GreenVille
3 Caos
Após o dia amanhecer, boa parte da cidade sabe do ocorrido no Hospital de GreenVille. Mas os funcionários tentam ocultar qualquer informação.
A mídia se faz presente no local. E algumas pessoas tentam saber informações a respeito do ocorrido.
Porém todo o hospital está cercado pela polícia que impede qualquer acesso.
*Repórter gravando um vídeo para a tv:
—- Estamos em frente ao hospital de GreenVille, onde nessa noite um grande susto e desespero tomou conta do local.
Neste momento os policiais fazem um cordão de isolamento, impedindo que qualquer pessoa tenha acesso ao hospital. Ainda não temos informações precisas sobre o ocorrido, mas fontes dizem que houveram disparos e feridos.
Voltamos em breve com novas informações.
Enquanto isso, na casa de Clarisse. Sua mãe novamente repete a mesma rotina de acordar sua filha e prepara-lá para ir à escola.
—- Vamos lá Clari, o sol já saiu -- diz a mãe de Clarisse.
Enquanto Clarisse se arruma a mãe dela vai se encontrar com seu esposo na sala. Ele assiste ao telejornal, e vê a notícia sobre o hospital.
—- Querida! Viu isso? -- diz o pai de Clarisse chamando a atenção da esposa para a notícia -- Houve algo no hospital, tá a maior bagunça pela região. Acho que irei chegar atrasado hoje ( o pai de Clarisse passa pela região próxima ao hospital para levá-la a escola e seguir ao seu trabalho).
*Katie
Katie está dirigindo rumo ao seu trabalho, ela já está próxima do seu destino quando houve a notícia pela rádio.
—- Bom dia senhorita K -- diz um funcionário responsável por abrir o portão para o estacionamento do centro de jornalismo da cidade.
—- Bom dia Xavier! -- responde Katie.
Katie estaciona seu veículo e vai até o prédio. Lá ela pega o elevador para subir até o seu andar:
—- Ei! Segura o elevador! -- grita um homem que trabalha lá -- Obrigado madame.
—- Odeio que me chamem disso -- diz Katie.
—- Desculpe, eu só tentei ser Cortez -- diz o homem -- Aliás, sabe Katie, eu sempre observei você. Você não parece alguém que tenha um par...
—- Você está me dando uma cantada? -- interrompe Katie.
—- Considere o que quiser -- responde o rapaz -- Só estou dizendo que podíamos sair algum dia pra conversar.
—- Hummm. Acho que não vai dar -- diz Katie um pouco mais séria.
—- Bom, pelo menos eu tentei -- diz o homem antes de Katie sair do elevador.
Katie caminha direto a sala do Editor chefe:
—- Pronto! -- diz ela colocando alguns papéis na mesa do editor -- Finalmente me livrei dessa matéria, acredita que fiquei até 3 da manhã acordada finalizando isso?
—- Olhe pro meu rosto, eu estou com olheiras. Eu quase não dormi. Preciso de férias urgente -- diz Katie num tom amigável.
—- A culpa foi toda sua! -- responde o editor chefe -- Se não fosse tão polêmica, eu teria aprovado a sua primeira matéria.
—- Polêmica? Eu? E o que houve no hospital? -- Katie fala Katie alterando um pouco o seu tom -- Parece que o voluntário do Sr. Merlin esteve no hospital.
—- Onde você ouviu isso? -- pergunta Jerry.
—- Ué, está em todos os jornais e rádios. Ah esqueci, você não acompanha outros jornais. Só o nosso -- diz Katie com ironia.
—- Ei, é claro que eu vejo. Eu não vi nada sobre esse paciente. Provavelmente você viu alguma rádio sensacionalista -- retruca Jerry.
—- Então me deixa ir até lá procurar informações -- pede Katie.
—- Tá! -- diz Jerry inconformado -- Vou fazer o que? Você é a melhor daqui mesmo.
Katie sorri e se retira.
*Hospital de GreenVille
—- Ei! Você viu o Marcus? ( nome do enfermeiro do capítulo anterior que conversou com o Capitão) -- pergunta um médico a um funcionário.
—- Ele disse que precisava tomar um ar. Estava meio tonto. -- responde o funcionário da limpeza -- deve estar na parte do estacionamento.
O médico vai até a parte de fora do hospital, no estacionamento. Ele avista de longe o Marcus. De frente a um muro e agindo estranho.
Ele bate a sua cabeça contra o muro.
*Clarisse
Os pais de Clarisse já na estrada, próximo ao hospital e presos num congestionamento conversam entre si:
—- Papai, por que está demorando? -- pergunta a pequena Clarisse.
—- Foi só um problema que aconteceu Clari. Já já passamos por isso.
*Capitão da polícia (Barnes)
O Capitão está em sua viatura quando recebe uma ligação em seu celular.
—- Alô?
—- Capitão Barnes! Precisamos do senhor aqui na avenida Quentinn. É urgente!—- policial pelo celular.
— Ok, estou indo!
*Katie
Dirigindo já próximo ao hospital, ela fica presa no congestionamento também. Bem próximo ao carro dos pais de Clarisse:
—- Ah qual é? Sério mesmo? -- diz ela frustrada com a situação.
*Hospital de GreenVille — estacionamento.
O médico chega próximo ao enfermeiro Marcus que bate com a cabeça na parede:
—- Marcus! O que você está fazendo?
O enfermeiro se vira e está com seu rosto completamente ferido e sua pele com ferimentos semelhante à sarna. Além de estar salivando.
—- Meu pai do céu! O que diabos houve com você? -- diz o médico recuando lentamente.
O enfermeiro então começa a perseguir o médico.
O Capitão Barnes ao chegar ao local do chamado é recebido pelo agente que fez a chamada:
—- Capitão! O senhor precisa ver isso.
Eles adentram uma casa (casa do paciente em que foi usado como experiência do Merlin).
A esposa e o filho estão com aparências estranhas (mesma aparência do enfermeiro Marcus, porém eles ainda não sabem).
—- Capitão, eu estava fazendo uma ronda e vi um barulho na casa. Eu vim e arrombei a porta. Eles já estavam assim, e vieram correndo pra cima de mim. Eu precisei me defender.
O garoto conseguiu arranhar meu braço. Mas eu estou bem -- explica o policial um pouco desesperado.
—- Espere, o enfermeiro morto no hospital estava com uma aparência semelhante. -- analisa o Capitão.
*Hospital de GreenVille
O infectado Marcus consegue apanhar o médico. Ele o fere, porém um dos policiais que faziam a proteção avista a cena.
—- Ei! -- ele grita indo em direção ao local
Os outros policiais percebem a movimentação e vão dar apoio. Mas são surpreendidos pelo segurança do hospital também infectado.
Um dos policiais saca sua e arma e efetua alguns disparos contra o segurança. O som dos tiros assusta as pessoas que estavam ao derredor.
Quando os policiais controlam a situação, o pior aparece.
De dentro do hospital pessoas saem desesperadas correndo de funcionários também infectados. Uma multidão agora corre pelas ruas, passando por entre os carros. Os que caem, são pisoteados pela multidão, enquanto infectados ganham as ruas espalhando vírus.
A família de Clarisse vê aquela cena, Clarisse está assustada. Os carros da frente tentam dar marcha ré, mas batem nos que estão atras. A multidão passa também pelo carro da Katie que fecha as janelas do veículo e apenas observa tudo.
Os agentes policiais tentam conter a situação, mas todas as tentativas são em vão. O movimento de pessoas atrapalha. Alguns estão feridos. E o outros se habilitam para ajudar.
Um infectado sobe sobre o carro dos pais de Clarisse:
—- Porcaria, o que é isso -- diz o pai tentando movimentar o carro em meio aos outros.
O infectado consegue quebrar um dos vidros e tenta agarrar Clarisse:
—- Papaaai! -- grita Clarisse.
Sem sucesso em retirar o carro, o pai de Clarisse desce e parte para enfrentar o infectado com suas mãos:
—- Clarisse, saia pelo outro lado! -- grita ele puxando o infectado para o chão. Clarisse e sua mãe saem e correm pela rua. Em um determinado momento um carro que andava pela calçada atropela a mãe de Clarisse. O condutor nem sequer parou para ajudar. Clarisse vê sua mãe caída em sua frente e seu pai sendo ferido pelo infectado.
De seu carro Katie vê a garota desprotegida, e decide ir ajudá-la.
—- Ei garota! -- grita Katie indo correndo -- Ei, precisamos sair saqui.
—- Minha mãe! -- Clarisse aponta para sua mãe inconsciente no chão.
—- Garota escuta, eu preciso te tirar daqui. Aqui não é seguro pra você.
Enquanto Katie falava o infectado que estava sobre o pai de Clarisse avista as duas e avança sobre elas.
—- Precisamos ir agora! -- diz Katie pegando na mão de Clarisse e correndo até o carro.
O infectado as persegue até o carro, e novamente tenta quebrar sua janela. Katie está numa melhor posição para fugir. Ela liga o carro e tenta chocar o infectado contra um outro veículo.
Ela consegue, e então abandona a região.
Dentro do hospital, a enfermeira Rita e alguns outros que restaram permanecem escondidos e em silêncio. Pois ainda resta um infectado lá dentro. O Dr. Connor.
*Capitão Barnes
O Capitão Barnes recebe uma ligação ainda no local de sua última vizita.
—- Capitão Barnes aconteceu algo terrível no hospital, eles, eles, houve um grande tumulto, tem corpos...
—- Devagar filho! -- interrompe o capitão -- Eu não estou conseguindo entender nada. Eu estou com uma situação grave aqui também.
—- Capitão, criaturas, pessoas transformadas em sei lá o que, foi um alvoroço muito grande -- diz o agente ainda em pânico.
—- Olha, eu estou indo até aí! Tenta manter a situação sob controle -- disse o Barnes desligando a ligação.
—- Mas que droga! -- Brada o capitão -- O que está acontecendo nessa cidade?
*Do alto de um edifício Merlin apenas observa a cidade.
Fale com o autor