Good Lucky

11 What's your problem?


Notas iniciais
Não pera, o Nyah tava de putaria com a cara de todo mundo, mas enfim, estamos aqui... Oi fofuras *---* obrigada por comentários, favoritações e recomendações always ;) 1° Porque não respondi Reviews? Porque não consegui responder ainda mas pretendo fazer de verdade, não deixem de comentar adoro saber o que pensam 2° Sei que a Madison não é Lovato, mas foi no intuito de chamar ela de irmã da Demi. 3° Desculpa a demora eu sei, mas eu tenho coisas pra fazer também, mesmo que pareça uma vgd... 4° Não é Demitria é Demetria, mas cometo erros, inclusive o Word tb, não vou me explicar mais. Capitulo das minhas machorras lindas :3 Espero que gostem

Santana entrou na clínica e falou com Anne antes de ir para o quarto de Lucy. Quando abriu a porta encontrou a menina deitada como uma bola e quietinha. Santana colocou a bolsa e a sacola na mesa e se sentou na cama.

–O que foi meu anjo? — Perguntou afastando o cabelo do rosto de Lucy.

–San? — Lucy perguntou virando o rosto.

–Aham. — Santana assentiu.

Lucy se virou na cama e deitou a cabeça no colo dela. — Eu estou com o pé inchado, a medica passou uma pomada para aliviar a dor e eu estou tomando Tylenol, mas não estou conseguindo andar direito.

–Viu, eu disse que a medica tinha que ver. — Santana afagou o cabelo dela — Eu trouxe almoço para nós. Eu queria te levar pra almoçar com nossa família sábado, mas você está mal.

–Eu estou usando aquilo. — Lucy apontou a muleta e afastou a coberta mostrando o pé que parecia duas vezes maior.

–Está feio. — Santana murmurou.

–Tá doendo menos. — Lucy assentiu.

–Você quer comer agora? — Perguntou.

–Pode ser, eu disse pra Anne que não estava com fome. Mas eu não queria sair do quarto ou ter outra pessoa além de você aqui.

Santana beijou a cabeça de Lucy e se encheu de ternura.

–Você tem que comer. — Santana disse. — Comer bem e direitinho.

–Eu vou. — Lucy assentiu.

–Eu vou pegar as caixinhas. — Santana disse.

Lucy se sentou e Santana entregou uma para ela.

–Como eu uso isso? — Lucy ergueu os palitinhos hashi.

–Assim — Santana arrumou nos dedos dela e mostrou o que fazer com os seus.

–Isso é difícil! — Lucy reclamou.

–Quer que eu arrume um garfo? — Santana perguntou.

–Não. Eu vou aprender. — Lucy disse com um olhar determinado.

Santana sorriu e observou Lucy tentar algumas vezes até conseguir pegar o macarrão.

–Eu tenho que te contar algo. — Santana disse.

–Hmmmm... Ruim ou bom? — Lucy perguntou a olhando.

–Pra mim parece bom, pra você... É você quem decide. — Santana respondeu.

–Conta... — Lucy disse confusa.

–Eu... Ahn... Acho que preciso compartilhar minha vida com você já que você ê minha família agora. — Santana disse, colocou os hashi dentro da caixinha e colocou ela em cima do criado mudo de Lucy. — Eu estou namorando...

–Diz que é a Demi. — Lucy sussurrou cruzando o indicador e o do meio.

Santana gargalhou e Lucy ficou vermelha. — É ela sim.

–Yay! — Lucy disse sorrindo e feliz. — Eu gosto dela como cantora. Gosto dela como pessoa. E eu gosto muuuito de você...

Santan sorriu e abraçou Lucy que se sentia finalmente bem... Finalmente em casa.

–Seu pé tem que melhorar logo. Não vou conseguir decorar seu quarto com você assim. — Santana murmurou.

–Meu quarto? — Lucy franziu.

–Lá em casa... Você precisa de um lugar pra você dormir, pra você bater a porta na minha cara quando estiver brava, pra ler e pra estudar. – Santana disse. Lucy ficou em silêncio por muito tempo. — Eu sei que é difícil se acostumar com certas mudanças, principalmente essa que você morava em um lugar inadequado, veio parar aqui e agora vai ganhar uma família que eu sei que logo você vai amar. Eu só quero seu melhor, não duvide disso.

–É que eu estou com medo de que uma hora eu acorde... E simplesmente suma tudo... E volte a ser eu, as ruas e a sobrevivência comemorada a cada dia. — Lucy sussurrava olhando para frente.

–Não é um sonho. — Santana disse pegando o rosto de Lucy em suas mãos. — Eu sou tão real quanto você. Não vai sumir, eu vou lutar por você. E não pense nisso, eu jamais deixaria você voltar a viver isso.

Lucy inspirou devagar e assentiu enquanto sentia os braços de Santana a apertar.

Duas mulheres vestidas de branco entraram no quarto de Lucy que estava com a porta aberta.

–Olá — A loira disse.

–Oi Grace, oi Ju. — Lucy disse erguendo o rosto.

Santana franziu. — Hunn... Oi...

Grace e Julianne pegaram as cadeiras e se sentaram na frente da cama

–Você deve ser Santana Lopez. — Julianne a ruiva de cabelos vermelhos, disse.

Apertos de mão trocados...

–Eu sou sim e vocês? — Santana arqueou as sobrancelhas.

–Eu sou a psicóloga — Grace respondeu

–E eu a medica de Lucy. — Julianne acrescentou.

–Ah sim... Anne me falou sobre vocês. — Santana disse.

–Anne falou de você para nós também. — Grace disse.

Santana olhou seu relógio. — Eu tenho que ir...

–Mesmo? — Lucy fez um bico.

Santana sorriu e abraçou a filha novamente. — Eu venho te buscar no Sábado. Você vai conhecer as pessoas que vão cercar sua vida, ok? A gente aproveita pra você dar uma olhada no tamanho do quarto e eu vou te mostrar uma guia de cores, você escolhe o que fazer com as paredes do seu quarto.

–Okay. — Lucy assentiu.

A latina se levantou jogando os restos no lixo e se virou para Lucy

–Isso é pra você. — Santana esticou uma sacola.

As medicas assistiam a interação embasbacadas com os efeitos de Santana sobre Lucy... Era mais do que elas já haviam visto naquela adolescente.

Lucy pegou confusa, abriu e puxou um exemplar de um livro do John Green, um caderno preto e canetas lá de dentro. — Obrigada.

–A Demi que indicou o livro e eu sei que você gosta de escrever. — Santana piscou.

–Obrigada. — Lucy disse de novo.

Santana se inclinou e depositou um beijo na testa de Lucy. — Demi te mandou um beijo...

–Manda outro pra ela. — Lucy sorriu.

–Te vejo em breve. — Santana disse.

–Sim. — Lucy assentiu.

Santana olhou para as medicas — Tchau.

–Anne quer que você passe na sala dela. — Grace disse.

–Ok. — Santana assentiu.

A latina saiu do quarto, caminhou até o consultório de Anne e bateu na porta.

–Entre...

Santana abriu a porta e entrou se sentando. — Você queria falar comigo.

–Nada demais, eu só queria te entregar isso. — Anne esticou um caderno desgastado de capa mole e meio sujo.

O coração de Santana se comprimiu. — A vida dela nisso?

–30 dias da vida dela em folhas... — Anne disse — Eu não acho que vai aguentar ler tudo. Você vai passar muita raiva, mas procure o dia 12 de setembro de 2012, foi no ano passado... Esse foi o ultimo diário que ela escreveu.

Santana assentiu e pegou aquele livro... A alguns dias da vida de sua filha em suas mãos. — Eu tenho que ir.

–Tudo bem, te vejo em breve. — Anne disse. — Ah, Lucy é inteligente, sua escrita pode ser embaraçada, mas a linguagem não é errada nem depreciativa.

–Ahn... Claro. — Santana assentiu e saiu da sala.

Passou na recepção assinou o caderno de visitas e foi para a empresa. Quando chegou encontrou quatro homens trabalhando na sala de Quinn e encontrou o mesmo andando de um lado para o outro murmurando "eu estou fodido".

–Kyle!! — Santana chamou a atenção dele.

–Até que enfim. Preciso da sua ajuda! — Ky pegou o pulso dela e a arrastou até o escritório dela.

–Que porra é essa Fabray?! Solta meu braço! Você tá bem louco? — Santana soltou em disparada enquanto puxava seu braço do aperto de Quinn.

–Desculpa San, é que a família Westerfield acaba de ligar dizendo que a reunião deles é as 16 e que Quinn Fabray tem que estar no telefone com eles. — Quinn soltou de uma vez.

–Agora entendi, só não precisa arrancar meu braço. E sim estamos fodidos. — Santana disse.

A porta do escritório de Santana estava fechada e eles estavam pensando. Já era 15h35min quando Santana pescou seu celular na gaveta.

–O que vai fazer? — Quinn a observava.

–Se aproxima. — Santana disse.

Quinn se sentou na mesa, ao lado de Santana. A latina discou o numero quatro do celular, fazendo com que fosse para lista de discagem rápida e foi direto para a caixa postal:

"Oi, aqui é Quinn Fabray, se for alguém mais útil do que Santana Lopez deixe um recado".

Quinn riu e olhou para Santana. — O que você quer com isso?

–Te bater, mas não vem ao caso. — Santana respondeu com um sorriso sínico — Bom, sua voz continua ai dentro. Tudo o que você tem que fazer é colocar ela para fora.

–Que? — Kyle franziu sem entender.

–Eu sei que você consegue, é só tentar... Começa falando junto com a sua secretaria eletrônica. — Santana disse.

–E eu que era Nerd... — Ky bufou negando com a cabeça.

Santana recolocou e Quinn tentava arduamente — Não vai funcionar.

–Tenta mais. — Santana disse.

–Não consigo.

–Eu vou contar pra Rachel que você é a Quinn.

–Se você fizer isso nunca mais olho na sua cara.

–Então fala caralho!

Kyle na raiva olhou para Santana. — Olha aqui latina insuportável, se eu te tolero é só porque eu te amo, não gri... O que foi? — Perguntou quando viu a cara irritada de Santana se transformar em uma pasma de susto.

–Você não consegue se ouvir? — Santana franziu.

–Oh... Eu só relaxei a voz pra falar mais devagar e baixo. — Respondeu. — Já tinha feito antes.

–Ok. Continua assim! Já são 16hrs e eles devem estar chegando, vou leva-los para a sala de reunião e você liga lá, desse telefone. – Santana apontou o aparelho telefônico.

Quinn deu risada das ideias malucas de Santana, mas concordou, afinal era o único jeito de fazer isso.

Uma dor de cabeça daquelas se instalou na cabeça de Quinn depois de quase uma hora falando no telefone.

Santana entrou em sua sala com um sorriso de alivio. — Conseguimos, eles cederam e vamos repartir o dinheiro em partes iguais, agora o lado de lá tem que explicar sobre os bens materiais.

–Isso é bom. — Quinn massageava a testa. — Dor de cabeça. — Pendeu sua cabeça para trás.

Santana suspirou, Quinn ficava insuportável com dor. — O que estão fazendo na sua sala?

–Instalando a porta nova e trocando os vidros por espelhados. — Explicou.

–Cansou de olhar pra cara feia do pessoal do RH? — Santana riu.

–Cansei deles olhando minha vida. — Respondeu. — Ainda vou ver eles.

Santana e Quinn estavam sentados folheando artigos e fazendo anotações, a cabeça de Kyle divagava até Rachel e o fato dela gostar de Quinn e Santana não conseguia parar de pensar naquele caderninho que se encontrava em sua bolsa.

–Não interessa! Eu estou entrando! — Quinn e Santana ouviram isso que vinha do lado de fora.

Quando Santana se levantou para ir ver o que acontecia Brittany entrou seguida de Jennifer.

–Ela nem me deixou perguntar se ela podia entrar — Jennifer disse rápidamente.

–Tudo bem Jenn. — Santana disse assentindo para sua secretaria que saiu da sala fuzilando Brittany

"É a Santana" Quinn afirmou em sua cabeça ao ver o olhar fuzilante de Jennifer para a loirinha.

–O que você quer Brittany? — Santana dirigiu seu olhar para a loira.

–Qual seu problema hein?! Eu achava que ia se tocar de que enfiar uma adolescente que vivia nas ruas na sua casa é problema, e você vai mesmo jogar tudo que temos para o alto? — Brittany disse de uma vez só.

Quinn estatelou os olhos, quem era aquela que estava na sua frente? Brittany não era assim.

–Eu que pergunto qual é o SEU problema! Você entra na empresa que trabalho, invade minha sala e vem falar mal da minha filha?! Você está ficando louca? Porque, você não tem direito nenhum de falar de Lucy e acabou de perder sua moral também. — Santana dizia até controlada demais. — E nós não temos nada, você acabou com "tudo" no momento em que decidiu que eu tinha que escolher entre você e Lucy... Só me faça dois favores, saia da minha sala e não destrua o que eu e você tivemos no passado. Quero ter boas lembranças de você.

–Você vai se ferrar legal com essa menina. — Brittany disse e pensou um pouco. – Você superou rápido nosso termino.

–Está ai o motivo... E que termino? Eu estava tentando consertar as coisas e você além de dificultar quando não tava na frente dos outros, não aceitava um pedido de namoro. — Santana atirava as palavras como se fossem facas.

–Eu estava cansada de ser trocada! — Brittany disparou.

Quinn continuava a folhear os artigos, dava uma olhada nos documentos de Charlie e Lucy, mas olhava de soslaio pra Santana... Ia ter que conter a amiga se algo saísse dos padrões normais de uma discução de tal porte.

–Trocada?! Você?! Desculpa se eu achei melhor te dar a chance de viver seu colegial sem estar presa a alguém. Desculpa se eu corri atrás de você quando namorava o Sam. Desculpa por correr atrás quando você ingressou na faculdade. Desculpa por te dar espaço pra comer o alojamento inteiro de líderes de torcida da sua faculdade ou o time de futebol americano, tanto faz! E me desculpa por tentar consertar as coisas mesmo sabendo que EU NÃO ERA SEMPRE A ERRADA NA HISTORIA! — Santana falava cheia de ironia e amargura.

Quinn sabia de cada deslize e cada detalhe, mas nunca soube que o ponto de vista de Santana era a verdade embaçada pela qual todos achavam ser a certa (Santana errada Brittany certa) a verdade era realmente o que Santana falava.

–Então você mal termina comigo e já aparece em tablóides de dedos entrelaçados com uma cantora. — O que Santana falou atingiu Brittany de uma forma devastadora e a única forma de defesa que encontrava era acusar.

–E...? — Santana esperava.

–Como assim, e...? — Brittany franziu.

–Você precisa de um argumento melhor pra contestar meu namoro, você me fez ESCOLHER o que é por si só imperdoável, mas o tempo se torna um ótimo remédio para feridas causadas por palavras e atitudes não pensadas. — Santana rebateu explicando. — Eu não te devo satisfação de nada sobre minha vida, sobre o termino superado ou não. Você perdeu seu direito de saber da minha vida no momento em que pisei pra fora da sua casa. E eu não terminei nada, você que acabou com o que não chamávamos de relacionamento sério.

–Desculpa perfeita pra correr para os braços de Demi Lovato não é? — Brittany disse.

Santana colocou uma mão na cintura outra na testa e seus lábios se esfregavam, ela ia perder sua paciência.

Jennifer abriu a porta. — San linha 4, é o Jeremy.

–Brittany vai embora antes que eu perca minha paciência e mude todo o futuro por tua causa. — Santana disse e olhou para Jennifer — Eu vou atender Jenn, chama os seguranças para levar a Srta. Pierce daqui, por favor.

–Eu atendo. — Quinn disse pegando o telefone.

–Tudo bem! — Jennifer assentiu deixando a porta aberta.

–Não precisa estou indo. — Brittany disse. — Você vai se arrepender.

–Vou sim. — Santana assentiu — Provavelmente de ter pensado que você poderia fazer parte da família que quero construir com Lucy.

Outra talagada, Brittany assentiu e olhou para Kyle então saiu da sala. Não entendia mais nem por que estava ali.

Santana caiu sentada em sua cadeira, apoiou o cotovelo nas pernas e as mãos no rosto. Quinn desligou a chamada e olhou para Santana.

–Tá tudo ok ai? — Quinn perguntou.

Santana levantou o rosto e passou as mãos pelas pernas. — Acha mesmo que vai dar mesmo Brittana no final?

–Eu não sei... — Quinn disse — Não sei nem se vai dar eu e a Rachel no final.

–Eu não entendo sabe... — Santana murmurou. — Eu não sei o que foi que aconteceu com ela.

–Eu também não sei. — Quinn se aproximou da latina e a abraçou, passou os dedos entre os cabelos dela e beijou a testa. — Mas eu tenho uma noticia que pode acabar com esse tornado estranho de sentimentos que passou aqui na sua sala.

–O que foi? — Santana fechou os olhos enquanto brincava com o bolso do terno dele.

–O Jeremy ligou para avisar que dia 5 de novembro, Lucy e você talvez podem virar o começo da sua família. — Quinn disse.

–Jura? — Santana perguntou sincera.

–Sim! — Quinn abraçou a latina com força.

–Isso é maravilhoso! — Santana apertou a cintura do Fabray com seus braços — Mas Q eu não vou começar uma família, eu já tenho uma, minha mãe, minha avó e você é meu irmão... Isso é minha família... Você sabe que sim. E Lucy vai fazer parte dela.

Quinn sorriu e apertou devagar. — Eu sei...

Santana que naquele momento não se importava de ser apertada. — Você vai ficar aqui?

–Oi?! — Quinn perguntou confuso.

–Aqui no escritório... Já são 18hrs, você vai ficar? — Santana perguntou.

–Vou sim, eu tenho que esperar esses abençoados terminar de recolocar os vidros. — Quinn olhou para os homens trabalhando.

Santana assentiu — Eu vou ficar com a Beth, quando você chegar eu vou ver...

–A Demi. — Quinn disse — Eu falei para Rachel que vocês estavam saindo ela quase caiu do meu colo.

Santana arqueou as sobrancelhas sugestivamente. — O que ela fazia em seu colo?

–Me beijava — Quinn sorriu.

Santana revirou os olhos. — Só não demora muito.

–Qualquer coisa eu os mando continuarem amanhã — Quinn disse e observou o terceiro vidro ser instalado — Ou não...

O técnico já mexia com a porta automática do escritório.

Depois de terminar de recolher suas coisas Santana beijou a cabeça de Quinn e saiu deixando ele com os 5 Homens que trabalhavam.

As abotoaduras de seu terno ganharam sua atenção.

Será que já era hora de pedir Rachel em namoro e dar algo valioso para ela? A pergunta rondou sua mente por milhões de segundos e não encontrava uma resposta descente.

Os homens acabaram com toda aquela bagunça era quase 20hrs. Quinn trancou as portas e deixou a sua travada.

Uma porta sem fechadura, de aço, com sensor de proximidade e travada por controle... Agora sim, sua sala havia mudado depois de anos... Estava livre daquela jaula de vidro transparente que o cercava, estava livre de ser o bichinho do zoológico que todos paravam pra observar.

Recolheu suas coisas após assinar o cheque e entregar para o supervisor da obra.

Entrou em seu carro e dirigiu para casa. Ao entrar estava tudo muito quieto. Abriu a porta do escritório de Santana e encontrou a latina com o óculos na ponta do nariz na frente do notebook.

–Cadê minha filha? — Perguntou assustando a latina.

–Idiota! — Santana disse por conta do susto. — Ela está assistindo algum filme da Disney lá para o esconderijo dela e disse que não quer te ver.

–Mas foi sem querer... — Quinn fez um bico.

–Olha... Eu só acho, que você tem que falar isso e fazer essa cara pra ela... Não pra mim. — Santana disse irônica e fez uma linha fina com os lábios.

–Vai logo ver sua mulher e me deixa quieto, ok? — Quinn mostrou a língua para Santana.

Santana balançou a cabeça e riu quando Quinn saiu. Pegou seu celular e procurou o numero na agenda e colocou para chamar.

–OIIIII – Demi atendeu com o nível de empolgação lá em cima.

O sorriso completamente bobo que nasceuno rosto de Santana foi instantâneo – OI!

–Está tudo bem? – Demi perguntou.

–Uhum, eu já estou em casa a um tempo, estava com a Beth e estava pensando em ir te ver, mas lembrei de que suas irmãs estão com você e...

–Hey, você me deu um momento privado com Lucy, eu quero que você conheça elas, passamos o resto da tarde conversando sentadas no meio de um monte de colchões e almofadas e o assunto principal foi você. – Demi disse colocando o dedinho na boca enquanto segurava o celular e esperava a resposta.

–Eu quero conversar com você sobre Lucy. – Santana sorriu.

–Ela está bem? – Demi se preocupou,

–O pé dela está inchado. – Santana disse – Mas ela está bem, e ela gostou do livro que você indicou... Hunnn... Hoje na hora em que cheguei lá Anne que é a medica que rege a clinica falou comigo e disse que seria bom eu conhecer um pouco do lugar que Lucy veio, mas a forma como eu ia conhecer seria pela própria Lucy...

–Estou confusa. – Demi disse.

–Eu estou com o diário de Lucy, e fui instruída a ler, mas eu não sei se quero, não porque não quero conhecer, mas sei que vou ficar com raiva e mal por causa das coisas que encontrarei. Quando estava saindo Anne me deu uma data especifica.

–Que dia?

–12 de setembro de 2012.

–O que aconteceu?

–Eu não sei, mas tenho suspeitas...

–Vem pra cá, eu estou aqui pra ajudar além de tudo. – Demi disse não gostando do tom de Santana, era diferente e estranho, cheio de medo e com uma pitada de ódio profundo.

–Tá tudo bem. — Santana disse para tranquiliza-la notando a mudança de entonação de Demi. — Eu vou só pegar algumas coisas e ver se Quinn vai ficar aqui, preciso fazer um negocio rapidinho e vou, ok? — Santana brincava com o "anel" em seu dedo.

–Não demora. — Demi disse.

–Ok. — Santana sorriu. — Até daqui a pouco, beijão.

–Beijos. — Demi respondeu.

Santana colocou o celular em cima da mesa.

Quinn estava sentado ao lado de Beth — Fala comigo filha.

–Não quero. — Beth murmurou e voltou sua atenção para Ariel.

–Eu não fiz por querer.

–Não interessa, me machucou.

"Depois a Rachel que é dramática..." murmurou em pensamentos — Me perdoa princesa.

Beth olhou de soslaio para Kyle, ela gostou do "Me perdoa”. Quinn aguardava pacientemente ali sentado ainda com o terno do trabalho, ouvindo Ariel cantar mais uma musica em A Pequena Sereia.

–Sabia que existem musicais sobre esses filmes que você gosta? Eu e a tia San pretendemos levar nossa família no ano que vem pra Florida e ai você vai poder ver de perto. — Quinn divagou esquecendo que Beth não estava falando com ele, quando o silêncio se estendeu, levantou-se do chão e olhou para a TV.

Saiu do quarto sem dizer nenhuma palavra, e Beth se sentiu incomodada com aquilo.

Quinn se trocou e quando saiu do quarto deu de cara com Santana — Vai sair Ky?

–Não, vou ligar pra Rach vir pra cá. — Respondeu.

–Ok, eu vou ligar pra um pessoal que vai vir tirar tudo que tem no quarto que a Frannie ocupava. — Santana disse colocando o brinco.

–Vai mobiliá-lo para Lucy? — Perguntou.

–Na verdade ela vai mobiliá-lo, eu só vou observar as escolhas dela e se ela pedir ajuda eu vou ajudar. — Santana disse.

Quinn analisou a latina. — Qual é o problema?

–Não entendi. — Santana disse

–Você fica assim, hiperativa, quando tem algo te incomodando. — Quinn explicou pegando o catalogo de pizzas.

–Nada demais. — Santana disse. — Já volto.

A latina entrou em seu escritório e Kyle ficou na sala e ligou para Rachel. — Hey...

–Hey. — Rachel respondeu.

–Eu... Ahn... Queria saber se você... Hun... Não quer vir pra cá. — Disse enrolando-se com o que dizer.

–Claro, eu chego ai em 20min. — Rachel disse achando graça de Kyle embaraçado. — Beijinhos.

Quinn estralou os lábios em um beijo.

Rachel riu — Espera que jajá pego esse beijo.

–Vou pedir metade de uma Pizza Vegetariana Ok? — Perguntou.

–Tá bom. — Rachel assentiu. — Até logo.

–Até.

Santana saiu do escritório no exato momento e pegou a bolsa e as chaves. — Eles vem por volta das 21h40min. Eu tou indo.

–Ok, cuidado. — Quinn sorriu e Santana piscou. — Hey San, eu tenho uma aposta pra fazer com você.

–Hun?! — Santana parou na porta tirando o cabelo de dentro da jaqueta de couro.

–Eu pago a mobília do quarto de Lucy se a Jenn não tiver um tombo por você. — Disse rapidamente.

Santana arqueou as sobrancelhas. — Depois eu vejo isso... Mas considere-se 90% certo, também acho isso.

–Ok. — Quinn disse com um sorriso.

–Cadê a Beth? — Santana franziu.

–Aonde você acha? — Perguntou.

–Não quis falar com você?

–Não...

Santana riu e fechou a porta ao sair e deu de cara com Rachel. — Hola Hobbit...

–Aff, você não vale o que come... — Rachel disse antes de pensar e depois abaixou a cabeça e entrou na casa.

Santana gargalhou e foi para seu carro. — Quem diria que Rachel Berry seria capaz de um trocadilho tão sujo...

Rachel olhou para Kyle. — Oi.

–Porque está vermelha? — Perguntou se levantando e beijou a bochecha da atriz.

–Santana Lopez me fazendo falar coisas indevidas. — Rachel resmungou. — Cadê a Beth?

–Lá em cima. — Quinn pegou a carteira no bolso da calça e retirou o dinheiro.

–Eu vou falar com ela. — Rachel disse.

–Isso se ela falar com você... — Quinn rangeu os dentes.

–Ela ainda está brava por causa da porta? – Perguntou Rachel pegando o rosto de Kyle com uma mão e apertando as bochechas suavemente.

–Nem sei se é só por isso. Mas que a sorte esteja sempre ao seu favor. – Quinn brincou.

–Acha que eu não preciso de sorte?! Ela além de Puckerman, é Fabray e foi criada por Shelby Concoran... Pensa em uma menininha que pode ser difícil! – Rachel brincou.

Quinn negou com a cabeça, Rachel mordeu o lábio inferior dele devagar. Kyle passou os dois braços pela cintura de Rachel e a beijou inclinando para trás.

–Sem demonstrações de afeto publicas, por favor. – Beth pediu do primeiro degrau da escada.

Quinn notou o ciúmes na voz da filha e abriu os olhos encarando Rachel que sorriu e lhe deu um selinho.

–Oi Beth. – Rachel disse se soltando dos braços de Kyle.

–Oi Rach. – Betty disse. – Hmmm... Desculpe-me Kyle.

Ele andou até a pequena e a pegou no colo. – Juro que não era minha intenção te dar um galo de presente.

–Está tudo bem. – Beth disse e passou os braços ao redor do pescoço dele.

Em questão de minutos os três estavam sentados no sofá assistindo A dama e o vagabundo, Rachel tinha seu corpo recostado contra o de Kyle e a cabeça de Beth estava no colo da atriz que fazia carinho no meio dos claros cabelos.

–Sinto que meu futuro vai ser assim. – Rachel disse. – Sentada em sofás assistindo filmes de desenho.

Quinn riu. – E com certeza mais um pouco.

–De que? – Rachel arqueou a sobrancelha.

–De diversão, de preocupação, de medo e o que mais uma digna atriz da Broadway quiser. – Kyle sussurrou contra a orelha dela e beijou a mandíbula dela.

A campainha tocou.

–Vamos comer aqui? – Beth perguntou.

–Na cozinha. – Quinn se levantou pegando dinheiro e indo abrir a porta.

Entrou com as duas pizzas e colocou-as em cima da mesa. Enquanto Rachel e Beth pegavam copos, pegou os pratos e os guardanapos e se sentou.

–Beth o que acha de passar o dia comigo amanhã? – Rachel perguntou.

–Posso? – Beth olhou para Quinn.

–Você que sabe... Contanto que eu saiba pra onde vai, com quem e se vai estar em segurança pode ir, preciso te devolver inteira para o seu pai. – Kyle disse com um sorriso calmo.

–Então? – Rachel olhou para Beth enquanto Kyle a servia com um pedaço de Pizza vegetariana.

–Vou sim. – Beth assentiu.

Engataram em uma conversa sobre o que fariam no dia seguinte, Quinn comia em silencio enquanto via Rachel e Beth mal tocarem em sua comida.

“Vai ser assim?” Perguntou para seu consciente. “Porque se for assim eu aceito isso pelo resto da minha vida”.

Depois Rachel levou Beth para cima e contou uma historia a colocando para dormir. Quinn viu o exercito da salvação limpar o quarto que seria de Lucy e ir embora depois de uma agradável conversa e algumas ajudas.

Quando desceu encontrou Kyle na pia lavando os pratos. E ele estava sem a camisa.

Rachel observou por um tempo, mas logo se aproximou e passou o braço pela cintura dele... Por razões estranhas aquela barriga definida não bagunçava os pensamentos dela... Simplesmente os concertava.

–Então você também lava louça? – Perguntou.

–Mil e uma utilidades, limpo, concerto coisas quebradas, faço gambiarras também, lavo roupas, quer dizer a maquina faz o serviço, mas eu as coloco lá dentro ou mando para lavanderia, tanto faz, sou um ótimo partido. – Disse secando os últimos pratos e lavando a pia.

Rachel deixou um beijo na linha da espinha de Kyle. – Um partido fora do mercado.

“Sim”. O cérebro de Quinn funcionou rapidamente, “Já está na hora de fazer um pedido descente”.

–Sério? Eu achava que meu mercado estava aberto ainda. – Resolveu brincar.

–Se atreva a tocar o lábio de outra. – Rachel mordeu as costas dele – E eu arranco um pedaço seu.

Quinn puxou ar para dentro e uma dor meio prazerosa ao ter Rachel mordendo suas costas. – Prometo! Juramento do coração. – Fez um X na frente do coração com o indicador e ergueu a palma direita.

Rachel riu contra a pele dele e deixou um beijo em cima da mordida. Kyle se virou rapidamente e pegou a morena no seu colo

– Uou! – Rachel disse quando sentia os ágeis movimentos.

E caminhou com ela para fora da casa ficando na beira da piscina. – E agora hein? O que acontece se eu te jogar na piscina.

–Eu te mato Fabray! – Rachel disse assustada.

–Tem celular no bolso? – Perguntou rindo da reação da morena.

Rachel fincou as cinco unhas no peitoral de Kyle – Se você me jogar eu juro que vou te fazer sangrar.

–Que medo de água é esse Rachel Berry, eu até sei que você é gata, mas... UOU – Rachel desceu as unhas um pouquinho.

Aquilo acendeu o lado “Bad Cheerio” de Quinn. – Seu celular está no bolso?

–Não vou te responder! – Rachel fechou a cara.

Quinn tateou os dois bolsos traseiros do short jeans da atriz e viu que na frente não tinha short. – Tem algo que você...

Rachel desceu mais as unhas e vergões vermelhos estavam aparecendo, os dois se encaravam com fogo nos olhos.

–Não quer que molhe? – Quinn continuou e rangeu os dentes.

Notas finais
Bom o que acharam? Sou apaixonada pela Lucy... E olha que eu que criei ela enfim Brittany... Hun, ta estranha né?! Rachel Berry fazendo trocadilhos sujos KKKKKKKKKKKKKK Espero que tenham gostado :D @yourspell_