Green & Yellow
12 Ameaças
— Ou Freed volta para Raijinshuu, ou eu conto tudo para Makarov.
— Não faça isso, Mirajane! Eu te peço para que não conte para Makarov! Eu vou ser expulso novamente assim!
— Só se você fazer Freed voltar para Fairy Tail. Do contrário, Laxus, você sabe o que vai acontecer.
— Por que você quer que ele volte para a Raijinshuu?
— Porque você foi injusto com ele! Ele não merece isso! Ele não merece ficar longe dos amigos.
— Amigos... – Laxus falou com desprezo. – Ele é mesmo muito amigo meu. Para tentar o que ele tentou.
— Isso não importa, Laxus! – Mirajane quase gritava. – Faça ele voltar para a Raijinshuu! E não conte para ele que fui eu que te intimei, ou eu conto para Makarov mesmo assim!
— Tch!
Mirajane saiu da sala, deixando Laxus pensando sozinho. Ele não tinha outra escolha, senão fazer Freed voltar para Fairy Tail. Tinha de se acostumar com aquela idéia. Não podia ser expulso da Fairy Tail novamente. Saiu da sala e procurou por Freed.
Mirajane estava atordoada, e não sabia se o que fez foi certo. Mas como sempre fez, apenas deu um “empurrãozinho”. Até Freed sabia que ela e Evergreen faziam isso o tempo todo. Esse pensamento a tranquilizava. Voltou para o balcão, vigiando os movimentos de Freed ali perto.
Laxus procurou Freed com os olhos, achando-o numa mesa perto do balcão. Foi até lá, cruzando o olhar com o de Mirajane em um momento. Freed se surpreendeu, mas falou no mesmo tom que Laxus, não transparecendo sua surpresa.
— Freed, eu preciso lhe dizer algumas coisas.
— O que é, Laxus.
— Venha comigo.
— Me diga sobre o que é e eu irei.
— Apenas venha. Se não quiser ouvir, fique aí.
Freed não teve escolha. Se levantou lentamente, encarando Laxus de forma irritada. Ele fazia o mesmo. Andaram até o segundo andar e entraram em uma sala perto das salas da enfermaria da guilda. Freed sentia um arrepiou ao se lembrar do que passou naquele lugar. Ao entrarem na sala, Laxus fechou a porta e se recostou na mesma, cruzando os braços.
— Agora será que você poder dizer o que quer?
— Você está de volta para a Raijinshuu.
— O quê? – Freed arregalou os olhos, surpreso. Laxus descruzou os braços, andando em direção a Freed. Ao parar em sua frente – ficando cara a cara com o mesmo – tornou a falar.
— Se tentar outra besteira, eu te mato. E você sabe que eu sou capaz disso, não sabe? – De surpreso, Freed passou a ficar medroso, tremendo os olhos diante dos olhos brilhantes de Laxus.
— E por isso de repente? – Falou baixinho. Laxus agarrou seu queixo, aproximando sua boca á orelha dele.
— Isso não te interessa. – Sussurrou. Se afastou e abriu a porta, ficando de costas para Freed. Freed estava agitado.
— Claro que interessa! O que é que mudou? – Laxus parou com a fala de Freed.
— Se eu disser que me arrependi, você vai acreditar?
— Não! – Freed sabia que ele não se arrependeu, mas não sabia o que aconteceu.
— Então não adianta eu mentir.
Laxus saiu da sala, deixando a porta aberta. Freed não estava entendendo o que havia acontecido ali. Tão de repente Laxus o queria de volta para a Raijinshuu? Por que aquilo havia acontecido? Não sabia responder. Mas não deixou de entrar na Raijinshuu por este motivo. Desceu as escadas, procurando por os outros membros da Raijinshuu. Não demorou muito para que Evergreen viesse correndo em sua direção, assim como Bickslow.
— Freed! – Se atirou nele, abraçando-o. – Que ótimo que está de volta! Eu estou tão feliz!
— Freed está de volta mesmo? Cara, é inacreditável! – Bickslow mostrava a língua.
— Acalmem-se! Eu nem voltei para a Raijinshuu direito! – Disse sorrindo.
— Freed, me conte, o que fez Laxus voltar atrás.
— Ele apenas se arrependeu. Só isso. – Evergreen entendeu que não era aquilo. Bickslow acreditou no que Freed disse.
— Isso não importa! O que importa é que você está de volta! – Bickslow disse enquanto abraçava Freed forte.
Mirajane os olhava do balcão. Ela olhou para Laxus, que estava sério, também olhando para eles. Ela quase rangia os dentes ao ver sua expressão indiferente. Porém ela conseguiu sorrir ao ver a Raijinshuu fazer o mesmo. Com risadas e abraços, Freed foi recebido de volta.
— Ever, venha aqui comigo.
— O que houve, Freed. Está sério.
— É importante. – Freed se recostou no balcão, na frente de Mirajane. Evergreen fez o mesmo.
— Olá, Freed, Ever. Freed, eu ouvi que você voltou para a Raijinshuu! Eu estou tão feliz! – Se estivou para dar um beijo nele sobre o balcão.
— Obrigado. – Sorriu de leve. – Mas o que eu quero saber é... Por que isso aconteceu? Vocês falaram com o Laxus?
— Eu falei, mas não foi suficiente. Talvez ele tenha reconsiderado... – Evergreen estava pensativa.
— E você, Mira?
— Eu não falei com ele, porque estávamos afastados quando isso ocorreu. Mal tive tempo de intimá-lo.
— Tem certeza, Mira?
— Claro que sim, Freed! – Sentiu seu coração acelerar de medo.
— Certo... Mas ele não se arrependeu, e disso eu tenho certeza!
Após isso, Freed reuniu Erza e Lucy em um canto. Fez a mesma pergunta, mas as duas afirmaram que não disseram nada em especial. Estava confuso agora. Alguém estava mentindo? Esperava que não. Mas decidiu não se importar. Só queria aproveitar que estava de volta. Mas como se não bastasse, teria outras surpresas neste mesmo dia.
Era noite, mas não muito tarde. Como a maioria dos magos não gostava de voltar para casa á noite, ela estava pouco movimentada. Não havia ninguém no segundo andar além de Freed, que olhava por uma grande janela. Não queria ir lá fora, pois estava frio. As portas da guilda estavam fechadas para manter o calor, mas não era suficiente, já que era um lugar enorme. Estava muito distraído e com um pouco de frio, quando sentiu uma mão grande e quente tocar seu ombro. Estremeceu devido ao choque das temperaturas dos dois corpos. Se virou rapidamente e se surpreendeu.
— O que você quer, Laxus?
O mesmo ficou em silenciou, sentando na janela e cruzando os braços. Freed estava na ponta na janela, de frente para ele. O encarava sem entendê-lo. Laxus colocou uma perna sobre a outra e levantou a cabeça. Abaixou a cabeça lentamente e suspirou. Tomou coragem para falar enquanto Freed ainda se mantinha recostado na janela, em pé.
— Freed... Responda com sinceridade, por favor. É algo importante. Você... Você gosta de mim?
Fale com o autor