Good Riddance

2 Apresentações


Notas iniciais
Eu queria comentar que o YAOI propriamente dito demora um tanto para acontecer nessa história, e que os primeiros capítulos são mais uma apresentação dos personagens e da própria faculdade... Agradeço aos que passarem por essa fase mais amena da leitura! Os capítulos serão curtinhos, porque acho que combina mais com o ar da leitura. ♥

Fabrício mordeu uma fatia de pão com queijo recém tirada da torradeira e se atirou na cama, caindo ao lado de Cherry, a gatinha branca que encontrara na rua havia algumas semanas. Ela tinha uma adorável carinha de anjinho, se é que existem anjos felinos; porém ela também tinha a adorável mania de morder as visitas.

Não que Fabrício pudesse receber muitas visitas, já que morava num apartamento que se resumia a um quarto, uma cozinha pequena e um banheiro. Ao menos tinha a cama de casal, e havia espaço para uma estante com televisão, e outra mesinha de estudos com o notebook.

Havia se mudado para Porto Alegre fazia uns treze meses e ficou fazendo um ano de Mottola e Gabarito, cursinhos pré-vestibular por disciplina, para ter chances de passar no vestibular de medicina da UFRGS. E havia conseguido! Depois de um ano que se resumira a ir pro cursinho, assistir às aulas, voltar para casa e estudar até a meia-noite para acordar às 6h30min no dia seguinte...

Finalmente tivera sua recompensa. Ficava com um sorrisinho no rosto sempre que pensava nisso, e também bastante aliviado, porque os pais não teriam mais de gastar quase 1500 reais de cursinho por mês, isso sem contar os gastos com alimentação, contas do apartamento e outros. Agora os pais, que continuavam morando na outra cidade, só precisariam arcar com os gastos para que Fabrício continuasse a morar na capital durante os anos de faculdade.

Seis anos. Não era pouca coisa. Mas medicina sempre fora seu sonho, então estava mais do que disposto a encarar toda a preparação necessária até tornar-se um médico.

Espreguiçou-se na cama depois de terminar o sanduíche, dando alguns pedacinhos para Cherry. Eram nove da manhã. Às dez precisava estar na FAMED para a realização da matrícula.

Os veteranos haviam avisado que todos deveriam ir com roupas sujáveis e, para os garotos, cuecas mostráveis. Fabrício tinha medo de imaginar o que eles haviam preparado. Era dia 20 de fevereiro. As aulas começavam dia 03 de março para os calouros, e os veteranos já estavam aprontando. Aliás, já vinham aprontando desde que saíra o listão do vestibular, no mês anterior. Eles criaram um grupo no Facebook para veteranos e calouros e começaram a meter terror. Alguns bixos já eram chamados de bixos rebeldes, e esses, pelo que diziam, iriam sofrer mais no trote.

Mesmo assim, Fabrício os achara legais. Haviam ajudado com tudo e agora planejavam uma festa naquela noite, chamada ‘festa da matrícula’. Os bixos tinham de levar 50 reais e, no caso de Fabrício, um fardo de cerveja (alguns precisavam levar outras bebidas) quando fossem fazer a matrícula, e com esse dinheiro e bebida, os veteranos preparariam a festa. Fabrício já estava com dinheiro no bolso e o fardo de cerveja estava em cima da mesinha de estudos.

Quando bateu 9h30min, o garoto de cabelos pretos deu uma afagada nas orelhas de Cherry (fazendo a gatinha se contorcer inteira e ronronar pedindo por mais), checou a mochila com algumas tralhas que provavelmente nem iria precisar, e saiu do apartamento com o fardo de cerveja em mãos. Desceu e saiu do prédio, caindo direto na Av. Independência. Não era muito longe da FAMED, então decidiu caminhar até lá. Não demorava mais do que quinze minutos a pé.

XxX

"André! Tu vai se atrasar para a matrícula, querido!" Gritou Cíntia, ao pé da escada. André claramente tinha uma queda por chegar atrasado aos compromissos.

André apareceu no topo da escada e desceu tranquilamente até estar ao lado de Cíntia, beijando-a na bochecha.

"Acalme-se, mulher. Eu nunca me atraso." Gracejou André, jogando a mochila por sobre um ombro.

Seguiu para a saída antes que a mãe viesse de novo com aquele papo sobre estar ‘tão orgulhosa por ele ter passado na primeira tentativa em medicina na UFRGS’, e também se furtando da tentativa de Cíntia de fazê-lo comer alguma. Odiava comer pela manhã. E odiava ainda mais tomar leite.

Do lado de fora, uma moto esportiva o aguardava, brilhosa sob os raios de sol matutinos. Ele sorriu e respirou fundo, estufando o peito, antes de subir na moto, colocar o capacete e seguir para a faculdade. Tinha apenas três meses que tirara a carteira de moto e carro, mas já se considerava um ás no volante.

A família Santayana mudara-se para Porto Alegre há mais de oito anos. E André lembrava bem uma das razões. Mas ele concordava que a mudança acontecera para o melhor. Às vezes, chegava a perguntar a si mesmo como fora capaz de agir como um rebelde inconsequente na companhia de um garoto de classe baixa. Era quase uma abominação.

XxX

Já a metros de distância Fabrício reparou na algazarra que acontecia na entrada da FAMED. No portão para o lado de dentro, havia vários jovens usando jalecos brancos, bloqueando a passagem de todo mundo que fosse bixo da medicina. Fabrício se aproximou já desconfiado, não sem antes dar uma olhada rápida para o Hospital de Clínicas, logo ao lado da FAMED, já se imaginando caminhando pelos corredores daquele enorme complexo.

“É bixo medicina?” A pergunta atraiu os ouvidos de Fabrício, e ele notou que já estava quase na frente do portão. A calçada se alargava na frente daquela entrada e era nesse espaço que Fabrício estava. Ele piscou, desnorteado, antes de abrir um sorriso divertido.

“Sou sim.”

“Então de joelhos!” Um dos outros rapazes de jaleco demandou, enquanto mais um saía pelo portão e pegava o fardo de cerveja das mãos de Fabrício. Este, ainda meio desorientado, fez o que lhe foi ordenado.

“Agora grita: Eu amo a UFRGS!” Disse o primeiro. Pelo crachá pendurado no pescoço, seu nome era William.

“Eu amo a UFRGS!” Fabrício gritou. Ou algo do gênero. Não soou bem como um grito, pelo menos aos ouvidos dos veteranos. Outro deles demandou:

“Mais alto, bixo, não tem garganta, não?! EU AMO A UFRGS!” Gritou para dar o exemplo.

“EU AMO A UFRGS!” Fabrício resolveu gritar a plenos pulmões. Estava de bermuda e ajoelhar-se no chão áspero da calçada era o mesmo que ajoelhar-se sobre milho. Os veteranos aplaudiram, afastando-se um pouco. Fabrício fez menção de se erguer, mas eles gritaram, impedindo-o.

“Entra de joelhos e beija o chão da tua amada UFRGS aqui dentro!” Ordenaram novamente. Fabrício levava no bom humor. Eles estavam fazendo aquilo com todo mundo, e em seus rostos havia sorrisos de boas-vindas. Entrou de joelhos na UFRGS então, e beijou o chão, ainda que isso fosse um tanto nojento.

Quando se levantou, pôde finalmente caminhar para dentro do pátio em frente ao prédio da faculdade de medicina. Havia outros bixos por ali, e veteranas pintando-os com batom e esmalte. Escreviam no rosto e pescoço principalmente: bixo medicina UFRGS! E seus variantes. Logo duas veteranas se aproximaram de Fabrício e começaram a pintá-lo.

“’Tá nervoso, bixo?” Perguntou uma delas.

“Até que não.” Fabrício admitiu. Estava era feliz, radiante, e deixou que elas lhe pintassem o rosto. Faltavam cinco minutos para as dez, e por isso logo deixaram a leva de alunos daquele horário subir para realizar a matrícula. Mas tinham no rosto aquele sorrisinho maldoso que dizia claramente: te pegamos mais tarde, bixo.

XxX

A matrícula de André era as 10h30min. André tinha a leve impressão que era quase a última do dia para os calouros da medicina, e sabia que ficara entre os últimos colocados no vestibular, por isso estava entre os últimos a se matricular e, portanto, acabaria pegando as piores turmas e horários. Mas era o jeito. Ao menos não fizera nenhum ano de cursinho para conseguir a vaga. Passara um ano no exterior, estudando Inglês e Francês depois de terminar o colégio, e quando voltou prestou vestibular e passou. Os pais ficaram exultantes, e é claro que André acabou por empinar um pouco o nariz com a conquista.

Ele, que já era naturalmente um narizinho empinado. Não que ele tivesse consciência disso, claro. Estacionou a moto perto da FAMED e seguiu para lá. Quando viu aquela bagunça na entrada, recusou-se ferrenhamente a pôr-se de joelhos e obedecer àqueles babacas que achavam que podiam mandar em alguém só porque já tinham terminado um mísero semestre na faculdade. Fazendo cara feia, os veteranos o deixaram passar, e novamente o André recusou-se a deixar que o pintassem. Já havia decidido que não iria participar do trote. Mesmo assim pagou os 50 reais para a festa da matrícula, pois pretendia dar uma espiada por lá mais tarde.

Também pagaria de vez os 200 reais que os veteranos queriam que cada um dos bixos juntasse na esmolagem. André jamais esmolaria todo sujo de tinta, sob o sol forte, tendo de aguentar as caras feias das pessoas quando pedisse por alguma moeda. Era mais prático entregar os 200 reais e escapar de fininho de tudo aquilo. Seguiu direto para o interior do prédio, passando pelas roletas da entrada ao dizer ao segurança atrás de um balcão quadrangular que era calouro, e seguiu para o quarto andar.

XxX

A matrícula foi bem tranquila. Havia um tiozão gordão presidente da COMGRAD, de barba e cabelo branco, que explicou alguns pontos sobre a faculdade e como eles deviam escolher as turmas. O grupo de alunos preencheu uma ficha com seus dados e as turmas que encaixavam, e depois foram dispensados.

Fabrício e aquele grupo de alunos saíram todos amontoados, empolgados por estarem enfim oficialmente matriculados, e nesse ínterim a outra tomada de alunos entrou na sala. Fabrício não viu o André, e nem André viu o Fabrício. Talvez André sequer reconhecesse o Fabrício, já que o rosto deste estava uma confusão de batom, esmalte e até um pouco de tinta.

XxX

Mal desceu e já empurraram-lhe uma plaquinha com o nome: Fabrício enFermeira. O moreno riu, apesar de achar a variante para seu sobrenome bastante besta. Mas todos os nomes e sobrenomes nas plaquinhas tinham alguma espécie de variação cômica e boba. Uma tinha o sobrenome “Só Dá o Cu”, quando na realidade – Fabrício não aguentou a curiosidade e perguntou – o sobrenome era Sukadolnik. Ou uma tal de Grave e Grossa, cujo sobrenome era Grave Gross.

Eles usariam aquelas plaquinhas para mendigar, mas por hora umas veteranas mandaram que ele fosse ao banheiro e colocasse a cueca por cima da bermuda. Fabrício soltou uma risada involuntária ao ver um garoto com um samba calção de bolinhas por cima da roupa. Certamente aquilo não era mostrável. A sua era apenas uma cueca branca e sem-graça. Depois de colocá-la no banheiro, os bixos foram levados para serem pintados mais um pouquinho e então arrastados para o Centro Acadêmico Sarmento Leite.

O CASL era um ambiente especial para os estudantes de medicina, um espaço para descanso, onde havia uma mesa de sinuca, sofás, videogame, um tabuleiro grande de xadrez num canto e também uma mesa de pebolim. O lugar também tinha uma caixa de som que estava quase sempre ligada e uma televisão na frente dos sofás de couro preto. Subindo as escadas, chegava-se a outro pequeno espaço que não servia para muita coisa, e também a uma saleta exclusiva do pessoal que fazia parte do diretório do Centro Acadêmico e eram os representantes dos estudantes de medicina perante a faculdade.

Mas naquele dia só havia bixos pintados, acuados, confusos e ansiosos sentados pelo chão do lugar, de frente para um pequeno palquinho que geralmente servia pro pessoal sentar ou deixar as mochilas em cima. Alguns veteranos sentavam no sofá – só veterano tinha permissão de sentar nos confortáveis sofás de couro – e ainda demorou um tempo para que todos os bixos estivessem ali, pois a última matrícula era às 11h00min. Coitados daqueles que tiveram as matrículas às 9h00min e precisaram ficar sentados no chão em desconforto por mais de duas horas.

Fabrício conhecia alguns dos futuros colegas. Já haviam sido colegas no cursinho. Mas eram poucos, apenas três – Gabriella, Franciele e Rafael; outros ele conseguia puxar pela memória de já ter visto zanzando pelo Mottola, mas nunca havia falado com nenhum deles. E agora que todo mundo estava pintado, misturado e incapaz de se mover, era quase impossível de se reconhecer qualquer um.

“Tu sabe o que a gente 'tá esperando?” Alguém sussurrou para Fabrício.

“Sei lá, cara. Acho que tem algo a ver com o trote. Eles falaram no grupo que iria ter apresentação dos calouros e banho de tinta depois da matrícula.” Fabrício lembrou. Tinha aula teórica da auto-escola aquele dia (presente dos pais por ter passado no vestibular), mas tinha a leve impressão de que teria de fazer a aula à noite e dela correr para a festa da matrícula.

Já estava com dor nas costas quando a última leva de calouros chegou ao CASL, trazida pelos barulhentos veteranos. Foi nesse momento que lembrou ter-se esquecido de alimentar Cherry.

Aquela baderna tinha jeito de que iria demorar.

XxX

André bufara, mas acabara se deixando convencer. Sua madrinha, a garota que o ‘amadrinhara’ para cuidar dele ao longo da faculdade, Bruna, disse-lhe para ao menos ir espiar as apresentações, e até participasse. Não levaria tinta na cara com isso.

“A gente não faz nada forçado aqui, André. Isso tudo é só um rito de passagem para que vocês se conheçam melhor, nos conheçam melhor e a estranheza inicial passe. Encare como diversão!” Bruna falara, empolgada. André se deixou levar, talvez porque ela fosse bastante bonita e tivesse um sorriso simpático. E ela também era parte da comissão do trote, então estivera envolvida em tudo e havia dito que ficaria chateada se ele não participasse de nada.

Por que garotas precisavam ser tão persuasivamente manipuladoras?

André entrou no CASL, lotado àquela altura, pois praticamente todos os 70 calouros estavam ali dentro, amontoados junto com aproximadamente uns 20 veteranos. Não sentou no chão. Se empoleirou nas escadas e ficou ali olhando a bagunça.

“É o seguinte, pessoal!” William, em pé no palquinho, chamou atenção dos calouros, que aos poucos foram silenciando as conversas confusas. “A gente vai ir chamando três pessoas por vez. Vamos fazer três perguntinhas básicas para conhecer cada um de vocês melhor e também dizer qual a fantasia de cada um para o trote à fantasia, que será na primeira semana de aula! Quaisquer dúvidas vocês tiram com a gente no facebook, beleza?”

E assim foi. As simpáticas perguntas foram: “Qual teu funk favorito?”, “Qual teu maior fetiche?” e finalmente “Qual tua posição sexual preferida?”. Algumas respostas eram bem engraçadas e criativas. Uma garota afirmou que sua posição sexual favorita era em pé numa rede. Outra que garantiu que era de quatro ganhou palmas e assobios da galera. Toda vez que alguém falava uma posição sexual desconhecida, como helicóptero sueco, os veteranos mandavam que a pessoa encenasse essa posição com outro no palquinho. Os fetiches também não ficavam para trás. Rendiam boas risadas.

André tinha de admitir, estava se divertindo, até porque a madrinha fizera o favor de poupá-lo ir lá pagar vale. Só precisava rir da cara dos futuros colegas. Porém parou de rir e arregalou um pouco os olhos quando certo alguém foi chamado e subiu ao palco.

“Fabrício enFermeira.” André conhecia esse nome. E conhecia muito bem. Ok, não a parte do enfermeira, mas lembrava que era Ferreira, a lembrança o atingiu rápido, vinda dos confins de suas memórias. Talvez porque aquele rosto nunca o deixaria esquecer-se disso.

Depois de algumas palavras do veterano, Fabrício se apresentou.

“Meu nome é Fabrício... Meu Funk preferido é... Créu?” Mais perguntou do que afirmou, e alguns riram.

“Dança o créu aí!” Um dos veteranos demandou.

“Nem pensar!” Fabrício riu. “Meu fetiche é... Transar no mar.” Estava inventando tudo aquilo na hora. É claro que todo mundo mentia qualquer coisa quando subia ali em cima. Ou assim Fabrício achava. Talvez o garoto da apresentação anterior realmente tivesse o fetiche de transar dentro de uma barraca montada no meio da rua.

“Transar no mar?” William perguntou, botando uma ênfase de ‘Tu é maluco?’ na pergunta. “Nas praias daqui não dá.” As praias do sul eram cheias de ondas fortes, dois pombinhos copulando no mar certamente saíram rolando afogados naquelas águas revoltas.

“É só ir para Santa Catarina.” Fabrício dispensou. As pessoas riam de seu jeito, talvez porque falasse com naturalidade e fosse engraçado a sua própria maneira.

“E a posição sexual?”

“Eu gosto de quatro.” O jeito que falou criou uma gargalhada geral, e só depois Fabrício percebeu a gafe, no meio das piadinhas dos veteranos. “Não eu de quatro! A garota de quatro!” Riu, coçando rapidamente a barba por fazer.

André estava com o queixo ainda meio caído ao observar aquilo. Não conseguia mesmo acreditar que era seu amigo de infância. Ele estava tão... diferente. Ou melhor, ele ainda era uma cópia de quando tinha dez anos, tirando o fato de que deveria estar com 1,85m de altura ou mais, obviamente mais encorpado e com barba. Mesmo pintado, André foi capaz de reconhecê-lo.

E quando ele olhou em sua direção assim que o William mudou a atenção de todos para o garoto ao lado de Fabrício, André sentiu um nervosismo sem explicações. Achou que ele iria reconhecê-lo também, abanar, esboçar alguma expressão que denunciasse que se lembrava dele. Mas tão logo Fabrício o olhou, já desviou o olhar.

E André ficou furioso. Como diabos ele se lembrava daquela jamanta pintada em batom e esmalte, e ele não se lembrava de si? Ficou tão irritado que desceu as escadas e seguiu para saída, espremendo-se entre as pessoas. Saiu diretamente para a rua, mandou um veterano que tentou impedi-lo à merda, e logo já subia na moto e voltava para casa.

Talvez nem fosse naquela estúpida festa da matrícula.

Notas finais
FAMED - Faculdade de MedicinaCOMGRAD - Comissão de Graduação.Foi divertido escrever com as lembranças que eu tenho do dia da matrícula. Fiquei tentando lembrar das respostas do pessoal, mas naquele dia eu estava tão perdida e atarantada ali no meio daquele bando de gente desconhecia e pintada, que mal me lembro, só lembro que ri demais até perder o ar. ^.^Próximo cap.: festa da matrícula!Obrigada aos chuchus que comentaram: Okumura Yui, lari_thekiller, Bruna Uzumaki, ddkcarolina, Mayan e Álefe.