Greco-romana: O Segundo Lado
9 Recepção calorosa
Notas iniciais
-Porque está tirando sua camisa do acampamento? — Tresh me perguntou naquela manhã antes de sairmos.
-Vou aparecer lá depois de quase dois anos, e com dois gregos junto comigo.Primeiro que quando entrarmos vão nos estranhar e o segundo motivo vão falar que sou traíra. – Coloquei minha outra camisa roxa do acampamento Júpiter que tinha de reserva.
Enfrentamos um monstro apenas e não tivemos dificuldade. À medida que me aproximava do acampamento Júpiter eu ficava mais nervosa.
Quando vi a entrada parei e falei algo para Jay e Tresh.
-Independente do que acontecer ai dentro somos amigos. Vocês são à melhor coisa que aconteceu na minha vida. Preste atenção, os romanos são bem regrados e levam tudo para o lado pessoal. Cuidado com o que falam. Eu respondo as perguntas, no caso se forem perguntadas para vocês dêem respostas coerentes. Vamos. – Peguei nas mãos dos dois e continuei a andar.
A entrada era depois de algumas árvores e era como uma entrada de uma caverna. Seguindo reto havia um túnel. Depois que o túnel acabava havia um rio que teríamos que atravessá-lo. Lo em frente se via o campo de Marte. Um enorme campo com as locações nele. Na entrada tinha o refeitório e as coortes, onde os semideuses se acomodavam. Lá na frente havia a cidade de Nova Roma, onde semideuses adulto vivem. Perto de Nova Roma há também o Senado, o fórum e uma réplica do Coliseu. Mais ao lado havia quatro templos feito em homenagem aos deuses romanos. Plutão, Belona, o de Matr Ultor e o Júpiter Optimus Maximus,no qual a construção era mais majestosa e maior.
Cerca de quatro guardas estavam na entrada. Não tiveram problemas em me deixarem entrar, pois estava com a camisa do acampamento, porém quando Tresh e Jay foram passar um dos guardas disse:
-Onde pensam que vão? Vocês não estão autorizados, saiam daqui. – O guarda era alto e tinha uma cicatriz na bochecha na horizontal. Era o Mike, eu o conhecia.
-Mike, eles estão comigo. – Falei.
-Então teremos que acompanhar. Craig, venha comigo. – Eu não olhei para Craig, pois ele era um antigo caso meu. Ele era irmão gêmeo de Mike, só que ele tinha uma cicatriz na diagonal do nariz. Os cortes de cabelos eram iguais, os dois com cortes baixos. Craig cutucou Tresh com a lança para ele andar. E Mike ficou ao lado de Jay enquanto eu seguia na frente.
Depois de passarmos e ter percorrido todo o caminho, inclusive atravessar o rio, havíamos chegado no acampamento Júpiter. Os campistas estavam fazendo suas respectivas atividades no grande espaço que havia ali.
Nós paramos e todos os campistas olharam para nós. Tresh tentou se juntar a mim na linha de frente, mas Craig abaixou a lança o impedindo. Os campistas se aproximaram.
-Porque tem gregos aqui? – Ouvi um dizer.
-Eu me lembro dela de algum lugar. – Um disse a direita.
-Quem são eles? – Outro dizia.
-E ai, galera! – Gritei. – Lembram de mim? Romana, a que ficou só um mês com vocês. Eu estou de volta e com os dois meninos. Eles são gente boa então não os matem. Voltem a fazer as atividades de vocês que nós iremos dar uma volta. – Sorri simpaticamente. Fui começar a andar, mas os romanos fecharam minha passagem.
-Não vai falar com Reyna? Ela tem que saber que tem gregos aqui. Se ela autorizar, nós os iremos matar. – Uma campista disse logo na minha frente.
-Não, vocês não vão. – Falei. – Me dêem licença.
-Levem os para Reyna! – A garota disse. Essa era das umas que estavam na minha lista de machucar acidentalmente com minha Adaga.
-Não vou sair daqui. – Falei.
Então Craig se afastou de Tresh e fez um gesto de quem ia me pegar.
-A qual é? Você não vai fazer isso, né? – Ele me levantou. – Droga!
-Romana! – Tresh foi tentar me defender e a lança que Mike também usava logo encontrou o seu pescoço. Ele parou e seguiu as ordens. Jay foi escoltado entre mim e Tresh.
Enquanto estava sendo carregada falei com alguns campistas de quem lembrei.
-Oi, lembra de mim? – Perguntei a um. – Ou, eu lembro de você, eu sou aquela que te bateu, lembra? – Falei para outro. – Nossa, você me defendeu de uma briga! Obrigada por aquilo. – Craig me apertou com uma advertência. – Ei! Você não era assim.
Quando chegamos a uma estrutura parecida com um templo ele nos colocaram lá dentro. Reyna estava sentada em sua típica cadeira com os cachorros de lataria dela. Um era da cor dourada e outro da cor cinza, ambos nada amigáveis.
-Senhorita, estes dois são gregos. E essa é uma antiga campista. Trouxemos para a senhora os avaliar.
Ela nos olhou.
-Tudo bem. Podem sair.
Craig me colocou com delicadeza no chão. Ele ainda me deu um sorriso.
-Obrigada por ser educado. Talvez eu lembre disso.
Ele saiu e virei para trás para ver a reação de Tresh. Ele parecia querer voar no pescoço de Craig, que lhe deu um olhar e Tresh o devolveu fuzilando-o. Me virei para olhar a expressão de Reyna.
Ela estava com a mão na boca como alguém que avalia três presidiários.
-Quem é vivo sempre aparece! – Ela disse por fim levantando.
-E ai, pretora Reyna. Legal te ver.
-Não digo os mesmo para os gregos. O que te trouxe de volta?
-Lupa. Os dois também vieram através dela.
-Imagino que sim. Onde você esteve esse tempo todo? Afinal, foi um grande período desde sua fuga, certo? – Ela deu um passo e seus cães a seguiram.
-Essa parte meio que é sigilo.
-E você os conhece?
-Sim. Esse é Jay e esse é o Tresh.
-Não parecem ser uma ameaça. De qualquer forma vou ficar de olho em vocês. E digo isso para você também, Romana.
-Você lembra meu nome?
-Como esquecer? Depois da sua fuga me deu uma tremenda dor de cabeça. Você deveria ser punida, mas como Lupa te enviou de volta, não irei fazer isso.
-Obrigada. – Falei. – Tivemos sorte ou Octavian ainda está vivo?
-Vivo. Ele não vai gostar de saber disso. Espero que você se comporte perante a isso. Não aceitarei deslize seu e nem de vocês gregos. – Ela se aproximou, e as latarias de cães se aproximaram também. – Vocês terão que falar com ele.
-Droga!
-Espere eles lá fora. Quero conversar a sós com eles.
-Ãn...ok. – Me virei para eles e sussurrei um ‘boa sorte’. Tresh estava mexendo em suas mãos, ele estava nervoso. Jay se manteve firme a todo momento.
Quando sai lá fora senti alguém me segurando pelo pulso.
-Ah! Oi, Craig! Cara, que susto.
-Oi Romana! Quanto tempo.
-Pois é, cara.
-Desculpe por aquilo tudo. É meu trabalho.
- Sem problemas.
-Legal ver você. Sabe, eu senti sua falta. E você mudou, sabia? Você está mais... musculosa? Quer dizer, olha sua coxa. Ela não era assim. E a linha do seu braço parece estar mais definida. Está mais bonita, também.
-Obrigada, e você está mais educado. Ainda participando das batalhas?
-Sim, ainda são meus passatempos. E você esteve onde?
-Sigilo.
-Éramos um casal legal.
-Ãn...isso ficou no passado, você sabe, né?
-Talvez de certo agora. Foi uma pena não termos uma relação.
-Sabe, agora não vai dar certo. Você é legal, mas não vai dar certo.
-Eu faço dar certo.
Tresh vinha saindo, soltei meu braço do de Craig.
-Aquela menina é assustadora! E os cachorros dela? Só não fiquei com medo porque já te vi brava, e você brava é de dar medo. – Ele viu Craig e o ficou encarando.
-Tresh, esse é o Craig, Craig esse é o Tresh.
-Oi. – Tresh disse seriamente colocando o braço em minha cintura. – Sou o namorado dela. E você?
-Eu era o namorado dela. Quer dizer, ainda vou ser quando te tirar do caminho.
-Sou mais pesado do que uma montanha. Não vai me tirar do caminho.
-Talvez eu tire.
-Parem. Craig, nós não éramos namorados.
-Ok, tínhamos um caso.
-Não tivemos um caso.
-Mas você me beijou.
-Não foi bem assim.
-Romana, você beijou ele? – Tresh me olhou.
-Isso é outra história. Te conto mais tarde.
-Conta para ele do que fazíamos.
-Não fazíamos nada, Craig. Agora para. E não estou brincando.
Jay estava vindo.
-Estou com saudades de casa! – Jay disse. – As coisas vão ser diferentes.
-É. – Tresh em um tom sério. Poucas vezes eu o via daquela forma.
-Os barracos começaram? – Jay me olhou.
-Qual foi à ordem da Reyna a vocês dois? – Perguntei.
-Colocar camisetas roxas. – Jay respondeu.
-Me sigam. –Falei. – Tchau Craig.
Enquanto estávamos descendo, depois de alguns minutos ele me soltou.
-Porque não me contou?
-Não tinha dado tempo. – Falei.
-Você vai me contar o que teve com aquele cara. Eu quero saber.
-Que cara?
-Romana teve um relacionamento com o tal do Craig. – Tresh respondeu a Jay.
-Tresh, não foi um relacionamento. Foi um beijo. Eu nem me apaixonei por ele. Meio que gostava, ou nem isso.
-E depois?
-Depois eu fugi. Mais tarde eu conto isso.
-Comigo do lado. Quero detalhes. – Jay disse. – Também quero saber porque todo mundo acha que somos aberrações.
-Agora sabem como me senti. Mas pelo menos vocês são lindos.
-Você tem razão. – Jay riu.
-O que mais Reyna falou?
-Ela disse que não precisamos ficar no tempo de espera porque sabemos que é nossa família no Olimpo, e que ainda hoje ia ver em que coorte ficaríamos. – Tresh disse pegando em minha mão.
-Probátio? Hum, sei... Então acho que vou para minha respectiva coorte.
-De qual você era? – Jay perguntou.
-Da primeira.
-E o que aquela garota é daqui? A chefa?
-Sim, ela é a líder.
-E o tal de Octavian?
-Jay, é o cara mais chato do mundo. Ele é persuasivo e manipulador. Não caiam na laia dele. Ele é o augúrio daqui, tipo o oráculo, sabe? Só que ele vê suas previsões com bichinho de pelúcias.
-Sério? – Tresh perguntou.
-Sim. Ele foi um dos meus motivos para sair daqui. E um dos vários para não querer voltar.
-Quando vamos saber dessa história?
-No tempo certo, Tresh. Mas não vamos falar disso.
-Eu estou ficando louco, ou tem fantasmas aqui? – Jay perguntou.
-É normal. Esses são os lares, são fantasmas, sabe? Deuses da casa.
-Estranho, e medonho. Os caras são roxos.
-Vou levar vocês a uma das coortes para pegarem as blusas e depois vamos atrás de Brayan.
-E o Octavain? Temos que ir vê-lo. – Tresh disse.
-Eu vou atrasar isso. Não quero olhar para a cara dele.
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