Great Power, Great Responsibility.
11 Capítulo 11 - Now, everything is fine.
Notas iniciais
Marley adentrou o local com um cachorro-quente que havia comprado de uma barraquinha não muito longe dali, a máscara levantada até o nariz deixava à mostra sua boca, assim como as profundas cicatrizes do lado esquerdo de seu rosto
. Com o celular, visualizava a rede social, onde acabou parando na foto de um casal aparentemente feliz
. — Hm ... Cara, eu preciso de alguém. Tipo, eu sou muito lobo solitário ... – Ela disse consigo mesma, até que escutou um grito que ia se aproximando. –
Olhando para os lados, não encontrou nada, porém, quando foi olhar para cima, um corpo caiu sobre seus braços. Rachel Berry, a garota que fora contratada para proteger e que havia sido sequestrada na sua frente. Novamente olhou para cima e sorriu de lado.
– Dez milhões de dólares, dez milhões de dólares, dez milhões de dólares. – Ela repetia, esperando que um saco de dinheiro caísse sobre sua cabeça. Idiota. –
– L-L-Lady DeadPool? – Rachel sussurrou, ainda em choque. Ela pensava que já estava tudo acabado, e já até havia se preparado mentalmente para enfrentar o fato de que já estava morta. Mas ela não morreu. –
– Cara, que sorte! Tipo, eu tenho que te manter viva e cheguei bem na hora! – Porém logo seus olhos focaram o cachorro-quente caído no chão, e derrubando Rachel sem a mínima importância, abaixou a cabeça em luto. Novamente, idiota. –
Com o badalar dos sinos sobre seus ombros, Quinn ia aproximando-se do chão, até que então, com o máximo de forças que conseguiu reunir e esforçando-se o tanto que conseguia, prendeu uma teia sobre a parede e então fez um pequeno ‘bungee jumping’ até o chão, onde caiu de bruços.
Só teve tempo de sorrir e sussurrar um ‘obrigada’ para Marley ao ver que Rachel estava bem, e então, tudo se apagou.
–------------------------------------------------------------------------------
Quando abriu os olhos, demorou para conseguir se acostumar com a claridade, e logo em seguida os olhos avelã focaram no teto branco sem graça, que logo descobriu que não estava em nenhum cômodo de sua casa. Ela tentou levantar o corpo, porém tudo doeu, e por fim decidiu mover apenas os olhos, que trocaram o foco do teto enjoativamente branco para Rachel, dormindo nitidamente desconfortavelmente em uma poltrona em um canto da sala, seu pulso, no qual Finn havia segurado, estava enfaixado.
– Rach ... ? – Quinn chamou, sentindo a garganta seca. Por quanto tempo esteve assim? –
Fitou o próprio corpo, que vestia roupas de pacientes hospitalares, um braço estava com gaze e sentia os pontos, o outro tinha um gesso e estava suspenso ao lado da cama. Alguns fios presos com adesivos em peito levavam até uma máquina que seguia o ritmo de seus batimentos cardíacos. Sem mesmo olhar, já podia sentir os pontos em seu abdômen e os curativos cobrindo-lhe os ferimentos mais leves.
Ao lado de Rachel, havia uma pequena mesinha com um vaso em cima, onde belas rosas vermelhas eram encontradas juntas de um pedaço de papel onde havia os dizeres ‘MELHORAS’ com letras grandes e atrativas ao lado de um desenho que parecia feito por uma criança, onde era encontrado a máscara de Marley e as iniciais ‘D,D’ de Daredevil.
– Quinn! – Seu foco mudou-se do vaso de rosas para uma Rachel de repente bem desperta, que logo levantou-se e caminhou até a cama onde a loira se encontrava, sentando-se ao seu lado enquanto acariciava levemente os cabelos claros. – Que bom que está bem, fiquei preocupada. – Ela sussurrou, limitando-se a sorrir. –
Cuidadosamente, a judia aproximou-se de Quinn, selando seus lábios lentamente.
– Por quanto tempo fiquei apagada? – Ela indagou após o término do beijo. –
– Duas semanas. Marley e Santana vieram aqui enquanto isso, são boas pessoas. – A diva riu, lembrando-se das palhaçadas feitas pela tal Marley, que sempre constrangiam a latina que logo tratava de repreende-la e então fazer um pedido de desculpas. –
– Realmente são. – Ela sussurrou, assentindo. –
Cuidadosamente moveu o braço coberto pela gaze e pegou a mão de Rachel entre as suas, fitando os olhos chocolate silênciosamente. Nos olhos de Quinn, Rachel via dor, sofrimento e principalmente, culpa.
– Rach, eu ... Me desculpe. Por você, a Charlie ... É tudo minha culpa, meus problemas estão afetando nossa família, meus inimigos quase mataram vocês duas ... Eu ando trazendo problemas de mais para nós. Rach, eu só queria que a Charlie tivesse uma infância normal, e uma vida normal, sem ter medo de sair na rua por correr o risco de ser sequestrada por um lagarto gigante. É tudo ... É tudo minha culpa. –
A judia meneou negativamente a cabeça, um sorrisinho bobo em seu rosto. Aproximou-se de Quinn e novamente juntou seus lábios, logo em seguida beijando a bochecha da loira.
– Eu prefiro viver assim com você do que ter uma vida sem você. Quinn, fazem nove-quase-dez anos que nós vivemos assim e bem, eu vou estar lá com você pra sempre, ok? – Ela sorriu amigavelmente, e a loria assentiu. –
Não muito tempo depois, um médico grisalho e alto adentrou a sala, visualizando sua prancheta enquanto ajustava os óculos fundo de garrafa sobre o nariz comprido e fino.
– Então ... Senhorita Fabray, certo? – Ele indagou, e Quinn fez que sim. – Certo, então ... Você se lembra de alguma coisa daquele acidente perto da Broadway com aquele monstro estranho? – A loira franziu o cenho, mas Rachel apenas lhe fez um sinal para que entrasse no jogo. –
– Não muito bem ... Só lembro de ver aquela coisa e ficou tudo escuro. – Ela deu de ombros, e o médico assentiu. –
– Sim, sim ... Foram vários os feridos, mas realmente poucos lembram completamente do acidente quando aquela coisa saiu enfurecida acertando tudo que via pela frente. Só tenho que lhe dizer que realmente sua saúde é algo de outro mundo. Qualquer um mais frágil teria morrido em tais condições. – Ele parecia surpreso, e Quinn apenas sorriu de lado. –
O médico fez mais algumas perguntas, anotou outras coisas e por fim informou que Quinn não ficaria mais tanto tempo internada, devido a velocidade absurda em que se recuperava dos ferimentos.
–------------------------------------------------------------------------------
Marley estava em seu apartamento no Brooklyn, deitada no sofá ainda de uniforme enquanto assistia televisão e comia uma pizza de algumas semanas. Ou meses, ela não passava muito tempo em casa e nem se dava bem com calendários.
Preguiçosamente levantou-se e caminhou até a cozinha, onde abriu a geladeira em busca de algo para beber, porém só encontrou sua própria cabeça. Em uma missão onde teve que parar um ataque terrorista, acabou sendo decapitada, e estranhamente sua cabeça se regenerou, então decidiu guardar a versão original como lembrança, porque aquele dia foi muito louco.
De repente, o bolso de sua calça vibrou, e pegando o celular, prendeu-o por dentro da máscara enquanto continuava em busca de alguma bebida.
– Lady DeadPool mercenária assassina de aluguél falando, por favor deixe seu recado após o ‘beep’. Beep. É agora que você me diz o que precisa. –
– Hey ... Tudo bem? Então, é que ... Meu pai pediu pra te cobrar, afinal estão dizendo por aí que a Spider Girl morreu depois que lutou com aquela coisa dentro da torre do relógio. – Era Kitty. Kitty Wilde Fisk, a filha de apenas dezoito anos do Rei do Crime. O chefe mafioso tinha apenas a garota de família, e então decidiu prepará-la para assumir seu império assim que a garota completou seus dezesseis anos. Mas o problema, era que diferente de seu pai, Kitty era doce e amável de mais. –
– Ela ... Olha, eu não vou mentir pra você. Está viva. Pode dizer pros seguidores do seu pai virem atrás de mim, ok? –
– Eu ... Não vou dizer isso. Você não sabe se ela está viva, ok? – Ah, e mais outra coisa; Kitty tinha uma queda por Marley desde seus dezesseis anos de idade. Ela gostava de uma assassina de aluguél. –
– Ok ... Então, falou. – Ela murmurou, de repente meio sem graça. –
– É ... Tchau. – E então encerrou a ligação. –
Marley apenas suspirou e então pegou uma garrafa de conhaque que já estava no fim, logo voltando para seu amado sofá.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Quando Finn acordou, estava acorrentado nas paredes de uma espécie de laboratório, onde agulhas com um líquido estranho estavam presas em seus braços e abdômen, e amordaçado, tentava gritar em vão. Quando tentava usar Venom, o simbionte não respondia.
– Vejo que acordou. – Uma voz vinda de algum lugar do laboratório escuro disse. –
Quatro garras metálicas prenderam-se ao chão, trazendo junto delas por meio de uma espécie de tentáculos, um homem pálido e alto, que tinha os cabelos sujos e oleosos até os ombros, seu nariz fino e ossudo sustentava a aste de óculos meia-lua sobre seus profundos olhos negros e sem vida.
– Ele possuí o projeto Venom sobre o corpo, realmente. Pode ser que em seu sangue exista sua cura, senhor Osborn. – Disse com sua voz rouca. –
Em um monitor que se estendia por toda uma parede atrás dele, estava o rosto de um rapaz jovem que deveria ter acabado de completar seus vinte anos de idade. Sua franja caía de lado em seu rosto, enquanto ao redor de seus olhos e em metade do pescoço, haviam feridas profundas. Era Harry Osborn.
– Ótimo. Essa doença não vai me arrastar para o túmulo como fez com o meu pai. Arrume a droga do remédio o quanto antes, ou eu corto seus privilégios, Otto. – E então desligou o monitor. –
O cientista virou-se para Finn e então riu cinicamente, enquanto pegou uma agulha e retirou a tampa.
– Só vai doer como o inferno. – Ele disse, em meio ao riso maníaco. -
Fale com o autor