Great Power, Great Responsibility.
10 Capítulo 10 - Anger and Hatred.
Notas iniciais
Era o último ensaio para uma peça que entraria em cartaz em menos de dois dias, e Rachel estava orgulhosa de si mesma; Seu diretor simplesmente amou a performance, afinal, a diva era uma das melhores atrizes da Broadway, sempre passando para o público a verdadeira paixão de seu personagem quando entrava em cena.
– Rachel, como vai? – Finn, outra vez. –
A judia bufou e revirou os olhos, porém assim que virou-se para o gigante, fez jus ao seu Tony conseguido há um ano atrás, quando ainda estava grávida de Charlie.
– Vou bem. Você foi muito bom hoje, aliás. – Ela sorriu sem graça, porém Finn não tinha expressão facial, estava sério e com seu sorriso de lado irritante. –
– Obrigado. Mas eu estive pensando ... – Finn aproximou-se, invadindo lentamente seu espaço pessoal. – Eu poderia ser recompensado por ter sido ‘muito bom’, certo? – Ele colocou uma mecha castanha para trás da orelha da judia, e quando Rachel foi desferir um tapa em seu rosto, ele segurou-a por reflexo. – Não lute, Rachel ... Eu sei que você me ama. –
– Eu não te amo! Eu sou casada com a Quinn, eu amo ela, e também amo muito a nossa filha! – Ela gritava, porém, fora de seu camarim nada era escutado. –
Um estalo invadiu a sala, sendo seguido pelo barulho do corpo de Finn caindo no chão. Da porta do camarim, uma mulher mascarada que usava um uniforme vermelho e preto armada até os dentes segurava uma pistola que soltava fumaça do cano, apontando em direção a onde antes encontrava-se Finn.
– Que vontade de enfiar uma bala no meio da sua testa! – Lady DeadPool gritou brincalhona e então sacou outra arma de seu cinto, Rachel mal teve tempo de gritar. –
A bandeira vermelha com os dizeres ‘Bang!’ sairam do cano da arma falsa, Rachel estava completamente sem cor por conta do susto enquanto Marley teve um ataque de riso.
– Era zoas! Mas eu vim cuidar daquela desgraça ali, ó! – Com o cano da arma de plástico, ela gesticulava em direção ao corpo caído do gigante. – Tipo, é o seguinte, anãzinha; Estão me pagando pra matar a sua esposa, mas eu ‘tô usando o equipamento deles pra continuar fazendo meu trabalho pra pessoas mais importantes que o Rei do Crime, e se ele reclamar eu grudo o cérebro dele na parede- Eita ... – Ela arqueou as sobrancelhas por trás da máscara quando Finn se levantou. –
Ainda de costas, o homem estava de pé mesmo após levar um tiro na nuca, mas a marca da bala não existia. Ele virou-se numa velocidade incrível e jogou a bala com as mãos nuas em Marley, com uma força anormal que fez com que a bala voltasse como se fosse realmente um tiro de uma arma de fogo, que perfurou o crânio da Lady DeadPool. Ela caiu de costas e levantou-se segundos depois, andando torta e com a fala lenta; Ela perdeu temporariamente a coordenação motora, pois o cérebro era o órgão mais demorado para se reconstituir.
– Filho ... Da ... Puta ... – Ela dizia como se estivesse em câmera lenta, seus passos desengonçados, chegava a ser uma situação cômica. –
Rachel realmente não estava ligando para a versão ‘maior de dezoito’ de Quinn, seu foco agora era apenas Finn que estava completamente mudado, parecia outra pessoa. O gigante virou-se para ela e sorriu, um sorriso cínico que foi se alargando enquanto sua pele ia ganhando uma segunda camada, um líquido negro e viscoso que foi se espalhando por todo seu corpo, até que um tipo de uniforme se criou; Negro como piche, tinha uma aranha branca gigante sobre o peitoral , seus olhos eram brancos e sua boca ia de orelha a orelha, com um sorriso maníaco cheio de dentes e a língua jogada para fora da boca ultrapassava o queixo, a simbiose estava completa.
– F-Finn? – Rachel chamou sem sucesso, afastando-se lentamente da coisa que apenas a encarava sem mecher um músculo sequer. –
– Ela é nossa ... Ela será nossa ... Ela é minha. – Ele sussurrava, seu sotaque carregado exagerando nas letras ‘s’. –
– F-Finn!? – Novamente ela chamou, o medo tomado conta de seu corpo. –
Uma risada doentia invadiu a sala, a criatura lentantou a cabeça para o teto enquanto ria, sua língua estranhamente grande escorria para o canto de seus lábios.
– Finn? Finn não existe mais. Eu sou Venom. –
Quando Rachel ameaçou correr, algo como as teias de Quinn sairam do pulso da criatura, puxando-a para si. Ele prendeu o braço ao redor da cintura da atriz e então com apenas um soco, abriu um buraco na parede, saindo na rua traseira do teatro.
– ‘Véi ... O cara é um trator! – Marley exclamou caida no chão, ainda sem conseguir se mexer. –
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Quinn estava deitada no sofá assistindo televisão com Charlie dormido sobre seu abdômen; Seu braço ainda estava se recuperando da luta com o Lagarto e a Oscorp estava em negociações para conseguir outro prédio, então, tecnicamente ela estava em um tipo de férias. Passando aleatóriamente os canais, acabou parando no noticiário local.
– Uma criatura atacou a Broadway e nesse momento está escalando uma das torres de relógio da cidade, e a mulher carregada em seus braços foi identificada como a atriz internacionalmente conhecida, Rachel Barbra Berry-Fabray. A polícia está incapacitada num momento pois podem acabar causando mal a refém. Para mais informações fique por dentro. – O reporter dizia enquanto ao seu lado, uma tela com a imagem ao vivo de uma criatura monstruosa carregando Rachel nos braços, a diva se debatia, tentando se soltar, porém sempre falhava na tentativa. –
Quinn rapidamente se levantou, deixando Charlie repousar-se sobre o sofá, ainda dormindo. Aquilo não estava acontecendo, de novo não. Em uma velocidade incrível colocou seu uniforme e então ligou para Frannie, pedindo que a irmã mais velha cuidasse de Charlie enquanto ela ia para uma reunião de emergência na Oscorp. Ela rapidamente beijou o topo da cabeça de sua filha, e assim que a porta se abriu, ela saltou da sacada antes que Frannie soubesse de seu segredo.
...
– Por que você não me ama? Por quê!? – A boca de Venom se esticou, abrindo-se como um capacete para o rosto Finn. –
– Finn, entenda ... Eu não posso retribuir o amor que você sente por mim. – Ela explicou calmamente, uma vez que o ator falido poderia acabar com sua vida em apenas um segundo. –
– Nós podemos tentar! Eu sou perfeito para você! – Ele gritava, em seus olhos existia raiva, ódio, e principalmente, inveja de Quinn Fabray, por ter o que ele nunca conseguiria ter na vida inteira. –
– Finn por favor, me solte. Me deixe ir. –
Ele suspirou irritado e fez uma careta de raiva, novamente Venom fechou-se sobre seu rosto, voltando a ser aquela criatura monstruosa.
Assim como Quinn, ele possuía um sensor aranha até mais aguçado, então desviar do soco vindo pelas costas foi como uma brincadeira.
– Quinn Fabray – Ele riu, passando a língua pelos dentes pontudos. – Que brincadeira divertida nos envolveu, hein? Lutamos pela mesma mulher, o mesmo poder, e atraímos o mesmo caos. – Quinn apenas focava em Rachel, o desespero em seus olhos, o medo estampado claramente em sua face. –
– Não somos iguais! Agora solte-a! – Ela exigiu, outra risada maníaca emanou de Finn agora transformado em Venom. –
– Somos nitidamente iguais! Tudo que aproxima-se de você tem um destino cruel, já percebeu? Seu pai, sua filha, seu professor ... Sua esposa ... Desista, Quinn Fabray. –
– Cale a boca e solte-a! – Ela exigiu, um sorriso criou-se no rosto da criatura. –
– Soltar? Então, segure-a. – E então ele saltou o mais alto que pôde ainda com Rachel nos braços, a atriz gritava assustada enquanto Finn apenas ria cinicamente. –
Metros pra cima e então ele soltou o corpo pequeno de Rachel, que gritava novamente, sentido uma força empurrá-la para baixo cada vez mais rápido. Quinn se desesperou e então pulou o mais alto que conseguiu, pegando Rachel nos braços antes de algo ruim acontecer. Ela caiu de costas no vidro do teto da torre, e com um giro, fez com que Rachel caísse por cima dela a tempo, quando suas costas chocaram-se com as grades que ficavam dentro da torre para quando fosse ser revisada.
– Você está bem!? Que merda é aquela!? – Quinn praticamente gritou, preocupada com o estado de sua esposa. –
– S-sim ... É o Finn. Ele se transformou naquilo. –
Antes que a loira pudesse responder, seu sentido aranha formigou, e ela empurrou Rachel segundos antes da criatura cair com os dois pés em seu abdômen, ela cuspiu sangue. Venom riu alto e continou pisando em Quinn, que ainda não havia se recuperado totalmente da luta com o Lagarto, por isso machucados se abriam novamente e jorravam sangue, a loira conseguia sentir o líquido quente espalhando-se por toda a região do seu ventre.
– Doi, Fabray, doi!? – Ele gritava em cada pisoteada. –
Algo se chocou contra sua cabeça; Uma barra de ferro enferrujada, ou melhor, uma das grades de proteção que haviam enferrujado. A simbiose virou-se, nervoso, encarando Rachel, que seguarva a grade enferrujada.
– Patética. Hah ... Mas se eu não posso te ter ... Ninguém terá. – Ele lançou uma teia negra na barra inútil de Rachel e puxou-a para si, logo em seguida usando o outro braço para empurrar a judia. –
Quando Quinn ouviu o grito desesperado de Rachel, toda sua dor pareceu passar, e arrumando forças de onde nem sabia mais que tinha, jogou-se em direção ao parapeito da grade, prendendo uma teia sobre o abdômen de Rachel por pouco.
– Você está bem!? – Quinn gritou, e Rachel encarou-a como se fosse a pergunta mais sem noção do universo. –
Quando a loira foi falar alguma outra coisa, uma mão atravessou seu ombro, o mesmo que Curt havia feito isso pouco tempo antes, e também o mesmo que segurava Rachel. A teia se partiu e logo ela lançou outra com outro braço, urrando de dor.
– Solte-a, Fabray, solte-a! A dor vai passar se você desistir dela! – Venom gritava em meio ao seu riso irritante. –
– Nunca! Me mate se quiser, mas só não toque nela! –
Ele meneou negativamente a cabeça, ainda com o sorriso cínico no rosto.
– Eu odeio você e seu coração bonzinho. Eu odeio você! – Então apertou o braço bom de Quinn que sustentava Rachel, socando-a no cotovelo, o estalo foi escutado em toda a torre; Seu braço havia quebrado, consequentemente, soltando Rachel. –
Ao mesmo tempo, o ponteiro do relógio marcou o horário em que deveria tocar. As engrenagens se mexiam e os sinos tocavam; Venom era sensível ao som estridente, doía como se estivesse em chamas. A criatura desgrudava do corpo de Finn tentando se salvar, os dois urravam de dor.
Quinn por outro lado estava pouco se lixando para o barulho; Rachel caía em alta velocidade, mas para a loira era em câmera lenta. Um segundo de diferença e estaria acabado, o fim estava próximo. Ela havia levado uma surra de Finn, suas feridas da luta com o doutor Connors abriram novamente, um braço teve os tendões rompidos, o outro estava quebrado, mas não fazia diferença, a vida de sua esposa, mãe de sua filha, estava em jogo.
E sem pensar em mais nada, Quinn pulou, esperando um milagre acontecer.
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