Green & Yellow
5 Esgoto
Os homens encapuzados chegaram perto e pigarrearam antes de começaram a falar.
— Por favor, precisamos desta mesa.
— Não vê que já estamos sentados nela? Há outras mesas vazias. – Laxus foi grosso.
— Você não entendeu. Nós precisamos desta mesa. Por favor, saiam.
— Você não entendeu. Nós não vamos sair.
— Eu lamento senhor. Giriki, por favor.
Laxus sentiu algo agarrar sua perna, e foi puxado para o solo, de forma a quebrar a cadeira de madeira e sentir um pedaço entrar na sua coxa. Rangeu os dentes de dor. Evergreen e Freed se levantaram rapidamente. Evergreen se esticou para ver como Laxus estava.
Ele não estava lá.
Bickslow pulou na mesa e usou sua técnica nos dois, que se esquivaram ao recuar. As pessoas da taverna se assustaram e correram. O dono suspirou ao ver que perdeu dinheiro e iria perder mais devido á habitual destruição causada pelos magos da Fairy Tail. Ele assistia á cena, á sua direita, á apenas alguns metros do balcão.
Bickslow se desequilibrou (ele ainda estava com um pouco de sono) e se recostou na parede ás suas costas. Evergreen que estava em sua frente, foi para a sua esquerda procurar por Laxus, batendo no chão. Freed estava á direita de Evergreen, e estava um pouco assustado. Foi confrontar os encapuzados, que estavam atrás do lugar onde Evergreen estava. Preparou algumas runas rapidamente e fez uma barreira em volta dos dois. Um deles chamou a atenção do outro:
— Tōmei! Use sua magia. – O encapuzado mais alto falou para o mais baixo.
— Ah, sim! Invisible Absence!
O homem ficou invisível e logo seu parceiro também. Os dois andaram em direção ás runas e saíram delas. Freed percebeu isso e se assustou. Logo os dois reapareceram, e Freed usou sua espada para atacá-los. O usuário da magia de invisibilidade alertou seu parceiro.
— Seja rápido, Youmei! Ele está vindo!
— Mental Barrier!
Freed os atacou, mas sentiu uma estranha barreira envolvê-los, fazendo sua espada atingi-la. Sem sucesso no ataque, Freed se afastou, perguntando para Evergreen o que aconteceu. Ela disse que não sabia onde Laxus estava, e que ouvia alguns poucos barulhos em baixo da madeira da taverna. Freed disse para ela continuar á procurar por Laxus enquanto ele lidava com os dois encapuzados. Perguntou pela a ajuda de Bickslow, e notou que ele estava dormindo em pé, em cima da mesa. O cutucou com sua espada, e ele despertou. Quando se deu conta do que estava acontecendo, foi ajudar Freed.
— Quem são vocês dois, e o que fizeram com Laxus? – Freed levantou sua espada.
— Eu me chamo Youmei, e esse é meu parceiro e irmão, Tōmei. Seu amigo foi levado para nossa casa. – Sorriu de forma estranha.
— O que vocês vão fazer com ele?
— Depende de como ele se comportar. Tenho certeza de que Giriki irá cuidar bem dele.
— Quem é Giriki?
Freed não obteve resposta ao ouvir Evergreen falar que conseguiu destruir a madeira, achando uma passagem. Evergreen desceu, dizendo que voltaria dali um pouco. Freed e Bickslow se prepararam para enfrentar Youmei e Tōmei.
Evergreen desceu por uma escada que ficava em baixo do lugar onde destruiu. Ela se deparou com uma taverna no subsolo. Com canos pingando um líquido preto que fedia. Cadeiras e mesas quebradas, com várias garrafas derramando os líquidos pelo chão e mesas. O balcão ficava á sua esquerda. A sua direita tinha uma parede úmida, assim como atrás. Evergreen viu alguns homens nojentos e bêbados ali. Havia um garçom, e ele se virou para ela, quando os homens começaram a se levantar.
Evergreen usou uma magia simples para fazer todos os homens caírem, porém o garçom se defendeu com a bandeja que carregava, fazendo duas garrafas e dois copos que estavam nela, caírem. Abaixou a bandeja lentamente, começando a mostrar seu rosto. Parou na altura dos olhos, e com um olhar doce falou:
— Bem vinda á Sewer Tavern. A taverna dedicada aos membros da Sewer Rats. O que a senhora deseja?
O homem abaixou a bandeja, mostrando seu sorriso debochado, porém encantador. Evergreen o admirou por um tempo, antes que visse a bandeja vindo em sua direção. Ela se abaixou e viu a bandeja cravar na parede atrás de si. Ela voou em sua direção e jogou seu leque em direção ao homem para distraí-lo. Porém ele foi rápido, se esquivando para a direita. Evergreen usou a parede que estava atrás do homem como um impulso para ir novamente em sua direção. O homem então usou sua magia: garrafas de bebidas pesadas voaram em direção á Evergreen, que desviou de todas.
— Mas que magia é essa? – Evergreen ficou um pouco surpresa.
— Uma magia realmente diferente, porém útil. Magia do Álcool.
Evergreen teve que rir. O que irritou o homem. Ele odiava isso.
— Mas que merda de magia é essa? Por acaso você mata seus inimigos por overdose de álcool? – Riu mais uma vez. – E aliás, isso não explica o porque de as garrafas se moverem. – Se tornou um pouco mais séria.
— Eu controlo o álcool, fazendo o líquido de dentro das garrafas se mover. Isso faz com que a garrafa seja guiada pelo líquido. Eu controlo completamente as bebidas. – Falou orgulhoso, porém isso fez Evergreen rir mais.
— Ninguém assim pode me derrotar.
Evergreen se deu conta de que Laxus não estava lá, e o procurou. Viu uma entrada de esgoto grande, que parecia um corredor para aquela taverna. Ela viu a sombra de dois homens no fundo. Abandonou o garçom e voou em direção á eles, porém foi impedida por uma barreira daquelas bebidas estranhas. O garçom não a deixaria escapar, e ela percebeu isso. Decidiu confrontá-lo. Voando de volta á taverna o encontrou atrás do balcão que estava no outro lado da taverna.
Laxus estava desacordado, e era amparado por um homem alto como ele, que estava encapuzado também. Passavam pelos esgotos que cheiravam mal. Giriki estava cansado de segurá-lo. Decidiu ir para o lugar mais perto mesmo. Entrou numa sala pequena, que tinha uma porta de ferro. Tinha uma lâmpada que falhava de vez em quando. Laxus foi acorrentado, enquanto Giriki saia da sala para avisar o mestre de sua guilda sobre aquilo. Correu por mais alguns canos do esgoto e entrou em mais uma sala. Dessa vez maior, com uma grande cadeira no meio. Nela estava sentado Juupatso, o líder da guilda Sewer Rats.
— Metre Juupatso. Algum desaforado sentou na nossa mesa, e enfrentou verbalmente Youmei e Tōmei. Ele está atualmente acorrentado na sala 15 do esgoto da rua central.
— Mate-o. Não deve ser ninguém de importante. – O homem era grande e alto, tinha quase um metro e meio a mais que Giriki, e o dobro de seu corpo em largura.
— Mas ele tem... Uma marca da Fairy Tail.
— O que?
— Sim. A Fairy Tail.
— Torture-o. E jogue seu corpo na frente da guilda deles.
— Sim. E o que faço com os outros três?
— Ele estava acompanhado?
— Sim. Dois homens que atualmente lutam com Youmei e Tōmei na taverna, e uma mulher que está lutando contra Feo Ruge na taverna do subsolo. Todos os outros além dele estão desmaiados.
— Eles são poderosos?
— Aparentemente sim. O loiro que está acorrentado parece ser o líder deles, e o mais forte.
— Vá e obedeça minhas ordens. Se em quinze minutos as lutas não acabarem, mande o pessoal da taverna leste ir até a taverna sul, na qual eles estão, certo?
— Exato. As lutas estão ocorrendo na taverna sul. Agora irei até o prisioneiro, Juupatso-sama. Com licença.
Freed e Bickslow não obtiveram nenhum bom resultado devido ás habilidades defensivas de Youmei e Tōmei. Já Evergreen conversava com Feo sobre a guilda Sewer Rats.
— Eu me chamo Feo e pertenço á guilda Sewer Rats, que está em todos os esgotos de Magnólia.
— Eca. Vocês são nojentos. Viver no esgoto é repugnante. Deve ser por isso que vocês fedem.
— É o único lugar com o qual podíamos ficar. Fomos expulsos de Magnólia. Como não tínhamos para onde ir, nos escondemos nos esgotos. E quando se entra, nunca mais sai.
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