Notas iniciais
Então babys, agora que vocês descobriram o que o Greggory é, deixemos que a história se desenrole com mais mistérios *O*
Te vejo lá em baixo ;D

Greg chegou extasiado no hotel. Não podia ser verdade, apenas não podia!


- Kimberly, Tiffany! Que bom que estão aqui! – falou o garoto, sem conter sua alegria.


As irmãs estavam com os olhos inchados e vermelhos, e também um pouco úmidos. Kimberly segurava algo, alguma espécie de papel...


- O que houve com vocês duas? – ele perguntou.


- O QUE HOUVE? HOUVE O INCENDIO! A GENTE AINDA TEM DE DEPOR ESSE FINAL DE SEMANA E AGORA VOCÊ, ENCHENDO NOSSO SACO? PORQUE NÃO FICOU NA DROGA DA SUA ESCOLA? NINGUÉM TE QUER AQUI! – esganiçou-se Tiffany.


- O incêndio... Lembro-me de poucas coisas... Mas lembro de um homem todo de preto, queimando uma espécie de papel... E agora, eu e a Tif descobrimos o que foi que ele queimava! FOI A FOTO DOS NOSSOS PAIS! PORQUE ESSE CRÁPULA NÃO QUEIMOU O LUSTRE? PORQUE FOI LOGO QUEIMAR LOGO A ÚNICA LEMBRANÇA QUE TINHAMOS DELES? – disse Kimberly, com uma voz soturna, porém, exageradamente dramática.


Mas será possível? Porque será que suas irmãs tinham se esquecido do que houve no incêndio, se elas estavam dentro da casa?


- Não fiquem assim. Tenho uma noticia boa para todos. – falou Greggory.


- O QUE?! – perguntaram as duas, em uníssono.


- Eu vou dormir na escola, porque abriram dormitórios lá! Mas, infelizmente, eu volto nos fins de semana...


As irmãs se entreolharam e deram um sorriso de vitória.


- E hoje, sua peste, você dorme lá? – perguntou Tiffany.


- Durmo. Vou arrumar minhas coisas. – disse Greg, retirando-se de perto delas e indo em direção ao pequeno armário de madeira, pegando uma grande mala preta, velha, e toda desbotada, enquanto as irmãs comemoravam. O garoto nem se importara, afinal, poderia ter sido pior.


A cada roupa que ele dobrava, sua felicidade aumentava, assim como sua euforia. Ele tivera que praticamente entrar no armário para pegar tudo (o que não era muito, mas a proximidade agilizava a tarefa) e podia sentir a poeira penetrar em seu nariz.


O quarto era levemente iluminado, com um design moderno. Nas paredes, havia um papel-de-parede em uma cor “creme”, e no chão, um carpete macio.


Ele botou todas as suas roupas na mala. Como eram poucas, coube tudo e ainda sobrou muito espaço.


Em menos de cinco minutos, Greggory já estava com a mala toda pronta, preparado para sair.


- Então é isso... Tchau. – falou o garoto, seco, passando pela porta.


- Tchau pirralho... Cuide-se... – falou Tiffany, enquanto Kimberly dançava, saltando de alegria. E Greg saiu. Eram por volta umas 16h00min da tarde, e o garoto saia em direção ao crepúsculo, com uma felicidade que não cabia dentro de si. Ele teria de compartilhar aquilo com alguém! Era uma sensação tão boa ser útil em algo, para alguém que vivera a vida inteira em um lugar sem ser desejado ali...


Finalmente chegou ao colégio. O vice-diretor, que provavelmente não sabia nada sobre a A.A.H, perguntou à Greggory:


- O que você faz há essa hora no colégio, meu rapaz? Vá para casa! E porque essa mal...


O homem não conseguiu terminar a frase. O Sr. Burguins apareceu atrás dele com um aparelhinho, feito um celular.


- Apaguei a memória dele Greg, ele não sabe de nada... Esses Normais de hoje em dia, sempre se intrometendo onde não são chamados...


- Normais? – perguntou o garoto, confuso.


- Sim, é assim que chamamos as pessoas que não são Heróis. Não que a gente seja Anormal, mas, é que nós somos Especiais, se é que me entende.


Ele assentiu, meio confuso.


- Vamos, está bem na hora do lanche! – o Sr. Burguins lhe informou.


Lanche? Greggory NUNCA lanchara na vida. Apenas comia o almoço e o jantar. Estava muito curioso para conhecer o universo dos Super Heróis, e ver como eles são treinados.


- Ainda dá tempo de ver o treinamento hoje, Sr. Burguins? – perguntou Greg, esperançoso.


- Não sei... Só falando com o Roger... Vou chamá-lo para voc...


E de repente, a figura de um homem alto, agora mais arrumado e com a barba feita, mas ainda sim com uma verruga do lado do rosto e o cabelo ainda abarrotado de gel apareceu na frente de Greggory e disse:


- Alguém me chamou?


- Ora Roger, já lhe disse para não fazer isso comigo! Pela mãe do guarda, mas que susto! Ahn... As crianças devem estar com fome... Vou liberar o lanche. – disse o Sr. Burguins, e saiu.


- Sr. Payne, dá para eu ver os Heróis treinando hoje? Estou realmente curioso... – insistiu.


- Talvez depois do lanche, se você conseguir arrumar suas malas bem rápido, quem sabe você consiga...


Greg não perdeu tempo. Saiu correndo com a mala, e deixou o diretor da A.A.H. falando sozinho. Ele foi em direção ao seu dormitório e botou as poucas roupas que achou na mala dentro no armário e foi lanchar. Passou por um corredor bem iluminado, e lá encontrou uma garota de cabelos muito negros, de cabeça baixa, sentada no chão.


- Não vai lanchar? – perguntou Greggory, apesar de não conhecê-la. Era a única que não estava em pé, caminhando, eufórica para, talvez, o refeitório.


- E isso é da sua conta? Na verdade, tenho uma pergunta melhor. Quem é você? – perguntou a menina, levantando. Ela era forte, mas do mesmo tamanho de Greg.


- Sou Greggory. Greggory Field. – apresentou-se, estendendo a mão. — E você, quem é?


A menina levou as mãos na boca e fez uma cara de espanto. Ela usava joias por toda a sua roupa.


- Você é o do incêndio não é? A A.A.H vem se dedicando há muito tempo em você. Eu não posso me apresentar agora. Mas em breve você vai saber quem eu sou. – falou a garota, com um ar misterioso. Ela parecia ser mais velha que Greg... Uns dois anos ou três anos, talvez. Greggory achou melhor não insistir.


- Você sabe onde é o refeitório? – perguntou o garoto, tímido.


- Primeira porta a direita deste corredor. Agora eu tenho que ir. – e a menina se foi, na direção oposta do refeitório. Que ela iria fazer a não ser lanchar? Greg seguiu suas coordenadas e deu exatamente numa sala cheia de luzes, e adolescentes barulhentos, repleta de mesas enormes, coletivas. Ele pegou uma bandeja e botou um sanduiche de queijo, um refresco e uma maça.


Greggory viu uma menina acenar para ele, logo, reconheceu que era Sabrina, pelos grandes olhos azuis. O garoto resolveu sentar-se com ela, afinal, não conhecia mais ninguém dali.


- Ah, achei que você não vinha lanchar... – ela disse. Em seguida, olhou para um cara, que estava sentando do outro lado da mesa, de frente para ela. Então, fez as apresentações. — Greg, esse é o Jasy, meu treinador... Quer dizer, Jason. Jasy, esse é o Greggory.


Ambos apertaram as mãos. Jason tinha os cabelos cor de mel, e seus olhos eram castanho-claros.


- E ai, cara, qual seu poder?


- Quieto, Jas! Hoje é o primeiro dia dele aqui... Ainda está na fase de observação...


- Ah sim... Ué, mas se você está aqui, é porque você tem alguma suspeita de poder, não é? Espera um pouco... Greggory... Esse nome não me é estranho... – falou Jason, encarando Greg.


- Houve um incêndio na minha casa há alguns dias, e eu entrei lá, e salvei minhas irmãs. Percebi que o fogo não me afeta, na verdade, só me beneficia. – explicou o garoto, tentando não parecer metido, ou coisa assim.


- Ah, então foi você que apareceu no jornal matinal! – concluiu Jason, estalando os dedos e dando uma grande mordida em seu sanduiche.


- É... Minhas irmãs contaram a versão “delas”, mas eu não quero receber creditos nem nada.


- Ahn, é, Mas é claro que não... – riu-se Jason.


- Mas e então, Jasy! Fala para ele qual o seu poder! – falou Sabrina, quebrando o breve silencio que crescia entre os três.


Jason botou a mão do lado direito da testa e semicerrou os olhos, enquanto encarava seu copo de refresco com gelo. Em alguns segundos, todo o liquido que tinha lá, passou para a forma sólida. Depois, ainda encarando o copo, o refresco começou a ferver, e borbulhar, até que o copo rompeu.


- Sem problemas, sem problemas. – falou Sabrina, enquanto fechava os olhos e do nada, apareceu um novo copo na mesa.


- Posso fazer com seu copo, Greg? – perguntou Jason, rindo da cara de espanto do garoto.


- Acho que não é uma boa idei...


Tarde demais. Jason já estava com a mão na testa, encarando o copo de Greggory. Desta vez, o copo rompera quase que instantaneamente, fazendo voar refresco congelado para todos os lados. Voou um bocado em Greg, que ficou fraco, e viu tudo escurecer. As coisas rodavam, vozes ecoavam.


- Greggory, está tudo bem?! – perguntou Sabrina. Essa foi a última coisa que ele ouvira. Quando percebeu, estava caído no chão, ouvindo a tudo e a todos, mas simplesmente não podendo se mover.


***


Uma leve luz vinha do teto de uma sala completamente branca, de modo que a luminosidade não incomodasse a visão.


Depois que recobrou os sentidos, abriu os olhos e viu que estava numa espécie de maca, com uma moça que usava um jaleco branco, e tinha uma cruz vermelha, no chapéu.


- Olha, ele está acordando, Sabrina! – chamou uma voz masculina peculiar. Era a voz de Jason. – eu não queria te machucar, foi mal... – desculpou-se, enquanto Sabrina chegava à beira do leito, para observar Greg.


- Como se sente, rapazinho? – perguntou a enfermeira.


- Me sinto melhor. – falou Greggory, com uma voz tão estranha e esganiçada que nem ele mesmo reconhecera.


- A senhora já sabe por que ele desmaiou? – perguntou Sabrina, para a enfermeira.


- Ainda não, meu bem... Eu teria que estudar o poder de Greggory para saber a causa. Mas como ele ainda não sabe controlar, eu acho uma péssima ideia... Não quero que a minha enfermaria vire um circo...


Sabrina corou levemente, e Jason riu. Sabrina tinha feito a enfermaria virar um picadeiro, quando fora forçada a usar seu poder sem saber controlá-lo. A garota deu razão à enfermeira. Mas... Ele iria para seu dormitório? Que azar se ele fosse dormir ali... Seu primeiro dia na A.A.H e já ia começar daquele jeito?


- Receio que este jovenzinho terá de dormir aqui hoje. – falou a enfermeira, como se lesse a mente de Sabrina. – agora, ele precisa repousar, e além do mais, já está tarde. Vocês dois, vão para seus dormitórios, eu cuido dele.


- Boa noite, Greg. Espero que você melhore. – falou Sabrina, acenando para Greggory.


- Tchau, Greg. Te vejo amanha. – despediu-se Jason.


Ele não sabia por quanto tempo ficou desmaiado, mas sabia de uma coisa: estava exausto. Uma boa noite de sono era o que precisava.

Notas finais
Gostaram? Então, porque a minha amiga insistiu muito eu postei o 9, mas eu não tenho o 10 pronto, por isso, não posso adiantar o nome T-T
Em fim, vejo você na pagina de Reviews e no próximo capitulo ;D