Good Lucky
12 Lucy's diary
Notas iniciais
–Eu! Inteira! Pode ser? – Rachel semicerrou os olhos e pressionou mais as unhas.
–Você tem que aprender uma coisa comigo. – Quinn sussurrou olhando no fundo dos olhos de Rachel que naquela hora teve um vislumbre da Ice Quinn em Kyle e aquilo a assustou. – Nunca me provoque se não quiser que eu faça algo, porque eu vou devolver e ainda passar por cima.
Com isso Quinn se jogou na piscina com Rachel e Seu peito queimou naquela hora e suas costas também que era onde estava a outra mão de Rachel. Soltou-se da atriz, ficou em pé e passou a mão no cabelo o jogando para trás. Assim que Rachel saiu da água olhou para ele com tanta determinação que Quinn naquela hora se arrependeu de tudo.
–Voa Fabray... Porque se eu te pegar eu vou te esganar. – Rachel pulou e deu uma braçada.
Quinn na hora se enfiou na água e nadou até a beira e quando estava quase saindo sentiu unhas fincando-se na sua cintura dos dois lados. – Rachel quando foi que você ficou tão vingativa e violenta?
–Quando eu estou pra entrar naqueles dias e meu namorado me joga na piscina. – Rachel disse e finalmente o soltou.
Ela rapidamente nadou até a outra borda e saiu da piscina. Quinn pulou para fora e agarrou Rachel. – Hey princesa olha pra mim.
Rachel continuava olhando para o lado e tremeu por causa do vento. Quinn levantou o queixo de Rachel e passou um braço na cintura dela a levantando e deixando ela de frente para seu rosto.
–Não faz mais isso. – Rachel disse por fim. – Se você soubesse como é ruim sentir cólica você ia entender o motivo.
–Desculpa, só não me ameaça. – Quinn beijou o espaço entre as sobrancelhas de Rachel.
Rachel assentiu e passou os braços pelos ombros dele e seus lábios se grudaram enquanto Rachel roçava as unhas na nuca de Kyle.
Santana chegou na casa da cantora uns vinte minutos depois de sair de sua casa. Os seguranças abriram os portões para ela que estacionou seu carro na frente da casa, pegou a bolsa e a sacola.
–Elas estão lá em cima — Mark disse passando por Santana, abriu a porta da sala indicando a escada.
–Obrigada idiota. — Santana disse.
Ela subiu a escada e seguiu o barulho das risadas. Encostou o dedo na porta que estava mal fechada e empurrou.
Viu Demi deitada no meio de um puf, Dallas estava de ponta cabeça em um colchão e Madison estava apoiada nas almofadas.
–Oi... — Santana disse abrindo a porta.
Demi sorriu e pulou pra fora do Puf.
–Oi San — Dallas e Madison disseram juntas.
Santana piscou para as irmãs e passou os braços pela cintura da cantora que a abraçou com vontade. Santana suspirou e colocou o rosto no meio cabelo de Demi, o cheiro do shampoo e o da tintura se faziam presentes, o perfume também e ela já estava gravando ele.
–Oi. — Demi sussurrou.
Santana sorriu e se afastou um pouco e beijou a ponta do nariz dela. Puxou bastante ar para seu pulmão e fechou os olhos. — Você faz de mim uma pessoa boba e me deixa um pouco nervosa e sem jeito.
–É vocês são bem fofas juntas. — Dallas disse se levantando.
Demi riu baixo. Santana deu um selinho na cantora e a soltou relutantemente, entregou a sacola para ela e deu um beijo na bochecha das cunhadas.
–Vamos lá pra baixo, depois subimos. — Demi disse.
Madison e Dallas desceram na frente brincando entre si, Dallas podia ser a mais velha, mas tinha um espírito de criança dentro de si.
–Vamos deixar a bolsa no meu quarto — Demi disse e Santana assentiu.
Após guardar a bolsa elas desceram com os dedos entrelaçados e comentando sobre o que Dallas havia falado.
Quando chegaram deram de cara com Mark, as irmãs e os gênios na frente da tela do notebook.
–O que foi? — Demi perguntou.
–Vocês duas. — Mark disse.
Santana franziu e Demi a puxou para perto. Mark virou o notebook para elas.
–Seus fãs parecem aceitar. — Dallas disse dando uma básica olhada no tt.
Demi viu fotos dela e Santana na clinica, Junto com Lucy, na Five, na hora que saíram do jantar e deram um foco para as mãos entrelaçadas delas.
–A gente precisa conversar depois. — Santana sussurrou.
–Sobre bastante coisa — Demi assentiu, mas isso não aliviou a tensão que se instalou em seu corpo.
–Está tudo bem — Santana beijou a testa dela — Não tem nada de errado, não precisa ficar preocupada.
–Okay. — Demi suavizou. — Depois eu dou uma olhada no meu Twitter e vejo o que fazer.
–Como quiser. — Mark assentiu.
Demi chamou Mad e Dallas com a cabeça e as quatro seguiram para a cozinha, Santana se sentou em um banco enquanto via as meninas pegarem garfos, pratos e copos.
–Vinho ou suco? — Demi tirou a cara de dentro da geladeira após pensar um pouco.
–Vinho! — Dallas disse
–Suco! — Santana e Madison concordaram.
–Os dois. — Demi tirou uma caixa de suco de morango e a garrafa de vinho de lá e se sentou ao lado de Santana e de frente para as irmãs.
Os outros iam comprar pizza ou comida tailandesa como sempre.
Elas comeram com uma conversa calma e ambiente aonde tanto Santana quanto Demi descobriram um pouco.
Após terminarem Demi pegou as tortas de limão e maçã e deixou na mesa. — Vai querer? — Perguntou para Santana.
–Não e você? — Santana abriu as pernas e encaixou Demi no meio enquanto segurava as mãos da cantora.
–Uhn uhn. — Demi sorriu e se inclinou depositando um beijo rápido na latina.
–Tem gente tentando comer. — Madison murmurou.
–Nós vamos subir. — Demi disse — Se precisarem de algo falem com Mark e ele vai ajudar.
Dallas e Mad assentiram e começaram a conversar baixo.
Santana seguiu Demi escada acima, quando elas entraram no quarto Santana puxou Demi pelo pulso e colidiu seus lábios contra os dela.
A latina apertava a cintura com uma mão e com a outra segurava o pescoço da atriz, aprofundou o beijo e se virou prenssionando-a contra a porta, sua língua explorava a boca de Demi como um escoteiro explora em sua primeira vez na floresta.
Separou-se devagar e encostou suas testas. — Nunca duvide de mim.
Seus olhos permaneciam fechados e estavam ofegantes.
–Essa proposta é tentadora. — Demi disse abrindo os olhos.
Santana gargalhou. — Duvidar de mim pra ganhar beijos calientes?!
Demi tomou fôlego e puxou Santana pela mão para que se sentassem no tapete que era lotado de almofadas.
–Eu preciso te contar... — Santana pegou as mãos de Demi e as massageou. — Eu estava trabalhando com Quinn quando Brittany invadiu meu escritório.
Demi arqueou a sobrancelha, ok... Ela não gostava de falar mal das pessoas, mas Brittany estava começando a irrita-la, Santana terminou detalhar o ocorrido.
–Não gosto dela. — Disse por fim.
–É normal a namorada atual não gostar da Ex. — Santana disse fazendo carinho na bochecha da cantora.
–Eu não quero falar mal dela... Só a quero longe de você. — Demi mordeu o lábio inferior indecisa.
–Tudo bem. — Santana assentiu. — Hey você percebeu que você não me disse Sim?!
–É verdade! — Demi riu.
–E está esperando o que pra dizer? — Santana arqueou a sobrancelha.
–Eu aceito. — Disse mexendo nos dedos da latina — Como se a resposta fosse diferente.
–Vai saber — Santana da de ombros — Você poderia notar que está indo muito rápido e negar.
–Não ia negar... — Demi se aproximou e selou seus lábios.
–Viu! Você gosta da minha boca. — Santana sorriu.
–Talvez eu goste mesmo. — Demi assentiu. — Quer me contar um pouquinho da vida de Lucy?
–Sim — Santana assentiu.
Elas se deitaram no chão, os pés de Demi apontavam para a porta e os de Santana para a Janela, apenas suas cabeças estavam lado a lado. Santana fazia carinho entre o cabelo de Demi e contava o pouco que sabia sobre Lucy.
–Me pergunto por que existem pessoas assim... — Demi se referia à mãe biológica de Lucy.
–Eu também... — Santana murmurou.
–Você quer ler o diário? — Demi perguntou.
Santana tirou o caderno de seu bolso e o desenrolou. — Eu acho que sim.
Demi o pegou e virou para que pudesse dar uma olhada, até ela tinha medo do que havia lá dentro. Procurou paciente o dia, quando achou deixou aberto. — Você quer que eu leia?
–Sim. — Santana assentiu.
Demi puxou ar pegou a mão de Santana e começou a ler.
12 de setembro de 2012.
Hoje o dia foi corrido e mais uma vez doloroso.
Eu faltei a escola novamente, mas não é novidade, o inverno está chegando novamente e precisamos de roupas um pouco mais quentes, e eu não ia sair no frio daqui de casa.
É Aproximadamente meia-noite, estou cansada demais, mas comemoro mais um dia.
Os irmãos Davis iniciaram um tiroteio ontem e algumas pessoas morreram, nessa hora eu estava na rua, mas me escondi rapidamente.
Não tive tempo de escrever durante essa semana, um carregamento novo de balinhas chegou, 100 toneladas de droga é muita coisa e eu fui receber, minha sorte é que a policia raramente ronda esses lugares Tim diz que eu sou competente o suficiente pra isso e eu como não posso negar trabalho eu acabo aceitando. E eu estou andando armada... Eu bem que podia acabar com minha vida com essa porcaria pesada. Ninguém ia sentir muita falta mesmo. Mas não vou fazer eu ainda creio que as coisas vão melhorar.
Bom como eu disse não fui para escola, vergonha, medo e frio são as palavras que definem minha escolha. E só pra constar estou escrevendo com a luz da lua, cortaram a energia, mas com o dinheiro de hoje da pra pagar para o Henrie amanhã.
Fiquei enrolada embaixo da minha manta pelo máximo de tempo que pude, mas logo Jackie apareceu e fui com ela vender na bocada. Ela diz que estou extremamente magra, e sinceramente não duvido, não tenho me olhado muito no espelho essa semana e mal tenho tempo para comer isso quando a comida chega por aqui.
Quando voltei para casa minha "mãe" me aguardava com um homem... Fui vendida, algumas horas de prazer para o nojento do cara que nem me lembro o nome em troca de uma quantia considerável... Mas quando se está nessa vida é meio difícil você recusar algumas coisas.
Por mais que eu tenha uma raiva do tamanho do universo pela minha mãe eu ainda a amo e não posso não colaborar com comida, Lucas está doente de novo e acho que ele parte dessa vez e sinceramente eu prefiro que ele se vá em paz do que viva na mesma miséria que me encontro.
Senti dor demais e chorei muito, mas de nada adiantou... Quando acabou ele já havia deixado o dinheiro com minha mãe e apenas partiu... Eu me encolhi e chorei por mais uma hora. Tomei banho, meu corpo continua com cicatrizes, ganha novas. Me senti muito suja, mais do que já sou.
Depois disso Jackie veio, eu não contei para ela, não precisava de um olhar de pena e dela querendo matar minha mãe. Apenas fui conversar com Tim e prestar contas.
Na volta teve um tiroteio, uma bala pegou minha costela de raspão e eu perdi mais uma amiga. Jackie sangrou até morrer e eu chorei mais uma vez. Era mais ou menos dez o relógio no meu pulso ainda me ajuda a identificar as horas.
Levei o corpo dela para um dos milhões de becos e atei fogo depois de me despedir, aqui é assim, ou você da um fim no corpo ou usam ele para coisas que não quero saber, mas não são boas. As pessoas por aqui morrem rápido e cedo, não duvido que meu fim seja esse. Acendi meu primeiro cigarro, mas desisti dele na metade, eu sei que sou melhor do que isso.
Estou começando a ser revoltada e brigona, não gosto disso, não gosto dessa Lucy.
Depois que vi o corpo inteiro queimar e feder demais eu sai de lá e fui para a laje eu tinha que dar uma monitorada no movimento e passar para o Chris, além de traficante sou olheira. É foda, mas aos poucos me acostumo e já posso juntar prostituta a minha lista.
Desci para casa faz 20minutos, Lucas é bem novinho pra estar mal de tuberculose novamente. Os cabelos escuros dele estavam suados e ele estava ardendo em febre dei outro banho nele. Minha mãe estava trabalhando, dei o remédio que nunca parecia fazer efeito, ele estava um pouco verde, muito magro, consigo ver os ossos por baixo da pele novamente, mas não é falta de comida, a doença leva meu pequeno irmãozinho aos poucos.
E acabo de deitar, estou com sono... Até logo confidente.
Tanto Santana quanto Demi estavam chorando, seus dedos entrelaçados com força.
–O que aconteceu com Lucas? — Demi perguntou com a voz embargada de choro.
–Eu não sabia dele até agora. — Santana passou os dedos pelos olhos afastando as lagrimas — Me dá aqui.
Demi entregou o diário e continuou olhando para o teto e afastando as lagrimas com a mão livre.
–Última folha, poucas palavras — Santana disse.
–Aguenta ler? — Demi sussurrou.
–Não, mas preciso saber. Porque no momento, me encontro capaz de trazer a mãe dela a vida só pra matar de novo. — Santana fechou os olhos com força e depois virou o rosto vendo o perfil de Demi.
Algumas lagrimas escorreram e Santana beijou-as. Então puxou ar e olhou para o diário.
23 de Setembro de 2012
É duas da madrugada não consigo pregar os olhos, eu nem ia mais escrever, mas acho que preciso colocar pra fora mesmo que seja só aqui e pra você.
Hoje o Lucas se foi, sei que aonde quer que esteja está melhor, viveu pouco, mas sei que fiz minha parte, eu o amei intensamente por todos os seis anos de vida dele.
A ideia de incinera-lo foi insuportável e com o pouco de dinheiro que eu tinha consegui fazer com que ele tivesse um lugar, uma lapide.
Agora estou deixando minha casa, que já não parece mais minha. Preciso de distancia da mulher que me colocou no mundo. Vou ficar com a Brooke e você vai ficar escondido por aqui, guardando meus segredos...
Boa noite confidente.
Demi fechou os olhos e Santana já havia parado de chorar. A raiva inflamava mais rápido nela, mas como não podia fazer nada, ficou quieta e guardou o diário enrolado no bolso.
Ficaram em silêncio por aproximadamente uma hora, Demi finalmente virou seu rosto e olhou o perfil de Santana. — Ela tem você e eu começo a achar que isso é melhor do que muita coisa, você não pode alterar o passado, mas pode mudar o futuro e faze-lo inesquecível.
Santana deu um sorriso discreto, a frase de Demi dizia mais do que todos poderiam compreender, por mais que fosse simples.
Agora o aperto de suas mãos eram mais suaves e brincavam com seus dedos. O melhor que podia fazer no momento era ignorar o passado, retardar o sentimento de odio e cuidar para que Lucy tivesse uma vida maravilhosa daqui para frente.
–E então como foi o dia hoje? — Santana perguntou virando o rosto.
A distancia permitia que uma troca de olhares acontecesse.
–Hmmm... Muita maquiagem, muita euforia, até que foi legal gravar, muito diferente do que eu já estava acostumada. — Demi disse.
–Diferente? — Santana franziu.
–Ahn... Ter você é diferente, faz quase dois anos ou algo assim que não tenho um relacionamento serio. Sim, sou péssima de matemática. Então eu não estou acostumada a ter alguém pra mim, nesse quesito, tipo, dando atenção... Cuidando... Entende?
–Sim, muito. — Santana assentiu. — O que você fez nas gravações?
–Hmmm... Cantei respondi algumas perguntas sobre meus trabalhos. — A cantora respondeu baixinho.
–Canta pra mim? — Santana pediu sem jeito.
Demi riu e viu a latina virar o rosto e olhar para o teto, se aproximou colocando a boca bem perto do ouvido de Santana.
–Baby when they look up at the sky, we’ll be shooting stars just passing by, you’ll be coming on with me tonight. We'll be burning up like neon lights.
Demi cantou a musica toda em um sussurro enquanto Santana apenas ouvia, quando acabou ela virou seu rosto.
–É bonita. — Disse baixinho.
–Obrigada. — A cantora respondeu — Eu preciso te contar algo.
–Hun? — Santana a olhou.
–Eu vou passar uns quatro ou cinco dias no Brasil, fazendo coletivas e gravando programas, eu vou anunciar a Neon Lights Tour lá. — Demi sussurrou.
–Quem vai abrir seus shows? — Perguntou.
–Acho que Fifth Harmony, não lembro direito porque tem muita coisa acontecendo. — Demi disse — E deve ter mais alguém.
–São muitos dias. — Santana disse — Mas acho que dá pra aguentar.
–Eu prometo te ligar no final de cada dia que eu passar por lá. — Demi assentiu.
–Eu vou cobrar. — Santana sorriu.
–Hnnn...
–O que foi? — A latina franziu diante da hesitação da cantora.
–Vai se manter longe de Brittany? — Perguntou muito baixo.
Santana nunca soube muito bem o que era ter alguém sentindo ciúmes, Brittany sempre a teve na palma da mão. Ao ver o sentimento ali estampado nos olhos da cantora sorriu.
–Depois de hoje não quero vê-la tão cedo, e nem tenho motivos para me aproximar dela. Nem quero, então sim, eu vou me manter longe. — Assentiu.
–Obrigada. — Suspirou de alivio. — E como foi seu dia?
–Muito corrido. — Disse e deu risada — Quando cheguei no escritório Quinn estava andando de um lado para o outro feito louco...
Ela contou todo o ocorrido e ambas deram risada.
–Agora entendo porque insiste em chamar Rachel de burra. — Demi observou se lembrando da conversa no café da manhã.
–Bom enquanto estiver tudo indo para frente e colaborando estarei apoiando... Se você passar muito tempo observando Quinn no Kyle você nota tudo que ela não demonstra, que é cansaço, medo e cansaço de novo.
–Acho que deve ser chato ficar em um corpo que não é seu.
–Ainda mais do sexo oposto, por causa disso e mais detalhes acho que a Rachel nunca vai merecer a Q.
–Até eu que nunca fui profunda na historia concordo com isso.
Santana arqueou as sobrancelhas surpresa. — Por quê?
–Quinn amou muito tempo em silencio, tomou um tapa quando foi sincera, sofreu por mais três anos e agora esta dentro de um homem por causa da Rachel que ainda esta confusa pelo que sente... Acha justo?
–A vida não é justa. Principalmente com Quinn Fabray.
–Bela analogia. — Demi riu — Ela parece uma pessoa legal.
–Na maior parte do tempo. — Santana assentiu — Se você concorda porque quer ajudar?
–Porque quem escolhe não sou eu nem você, nem é a Quinn direito, é o coração dela.
–Verdade... — Santana analizou — Quando você viaja?
–Domingo as 6hrs, chego lá pela segunda a tarde eu acho... Sou péssima com contas.
–Vai me avisar quando chegar? — Santana perguntou.
–Claro que sim! — Demi sorriu e selou seus lábios.
–Me pergunto por que Mary Jane gostava tanto dos beijos de Peter Park, vulgo Homem Aranha. Isso é horrível. — Disse baixo.
Demi riu e elas se sentaram. — Cada louco com seus gostos.
Elas se beijaram profundamente, alguns minutos depois quando se separaram em busca de ar Santana observou Demi e afastou os fios de cabelo que estavam grudados na bochecha dela.
–Você tem certeza que quer Lu...
–O pacote completo, lacrado e só meu. — Demi sorriu e uniu seus lábios em um selinho demorado. — Tem um tipo de brilho diferente nos seus olhos quando fala dela ou está com ela.
–Eu gosto dela, foi muito engraçado o dia em que fui pela primeira vez na clinica, o que foi essa semana acho que na segunda... Enfim. — Santana era péssima com datas — Eu estava brava e Kyle me arrastou para clinica ele ia ver Charlie e antes me mostrou Lucy, e ela me conquistou contando um pouco do que passou. Tipo eu estava brava, mas ela conseguiu domar o leão que habitava dentro de mim em questão de segundos e transforma-lo em um gatinho dengoso.
–Olha, são só dez anos de diferença. — Demi brincou.
–Eu só a vejo como filha sua bobona. E eu tenho uma namorada linda que gosta de mim assim como eu gosto dela. — Santana riu. — E a Lucy gosta muito da minha namorada.
Demi se inclinou e deu um beijo na bochecha de Santana, estava vermelha. A latina sorriu e divagou um pouco em pensamentos, fez as contas, eram 6 anos de diferença de Beth para Lucy, mas ainda assim seriam um casal no futuro.
–O que se passa nessa cabeça latina?
–Estava pensando na filha da Quinn.
–Até uma filha ela tem?
–Pra você ver como a vida é justa, ela namorava Finn Hudson e o traiu com Noah Puckerman, uma vez foi o suficiente para Beth nascer.
–Finn Hudson ex da Rachel?
–Ex de quase todas nós, mas a que ele mais passou tempo foi Rachel... Eu perdi minha virgindade com ele.
–Me conta essa historia tipo, desde o ano calouro de vocês na escola?
Santana deitou e Demi ao lado dela com a cabeça no braço da advogada enquanto ela contava os bons e maus anos em Lima até a faculdade.
As brigas, as traições, as trocas, as frustrações, as vitorias, tudo sem deixar passar detalhes.
–Porra até de cadeiras de roda a Quinn ficou? — Demi disse surpresa.
–Enquanto ia para o casamento sem futuro de Rachel e Finn aconteceu o acidente. — Enfatizou novamente — A Rach só não casou por...
Santana franziu, Rachel era muito sentimental então por isso ninguém notou nada... Esperava Quinn pra casar com Finn, a noticia demorou a chegar e mesmo assim não casou...
–A Rachel já gostava da Quinn... — Santana analisou — Caralho! Não acredito! Eu estava cheia de piadinhas, todos muito focados no casamento precoce. Caramba! Eu não acredito que não tinha notado isso. A Rachel quase morreu no hospital... Acho que chegou lá mais rápido que Judy. Como deixei passar isso?! Ela tava se acabando na escola e o abraço que elas trocaram na minha frente. Sentimento muito encubado por ambas as partes.
–Elas são "end-game"- Demi disse ouvindo a analise.
Santana contou mais.
–Espera volta, você cantou Stronger?! Você canta?
–Cantei, só não lembro se foi em uma Sectional ou Nactional, e eu cantava, faz um tempinho que não faço isso.
–Eu quero ver.
–Fala com a Rach ela deve ter gravado em algum DVD.
–Ok
Santana contou mais.
–Unholy Trinity? — Demi segurava o riso.
–Nunca fomos anjos e nem tínhamos muita sorte, o nome era legal e sabíamos exatamente o que fazer. — Santana explicou.
–Quando foi a ultima vez que cantaram juntas? — Perguntou curiosa.
–Uhn... Come see about me, foi no ano seguinte que terminamos a escola creio eu. — Santana disse.
–Quem era líder das Unholy Trinity?
–Nossa Head Cheerio... Quinn podia ser uma vaca maldosa quando queria, mas ainda era uma boa líder. Por isso durou tanto sendo líder de torcida.
–Eu ainda não conheço a cara feminina dela.
Santana puxou o celular e mostrou uma foto em que estavam na páscoa desse ano. Ela mostrou cada um e disse. — Esse é Puck o pai da Beth, essa é a Shelby, mãe adotiva da Beth e mãe biológica da Rach, Judy mãe da Quinn, a Quinn e a Beth e eu.
–Quinn é bonita!
–Sim, ela é um mulherão, o sonho de consumo de muita gente que apenas olha para ela e mesmo sem conhecer ela direito, a quer, mas mesmo conquistando o mundo só de arquear a maldita sobrancelha, ela quis Rachel Berry, a anã mais difícil do universo! — Santana disse observando Quinn na foto.
–Se ela não fosse cega pelo brilho da Rachel e sua melhor amiga eu teria ciúmes dela. — Demi disse.
–Nós brincamos por um tempo, mas não dava certo focávamos em outras coisas. — Santana sussurrou.
Demi franziu mudando de assunto. — Me explica mais sobre Shelby?
–Claro, aproveito e te explico sobre as Troubletones.
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