Good Lucky
4 Charlie
Notas iniciais
Awn obrigada por todos os comentários que vocês fizeram e aos que favoritaram também u.u
Desculpa a demora mas é que eu tive um monte de coisas para fazer.
Eu adoro a curiosidade da Rachel talvez seja porque ela me lembra alguém, mas também porque isso ajuda bastante no decorrer das coisas entre eles.
Eu vou colocar a Shay não a Emily ok?
bjinhos, espero que gostem:
-Chegamos. – Anne disse.
Rachel abriu a porta do quarto e encontrou Charlie brincando com a enfermeira. Ele se assustou com o barulho da porta e se escondeu.
-Charlie, é a Rachel. – A enfermeira disse.
-Ele ouviu muitos barulhos de tiro quando era pequeno. – Anne disse para Kyle que observava Rachel se aproximar calmamente até eles.
-Como existem pessoas desmerecedoras da vida nesse mundo... – Quinn sussurrou. – Por favor, esse é meu numero. – Pegou o cartão com o numero de Quinn do bolso – Eu não posso fazer uma adoção, mas eu quero contribuir com ajudas para ela. – Apontou para Lucy sentada no banco observando as pessoas passarem. – Eu e minha irmã cuidaremos de fundos.
-Ok. – Anne sorriu abertamente e indicou Rachel e Charlie com a cabeça.
Ele era pequeno e lindo, tinha olhos claros e o cabelo loiro estava enorme e precisando de um bom corte. Quinn se aproximou.
-Oi. – Quinn se aproximou.
Charlie abriu os olhos e se escondeu embaixo do cabelo de Rachel.
-Medo... – Sussurrou baixinho para Rachel.
-Esse é um amigo. – Rachel disse.
Quinn tirou o plástico do ursinho e mostrou para o pequeno garoto.
-Você gosta de ursinhos? – Perguntou baixinho.
O garoto olhou para ele por entre os fios de cabelo de Rachel e sorriu exibindo os dentinhos. Quinn aproximou dele e o menino pegou hesitante a pelúcia.
-“Chalie”. – Disse baixinho e apontou para si mesmo.
-Kyle. – Quinn apontou para si. Rachel observava os dois. – Você vem comigo?
Ele apertou a pelúcia e escondeu o rosto no ombro de Rachel.
-“Nanão”. – Disse sussurrando.
Quinn sorriu e olhou para Rachel.
-Ele é lindo.
-É sim. – Rachel sorriu e acariciou o cabelo do pequeno que estava em seus braços.
Ambos se viraram para Anne que observava a interação dos três.
-Posso levar ele para cortar o cabelo? – Rachel perguntou.
-Se ele deixar... – Anne sorriu.
-Vamos? – Rachel perguntou para os dois que a fitavam.
-Sim. – Quinn pegou a bolsa de Rachel do chão e deu passagem para ela.
Depois de preencher alguns papéis com a ajuda de Kyle, Rachel e os dois homens que andavam com ela saíram e foram para o carro.
-Vou levar ele no Fernand – Rachel disse.
-Ok. – Ky mesmo sem entender assentiu, abriu a porta da frente colocou a bolsa e abriu a de trás para que Rachel entrasse com Charlie.
-Eu vi o que você fez... – Rachel disse já dentro do carro.
-Sobre Lucy? – Kyle perguntou.
-Sim. – Rachel sorriu.
-Digamos que eu entendo um pouco do que a garota passou. – Kyle disse e fechou a porta suavemente.
Rachel estava imersa em pensamentos como poderiam duas pessoas se parecerem tanto e serem totalmente diferentes. Ela observou Kyle, de seu lugar e encontrou os olhos dele pelo retrovisor.
-Pra onde vamos? – Ele perguntou acabando com seus desvaneios.
-Broadway. – Rachel disse. – Podemos estacionar na rua ao lado.
-Ok. – Kyle assentiu e ligou o radio baixinho.
When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse
Sua garganta se fechou de uma forma meio sufocante. Seus olhos queimaram, a falta que sentia de ser Quinn Fabray estava ali na beira da garganta.
When the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?
Rachel brincava com Charlie, mas notava que Kyle havia ficado tenso na frente do volante. Charlie gargalhou no colo de Rachel quando o carro pulou e por alguma razão estranha aquele som delicioso de um bebe dando risada fez com que Quinn se sentisse aliviada e voltasse a prestar atenção no agora. Mudou rapidamente a estação e batucou os dedos quando ouviu a voz de Kurt Cobain invadir o carro baixinho.
-Onde você esteve durante esse tempo? – Rachel perguntou.
-Me escondendo em becos e depois em Harvard. – Kyle disse.
-Como encontrou Quinn?
-Ela que me encontrou... E eu realmente não sei como. – Havia ironia contida e um tipo de ironia só de Quinn. Estacionou o carro.
-Você tem compromissos? – Rachel perguntou depois de um longo silencio.
-Nenhum. – Negou com a cabeça
-Se importa de passar o dia conosco? – Rachel olhou para Charlie e depois para Kyle.
-Nenhum pouco. – Sorriu – Eu vou abrir a porta.
E assim fez, saiu do carro, abriu a porta para Rachel, pegou a bolsa dela e travou o carro. Os três caminharam para o grande teatro, aonde Rachel passou seus últimos seis anos.
-Você ganhou um Tony por Hit List, não ganhou? – Kyle perguntou enquanto eles iam entrando.
-Sim, foi o meu décimo terceiro e por enquanto ultimo. – Rachel assentiu indicando a porta.
-Você saiu dos palcos feliz? – Ele perguntou.
-Sim, muito. Realizada na verdade. Mesmo com todas as bombas que saíram sobre mim... Eu nunca fui tão feliz. – Rachel assentiu.
Charlie brincava com os fios de cabelo de Rachel entre seus dedinhos brancos e não largava a pelúcia que estava entre ele e Rachel.
-Rachel? – Paul disse vendo a ex-colega de trabalho.
Charlie se encolheu e Rachel o apertou. “Está tudo bem meu amor” ela sussurrou na orelha dele.
-Olá Paul. – Rachel sorriu.
-Me desculpe. – Paul disse vendo o pequeno Charlie encolhido.
-Tudo bem. Paul esse é Kyle Fabray, um amigo. – Apontou para Kyle que segurava sua bolsa e olhava para Charlie. – Kyle esse é Paul, nós trabalhamos juntos em Les Miserables.
-Olá. – Paul disse esticando a mão para Kyle.
-Oi.
Quinn franziu diante do homem e pegou a mão dele a apertando.
-Fer está? – Rachel perguntou sentindo Charlie suavizar em seu colo.
-Está sim. – Paul assentiu. – Veio dar uma olhada no local?
-Não. – Rachel sorriu. – Não há nada que eu não conheça aqui. Eu vim pedir para o Fer cortar o cabelo do Charlie.
Paul olhou para Charlie e acenou o garotinho só o encarou e fechou os olhos suspirando e apertando Rachel e o ursinho.
-Ele não é muito fã de pessoas estranhas não é? – Paul perguntou.
-Não. – Rachel disse olhando para Charlie. – Eu vou indo. Quanto mais rápido sair daqui menos ele vai ficar assustado.
-Rachel eu fiquei sabendo que você vai dar uma coletiva. – Paul disse.
-Sim, eu tenho que explicar o porquê eu realmente estou partindo. – Ela assentiu. – Quarta-feira em um prédio na Times.
-Eu irei estar lá. – Paul disse e não se aproximou de Rachel por causa de Charlie, mas deu um sorriso terno.
Quinn estava observando o lugar admirado com a luxuria.
-Vem Kyle. – Rachel disse baixo.
Quinn ouviu a voz melodiosa de Rachel e a seguiu andavam por cenários e mais um monte de coisas até chegar ao camarim de Rachel.
-Achava que ele deixava de ser seu quando acabasse. – Quinn disse vendo a estrela e o nome de Rachel.
-Ele deixa, Sam vem limpar e levar minhas coisas hoje. – Rachel sorriu abrindo a porta e encontrando seu cabeleireiro trabalhando ali. – Meu camarim é o maior, então o Fernand vinha trabalhar aqui com alguma novata e depois arrumava meu cabelo. – Explicou.
-Ma chère Rachel — O homem disse, Quinn sabia diferenciar um Francês falso de um bem falado e ela tinha certeza que Fernand não era “fausse”.
Rachel abriu um largo sorriso para Fernand.
-Esses são Kyle e Charlie. – Rachel disse.
-Você não perde uma não é? – Ele sorriu piscando para Rachel que corou bruscamente. O sotaque dele fazia com que o inglês parecesse britânico.
-Calado monsieur. – Rachel disse brava. – Eu trouxe o Charlie para que você corte o cabelo dele.
-Deixa só eu terminar essa aqui que eu faço. – Fernand disse apontando para a moça na frente dele.
Rachel se sentou com Charlie no sofá e Kyle se escorou na parede olhando para os dois.
-Eu estou te deixando entediado. Certo? – Rachel perguntou.
-Eu? – Quinn perguntou piscando e Rachel assentiu. – De maneira alguma, é só... Eu não sei o que falar, entende?
Rachel sorriu assentindo e sentou Charlie no sofá.
-Já se apaixonou Kyle? – Ela perguntou tirando os olhos de Charlie e encontrando os dele.
Quinn pensou um pouco, mas ver aquelas esferas redondas cor de chocolate o encarando dificultava um pouco.
-Sim. – Disse assentindo. – Mas não deu certo.
-Quem hoje em dia não tem bagagem emocional? – Rachel perguntou.
-Eu ainda não tenho! – A garota que estava arrumando a sobrancelha disse erguendo a mão.
-Não se mexa Christie. – Fernand repreendeu.
-Serio? – Rachel franziu.
-É... Eu nunca me apaixonei. – Christie disse.
-Olha eu vou te contar três coisas. – Rachel disse encarando-a pelo espelho – Primeiro nunca se deixe levar por uma barriga sarada nem/ou por um rosto bonito. Segundo a única coisa que a pessoa que vai te amar vai querer mudar em você é seu ultimo nome. Terceiro e ultimo, pessoas românticas e carinhosas têm seus defeitos, mas elas nunca machucam alguém por saber amar.
-Como descobriu isso Srta. Berry? – Christie perguntou.
-Jesse St. James e Brody Weston ambos apenas um rosto bonito. Tinham um ego enorme, só se enxergavam. – Rachel disse. – Finn Hudson tentou me mudar. E eu conheci uma pessoa romântica que não me machucou, mas não deu certo.
-Segredos. – Fernand disse sorrindo. – Você Sr. Fabray alguma dica para ela?
-Ame... Mesmo que machuque ame. É a melhor sensação do mundo. – Kyle disse convicto e sorrindo. – É claro, ame dentro dos padrões de Rachel, mas ame.
-Olha só, temos um romântico. – Fernand disse.
-E solteiro! – Rachel riu.
-Eu tenho bagagem emocional pesada, não superei ainda. – Kyle brincou.
-Pronto docinho. – O homem disse para Christie.
-Obrigada a todos. – Ela sorriu e abriu a porta e saiu.
-Vamos lá garotão? – Fernand disse indo pegar Charlie, mas ele se esquivou escondendo-se em Rachel.
-Hey amor. Ele só vai cortar seu cabelo. – Rachel disse baixinho
-Deixa comigo. – Quinn disse pegando o Stitch e indo para perto de Charlie. – Vem aqui comigo, que eu quero contar um segredo para você.
Charlie sabia que Kyle estava falando com ele. Se virou olhando os braços esticados e hesitante foi com medo de que algo acontecesse. Kyle pegou Charlie e colocou a boca perto da orelha dele.
-Ninguém mais vai te machucar. O Kyle não vai deixar. Eu gosto de você bastante e gosto da sua mamãe também. – Disse baixinho só para o garoto ouvir. – Agora deixa o tio Fernand cortar o seu cabelo.
-“Dexa” – Charlie assentiu.
-Você é muito alto Kyle eu não vou conseguir cortar o cabelo do Charlie com você segurando ele. – Fernand disse.
-Dá pra mim. – Rachel disse pegando Charlie. – Se importa se ele tiver o mesmo corte que você?
-Claro que não. – Quinn negou sorrindo.
-Um francês cortou seu cabelo certo? – Fernand olhou para Kyle.
-Não exatamente. Minha irmã mais velha cortou, ela morou na frança por um bom tempo.
-Somos muito exigentes com o desenho final do cabelo. – Fernand disse.
Rachel intertia Charlie para que ele não se movesse muito e quando terminaram ela se limpou dando Charlie para Kyle.
-Rachel, tem uma legião de fotógrafos ai na frente e atrás também. – Tom disse abrindo a porta.
-Tom! – Rachel o abraçou.
-Diva! – O homem disse a abraçando carinhosamente.
-Tom esse é Kyle Fabray. – Disse apontando para Kyle que girava o Stitch na barrigada de Charlie o fazendo dar gargalhadas. – E esse é Charlie Green futuro Berry.
-Awn. – Foi exato som que saiu da boca de Tom ao olhar para Charlie – Lindo Rachel.
-Ok. Volta ao assunto oficial.
-Souberam que você estava aqui e você não deu nenhuma informação, fora um Tweet, todos querem saber sobre você agora. Você só se despediu no palco, mas não informou. – Tom disse rapidamente.
-Eu tenho que ligar para o Sam. – Rachel disse.
-Ele está lá fora contendo os jornalistas. – Tom sorriu.
-Kyle. — Rachel respirou profundamente e se virou para ele. – Ninguém sabe que eu estou acompanhada, então eu vou te pedir um enorme favor.
-O que quiser. – Quinn e Charlie olharam para Rachel.
-Saia pela porta da frente com Charlie, ninguém vai te parar, por não saber quem você é. Eu não quero expor você muito menos, esse bebe lindo. – Rachel disse se aproximando deles e beijando a cabeça do pequeno.
-Eu vou, mas e você? – Quinn franziu.
-Eu vou sair de boca fechada, mas vou ser muito parada te encontro no carro. – Rachel disse buscando os olhos de Kyle com o seu. Ela ficou na ponta dos pés e deixou um beijo na bochecha dele e sorriu. – Muito obrigada por estar comigo.
“Sempre estive” Quinn pensou enquanto ainda mergulhava no mar castanho, no qual queria se afogar.
-De nada. – Respondeu. – Eu devo ir?
-Sim. Tom leve ele, cinco minutos depois eu saio. – Rachel disse.
Quinn seguia Tom segurando Charlie protetoramente.
-Hey amigão deita a cabeça aqui no ombro do tio, a mamãe já vem. – Disse baixinho para o garotinho.
Charlie fez o que Quinn disse e se escondeu agarrando-se ao ursinho. Quinn não imaginou que aquela multidão ali era capaz de se aglomerar em tão pouco tempo. Haviam seguranças de seu tamanho nas portas usando ternos bem arrumados e óculos escuros, Sam estava conversando com algumas pessoas e olhou para Kyle, Charlie e Tom.
Kyle seguiu andando sendo acompanhado com os olhos pelos fotógrafos. Tirou a chave do carro do bolso e caminhou para longe daquela medonha multidão. Charlie parecia uma bola de tão encolhido por causa do barulho de flashes, gritos, e mais coisas.
-Já passou garotão. Logo a mamãe aparece. – Kyle abriu o carro e se sentou com Charlie no banco do carona na frente.
Tom estava explicando por cima quem era aquele que carregava Charlie quando Rachel saiu e ficou impossível de ouvir qualquer tipo de conversa.
-Rachel quem era aquele com Charlie? – Sam perguntou.
-Kyle Fabray. – Rachel disse e sorriu acenando para a multidão.
-Parente da Quinn? – Sam franziu.
-Irmão. – Rachel disse.
-Senhorita Berry uma palavra! – Os jornalistas imploravam.
-Senhorita Berry porque deixou os palcos da Broadway e até mesmo as breves aparições nas series de televisão? – Outro perguntou.
-Eu responderei todas as suas perguntas quarta feita na Times Square as 15 da tarde. – Rachel disse e gesticulou para Sam.
Ela sorriu para os Flashes e ainda viu algumas garotas que gostavam do seu trabalho ali. Sam tentava arduamente responder com poucas palavras e repetia o que Rachel disse.
-Eu preciso ir. – Ela disse e explicou o onde Kyle estava.
-Rachel você vai entrar nesse carro. – Sam disse apontando para o carro preto filmado. – Vamos dar a volta e deixar você com Kyle.
Rachel assentiu e com ajuda dos seguranças ouvindo muitas perguntas ela alcançou o carro e entrou nele bufando e sendo seguida por Sam.
-Calma Travis eu vou sair. – Sam disse para o motorista. – Você falou com a Quinn?
-Não, por quê?
-O que o irmão dela faz com você?
-Longa historia. – Rachel disse. – Pode deixar minhas coisas no apartamento de Kurt, quero distancia de todos vocês hoje. Por favor, só eu, meu filho e meu amigo.
-Se precisar de mim me liga. – Sam disse abrindo a porta e saindo. – Travis vai. – Ele disse e fechou.
O carro arrancou sendo seguido por mais dois idênticos, logo os três ziguezaguearam pela pista e fizeram uma brincadeira para quem quer que estivesse os seguindo se perdesse, afinal a placa de todos os carros eram iguais.
Quinn estava tão absorta na visão de ter Charlie dormindo que nem notou quando o carro – preto e todo filmado – parou atrás do seu. Rachel bateu suavemente na porta e a abriu.
-Hey... – Disse com um sorriso ao olhar para Kyle.
-Hey. – Ele respondeu.
-Desculpa por isso. – Rachel disse olhando para os lados.
-Eu entendo. – Quinn assentiu.
-Tony, pode vir. – Rachel disse. – Você se importa de ir comigo no carro de trás e deixar meu motorista levar seu carro?
-Não. – Quinn sorriu se levantando ainda com Charlie em seus braços.
Rachel pegou Charlie e Quinn deu a chave para o motorista da morena e então entrou no carro junto com ela.
Minutos depois Charlie estava brincando novamente sentado no colo de Rachel e Kyle estava observando-os. O carro parou na frente de uma mansão enorme e muito clara e refletida por causa da grande quantidade de paredes em vidro
-Bem vindo a minha casa. – Rachel disse.
Quinn sabia que Rachel era rica principalmente pela quantidade de trabalhos que fez, fora as entrevistas e revistas e mais umas coisas ai. Mas a casa era perfeita. Os carros pararam antes do gramado grande o suficiente para acontecer um jogo de futebol-americano tinha um monte de pedrinhas no meio para atravessar e ir para a porta de madeira.
Os seguranças desceram dos carros e logo estavam espalhados pelo quintal conversando entre si e observando o lugar. Quinn se sentiu familiarizada com aquela mansão gigante.
-Exagerada? – Rachel perguntou enquanto segurava a mão de Charlie e ele andava puxando ela.
-Não... – Quinn disse após fechar a boca. – É perfeita.
-Eu também acho. – Rachel sorriu.
-Você mora sozinha aqui? – Kyle perguntou.
-Hmmm... Eu tenho esse bolo de segurança me cercando quando alguém descobre aonde estou e aqui em casa é sempre, Kurt adora vir desenhar e ele acaba dormindo aqui as vezes, tem a empregada que mora aqui e também tem o Sam que está sempre comigo quando tenho que resolver algo e isso é quase sempre, sem contar que ele organizava minha agenda. – Rachel disse caminhando e olhando para Charlie que queria andar sozinho e ao mesmo tempo carregar o ursinho. – Acho que sozinha não é bem a definição né?
-Vem cá. – Kyle disse pegando Charlie e o girando. – Não acho que seja mesmo.
-Está com fome? – Rachel perguntou abrindo a porta.
-Sinceridade? – Kyle sorriu amplamente e olhou para ela.
-Hahaha pelo seu tamanho você deve comer muito. – Rachel disse.
-Eu como sim. – Charlie estava tentando pegar o dedo de Kyle pra morder. — E isso me assusta... Quando cheguei fui ao shopping com a Santana e com a Frannie. Eu comi oito pedaços de uma pizza de doze... – Disse envergonhado. Rachel gargalhou. – E quando cheguei ainda fiz mais dois lanches...
Charlie mordeu o dedo de Quinn que se segurou para não berrar o assustando, acabou mordendo o lábio inferior.
-E você ficando envergonhado porque come muito. Acho normal isso. — A morena limpou o canto dos olhos retirando as lágrimas acumuladas. Ela parou de rir ao ver a expressão de Kyle. – O que aconteceu?
-O Charlie mordeu meu dedo... – Kyle disse mostrando o buraquinho do dente de Charlie.
-Hey rapaz não pode morder. – Rachel disse pegando Charlie.
-Está tudo bem. – Kyle estava rouco e sua voz já fazia estragos na cabeça de Rachel... Alguns tons mais baixos e aquilo fez ela se arrepiar.
Rachel viu o sangue se acumular no dedo de Kyle.
-Eliza?! – Rachel chamou alto.
-Senhorita Berry. – Ela disse aparecendo na sala.
-Segura o Charlie pra mim? – Rachel perguntou.
-Eu nem ouvi vocês chegarem. – Eliza disse pegando o garoto. – Seja bem vindo pequeno Berry. – Ela sorriu para Charlie. – E o Senhor também Senhor Fabray.
-Prazer em conhecê-la. – Quinn esticou a mão esquerda.
Estava com o dedão da direita dobrado sobre a palma e o sangue estava coagulando ali.
-Vamos. – Rachel disse chamando Kyle.
Os dois caminharam até o banheiro enorme que poderia caber umas três quatro prateleiras de livros. Rachel abriu a torneira e incentivou Kyle a colocar o dedo embaixo da água. Virou-se para o pequeno armário que tinha na parede atrás da pia de frente com aquele espelho enorme.
Quinn observava o corpo de Rachel dede suas pernas até seus ombros desprotegidos, aquele cheiro constante de baunilha e chocolate parecia mais intenso dentro do banheiro. Rachel se virou com uma pequena caixa nas mãos e encontrou o olhar do Fabray sobre si. Decidiu não comentar apenas sustentou o olhar e se aproximou desligando a água e pegou a mão dele olhando o pequeno furo na pele do dedo, limpou com o anticéptico e pingou iodo colocando um pequeno pedaço de algodão e esparadrapo.
-Obrigado. – Quinn disse.
-Peço desculpas pelo Charlie. – Rachel sorriu colocando o cabelo atrás da orelha.
Guardou as coisas sobre o olhar de Kyle.
-Está tudo bem. – Quinn disse sorrindo.
-Vamos almoçar? – Rachel perguntou.
Aqueles olhos ela tinha vontade de ficar ali tentando desvendar o mistério atrás deles, eram tão familiares e ao mesmo tempo muito estranhos.
-Sim. – Respondeu com um meio sorriso.
Os dois saíram do banheiro em silencio. Não era pesado era um silencio gostoso, Rachel se sentia extremamente sexy sobre a íris verde de Kyle e Kyle/Quinn agora estava começando a surtar internamente por ter medo de que se ela descobrisse ficaria com raiva.
Rachel que era vegetariana e tudo o que comia tinha que ser de origem “Vegan” pediu para Eliza fazer o mais simples, que era macarrão com queijo comum. Uma das poucas coisas que ela comia ainda.
-Gastou muito com essa casa não é? – Quinn observava a sala de jantar.
-Sim.
-Você contratou um ótimo arquiteto não?
-Quando eu tinha vinte e dois anos eu estava em New Heaven... — Rachel começou a falar e o dia atingiu a cabeça de Quinn em cheio. – Eu falava com Quinn ainda e hoje em dia ela provavelmente nem se lembra mais desse dia. Quinn foi minha arquiteta. Nós estávamos deitadas no quarto dela conversando sobre o futuro, foi quando Quinn me disse como a casa perfeita tinha que ser. É claro que discutimos e no final a casa ficou parecida com essa. Eu a imaginava mais clara e pequena e Quinn...
-Mais espaçosa e ventilada. – Kyle disse olhando ao redor.
-Então eu fiz os dois. – Rachel olhava a lateral direita pelo vidro aonde tinha uma mesa de madeira e bancos.
-Quinn me contou...
Rachel sorriu amplamente e indicou a cadeira.
-Eu vou buscar Charlie e avisar Eliza que ela pode nos servir. – Rachel disse após ver Kyle se sentar.
Ele assentiu dando um rápido sorriso e viu Rachel se afastar. Puxou o celular de seu bolso e viu que havia algumas mensagens de Santana perguntando como havia sido. Ignorou, falaria com Santana mais tarde. Retornou a ligação de Frannie.
-Oi? – Frannie atendeu.
-Maninha linda, está tudo bem? – Perguntou olhando para os vidros.
-Eu desembarquei faz duas horas. Tou dentro de um taxi indo concertar minha burrada. – Frannie disse massageando a testa.
-Fran, você parou com todo o preconceito que você tem em si mesma pra ir atrás da Lya? Porque eu disse que você tinha que se aceitar e você nunca gostou muito daquele relacionamento da Q, por que o papai entrou muito nas mentes, mas você se deu conta de que você ama uma mulher? E de que não é pouco? – Quinn se levantou ficando de costas para a porta que Rachel vinha caminhando.
-Eu não quero pensar Quinnie. – Frannie sussurrou. – Eu não quero me arrepender, e por alguma razão estranha eu sei que não vou.
-Razão estranha não! Você ama Fran.
-É eu amo, e eu sei que o papai entrou muito em nossas cabeças, mas Quinn eu não sou problemática com o fato de você amar Rachel, eu sou problemática com o fato de que você quis dar todo aquele sentimento e ela te devolveu outro tipo de sentimento junto com um tapa bem dolorido pelo qual você chorou durante um bom tempo. Entende qual é meu problema? É Rachel não você. – Frannie estava com uma dor de cabeça daquelas, por causa do ar condicionado do avião, mas nem isso a impediria.
-Eu não posso discutir sobre isso com você – Quinn disse ouvindo a voz de Charlie. – Eu te amo muito mesmo Fran e vou te apoiar. Espero te ver em breve.
-Ok. Eu também te amo. – Frannie suspirou.
-Até logo.
-Até.
Quinn guardou o celular no bolso e se virou para ver Rachel sentada e ao lado em uma cadeirinha especial Charlie.
-Me desculpe. – Quinn disse se sentando.
-Pelo que? – Rachel franziu confusa.
-Por ahn...
-Você está se desculpando por fazer uma ligação?
-É que você disse que ia almoçar, mas eu precisava falar com a Frannie.
-Está tudo bem. – Rachel achou graça.
Eles almoçaram depois Rachel levou Kyle e Charlie para a sala novamente e colocaram Os três mosqueteiros Rachel ficou no sofá, Kyle se sentou no tapete e Charlie estava brincando com alguns carrinhos perto de Kyle. O filme estava na metade.
-Senhorita Berry, Sam está na linha em seu escritório. – Eliza disse aparecendo na porta.
-Eu fico com ele. – Quinn disse quando Rachel olhou para Charlie.
-Ok. Obrigada. – Rachel se levantou e foi para o escritório.
Charlie brincou mais alguns minutos, começou a bocejar e a tremer de um frio que Quinn não sentia. Ele viu Charlie fechar os olhos e depois abrir de novo. Tirou a camisa e pegou Charlie no colo junto com o bichinho. O sono do pequeno parecia ser contagiante. Quinn deitou com Charlie em seu tórax e colocou sua camisa sobre ele o aquecendo. Charlie se remexeu um pouco e passou o braço sobre o ursinho suspirando quente no peitoral de Quinn.
Rachel apareceu vinte minutos depois encontrando os dois dormindo e arqueou a sobrancelha. Logo ela notou que Kyle estava sem camisa e que Charlie parecia uma pequena bola sobre o tronco do homem. Ela acompanhou a linha rígida dos músculos de Kyle com os olhos vendo a ponta da cueca boxer do mesmo. Os braços fortes e grossos ao lado do corpo estavam tensos. E seu rosto parecia suave, a barba loira escura entrava em contraste com a pele branca sem marca nenhuma, seus lábios não eram tão finos e eram de um rosa invejável, seu nariz tinha um desenho perfeito, as bochechas não eram tão grandes e o cabelo estava perfeitamente cortado e arrumado em um topete que dava certo charme.
-Rachel... – Eliza dizia, mas viu que ela pediu silencio se virando rapidamente.
Rachel seguiu a mulher e ambas foram para a cozinha.
-Pode falar. – Rachel sorriu.
-Charlie gostou do Senhor Fabray não foi? – Eliza perguntou.
-Gostou sim... – Rachel disse “E eu também...” pensou.
As duas continuaram a conversar. Kurt abriu suavemente a porta da sala dando de cara com Charlie e Kyle dormindo e arregalou os olhos ao ver aquela cena estranha na casa de sua melhor amiga. Seguiu em silencio até ouvir a voz da morena na cozinha.
-Oh Rachel... Quem é aquela mistura de Apolo e Adônis dormindo na sua sala com um bebe no “colo”? – Kurt perguntou tirando os óculos.
-É um Fabray. – Rachel disse explicando basicamente. Eliza se retirou e ela virou para o amigo. – É o irmão de Quinn, Kyle Fabray e o bebe é Charlie.
-Seu Charlie? – Kurt franziu.
-Meu Charlie. – Rachel assentiu.
Os dois desataram a falar enquanto Rachel reclamava o fato de Sam ter mandado Kurt ali para escolherem roupas para a coletiva do dia seguinte. Eliza passava pela sala quando Quinn abriu o olho constrangido.
-Senhora...
-Pode me chamar de Eliza, Sr. Fabray. – Ela disse rapidamente, mas baixo.
Quinn se mexeu conseguindo levantar sem acordar Charlie e o deitou no sofá e pegou sua camiseta.
-Eu preciso de um pouco de ar, se importa em olhar ele? – Quinn pediu.
-Os seguranças nunca vão para a piscina. – Ela deu a dica e mostrou o caminho.
Quinn assentiu e com a camisa na mão caminhou até a piscina e se sentou na perfeita varanda feita de madeira.
-Não surta! Ok? — Uma voz masculina pediu ao seu lado.
Quinn virou a cabeça imediatamente franzindo e encontrou um rapaz sentado ao seu lado, ele era loiro e tinha o cabelo bem penteado aos lados e a franja para cima, em um topete bem grande, parecia ser alto, tinha covinhas na bochecha, aonde começava a crescer alguns pelos. Seus braços eram grossos e ele usava uma camiseta dos Rolling Stones e calça Jeans preta.
-Ok! – Quinn respondeu soltando ar com força.
-Não é só agora que estou dizendo. – O rapaz disse novamente. – É na hora em que você estiver com a Rachel, você não pode surtar.
Quinn assentiu enquanto amassava a blusa em suas mãos.
-Ok. – Disse novamente.
-Me desculpe pelo seu dedo, eu só queria morder algo... – O jovem apontou para o esparadrapo.
Nessa hora Quinn olhou para ele encontrando os olhos claros.
-Charlie? – Perguntou.
-Sim. – Respondeu assentindo. – A Katharine devia ter falado mais só que é muito dramática.
-Katharine? Você a conhece? – Quinn franziu.
-Deixa a mamãe saber que ela viu você só de toalha no banheiro que ela tomaria uns bons cascudos. – Charlie gargalhou.
Quinn deu risada e parou.
-Que mamãe? A Rachel? – Perguntou.
-É claro. Quem mais você achava que seria? – Charlie franziu e revirou os olhos.
Quinn refletiu um pouco... As coisas começaram a se encaixar e até o sorriso esperto de Santana fez sentido.
-Porque eu vejo vocês?
-Porque o Andrew te assustou e como somos sua família no futuro viemos te ajudar. – Charlie disse.
-Incluindo Katharine?
-Eu odeio o drama de Kat quando ela começa ela consegue ser pior que a mamãe.
Quinn gargalhou novamente.
-Deixa sua mãe ouvir você falar que ela é dramática.
-Você fala isso com muita frequência.
-Tenho que me corrigir...
-Não esquenta... Katharine é duas vezes pior.
-Quantos anos ela tem? Quantos anos todos nós temos?
-No ano em que eu estou eu tenho 17, a Kat tem 15, a Beth tem 25, a Lucy 31 e você e a mamãe 41. – Charlie explicou.
-A Katharine me disse que se não...
-Sim. Caso não de certo... Eu serei só filho da mamãe, porque você infernizou a vida da tia San. A Kat não existirá. E a Lucy, bom ela vai ser adotada pela tia San, e você vai continuar tendo ela como afilhada... E a Beth vai ser sua única filha. – Charlie fez uma fina linha com os lábios.
-Hey garotão eu vou me esforçar.
-O problema não é você... É a mamãe. – Charlie disse revirando os olhos.
-Hahaha já é a segunda vez que ouço isso hoje!
-Tia Frannie está certa. – Charlie se levantou. – A mamãe está vindo.
Quinn se levantou rapidamente, puxou Charlie para um abraço e beijou a cabeça dele.
-Eu vou conseguir. – disse. – Vou ver você de novo?
-Sim, tou deitado lá no sofá. – Charlie disse arqueando as duas sobrancelhas.
-Muito espertinho... Sabe o que eu quis dizer.
-Falta a Beth e a Lucy ainda para te ajudar, depois venho novamente e a Kat também. – Charlie assentiu sorrindo. – Meu conselho é: Não surte em momento nenhum em frente à mamãe. O da Kat foi: Seja romântico... Lucy e Beth estarão com você em breve
-Ansioso por isso. – Quinn disse.
-A propósito. Obrigado pelo que disse hoje cedo. Você nunca deixou ninguém me machucar e eu amo você.
-Porque não agradece no futuro?
-Eu não vou lembrar. – Charlie disse e desapareceu quando Rachel ultrapassou a porta e teve visão de Kyle.
Notas finais
A proposito, me desculpem pelos erros podres que eu cometo, mas é que mesmo relendo umas três vezes a mesma coisa eu acabo deixando passar um erro ou outro.
O que acharam da interação entre eles?
E do Charlie?
E continua no próximo esse dia "Faberry"
Bjinhos até logo ;)
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