Green & Yellow

13 Crueldade


— Freed... Responda com sinceridade, por favor. É algo importante. Você... Você gosta de mim?

— O-o que você está dizendo? Que loucura é essa, L-laxus? – Freed corou e ficou muito surpreso. Hesitou três vezes antes de falar.

— Não seja idiota. Você sabe do que eu estou falando.

— Eu não entendi... O que você quer com isso? – Freed respirava fundo, tentando manter a calma.

— Eu quero saber se você gosta de mim, caralho! – Mesmo falando agitado, Laxus mantinha a calma.

— Mas... Mas é... Mas é claro que...!

Eu não queria ter dito aquilo.

Mas era necessário, talvez.

Pelo menos enquanto eu não tinha certeza se seria correspondido ou não.

A vida não é tão justa quanto parece.

Eu relembrei dessa frase ao dizer a última palavra da minha fala,

Que indicaria a maior mentira que disse na minha vida.

— Mas... Mas é... Mas é claro que não!

— Então por que você tentou me beijar na enfermaria?

— Porque eu estava drogado, merda!

— Isso não tem nada a ver com isso!

— É claro que tem! Eu quase morri! A medicação era forte demais, e eu... Eu não estava no meu juízo perfeito!

— Mas não parecia! Você estava bem melhor àquela hora! – Laxus insistia em acusá-lo de tentar beijá-lo.

— Eu não estava! As aparências enganam, idiota! – Freed queria chorar.

— Isso não faz sentido.

— Acredite em mim! Aliás, por que tanto você desconfia de mim?

— Você sempre me tratou tão bem... Quando isso aconteceu foi como achar a peça que faltava!

— Você é que não está dando o sentido certo ás coisas! Minha idolatria foi uma coisa bem diferente daquilo!

— Então está admitindo que tentou me beijar? – Laxus quase sorriu.

— Não! Mas que merda, Laxus! Pare de falar assim!

— Ah, que seja. – Laxus desceu da janela, indo até Freed, agarrando seu braço esquerdo, o puxando para perto de si, e com sua mão direita puxando o seu rosto pelo queixo. – Me encontre amanhã ás sete e meia na adega. – Falou enquanto estava cara a cara com Freed.

Os dois conseguiam sentir a respiração um do outro, e Freed corou. Laxus se afastou, virando de costas para Freed, andando em direção ás escadas para o primeiro andar. Freed notou um pequeno sorriso no rosto de Laxus quando se virou. O acompanhou com os olhos, quando estava descendo as escadas, carregava um semblante sorridente, porém não sorria. Era como se seu rosto sorrisse no lugar de sua boca. Freed estava com o coração acelerado.

Laxus chegou ao final das escadas, e quando viu que Freed não conseguiria o ver, mudou sua expressão para séria e enojada, sussurrando para si mesmo: “não vai ficar assim, viado”. Mirajane estava ali perto, e ouviu. Tentou com todas as forças acreditar que ela ouvira errado, já que foi apenas um sussurro.

Freed foi embora quase que imediatamente. Estava sorrindo o caminho inteiro. Ele finalmente viu que o sinal verde foi dado. Que Laxus gostava dele, e estava perguntando – ou melhor, insistindo – porque queria ter seu amor retribuído, assim como ele.

O certo nem sempre é certo.

As esperanças podem te enganar.

Foi o que eu descobri da pior forma.

Chegou em casa e se atirou na cama. Colocava as mãos sobre o rosto, não acreditando no que ouvira. Ele queria não se animar muito, mas depois de um tempo, desistiu. Decidiu se entregar á felicidade. Ele estava realizando seu maior sonho. Não podia acreditar. Queria abrir os olhos e perceber que foi um sonho. Mas ele tirou as mãos do rosto, e aquilo era real. Sentia seu sangue ferver, ainda sim. Estava em êxtase.

Não conseguiu dormir direito, mas mesmo assim acordou disposto no outro dia. Se preparou de forma mais dedicada possível. Mas ao perceber que estava sendo exagerado, tentou se controlar. Foi para a guilda apressado. Queria encontrar Ever e Mira o mais rápido possível.

— Ever! Venha cá! – Olhou para os lados e percebeu que Laxus não tinha chegado.

— O que foi, Freed? Parece animado...

Ele andou em direção ao balcão, segurando o braço de Evergreen. Mira levantou os olhos e ficou surpresa com o sorriso de Freed. Sorriu também.

— Bom dia, Mira! Vocês não sabem do que aconteceu ontem!

Freed explicou tudo apressado, mas com todos os detalhes. Ever mal conseguia ouvir, e a cada palavra, Mira sentia seu coração apertar mais ao lembrar da frase que supostamente ouviu na noite passada. Agora o que Laxus disse fazia sentido no contexto da ocasião, mas não queria acreditar naquilo.

Evergreen disse ao final para que Freed se controlasse, já que poderia não ser nada demais. Freed concordou, se acalmando um pouco. Laxus chegou, e Freed estava recostado no banco, de frente para a entrada do hall da guilda. Ele viu Laxus andar, vendo sua silhueta negra devido á luz que vinha em direção contrária. Freed mantinha a calma, ficando sério. Laxus andava lentamente, também sério. Bickslow chegou uma hora depois.

Quase nenhuma palavra entre Freed e Laxus foi trocado o dia inteiro. Foram em várias missões simples, e ganharam até um bom dinheiro com isso. Cada missão durava em média uma hora, e não custava muito esforço, fazendo com que ninguém ficasse cansado facilmente. No fim, realizaram oito missões e voltaram para a guilda às seis e quarenta e cinco. Laxus parecia apressado. A Raijinshuu foi para uma mesa no segundo andar. Ficaram lá conversando.

Laxus além de apressado, estava nervoso. Sentou em uma mesa no primeiro andar, onde Cana estava, tomando o resto de um balde de vinho. Ela estava muito bêbada, e Laxus sorriu ao ver isso.

— Cana, o que você fez hoje?

— Eu? – Cambaleou para o lado, se segurando na mesa. – Eu bebi! Bebi muito!

— Que novidade... Quer saber o que eu fiz?

— Não! – Deu uma risada.

— Não importa. Eu trabalhei o dia inteiro. Sabe, queria relaxar um pouco.

— Vai para um spa, Laxus! Vai cuidar da sua pele delicada, vai. – Riu mais uma vez. Laxus ficou levemente irritado. Se aguentou, já que sabia que ela estava bêbada.

— Queria saber, não quer relaxar comigo?

— Como assim?- Arqueou a sobrancelha.

— Vem comigo que vou te mostrar.

— Eu não! Quero beber mais!

— Então vamos pegar uma bebida!

— Ah, agora sim! – Ela riu, se levantando.

Os dois seguiram em direção ao subsolo.

Eram sete e quinze, quando a guilda estava praticamente vazia, e Bickslow foi embora. Evergreen disse que ficaria bebendo mais um pouco. Freed esperava ansiosamente pelo momento em que iria descer até a adega. Olhava para o relógio da guilda a cada dois segundos. Evergreen tentou adiantá-lo, mas pouco adiantou.

Enquanto isso, Laxus pegava um vinho antigo na adega. Colocou discretamente um pó na garrafa. Cana estava recostada na porta, olhando para cima. Laxus se aproximou e lhe entregou a garrafa. Ela bebeu imediatamente. Quando parou, começou a falar:

— Eu sei que beber relaxa, mas não é isso que você quer é?

— Claro que não. – Laxus deu uma risada. – Você entende as coisas, rápido, mesmo estando bêbada. – Sorriu maliciosamente.

— Me diga, o que você quer? Na verdade, me mostre. – Deu uma risada maliciosa.

— Venha, não fique ai na porta.

Laxus puxou Cana pela mão, a arrastando até entre duas prateleiras de vinho, em um canto escondido. Ele a prensou sobre a parede, tirando sua blusa imediatamente. Ele arqueou o corpo, correspondendo ao gesto de Laxus.

Laxus jogou seu casaco no chão, retirando a camisa enquanto beijava o pescoço de Cana. Ela gemia enquanto segurava a cintura de Laxus. Tirou seu cinto e pegou Cana, fazendo com que ela encaixasse suas pernas em sua cintura. Tirou seu sutiã enquanto prensava seu peitoral contra o dela. As costas de Cana estavam juntas á parede, e ela a usava como impulso para se mexer diante do peito de Laxus.

Laxus se excita com os movimentos de Cana, tirando seu short. Laxus lentamente sobe seus beijos para a orelha de Cana, que se arrepia. Laxus segurava Cana com uma mão e com a outra puxava sua calça. Cana então usa as mãos para agarrar o volume na cueca de Laxus. Laxus geme de leve, começando a morder os lábios de Cana, beijando-a em seguida.

Cana então retira completamente a cueca de Laxus, começando a fazer movimentos leves com uma de suas mãos. Laxus segue o mesmo ritmo, tirando a última peça de Cana. Seu beijos desciam até o peito de Cana, enquanto os massageava com as mãos. Cana começava a gemer alto, enquanto Laxus se ajeitava para poder penetrá-la.

Freed olhou no relógio e marcavam sete e meia. Ele sorriu vitorioso. Evergreen lhe pediu para que tomasse cuidado. Freed assentiu e desceu as escadas para o primeiro andar praticamente correndo. Ao passar pelo balcão, Mira o olhou um pouco triste, apenas também dizendo para ele tomar cuidado. Freed mais uma vez assentiu. Desceu as escadas respirando fundo para se acalmar. Mas não conseguia tirar um enorme sorriso do rosto. Andou lentamente em direção á adega, abrindo a porta.

Ao ouvir o barulho da porta, Laxus tapou a boca de Cana, se virando, ficando de costas para a parede, e com a cabeça em seu ombro. Mexia-se rápido, e Cana quase gritava de prazer. Laxus tossiu falsamente.

Freed ouviu a tossida de Laxus, e sorriu mais ainda. Seguiu o barulho, andando pelos vários corredores de prateleiras com vinhos. Virou na terceira prateleira, de onde tinha ouvido a tossida. Ainda sorria.

Mas ao ver aquilo, seu sorriso se desfez rápido, com a mesma rapidez com que suas lágrimas desceram.

— Ah, Freed! Não quer se juntar á nossa brincadeira?

Laxus sorriu em vitória.