Grand Chase Heroes

47 Capítulo 44 - Novamente, outro caminho se abre.


Era Thanatos. Sua aparência e voz estavam mais malignas.

– Não se julga pela aparência. – Amy entendeu, agora que aquele que parecia bonzinho mudou de forma. – Vamos ver o que há por trás deste corpinho.

Jin agora estava recuperado graças a Lass, e o grupo estava em oito. Mesmo Amy sabendo que seria mais complicado do que derrotar a primeira forma, tentaria trocar golpes.

Thanatos paralisou a todos de uma única vez. Agora acabou para valer! Não tinha como escapar daquilo! Sem se mexer, começavam a serem todos atingidos por poderes malucos e de alta periculosidade.

A única que se livrou de alguma maneira – sua inteligência? – foi a nova integrante da Grand Chase. Ela aproveitou que paralisação significa ausência de movimento (afinal, era o que precisava para realizar seu maior poder) e ativou:

Supernova! – e tudo congelou-se. O Thanatos que voava caiu congelado e os amigos também estavam congelados.

Assim como Thanatos, os aliados estavam congelados, a paralisação se desfez e do congelamento eles saíram – Arme os mostrou uma dica de como escapar de magias de gelo anteriormente, aplicado agora!

A supernova infligia uma dor intensa em todos que tocava com exceção de quem a criou. Grand Chase não sabia como escapar do ataque da aliada.

Múltiplos escudos-mágicos! – Arme criou, chegando em cena.

Thanatos sofria e Mari não se rendia: aproveitando que usou seu trunfo, criou seu segundo melhor poder sabendo que com o campo congelado, menos esforço era necessário para ela usar: aquele era o “zero absoluto”.

Meteoros de gelo caíam do céu. Arme adicionava o “anel de fogo” do espírito que aprendera a usar com o livro de Cazeaje, em cada escudo-mágico. Aquilo anularia ataques frios.

Thanatos foi derrotado.

– Incrível, garota. – Sieghart elogiou. Não deu nenhum crédito a Arme que os protegera.

– Não acredito, crianças. Vocês foram capazes de testemunhar meu verdadeiro poder. – A voz de Thanatos agora estava tão medonha quanto à de Gadosen. Exalava uma maldade tão forte quanto a de Cazeaje. Seu corpo era tão gigante quanto à de Gigantut, que protegeu Periett.

Os dez membros da Grand Chase estavam ali. Agora seria para valer!

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Seus chifres à mostra, sua expressão de divindade, seus olhos de rancor, sua tonificação corporal, sua astúcia mágica e seu tamanho... Thanatos era, na mais literal expressão, a “perfeição”, diante dos olhos de humanos como os da Grand Chase.

A sorte era que o relevo do local era ideal para se lutar em várias alturas diferentes. Não sofreriam para atingir uma altura suspeita como foi com Deus da Luz e Gigantut.

Thanatos explodiu tudo com sua mão. A área gigante de dano máximo fez com que os amigos ficassem à beira de uma fatalidade. Lire não deixava por isso: ativava de longe a essência da cura.

Agora era um redemoinho que varria os oponentes que estavam de um de seus lados. Aqueles que estavam nos outros três lados usavam seus melhores ataques enquanto isso. O redemoinho sugou o poder de Arme? Era parecido com os poderes dos sacerdotes de Thanatos! Deveria ativar outra essência para recuperar poderes.

Restaurada, Arme apenas atirava dezenas de “brilhos mágicos” de longe. Distância era essencial nesse caso.

Crítico-X!

Punição ascendente!

Tempestade de flechas!

Impacto das Almas!

Ataque Final!

Impacto profundo!

Explosão energética!

Fúria de Canaban!

Voadora Musical!

Campo energético. – A última garota finalizou a sequência de ataques formidáveis que manteram Thanatos ocupados na defesa. Ele não baixaria a guarda não importa o quão grande fosse a pressão que metiam nele.

Thanatos usou um ataque gravitacional. Todos foram puxados para o centro da gravidade e então, arremessados. Todos estavam à beira da morte, sem excessões.

Jin esticou seu braço para que alcançasse a essência. Estavam revigorados.

– Não podemos mais usar aquela essência, ou ela vai se acabar. – Notou vendo os amigos se levantarem.

A garota anônima de cabelos azuis se movia à mais completa essência. Uma essência que ninguém usou? Qual poderia ser?

– Sua estúpida. – Sieghart se jogou em cima dela, deixando-a deitada em baixo de seu próprio corpo, meio agachado. Não poderia deixa-la usar a essência do sacrifício.

– Os dados dizem que aquilo matará Thanatos. – explicou.

– Somos mais que dados. Somos uma equipe! – Sieghart bravejou.

A equipe mostrava seu potencial atrás daquele que confiava neles através das palavras, o imortal.

Arme impedia o uso de magia de paralisação imediata. Jin chamava a atenção com seu chute que atravessava grandes distâncias. Lass pulava a uma grande altura enfiando suas faquinhas nos olhos de Thanatos e Ronan aproveitava a visão limitada para atravessar a lâmina na pele do inimigo.

Era a abertura que precisava. Lire mantinha diferentes partes do corpo movendo-se estranhamente, por atingi-las sempre com suas flechas. Sem visão, Thanatos não sabia ao certo o que acontecia.

Tremendo com o último ataque que Ronan atravessou, Amy e Jin vinham pelos dois lados trocando golpes nos extremos de Thanatos na altura da barriga. Todos possibilitaram o ataque final de Elesis:

Espada da Punição! – e as chamas levantadoras de terra se somavam, criando um estrago indescritível.

– Viu só, confiar neles... Sempre foi a melhor opção. – Sieghart acreditava na Grand Chase. Não os via mais como as crianças que achava que eram quando conheceu.

– Então é “isso" que significa ser um imortal? – A garota notava Sieghart com seus cabelos esvoaçantes.

– Isso? – Sieghart indagou, ouvindo apenas “isso” como resposta. Ela não devia entender bem o que se passava.

“Essa voz... Thanatos ainda está vivo?”, assustaram-se todos. Os pensamentos de todos eram amedrontadores.

– Vocês serão... Minha pontinha de esperança a partir de agora. – Thanatos principiou. – Grand Chase, esse mundo não precisa mais ser governado por Deuses. Este mundo será um mundo de pessoas com igualdade, a partir deste momento em que vocês conquistaram a paz.

E Thanatos apagou sua existência, de pouco em pouco. Sua voz ainda ressoava:

– Sieghart. Você é quem escolherá qual vai ser a próxima pessoa... Que merece a imortalidade. – e um pequeno objeto mágico voou até suas mãos.

Se Thanatos sumiu... Os outros Deuses também haviam sumido?

– É ridículo o fato de vocês terem derrotado ele! Ele era um Deus. – Astaroth se revelou das sombras, invocando algum tipo de magia.

– Sieghart, invoque as essências novamente! – Arme alertou, só que mais tarde do que deveria: Astaroth já tomou cada fragmento de essência para si.

– Isso que ele está segurando, é? – Imaginava a garota sem nome.

– A pedra da alma. – Astaroth completou.

– Diga-nos suas intenções, Lorde Bardinar. – Sieghart intimou, pulando para onde Astaroth estava com uma estocada.

– Como sabe? – Astaroth indagou, sobre seu próprio nome. – Ah, esquece, já sei o motivo. Mari está com vocês.

Então a tal garota era... Mari!

– Eu não vou afrouxar, imortal. Mas por ora... Nos despedimos. – Sua voz falou, quando seu corpo já havia sumido.

– Bardinar? Imortal? Pedra da alma? – Mari indagou confusa. Desmaiou.

– Eu tenho absoluta certeza que ele procura algum tipo de ajuda em Arquimídia, afinal seu plano levará um tempo para ser concluído. – Sieghart falou pegando o corpo de Mari. – Em breve, Xênia estará nos céus de Arquimídia. Será nossa chance!

Com todo aquele papo estranho, Grand Chase tinha uma nova tarefa... Desta vez, Astaroth, ou Lorde Bardinar... Era o inimigo. O que ele preparava? Nem Sieghart que parecia saber quis falar à Grand Chase.