Good Night Forever
11 Roma sangrenta
Era muito antes das cinco horas da manhã quando Evening desceu para a portaria do hotel, não era muito cedo, já que de Milão há Roma eram cinco horas de viagem. Raphael iria encontrá-la lá e juntos iriam pegar um trem para Roma que partiria ás 5:00 em ponto, teriam que pegar dois, mas valeria a pena.
— Moço, não tem nenhum recado para mim não? Disse Evening ao recepcionista já ansiosa pela demora de Raphael.
O seu relógio marcava 4:30 quando Raphael chegou ao hotel bufando, parecia ter corrido para estar lá.
— Desculpe-me, mas o trânsito quase não me deixou chegar.
— Tudo bem, vamos?
A estação central de Milão estava muito movimentava, muita gente dependia dos trens para chegar aos seus serviços, mesmo que fosse sábado, muita gente ainda trabalhava, sem contar que havia um grupo que iria passear como os dois. Às 5:00 em ponto já estavam dentro do trem.
— Então, onde vamos primeiro? Dizia Evening com um mapa de Roma e alguns panfletos que o recepcionista havia lhe dado.
— Onde você quiser. Ele sorriu para ela.
Estranho, Evening trabalhava tanto, viajava mais ainda e mesmo conhecendo Roma, se sentiu muito feliz por Raphael ter convidado-a para ir visitar a cidade com ele. Fazia muito tempo desde a última vez que havia tido um encontro, mais ainda que houvesse viajado com alguém.
— Por onde vamos passar? Perguntou Evening.
— Firenze, Arezzo e Chiusi. Em Chiusi teremos que pegar outro trem, mas acho que podemos chegar lá antes das 11:00.
A viagem inteira eles ficaram conversando sobre as belas paisagens da Itália, sobre comidas que gostavam entre outras coisas simples, mas que todo mundo gosta de conversar.
— Ok, mas porque me convidou para ir a Roma?
— Sei lá, gosto de Roma, ir com uma garota bonita melhor ainda e já me cansei de Milão, anos morando lá fazem qualquer um querer distância de lá. Agora eu pergunto, apesar de seu italiano ser muito bom, você não é italiana, de onde você é?
— Sou portuguesa, mas vivi tanto tempo no Brasil que acabei pegando o sotaque de lá.
— E o que você faz em Milão?
— Trabalho.
— Isso eu já sei, qual seu trabalho?
— Sou representante de vendas em uma multinacional no ramo de limpeza. Foi à resposta mais rápida que ela conseguiu pensar.
— Legal, eu também sou representante, mas de uma empresa automobilística.
Nem eu, nem ele entramos em mais detalhes sobre nossas vidas profissionais depois disso. A estação de Chiusi estava bem mais vazia do que a de Milão, eram 8:00 quando chegaram á estação. Raphael sumiu de sua visão, não sabia onde ele estava, mas sabia que uma hora ou outra iriam se encontrar, as passagens já estavam pagas. Ela sentou-se no banco de frente para os trens e ficou esperando, em poucos minutos chegou um trem, os passageiros desceram, em meio a um alvoroço ela pôde ver nitidamente o Alemão a observar, ela o encarou, sabia que uma hora ou outra eles apareceriam, então estava andando armada desde o dia que eles se viram pela a última vez, a multidão se desfez e ele também sumiu.
Alguém tocou em seu ombro, ela já iria pegar sua arma em sua bolsa, mas ouviu a voz de Raphael.
— Eu trouxe para você! Disse ele lhe entregando um sorvete — É de creme, não tinha outro, espero que goste.
Os dois ficaram jogando mais conversa fora enquanto tomavam seus sorvetes até que o seu trem chegou. Ela entrou no trem, mas não antes de ver o Alemão entrar no outro extremo.
— Ele quer brincar. Disse Evening baixo.
— O que disse?
— Nada, apenas pensando alto. Disse ela sorrindo — Quanto tempo falta para chegarmos a Roma?
— Uma meia hora.
— Eu vou ao toilet, já volto.
Ela foi andando vagão por vagão, apenas os três primeiros estavam cheios, os outros estavam todos vazios. Dentro da mochila que havia levado uma arma de fogo e dois socos ingleses, quando entrou no segundo trem tratou de esconder os socos ingleses nos bolsos do casaco. No último vagão, estava o Alemão, fumando um cigarro e encostado na parede do vagão.
— Pensei que você não viria. Disse ele jogando o cigarro pela janela.
— Qual é?! Uma garota não pode viajar em paz? Disse Evening sentando-se em um banco de frente para o Alemão, com as mãos no bolso, ela viu que ele carregava uma arma de fogo na mão direita —Vai atirar em mim?
—- Vou sim. Antes que pudesse levantar a arma ela tirou a mão do bolso e socou com o soco inglês a boca do estômago do Alemão. Ele acabou atirando no chão.
— Isso, chama mais gente! Eu te digo logo de cara que quero ser silenciosa. Disse ela jogando o casaco para o lado e pegando o segundo soco inglês.
Ele atirou novamente, esse pegou bem no peito de Evening, ele levantou a cabeça para ver o resultado , mas apenas viu ela rindo sarcasticamente.
— Já ouviu falar numa coisa chamada colete a prova de balas?
Ela chutou seu braço, o que fez com que a arma disparasse novamente antes de ser jogada para o lado, esse pegou bem na janela do vagão.
Ele lhe deu um soco bem no queixo, ela usou seu peso para empurrá-lo para os fundos do vagão onde havia um banheiro, mas aquele homem era muito pesado para isso, ele tentou socar de novo, ela apenas abaixou e chutou na boca de seu estômago. O trem nesse momento fez uma curva acentuada, o que jogou os dois para os fundos do vagão, tudo que Evening queria. O alemão a socou novamente, ela se esquivou e socou em seu ombro com o braço esticado, depois travou seu braço ainda estendido e finalmente o jogou dentro do banheiro.
Chutou seu peito empurrando-o para o canto, fechou a porta e começou a diversão. O socou na cara com o soco inglês varias vezes, ele tentou lutar, ela apenas chutou seu joelho quando estava em pé e o empurrou contra a privada, bateu várias vezes sua cabeça na privada até ele ficar inconsciente, depois para finalizar o matou mandando os três socos mais forte que tinha em sua coluna, em cima da C1. Ele morreu em seguida, ela lavou seu rosto um pouco sujo pelo sangue do homem, trancou a porta do banheiro e saiu. Quem o encontrasse iria ver o banheiro todo ensanguentado e sua cabeça presa na privada
— Tem gente que não aprende mesmo, se fosse eu não teria me seguido. Disse ela tirando sua blusa e a jogando pela janela.
Vestiu seu casaco para não voltar seminua para seu vagão e voltou normalmente, como se nada houvesse acontecido. Quando voltou o trem já estava quase chegando a Roma.
— Nossa, você demorou. Está tudo bem?
— Sim, apenas não conseguia achar o toilet.
Fale com o autor