Good Lucky
3 Teddy Bear
Notas iniciais
19 Comentários a mais ^^
Obrigada aos que favoritaram tambem :*
Bom eu tive bastante inspiração e acho que escrever está se tornando um jeitinho de colocar pra fora um pouco dos meus sentimentos reprimidos então espero que gostem, ok?
Santana se aproximou deles com um sorriso largo. Logo os três estavam indo para casa, quando chegaram lá Frannie havia deixado um bilhete dizendo que havia ido para a clínica.
-Beth, a porta está trancada. – Quinn disse esticando a chave para a filha que já estava indo para a escada.
Beth voltou correndo e pegou a chave.
Quinn e Santana se sentaram no sofá.
-Obrigado. – Quinn disse olhando para a latina.
-De nada. – Santana respondeu colocando as pernas em cima do sofá e encostando a cabeça na mão. – Como foi?
-Estranho e incrível. – Quinn disse – Eu senti falta da voz dela.
-Você a ouviu cantar ontem.
-Senti falta de ouvi-la falar comigo e sorrir pra mim.
-Conseguiu arrumar os papéis dela?
-Ela já tem tudo. O caso dela virou prioridade agora, ok?
-Tudo bem... – Santana revirou os olhos.
-Segunda feira eu vou passar o dia fora. – Quinn disse.
-E Beth? – Santana perguntou franzindo.
-O computador da Jennifer travou. Vamos trocar de sistema. O que vai me custar uma fortuna e instalar Notebooks lá, que é mais fácil de trabalhar. Eu vou falir desse jeito. – Quinn reclamou. – A Jenn pode ficar com a Beth e leva-la pra fazer compras ou para onde Beth quiser.
-E você aonde vai?
-Ver o Charlie.
-Com ela? – Santana inclinou a cabeça
-Sim.
-Isso sim é um avanço. – Santana sorriu. – Eu vou trabalhar lá no quarto e depois eu vou sair para jantar com a Britt.
-Estão se acertando?
-Sim, estamos tentando.
-Espero que consigam.
-Nós esperamos que o mesmo aconteça com você.
-San com tudo de maluco que já aconteceu... Você acha possível que eu tenha visto alguém do futuro? – Quinn perguntou ao se levantar.
-Não duvido de mais nada. – Santana disse.
-Eu acho que eu vi a filha da Rachel...
-Que filha? – Santana franziu.
-É isso que eu quero saber.
-Quando você a viu?
-Hoje de manhã. Eu tava saindo do banheiro depois do banho e ela apareceu.
-Como ela era? – Santana parecia interessada na resposta. — O que ela disse?
-Ela tinha cabelos castanhos compridos, olhos verdes, um nariz muito certinho, mas a boca era a mesma e tinha aquele sorriso de mil watts que só a Rachel consegue dar. Ela disse que minhas decisões poderiam mudar o curso de vida de uma família. E que me amava, mas às vezes eu era insuportável. – Quinn disse rápido.
-Como eu disse... Não duvido mais de nada. – Os cantos dos lábios de Santana subiram em um sorriso.
-Eu vou ver a Beth. – Quinn disse subindo a escada e encontrando um monte de sacos plásticos e papéis de presente rasgados. – Beth cadê você?
-Aqui em cima. – Ela disse do sótão.
Quinn subiu meio encurvado para não bater a cabeça e encontrou Beth no meio de um monte de ursinhos e dos pufes perto da televisão.
-Está tudo bem? – Quinn se sentou ao lado dela.
-Shelby esta muito mal. – Beth disse. – Ela quase não consegue falar mais.
-Como seu pai está?
-Não muito bem. Eu tou com medo de perder ela. – Beth brincava com o minion que estava ao seu lado.
-Querida, eu vou fazer de tudo pra poder ajudar, ok? – Quinn puxou Beth delicadamente para si e a abraçou.
Ficaram em silencio por um breve tempo e depois Beth se afastou um pouco.
-Você que comprou essas coisas?
-Não. — Quinn negou. – Eu só dei dinheiro. A tia Frannie comprou, mas ela está uma fera porque eu deixei-a trancada dentro de casa.
-Onde ela está? – Beth perguntou.
-Lá na clínica dela. – Quinn sorriu.
-Ela vai demorar?
-Acho que não. Só que ela está mais assustada do que eu com essa historia. Ela é psicóloga e isso meio que contradiz algumas coisas na cabeça dela. – Quinn explicou.
-O que vamos comer? – Beth perguntou.
-O que você quer comer?
-Pizza. – Beth disse sorrindo.
-Ok. – Quinn sorriu. – Amanhã a gente almoça fora?
-Sim. – Beth sorriu. – A gente pode usar a piscina?
-Pode sim, mas amanhã ok?
-Ok.
-Vamos lá para baixo? Eu vou te dar o panfleto de sabores ai você pergunta pra tia San o que ela quer enquanto em me troco e depois a gente compra. – Quinn disse levantando.
-Vamos. – Beth assentiu e arrastou o bichinho de pelúcia junto.
Quinn recolheu a sujeira do quarto de Beth, jogou no lixo e deu o panfleto para ela quando foi para o quarto. Colocou uma camiseta, uma calça, ficou descalço e saiu do quarto se sentando no sofá.
-A tia San disse que a tia Britt vai comer aqui então vão querer uma Pizza doce. – Beth disse saindo do escritório de Santana.
-Seu pai me disse que você está com dificuldade na escola. – Quinn disse quando Beth se sentou ao seu lado.
-Eu odeio matemática. – Beth resmungou.
-Eu vou te ensinar um pouco depois. – Quinn informou.
-Tá. – Beth disse a contragosto.
Quinn pediu quatro Pizzas, e se sentou na frente da TV enquanto Beth assistia Wild Girl no Boomerang. A pequena se sentou no colo de Quinn enquanto assistia e deitou com a cabeça no ombro.
Frannie e Brittany chegaram juntas e entraram na casa vendo os dois assistindo.
-Oi Beth. – Brittany disse sorrindo para a garotinha.
-Tia Britt! – Beth pulou do colo de Quinn e correu para Brittany se jogando nos braços dela.
-Que susto. – Quinn disse observando as duas. Frannie olhou para ele e sorriu. — Desculpa pela chave. – Quinn se levantou.
-Tudo bem. – Frannie disse tirando a bolsa do ombro.
-Beth, essa é minha irmã Frannie. – Quinn disse para Beth.
A garota olhou para a tia e sorriu segurando na cintura de Quinn.
-A mamãe parece bastante com você. – Beth disse insegura.
-É, e você parece bastante com sua mãe. – Fran se abaixou e abriu os braços para Beth.
A pequena sorriu e caminhou até a tia e a abraçou.
-Oi amor. – Santana disse saindo do escritório e vendo Brittany.
-Oie. – Brittany disse com um ótimo humor e grudou seus lábios no da latina por breves segundos.
A campainha tocou e Quinn foi pegar a carteira para pagar as pizzas.
Depois estavam todos sentados na cozinha comendo e conversando. Beth começou a bocejar com frequência depois de comer o terceiro pedaço de Pizza.
-Você está com sono? – Quinn perguntou.
-Uhn-uhn. – Beth negou bocejando.
Aquilo arrancou uma gargalhada de todos.
-Vem. – Quinn disse limpando as mãos no guardanapo. Pegou Beth no colo que parecia não pesar nada.
A pequena prendeu as pernas na cintura de Quinn e deitou a cabeça no ombro.
-Você vai dormir assim? – Quinn perguntou para Beth enquanto subia a escada.
-Eu tenho que colocar o pijama e escovar os dentes. – Beth disse soltando o ar pelo nariz com força.
-Com que você vai dormir? – Quinn perguntou apontando para os ursinhos e colocou Beth sentada na cama.
-Com você. – Beth bocejou novamente e abriu a mala pegando o pijama.
-Tem certeza? – Quinn perguntou.
-Sim. – Beth disse indo para o banheiro.
-Escolhe o ursinho quando sair, eu vou estar te esperando. – Quinn disse.
Beth não demorou muito no banheiro e acabou pegando o minion que estava perto do pé da cama.
-É esse? – Quinn perguntou.
-Sim. – Beth assentiu sonolenta.
Quinn pegou a mão de Beth e desceu junto com ela para seu quarto.
Arrumou a cama e ligou a TV em algum canal de desenho e viu Beth deitar de bruço com o bichinho embaixo do braço. Cobriu a filha e depositou um beijo no meio dos cabelos claros.
-Eu amo você princesa. – Quinn sussurrou.
-Também te amo. – Beth respondeu sussurrando e fechou os olhos.
Quinn fechou a porta e se sentou a mesa enquanto as três conversavam.
-Ela nem vai ser mimada né? – Frannie perguntou sorrindo.
-Olha a família que ela tem. – Quinn disse puxando outro pedaço de Pizza para seu prato.
-Você não tem fundo? – Santana perguntou.
-Acho que não. – Quinn disse.
-Ela é linda. – Frannie disse.
-Foi a melhor coisa que a vida me deu. – Quinn disse.
-Acha que ela vai aceitar bem a historia? – Brittany perguntou e mordeu um pedaço de Pizza doce.
-Ela ficou meio incomodada com o fato de ter outra “garota” na minha vida, mas eu conversei com ela sobre isso e ela aceitou um pouco melhor. – Quinn disse e sentiu seus olhos começarem a pesar.
-Eu vou ler. – Frannie disse se levantando e colocando o prato na pia. – Boa noite meninas. – Ela disse para Santana e Brittany.
-Boa noite Fran. – Britt respondeu e Santana sorriu.
-Boa noite, maninho. – Fran beijou a cabeça de Quinn e foi para o quarto.
-Boa noite. – Quinn sorriu. – Eu vou para o meu quarto também, quero curtir minha filha linda que está dormindo lá e, por favor, menos barulho.
-Pode deixar capitão! – Santana disse e piscou.
Quinn entrou no quarto, foi para o banheiro escovar os dentes. Depois de terminar se deitou na cama e ficou observando Beth até cair no sono.
Frannie deu uma olhada no quarto de Quinn antes de sair e encontrou Beth e Quinn dormindo de bruço, Quinn tinha um braço sobre Beth e a pequena tinha o braço sobre o ursinho. Dormiam profundamente como se dividissem o mesmo sono.
Beth ainda estava dormindo quando Quinn acordou, se levantou tomou banho e foi ligar para Puck.
-Oi? – Puck disse ao atender.
-Noah, é a Quinn. Acho que a gente precisa conversar. – Disse se sentando com o celular na orelha.
-Aconteceu algo com Beth? – Puck perguntou.
-Não. Com Beth nada.
-Com você eu sei que aconteceu a Santana falou por cima.
-Também não é sobre isso, embora eu queira matar Santana por falar mais do que deve.
-É sobre o que?
-Shelby. – Quinn disse.
O silencio se instalou na conversa.
-Eu não sei o que fazer. – Puck disse finalmente quebrando o silencio. – Eu estou no hospital com ela, ela não quer falar com a Rachel, não quer a Beth por perto...
-Quando ela descobriu isso? – Quinn perguntou.
-Faz uns dois meses. – Puck disse
-E qual é o problema?
-O câncer está comendo as cordas vocais de Shelby e logo vai acabar com a garganta dela. – Puck disse com a voz falha.
-E o tratamento? – Quinn apoiou o cotovelo na perna e a cabeça na mão.
-Não vai funcionar. – Um suspiro engasgado saiu da boca de Puck e chegou até o ouvido de Quinn.
-E como eu vou contar pra Beth isso? – Seu estomago revirava pensando em Beth e em Rachel.
-Nós vamos. – Puck garantiu.
-Quanto tempo a Shelby tem?
-O medico não disse ainda.
-Como você está?
-Com medo é claro.
Silencio novamente e esse mais pesado do que o anterior. Quinn hesitou algumas vezes até que perguntou.
-Puck você não acha que deve contar para a Rachel?
-Ainda não, quem tem que falar com ela é a mãe dela. – Puck disse suspirando. – Eu vou convencê-la.
-Qualquer coisa que precisar pode contar comigo. – Quinn disse
-Eu sei Quinnie. – Puck disse. – Eu vou desligar.
-Me liga para dar informações.
-Pode deixar.
Quinn segurou o telefone entre as mãos e levantou a cabeça vendo Brittany encostada na pilastra.
-Você não parece bem. – Ela disse se aproximando.
-Muita coisa acontecendo no mesmo tempo. – Quinn deu espaço para Brittany se sentar ao seu lado.
-A San disse que amanhã você vai sair, se quiser eu fico com a Beth. Eu não trabalho de segunda e eu adoro aquela menininha. – Brittany sorriu.
-Obrigado. – Quinn sorriu.
-Agora respira e se acalma que tudo vai se resolver. – Brittany disse.
-Tá bom. – Quinn assentiu. O relógio já marcava 13hrs. – Vocês vão sair?
-Não. – Britt disse.
-Assim a Frannie não me mata. – Quinn sorriu.
-Bom dia tia Britt. – Beth disse saindo do quarto de Quinn. – Bom dia papai.
-Boa tarde filha. — Quinn deu risada.
-Boa tarde lindinha. – Britt disse.
-Tarde? – Beth franziu coçando o olho.
-É uma da tarde já. – Quinn disse se levantando. – Está com fome?
-Um pouco. – Beth assentiu. – Vamos sair?
Quinn assentiu.
-Eu a ajudo. – Britt disse esticando a mão para Beth.
Quinn foi para a cozinha e viu uma folha com a letra de Frannie. Encheu uma xícara de café e bebeu enquanto lia.
Quinnie,
Ontem eu entendi um pouquinho do que aconteceu durante esses dez anos.
Eu entendi o porquê você deixou Beth e o porquê você abandonou tudo pela escola e por quem você é.
Eu realmente invejo você nesse quesito. Você não tinha uma família em casa, então buscou uma fora, você se decidiu sobre o amor e ele te consome até hoje, sinceramente eu acho que Rachel não merece seu amor, mas é você quem escolhe isso e não eu, nem o papai ou a mamãe.
A Beth é linda, ela é você todinha quando você tinha essa idade. Deve ter sido difícil entregar Beth quando ela era um bebe, mas como eu disse você construiu uma família e dentro dela incluía a mãe adotiva de Beth e seu ex.
Eu não sei se tudo isso tá me deixando mais paranoica do que o normal, mas ainda é muita informação para minha cabeça e eu estou admirada pelo fato de que você está conseguindo conviver com isso. Acho que você nasceu pra ser camaleão, desde novinha você se adapta com as mudanças da vida facilmente.
Lembro quando papai disse que íamos mudar e você não reclamou, apenas deu adeus a quem tinha que dar juntou suas coisas e o seguiu sem dar um pio, diferente de mim.
Eu tenho certeza que o papai se orgulha de você, sei que ele te admirava porque ele falava muito de você. Eu era a preferida como você gosta de dizer, mas você era a princesinha. Mesmo com todos os seus “defeitos”.
Sai pra pensar um pouco e escrever. Depois eu vou para a clínica terminar de arruma-la para abrir.
Eu senti sua falta.
Beijos
Francielle “Frannie” Fabray
Quinn sorriu após terminar.
-Anda jogando seu charme em cima da minha loira é? – Santana estava apenas com uma camiseta e Quinn demorou seus olhos na perna da latina.
-Não. – Pigarreou – Minha filha talvez.
-Elizabeth Fabray Puckerman... Essa garotinha tem de tudo para seduzir o mundo. – Santana resmungou pegando a xícara da mão de Quinn.
-É. Os pais dela são foda. – Quinn piscou dobrando a folha e enfiando no bolso da calça. – Eu vou usar seu carro. Pode usar o meu se quiser e se for sair leva a chave para Frannie.
-Aonde você vai? – Santana perguntou.
-Levar a Beth pra comer. – Quinn disse.
Santana observou Quinn, sabia que a sua melhor amiga estava desconfortável dentro daquele corpo, mas sabia que ela estava se divertindo o máximo que podia. Brittany abraçou a cintura de Santana por trás depositando um beijo na bochecha dela e Beth ficou olhando para Quinn.
-Bom almoço pra vocês. – Brittany disse.
-Obrigada. – Beth e Quinn disseram em uníssono.
Quinn e Beth se sentaram em uma cabine para dois de um restaurante mediano. Enquanto comiam Beth contava sobre a escola e as peças que havia feito.
-Você gosta de atuar? – Quinn perguntou.
-Muito. – Beth assentiu.
-Eu vou colocar você em aulas de teatro então, tudo bem?
-Serio? – Os olhos de Beth brilharam e ela sorriu.
-Sim muito sério. – Quinn assentiu.
Um pouco de silencio e Beth terminou o suco de seu copo então olhou para Quinn.
-A tia Britt disse que eu vou ficar com ela amanhã. – Beth disse.
-Sim, eu vou junto com uma cliente da tia San ver o garotinho que ela vai adotar. – Quinn disse rapidamente.
-Quantos anos ele tem? – Beth perguntou.
-Um ano e alguns meses. – Quinn sorriu.
-Você vai levar algo para ele?
-Você quer que eu de algo para ele?
-Sim. Todas as vezes que eu venho para cá ou você vai para lá você me leva presentes. – Beth assentiu.
-Mas você é minha filha. – Quinn apoiou os dois braços sobre a beira da mesa.
-Ele ainda não tem família. Seria legal ganhar algo de alguém. – Beth parecia muito mais madura do que Quinn imaginava que ela era.
-Você quer me ajudar a escolher?
-Sim. – Beth assentiu terminando.
Quinn pediu a conta e pagou, levando Beth para escolher algo para o garotinho.
-O que você mais gosta? – Quinn perguntou enquanto eles entravam na loja de brinquedos.
-Pelúcia. – Beth disse franzindo o nariz com um sorriso e depois abriu os lábios em um sorriso enorme e contagiante.
-Acha que podemos dar a ele um bichinho de pelúcia? – Quinn caminhava pela prateleira vendo milhões de pelúcias e Beth babando em cima de algumas.
-Sim, mas qual? – Beth parecia estar no paraíso da infância.
-Faz assim... – Quinn disse se abaixando e olhando-a. – Você escolhe três pra você. Eu acho algo para ele, ok?
-Sim. – Beth se jogou em cima de Quinn e seus braços o envolveram.
Quinn estava em um extremo do corredor e Beth no outro com duas pelúcias grandes no braço. Quinn estava achando aquilo uma missão impossível, mas tudo se desfez quando viu o Stitch médio no meio de um monte de Nemo, era aquele.
-Escolheu princesa? – Quinn caminhou até a filha.
-Sim. – Beth estava com um linguado, um Mike Wazowsky e um Pluto no braço.
-Vamos levar a Disney pra casa. – Quinn sorriu.
-Papai você não tem problemas com dinheiro? – Beth perguntou depois de hesitar umas duas vezes.
-Não muito, por quê? – Quinn franziu.
-O papai Puck disse que eu não posso ficar abusando do seu dinheiro se não você vai ficar com problemas. – Beth disse bem baixinho.
-Digamos que o papai gosta de guardar dinheiro e que ele só gasta bastante quando certa loirinha está envolvida, mas ele não liga. – Quinn sorriu diante da curiosidade da garota.
Beth sorriu e observou o bichinho na mão de Quinn.
-Ele vai gostar. – Disse baixinho.
-Espero que sim.
Passaram no caixa pagaram e depois foram tomar sorvete perto da casa e depois voltaram para casa, Quinn ficou observando Beth nadar enquanto bebia um pouco do conteúdo da garrafa perto da espreguiçadeira.
Frannie chegou algumas horas depois e viu Quinn na varanda e Beth brincando na piscina. Santana e Brittany estavam sentadas no sofá da varanda conversando e sentindo a noite calma e quente de NY.
-Oi. – Frannie disse entrando na varanda.
-Tia vem nadar comigo? – Beth pediu antes que alguém falasse.
Frannie sorriu feliz por ter ouvido aquilo.
-Claro querida. Deixa só eu...
Quinn puxou Frannie pela mão e se jogou na piscina junto com ela.
-ARGH! – Frannie disse olhando a roupa após submergir e agradeceu mentalmente o fato de deixar o celular sempre dentro da bolsa.
Brittany, Santana, Beth e Quinn estavam rindo.
-Isso não tem graça. – Frannie disse.
-Tem sim. – Quinn riu. – Lembra-se do verão em que viajamos para o Hawaii?
-Sim, eu estava na minha fase patricinha insuportável e você me empurrou para dentro da piscina com raiva da minha atitude. – Frannie assentiu sorrindo.
-Vocês já viajaram bastante? – Beth perguntou subindo nas costas de Quinn.
-Bastante. – Frannie assentiu.
-Eu vou te levar para Paris em breve. – Quinn disse para Beth.
-Promete?
-Prometo.
A noite ia ser longa, todos entraram enquanto Frannie e Beth se arrumavam, Quinn, Santana e Brittany cozinhavam e depois do jantar se sentaram na sala.
-Quinn que tal uma apresentação, Unholy Trinity? – Santana perguntou.
-Que? – Quinn perguntou arqueando a sobrancelha.
-Isso eu quero ver. — Frannie começou a gargalhar.
-Nem pensar. – Quinn disse fixando os pés no chão. – Não canto. Não danço. Não toco.
-Vamos lá Q... Você é a líder. – Santana tinha a maior cara de anjo do mundo.
-Isso mesmo. – Quinn disse se levantando. – A Quinn é a líder e no momento eu não sou ela. Vem filha eu vou te mostrar uma coisa.
Santana bufou e viu Beth e Quinn se afastarem para o quarto da pequena garota.
-Você não devia ter feito isso. – Brittany disse.
-Era só pra descontrair. – Santana disse baixinho apertando suavemente o nariz de Brittany.
-Eu não vou ficar aqui segurando vela. – Frannie disse saindo
Foi para a varanda e sentindo a brisa enquanto seus pés balançavam dentro da água da piscina.
Beth se sentou no chão do quarto enquanto Quinn colocava três ursinhos no chão e mantinha alguns no braço.
-Você não gosta de matemática, certo? – Quinn perguntou se sentando de frente para Beth mas com os ursinhos no meio.
-Certo! – Beth assentiu.
-Mas você gosta de comprar ursinhos. – Quinn disse. – Quantos ursinhos tem aqui?
-Três. – Beth respondeu.
-Tira um, fica?
-Dois.
Quinn começou a mexer nas pelúcias e coloca-las e retira-las para ajudar Beth.
-Coloca dois?
-Quatro.
-Menos três.
-Um.
-Mais Cinco?
-Seis.
-Vezes dois?
-Doze ursinhos? – Beth franziu.
-Sim. – Quinn assentiu com um sorriso. – Isso é fazer contas querida. Você tem que usar o que você gosta ao seu favor.
-De novo. – Beth disse.
Ambos ficaram meia hora brincando com os ursinhos enquanto Beth decorava facilmente como fazer contas.
-Posso dormir com você hoje? – Beth perguntou coçando o olho.
-Eu vou sair bem cedo. Você não acha melhor dormir aqui na sua cama? Você vai dormir mais e vai ter menos barulho.
-Na verdade. – Brittany disse entrando no quarto. – Eu ia levar a Beth lá pra casa.
-Deixa papai? – Beth olhou para ele que estava cheio de ursinhos.
-Eu a ajudo em tudo que precisar. – Brittany disse.
-Claro. – Quinn assentiu.
Beth e Brittany começaram a decidir o que iam levar e o que fariam durante o dia seguinte. Quinn observou as duas enquanto se decidiam.
-Q, a San só estava brincando. – Brittany disse sorrindo enquanto Beth pegava as coisas no banheiro.
-Eu sei. Eu é que não estou no clima.
-Você está bem?
-Apesar de tudo eu estou sim.
-Terminei tia Britt. – Beth disse vindo com a mochila nas mãos.
-Vamos então? – Britt disse olhando para Beth.
Beth passou por Quinn que franziu e cruzou os braços.
-Hey, você não está esquecendo-se de me dar tchau não? – Disse franzindo.
-Desculpa. – Beth disse ficando vermelha e voltando para se atirar nos braços de Quinn.
-Se comporta princesa, te vejo amanhã a noite, não durma tarde. – Quinn disse. – E nada de açaí, nem coca-cola pra essa garotinha ok Britt?
-Pode deixar. – A loira piscou e esticou a mão para Beth.
-Boa noite mamãe. – Beth sussurrou para Quinn antes de ir para Britt.
-Boa noite princesa.
Quinn deu tchau para as duas observou Santana e Brittany trocarem algumas palavra e depois foi para seu quarto, arrumando o alarme para despertar 5 horas.
-Frannie. – Quinn bateu na porta do quarto dela.
-Entra. – A loira mais velha disse tirando o óculos e os olhos dos livros.
Quinn entrou no quarto e sentou na cama.
-Me ajuda com isso aqui? – Quinn apontou para a barba.
-Vai tirar? – Frannie arqueou as sobrancelhas
-Tenho a leve impressão de que se tirar vou ficar com cara de moleque. Então quero só limpar. – Quinn disse fazendo gracinha.
Frannie ensinou Quinn a fazer a barba pacientemente e Quinn tomou cuidado para não se cortar. Depois que terminou sorriu para a irmã.
-Eu não acho que você tem que ter nada do que disse de mim. Você tem sua vida e ela é demais. Sempre invejei sua liberdade, mas nunca desmereci o que me prendia. Você só tem que se aceitar. – Quinn piscou para a irmã.
Frannie abraçou aquele corpo diferente que Quinn tinha e sentiu os braços ao redor de si.
-Você se importa se eu viajar? – Frannie perguntou.
-Você vai voltar antes do Dia das Bruxas?
-Sim.
-Então não. Vai pra frança? – Quinn arqueou as sobrancelhas.
-Sim. Vou voltar a Paris e tentar ser corajosa. Se importa de me levar no aeroporto tipo agora?
-Agora?
-É agora.
-Ok. Eu vou trocar a calça e colocar uma camisa e a gente vai. – Quinn disse saindo do quarto.
Olhou no relógio eram aproximadamente dez horas da noite.
-S eu vou levar a Fran no aeroporto e já volto. – Quinn disse colocando apenas a cabeça para dentro do escritório da latina.
-Ok. – Santana levantou os olhos das folhas que estava lendo — Eu já conversei com o cara do novo sistema e já pedi um novo note, eu vou descontar da poupança empresa ok?
-Sim dessa mesma. – Quinn pensou um pouco. — Depositou o dinheiro da pessoal?
-Sim. E tirei o extrato também. – Santana assentiu. – Aonde a Fran vai?
-Paris...
-Você acha que ela vai...
-Acho que sim. – Quinn sorriu entrando na sala pegando o extrato e colocando a folha que estava no bolso da calça na mesa de Santana. – Depois que ler coloca no meu quarto.
Quinn saiu de dentro da sala e foi para o aeroporto com Frannie que só conseguiu um vôo para duas da manhã. Tomou um energético e aguardou pacientemente até o avião partir, quando chegou a casa já era quase três horas, se deitou, mas o sono não vinha então ficou pensando, no minuto que fechou o olho o celular despertou em sua orelha.
Levantou-se tomou banho e lavou o rosto com água gelada. Colocou uma calça jeans branca, uma camiseta polo de manga comprida, azul marinho e tênis de cano alto. Passou a mão pelo cabelo o arrumando com gel e pegou o ursinho e a chave do carro de Santana. Deixou a chave de seu carro e um bilhete perto da cafeteira.
Saiu da casa e tirou o carro da latina da garagem e olhou no relógio em seu pulso eram seis e dez, torcia para que os carros não estivessem trafegando pelas avenidas principais. A radio estava ligada, mas entrava por seus ouvidos e se perdia no meio dos pensamentos Applause tocava logo cedo, o radio estava baixo. Seus dedos batucavam suavemente no volante do carro. Mesmo sem notar o que estava ouvindo.
Rachel estava na frente da Broadway com um vestido azul marinho de alcinhas finas e bem leve, tinha uma bolsa no braço e seu cabelo estava voando ao vento e grudando em seus lábios grossos. Quinn estacionou tinha exatamente três minutos para tirar o carro dali, abriu a porta rapidamente e pulou para fora.
Rachel sorriu reconhecendo Kyle e achando ainda mais interessante ver ele sem aquele terno. Ele olhou no relógio.
-Pontual. – Disse rapidamente. – Bom dia.
-Bom dia. – Rachel sorriu e foi surpreendida por um beijo na bochecha.
-Vamos? – Ele abriu a porta do carro para Rachel.
-Claro. – Ela assentiu e olhou ao redor vendo que não tinha nenhum paparazzi.
Entrou no carro, Quinn deu a volta meio embasbacado e ainda sentindo o cheiro de Rachel. Entrou no carro e arrancou rápida e silenciosamente.
-Como foi seu final de semana? – Perguntou assim que saíram da principal.
-Intenso e até mesmo triste. Mas se tudo der certo eu vou ser a pessoa mais feliz do mundo. – Rachel disse dando aquele sorriso de mil watts
Quinn se perdeu no sorriso pela sua visão periférica e apertou suavemente o volante.
-Eu vi sua ultima apresentação. – Disse casualmente.
-Eu sabia que já havia visto você. – Rachel disse – E eu vi quando saiu.
-Eu não estava bem e eu tinha que receber uma ligação da Q. – Mentiu confortavelmente, sobre isso poderia mentir tão bem que nem se assustava.
Rachel ficou em silencio e indicou as ruas com as mãos.
-Ela está bem? – Perguntou depois de um longo tempo.
-Não sei... – Deu de ombros. – Faz quanto tempo que está tentando adotar Charlie?
-Não muito. Um mês só. – Rachel suspirou aliviada pela mudança de assunto, Kyle retirou a mão da marcha e coçou a bochecha. – Isso não te incomoda?
-Não. O meu rosto que coça a barba não. – Olhou para encontrar Rachel o encarando. – Como conheceu Charlie?
-Eu costumo cantar em casas para idosos, orfanatos e clínicas psiquiátricas. – Rachel disse. – Charlie estava em uma dessas clinicas, e ele é tão indefeso e pequeno.
-Sei como é olhar para uma criança e no exato momento não poder fazer nada além de transmitir amor a ela. – Quinn disse e olhou para a janela de seu lado lembrando-se de quando viu Beth no berçário.
Rachel decidiu não comentar apenas absorveu as palavras, era como se Quinn estivesse ali falando com ela sobre Beth e aquilo fez seu estomago revirar. O carro parou na frente da clinica.
-Chegamos. – Rachel disse baixo.
Quinn abriu sua porta e saiu dando a volta e abrindo a de Rachel que só abria por fora.
-Que isso? Porta feita para cavalheirismo? – Rachel arqueou as sobrancelhas.
-Sim, Santana é meio maluca às vezes. – Quinn respondeu sorrindo e abriu a porta de trás pegando o pequeno urso. – Acha que ele vai gostar?
-Você comprou isso para ele? – Rachel analisou.
-É... Sim. – Quinn assentiu com receio.
-Isso é fofo. – Rachel disse.
-Vamos? – Perguntou.
Os dois andaram até a porta, Quinn admirava a bela estrutura da clinica e acompanhava Rachel sentindo o cheiro de chocolate emanar de seu cabelo graças ao vento.
-Bom dia Senhorita Berry. – A medica disse a vê-la.
-Bom dia Anne. – Rachel sorriu dando um beijo em cada lado do rosto da Doutora e olhou para Kyle. – Esse é Kyle Fabray, um amigo que está aqui para conhecer o Charlie, e ele também trabalha com a advogada que está no caso.
-É um prazer Sr. Fabray. – A mulher esticou a mão para ele.
-O prazer é meu. — Respondeu apertando a mão dela.
-Ele já acordou? – Rachel perguntou.
-Já sim. – A doutora sorriu. – Vamos.
Rachel parecia um astro vivo cheio de luz própria, ela andava pelo corredor rapidamente. Alguns barulhos de crianças rindo. Quinn ouviu um palavrão e viu uma adolescente sentada no banco que ergueu o dedo do meio para ele.
-Lucy, seja educada. – A doutora disse.
-Eu quero ir embora! – Lucy disse
-E porque não vai? – Quinn perguntou
-Ela está com uma pulseira no braço que irá dar um choque nela caso ela saia.
Quinn franziu, sorriu para a garota e parou na frente dela.
-Eu sou Kyle, o nome da minha irmã do meio é Lucy. – Disse para a garota e deixou Rachel "andar" para longe.
-Ah, legal... – A garota o observou.
-Quantos anos você tem? – Perguntou rapidamente.
-16. – Ela inclinou a cabeça para o lado com um bico.
-Minha irmã teve uma filha com dezesseis anos. – Quinn contraiu os lábios se agachando.
-O que aconteceu com elas?
-Quinn é uma ótima advogada, mas teve seu coração partido porque o amor nem sempre vem de forma fácil. – Disse rapidamente. – Mas ela tem Beth que é a melhor coisa que aconteceu na vida dela.
-Ela parece ser uma pessoa legal. – Lucy disse.
-Você teria que a conhecer para dizer isso. – Kyle arqueou as sobrancelhas — O que você faz aqui?
-Eu fui abusada sexualmente, depois comecei a traficar, minha mãe me vendeu... E mataram ela... – Lucy disse desinteressada dando de ombros.
-Sabia que aqui existem pessoas que se importam com você?
-Ninguém se importa.
-Eu me importo.
-Você não me conhece.
-Você acabou de me fazer conhecer você um pouco. – O sorriso no rosto de Kyle era lindo e contagiante – Não brigue com essas pessoas, elas só querem ajudar você.
-Hmmm... Oi? – Lucy disse olhando para trás de Kyle.
-Oi. – Rachel disse baixo acenando.
-Você veio junto com ela? – Lucy olhou para Kyle.
-Sim. – Quinn se levantou.
-Você é legal Kyle. – Lucy disse.
-Você também é Lucy. – Ele sorriu para ela.
-Vamos? – Rachel perguntou.
-Claro. – Kyle disse olhando para Rachel pelo ombro e depois sorriu para a menina. – Eles só querem ajudar. – Disse para Lucy e seguiu Rachel.
-É verdade o que disse? – Rachel perguntou.
-Depende do que estamos falando. – Quinn disse.
-Coração quebrado. – Rachel sussurrou.
-É feio ouvir a conversa dos outros. – Kyle a repreendeu
-Desculpa. – Rachel parecia envergonhada.
Notas finais
Eu amo os comentários gigantes e cheios de informações
Brittana meus anjos... Mas acho que a Srta. Fields seria muito bem vinda aqui pra dar uma sacudida nas coisas.
Rachel e Kyle(Quinn) babando em cima um em cima do outro, Rachel sendo curiosa... O que acharam disso?
E da Frannie explicando um pouquinho?
Bom espero que tenham gostado e me digam o quanto ok?
Bjos até logo
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