. O garoto assentiu.


Ele não conseguia pensar em um bom motivo para desistir de controlar os poderes.


- Essa noite eu já durmo aqui?


- Claro Sr. Field! Quanto antes, melhor! – falou Sr. Payne.


Assim que o liberaram, ele correu para o Resort. Não podia estar acreditando no que estava acontecendo. Ele era um Herói! Herói de verdade! Ele praticamente saiu dançando, feliz, por ai. Contudo, sabia que com certeza ia ter responsabilidades e principalmente consequências.

Notas finais
E ai? Mataram a curiosidade? Calma que vem coisas muuuuuuito mais curiosas por ai! Já to com o capitulo 9 pronto! O nome vai ser... Capitulo 9 - Novidades. Espero que gostem! Te vejo na pagina de Reviews e no próximo capitulo *O*