Notas iniciais
Fofuras minhas só minhas u.u (Sou possessiva mesmo!)
Hahaha, muito obrigada pelos comentários vocês são uns anjos, aos que favoritaram também agradeço de montão :3
Já imaginam né? Demorei porque tinha minhas coisa e blá blá blá... Enfim aqui estou eu pronta pra mais um cap e vocês?
Espero que gostem muito ;)

E agradeço a você pelo final :***

“O coração é teimoso, o sentimento persiste. E eu não vou parar de sentir, por você”.

Os olhos de Rachel dançaram pelo peito de Kyle e ele olhou para ela.

-Está tudo bem? – Ela perguntou o vendo colocar a camisa.

-Ótimo na verdade. – Deu um caloroso sorriso terminando de descer a camisa. – Desculpa por dormir na sua sala, mas eu não tinha dormido.

-Está tudo bem. – Rachel disse encostando-se à madeira da varanda. – Porque não dormiu?

-Fui levar Frannie no aeroporto e o vôo saiu de lá mais tarde ainda, eu tive que beber um energético e quando cheguei a casa não senti sono e após tomar banho e me arrumar fui pegar você. – Quinn disse com um sorriso.

-Gosta de Nova Iorque? – Perguntou olhando para a água.

-Sim. Muito. – Assentiu sorrindo.

-Rachel?! – Kurt chamou.

-Aqui fora! – Ela disse.

Quinn estava de costas para a porta e olhava para a água, suas mãos no bolso da calça. Kurt entrou na varanda olhando o Fabray enorme intitulado de Adônis/Apolo.

-Kyle esse é Kurt Hummel meu melhor amigo, estilista, e personal Stylist... Tanto faz da no mesmo. – Ela resmungou a ultima parte.

Quinn se virou sobre o olhar de Kurt.

-Prazer. – Esticou a mão direita.

-Olá. – Kurt disse encarando o Fabray.

Os olhos de Kurt se semicerraram e ele inclinou a cabeça fazendo um bico, depois pegou a mão de Quinn e apertou suavemente.

-Rachel. – Kurt disse se afastando de Kyle e olhando para a Diva. – Vai ver as roupas em cima da cama.

-Não o assuste. – Rachel disse saindo.

-Acho que vai ser ao contrario. – Kurt disse baixo.

Quinn arqueou as sobrancelhas.

-O que aconteceu com você Quinn? Não me diga que mudou seu corpo para poder ficar com Rachel? – Kurt falou abruptamente depois de se certificar que a diva estava longe. – E não faça essa cara porque foi ela que te denunciou!

Quinn entrou em um ataque de riso histérico tipo o que Santana teve.

-Eu não fiz isso Kurt, eu fui dormir mulher acordei homem, simples assim.

-Seus olhos te denunciam.

-Porque a Rachel não me reconheceu ainda?

-Porque ela não olha para você há três anos e ela está brava com você ahn... Quinn e porque a historia de irmãos cola. – Kurt cruzou os braços dando de ombros.

-Nem me fale. Eu não quero nem pensar em como vou explicar isso pra ela no final.

-Qual o propósito disso?

-Fazer ela me amar.

-Hmmm... Prevejo uma forte dor de cabeça, com coisas voando pra todo lado. The Queen of the Drama estará em breve conosco.

-Eu nunca reclamei...

-Você a ama, não conta, drama de quem amamos é sempre fofinho. – Kurt o cortou.

-Ahn não é bem assim, não. Quando ela quer pode ser insuportável! – Quinn rebateu cruzando os braços.

-Você por acaso deixa de amar? – Kurt arqueou uma sobrancelha falando pausadamente e cheio de ironia.

-Não! – Quinn negou.

-Então pronto! – Kurt maneou a cabeça

-Toda ajuda é bem vinda. – Quinn disse fazendo uma linha fina com os lábios e assentindo.

-Olha... Só porque eu sempre soube que você e a Rachel tinham química na escola. Porque você foi corajosa por assumir para Rachel. Porque você não a magoou mesmo depois dela ter te dado um tapa, e por ter me mostrado uma Quinn diferente, eu vou te ajudar. – Kurt disse.

-Não precisava saber os motivos só da ajuda.

-Não ajudo então.

-Não! – Quinn disse sorrindo amplamente e aquiescia freneticamente. — Os motivos são ótimos!

-Eu sei. – Kurt disse esbanjando humildade.

-E então?

-Jante com ela. Nada melhor do que um jantar de pontapé inicial.

-Obrigado. – Quinn disse assentindo.

Kurt entrou na casa sacudindo a cabeça, aquilo sim era uma boa historia para contar. Quinn passou a mão no rosto e ficou ali fora durante um bom tempo pensando. Depois entrou indo até a sala aonde Charlie ainda dormia.

-Eu te amo também garotão. – Disse passando o dedo suavemente pelo pequeno rosto do garotinho loiro.

-Eu sei. – Charlie adolescente disse olhando para Quinn e depois sumiu novamente.

Quinn sorriu, aquilo era estranho e assustador, ao mesmo tempo adorável e terno.

-Até logo Fabray. – Kurt disse saindo pela porta da frente com um sorriso estampado no rosto.

Quinn sorriu de volta e ouviu a doce melodia do piano que havia visto na sala ao lado soar. Levantou-se após observar Charlie resonar e se apertar mais ao ursinho embaixo da coberta que estava ali agora.

Foi para a sala ao lado e encontrou Rachel tocando baixo e cantando. Encostou-se ao batente e ficou observando.

I wish I never met you (Eu queria nunca ter te conhecido)

Now I gotta forget again (Agora tenho que esquecer de novo)

I wish you didn't know me (Eu queria que você não me conhecesse)

So damn well (Tão bem)

Quinn conhecia a musica, fazia parte do espetáculo Hit List. Rachel tinha uma voz suave ao cantar e seus olhos estavam fechados.

Mmmmm.... Don't tell me that you're scared (Mmmmm... Não me diga que você está assustada)

Every time that she isn't there (Toda vez que ela não está lá)

Don't you open up my heart again (Não abra o meu coração novamente)

Quinn sentiu certo incomodo com a letra da musica, mas se manteve ouvindo.

Oh, don't let me know if it hurts (Oh, não deixe-me saber se isso machuca)

If it hurts you (Se isso machuca você)

I don't want to be your friend that you turn to (Eu não quero ser uma amiga que você recorre)

That you won't pull me close (Que você não vai se aproximar)

But you can't let go (Mas também não me deixará ir)

Don't let me know (Não me deixe saber)

Don't let me know (Não me deixe saber)

Don't let me know (Não me deixe saber)

Don't let me know (Não me deixe saber)

Rachel abriu os olhos vendo Kyle a observando.

-Musica dolorida. – Ele disse.

-Eu sofri quando estava escrevendo. Juntamente com Jeremy Jordan meu par na peça. – Respondeu.

-Você que escreveu? – surpresa o atingiu em cheio.

-É... Eu escrevi pouco e partes que pra quem sabe do que estou falando fazem sentindo... – Rachel arqueou as duas sobrancelhas.

Pra Quinn fazia sentido, mas ele não comentou, estava confuso demais pra isso.

-Eu gostaria de saber se você quer jantar comigo? – Perguntou.

-Eu aceito, mas tem que ser aqui. Você fica? – Rachel fechou a proteção das teclas.

-Então você acaba de aceitar. – Quinn sorriu aquiescendo.

-Que horas são? – Se levantou do banco.

-15h27min. – Respondeu olhando no relógio do pulso. – Que horas o Charlie volta para lá?

-20hrs.

-Podemos passar no mercado para que eu possa cozinhar para você?

-Você também cozinha Fabray?

-Aham...

Rachel deu risada e passou por ele dando uma olhada em Charlie. Quinn jogou a cabeça para trás e estralou o pescoço o jogando para os lados.

-Com dor? – Rachel perguntou se apoiando no batente da porta de frente para Kyle.

-Um pouco. – Quinn assentiu.

-Tenho remédios.

-Não funciona.

-Como é que pode duas pessoas ser tão iguais? – Rachel perguntou confusa dando uma risada muda.

“Talvez porque elas são a mesma?!” Quinn pensou.

-Eu não sei. – Respondeu fechando os olhos, O peso do cansaço estava pegando pesado com Quinn. – Existe algum mercado ou algo assim aqui perto?

-O que você quer? – Rachel perguntou.

-Eu preciso de outro energético. – Disse sabendo que aquilo ia acabar com seu sistema nervoso, mas não ia pra casa e nem ia dormir na casa de Rachel novamente.

-Tenho alguns aqui. – Rachel disse – Vamos.

Os dois caminhavam para a cozinha enquanto Quinn perguntava sobre a vida de Rachel nos teatros.

-Então quer dizer que nem todos os Tony que ganhou foi por atuação?

-Ninguém consegue tantos em pouco tempo... Tem haver com musicas e com produção também. – Rachel disse sorrindo.

Kyle se sentou de um lado da bancada e Rachel atravessou para o outro lado indo em direção a geladeira.

-Eu tenho Fusion, Redbull e TNT qual vai? – Ela perguntou.

Observava Rachel. Ela estava encurvada de costas para ele e aquilo deixou Quinn um tanto... Excitado.

-Pra que tudo isso? – Olhou para baixo ao ver a saliência em sua calça.

-Eu às vezes tenho que ficar acordada para trabalhar. – Rachel disse ainda escorada na porta da geladeira.

-Redbull. – Quinn disse sentindo dor e apoiando os cotovelos sobre a pedra de mármore enquando fechava as pernas.

Rachel colocou a latinha em cima da bancada e ouviu o choro de Charlie.

-Sinta-se a vontade. — Rachel disse indo pegar o bebê.

“Moleque eu te amo muito” Quinn pensou soltando um suspiro. Abriu a latinha e deu um gole no energético e tentou afastar a imagem de Rachel de sua cabeça. Seu telefone vibrou em seu bolso.

-Alo? – Atendeu sem olhar o visor.

-A Santana decidiu me azucrinar e ver se você estava vivo. – Brittany disse suspirando.

-É muito amor. – Quinn soltou dando uma gargalhada gostosa. – Eu estou bem e inteiro.

-A Beth está bem. Sabe... O que aconteceria caso eu desse coca-cola ou açaí para Beth? – Brittany perguntou confusa.

-Ela, além de não dormir, fica hiperativa. – Quinn disse rezando para que Brittany não tivesse feito.

Silêncio.

-Eu não fiz! – Brittany disse quando o silencio se prolongou. — Só fiquei curiosa. Ela está comigo no shopping e agora vamos brincar. Beijos Ky.

Quinn abriu a boca para responder, mas o telefone ficou mudo. Discou rapidamente o numero de Santana e apertou o verde para completar a ligação.

-Quem é vivo aparece! – Santana disse irônica e ácida do outro lado da linha.

-Santana eu tou com um problema. – Quinn disse.

Santana gargalhou.

-Qual é a graça? – Quinn perguntou.

-Eu acho que sei o que aconteceu! Ou melhor, o que está acontecendo. – Santana riu de novo.

-Se você sabe me ajuda. – Quinn estava latejando.

-Amiguinho ou você usa seus lindos dedinhos ou você trata de afastar a imagem indecente que te deixou de “pau” duro. – Santana tinha veneno na ironia e aquilo deixou Quinn com raiva e vermelho.

-Eu adoro sua ajuda quando você está brava. – Quinn disse e desligou.

“Droga!” Quinn soltou um muxoxo e ouviu a voz de Rachel que passou direto para o outro lado da cozinha com Charlie no colo.

Suspirou de alivio novamente, não queria que Rachel visse aquilo. Eliza apareceu em seguida já com uma mamadeira na mão e pronta para fazer o que Rachel lhe mandava.

-Está tudo bem? – Rachel perguntou ao olhar para o Fabray.

-Já teve o prazer de falar com Santana muito brava e venenosa? – Quinn murmurou.

-Por muitos anos... – Rachel assentiu.

-Ela me tira do sério! – Quinn murmurou.

-Santana tira qualquer um do serio... Qualquer um, menos Quinn. – Rachel pensou. – E Brittany é claro.

-É ai que você se engana. – Quinn bufou sacudindo a cabeça e amassando a lata com as mãos. – Minha irmã que adora muito aquela latina insuportável. Porque até Quinn sai do sério com ela. E Brittany, não conta, se amamos uma pessoa, amamos por completo. Incluindo defeitos.

Rachel deu risada e Charlie levantou a cabeça de seu ombro olhando para Kyle.

-“Qué!” – Disse se esticando em direção a ele.

Rachel achou aquilo uma graça e fez cosquinha na barriga do pequeno Charlie fazendo com que ele gargalhasse. Aquele som desfez toda a tensão de Quinn e suspirou se levantando e caminhando até Rachel. Naquele momento Eliza ligou o liquidificador e Charlie pulou assustado. Quinn colocou as palmas das duas mãos nas orelhas do pequeno e Rachel o apertou contra si.

-Ele precisa ouvir um pouco mais de barulhos para se acostumar. – Quinn disse baixo olhando nos castanhos olhos de Rachel.

-Eu sei. – Ela suspirou olhando para o pequeno.

Eliza desligou o liquidificador e Quinn pegou Charlie.

-Não vai machucar. – Disse se aproximando do liquidificador com ele.

As horas seguintes se passaram com Quinn e Rachel mostrando barulhos diversos e diferentes para que Charlie se acostumasse. Logo os dois estavam dentro da clinica deixando Charlie.

-Ele vai ser seu logo. – Quinn disse quando Rachel se afastava do pequeno que já estava dormindo em seu berço.

-Assim espero... – Rachel sussurrou e saiu da sala indo em direção à recepção e encontrando Anne com os papéis.

-Onde está Lucy? – Quinn perguntou para Anne.

-Dormindo no quarto dela. – Anne respondeu com um grande sorriso.

-Eu venho aqui amanhã com uma amiga. – Disse.

-Visita para Lucy?

-Sim.

-Que horas?

-Entre meio dia e duas da tarde.

Rachel assinava os papéis, permanecia mais interessada no contexto da conversa do que nas folhas que assinava. Terminou e ficou quieta olhando para as folhas.

-Vamos? – Quinn perguntou tirando Rachel de desvaneios.

-Claro. – Ela assentiu desanimada e indicou as folhas para Anne.

-Até logo. – A doutora disse para ambos.

-Até logo. – Devolveram rapidamente e saíram do lugar.

Rachel caminhava em silêncio.

-Hey. – Quinn chamou – Qual é o problema?

-Eu só estou com medo de que não de certo.

-Eu sei que vai, independentemente do que acontecer na sua vida Charlie vai ser seu filho.

-Como pode ter tanta certeza?

-Eu não sei... Só tenho! – Quinn deu de ombros e abriu a porta para Rachel.

Rachel olhou para ele com uma sobrancelha arqueada e um sorriso incrédulo no rosto.

-Ok Fabray. – Ela ficou em silencio o encarando. – Você me assusta.

-Eu também me assusto comigo. – Quinn piscou para Rachel.

-Para o mercado então? – Rachel perguntou.

-Eu tenho uma pergunta.

-Faça.

-Tudo que você come tem que ser de origem Vegan, ou eu posso fazer algo e esperar para ver se você come?

-Depende...

-Você recusa desafios Rachel? – Quinn perguntou arqueando uma sobrancelha.

-Não. – Ela disse negando

-Então eu desafio você a comer o que eu fizer. – Quinn disse.

-Eu n...

-Eu sei que você é vegetaria, pode ficar tranquila que eu não vou jogar um pedaço de carne vermelha no seu prato. – Quinn sorriu.

-Ok! – Rachel assentiu sorrindo.

Ela se sentou e Quinn fechou porta do carro e deu a volta entrando rapidamente.

-Você canta? – Rachel perguntou curiosa.

-Talvez... – Quinn respondeu pisando no acelerador suavemente.

-Toca?

-Depende do que estamos falando?

-Sei lá, piano, violão, entre tantos outros instrumentos.

-Toco piano e arranho o violão.

-Quantos anos você tem?

-Vinte e seis também.

-O que você gosta de fazer?

-Ler.

-Que tipos de livros?

-Por mais estranho que seja eu gosto de ler livros sobre direito, mesmo com todos aqueles códigos. Mas quando não estou lendo isso, eu gosto de ficção, ação, mistério, romance também e aventura. – Quinn olhava para as ruas e via a noite recair sobre NY. – Mas sempre tem que ter romance.

-Eu nunca fui muito fã de livros. – Rachel franziu.

-Do que você gosta?

-Resposta meio obvia não? – Rachel tinha um sorriso nos lábios.

-Claro, mas eu quero ouvir. – Quinn assentiu rapidamente e a olhou rapidamente.

-Musicais de todos os tipos, meu favorito é Funny Girl, gosto bastante de Wicked.

-Você fez Wicked, não fez?

-Fiz sim.

-O que mais?

-Eu gosto muito de filmes também, odeio filmes de terror e tenho medo deles, meus favoritos são romances.

-Eu gosto de Querido John... – Quinn deixou vago.

-Eu não. Ele não fica com ela no final. – Rachel disse indignada.

Quinn sorriu achando aquilo irônico e decidiu não comentar, se falasse demais ia acabar se entregando.

-E seu favorito?

-Te amarei para sempre. – Rachel disse.

-Acho que nunca assisti.

-É com a Rachel McAdams e Eric Bana. – Rachel disse.

-Conta para mim a historia? – Quinn pediu virando o carro rapidamente e praguejando mentalmente para o cara que parou no farol verde. – Desculpa.

-Conto. Claro. – Rachel disse ignorando o movimento brusco do carro. – Um acidente faz com que Henry comece a viajar no tempo... Ele cresce e... É confuso de explicar, mas eu gosto da história porque Clare o ama mesmo que ele fique indo e voltando. – Rachel explica gesticulando. – É complicado. Se você quiser eu te empresto.

-Ok. – Quinn disse com um sorriso entrando no estacionamento do mercado.

-Você tem algum filme favorito?

-Minha ficção preferida é as crônicas de Narnia. – Quinn sorriu. – Meu romance favorito é Querido John. Meu desenho é meu malvado favorito.

Rachel deu uma sonora gargalhada.

-Animação gráfica não é meu forte, mas eu gosto da Dama e o Vagabundo. – Rachel disse enquanto olhava ao redor para ver uma vaga.

-A Beth que gosta muito desses desenhos. – Quinn disse.

-Que Beth? – Rachel perguntou surpresa.

-Filha da Quinn. – Respondeu entrando na vaga perto das portas do mercado.

-Ah... – Rachel ficou quieta e abriu a janela abrindo a porta e saindo.

-Qual é o problema agora? – Quinn pulou para fora do carro fechando sua porta.

-Você sabe que a mãe adotiva da Beth é a minha mãe biológica não sabe? – Rachel perguntou.

-Uhum. – Quinn assentiu.

-Eu só não gosto muito de pensar na minha mãe... Só isso. – Rachel disse olhando ao redor.

-Vem. – Quinn disse mostrando a porta com a cabeça.

-Quais são seus livros favoritos? – Rachel perguntou enquanto eles atravessavam.

-Hum... Eu gosto muito de Rangers: Ordem dos arqueiros.

Rachel e Kyle entraram no mercado grande e pegaram um carrinho.

-Eu nunca tinha ouvido falar. – Rachel disse.

-É legal a historia.

Eles começaram a andar pelo mercado. Enquanto Rachel cantarolava Quinn pensava no que iria precisar e pegava algumas coisas colocando no carrinho.

-Senhorita Berry? – Uma adolescente chamou.

Rachel e Quinn se viraram no corredor a olhando.

-Olá. – Rachel disse com um sorriso simpático.

A jovem parecia que ia ter um ataque do coração.

-Tira uma foto comigo? – A menina juntou forças para dizer e saiu quase como um sussurro.

-Claro. – Rachel assentiu ainda com um sorriso gigante por causa do nervosismo da garota.

Quinn sorriu da cena e voltou a prestar atenção na prateleira.

-Eu preciso de um banho... – Murmurou baixinho.

-Você pode fazer isso lá na minha casa. – Rachel disse assustando Quinn.

Quinn prendeu o ar e olhou para Rachel arqueando as duas sobrancelhas com cara de susto e soltou um muxoxo.

-Você tem que parar com isso. – Quinn disse rindo nervosamente.

-Parar com o que? – Rachel franziu.

-Ouvir o que eu falo quando não é pra ouvir.

-Se a gente não quer que uma pessoa ouça algo a gente não fala!

-Ouch! Doeu. – Quinn riu.

-Desculpe! – Rachel ficou vermelha. – Mas você pode tomar banho lá.

-Não quero invadir sua casa, eu sou um estranho ainda.

-Não, você é um amigo.

-Tudo bem Rachel.

-Me diz o que eu tenho que pegar para você cozinhar e você pode pegar algo para vestir na sessão de roupas do mercado.

-Hunf... – Quinn suspirou. – Ok, eu preciso de pimenta e vinho. Não vou demorar. Te encontro na sessão dos congelados.

Quinn se afastou e foi até o lugar pegando uma camisa polo, e uma bermuda jeans, passou pela parte de higiene pessoal, pegou tudo o que precisava então foi atrás de Rachel e encontrou-a conversando com uma mulher de pele bronzeada, tinha os olhos puxados, uma oriental bronzeada, cheia de curvas, índia na verdade... Quinn estava debatendo em sua cabeça. Filipina... Chegou à conclusão.

-Kyle essa é Shay Mitchell. – Rachel disse quando viu ele se aproximar.

-Prazer. – Quinn passou tudo para o braço esquerdo e esticou a mão direita para ela. – Kyle Fabray.

-Fabray? Já ouvi falar de uma Fabray. – Shay franziu e pegou a mão de Quinn e beijou a bochecha dele.

-Pegou tudo? – Rachel perguntou.

-Hummm... Acho que sim. – Quinn assentiu e se virou para Shay. – Que Fabray?

-Lucy... Algo assim. – Shay deu de ombros

-Quem te contou? – Quinn perguntou surpreso.

-Santana Lopez. – Shay sorriu amplamente.

-Espera... Você conhece a Lucy? – Rachel perguntou confusa.

-Não. Só sei que ela é melhor amiga da Santana e trabalha com ela. – Shay disse franzindo.

-Você nunca viu a Quinn? – Rachel perguntou

-Sua Quinn é a Lucy da Santana?

-Minha nada. – Rachel gargalhou, Quinn arqueou as sobrancelhas e Shay franziu arqueando uma sobrancelha. – E sim é a mesma pessoa.

-Como você conhece a Santana? – Quinn perguntou tirando atenção de Rachel e observando Shay.

-Longa historia. – Shay abriu um largo sorriso.

vou adorar saber dessa historia” Quinn sorriu ao pensar e depois olhou para Rachel.

-Então você vai ficar por aqui quanto tempo? – Rachel mudou de assunto olhando para Shay.

-Bastante, eu vou gravar aqui em NY por um bom tempo.

-Fala para o Lou ligar para o Sam, a gente pode marcar algo. – Rachel sorriu.

-Com certeza. – Shay disse e puxou Rachel para um abraço. – Nos vemos em breve.

-Com certeza. – Rachel sorriu e devolveu o abraço.

Quinn pegou o que precisava, colocou no carrinho e ficou ouvindo o final da conversa com as duas.

-Tchau Kyle. – Shay disse.

-Tchau Shay. – Quinn respondeu com um breve aceno.

-Mundinho pequeno. – Rachel murmurou.

-Quem diria que Santana Lopez conhece Shay Mitchell... – Quinn franziu.

-Sabe quem é ela?

-Quem nunca viu um episódio de Pretty Little Liars que atire a primeira pedra.

-Eternizada como Emily Fields. – Rachel sorriu

-Você a conhece há muito tempo? – Quinn empurrava o carrinho em direção ao caixa.

-Sim, fizemos um comercial juntas e uma sessão de fotos para mesma revista.

-Você nunca pensou em fazer filmes?

-Pensei sim, Mas nunca achei que seria conveniente. Eu sou feliz com o que tenho. Adoro a Broadway e gosto de aparecer em um filme ou uma série, de vez em quando.

Quinn assentiu, após pagar as compras e ir para casa de Rachel, tomou banho e se arrumou no banheiro de baixo, enquanto a morena fazia isso na parte de cima da casa. Eliza havia tirado a noite de folga, os seguranças estavam na parte da frente e a quantidade havia diminuído.

Quinn terminava de dourar os peixes quando sentiu aquela deliciosa lufada de chocolate misturada com baunilha.

Virou-se rapidamente e observou Rachel da cabeça aos pés, ela usava uma T-shirt e um short jeans com uma rasteirinha no pé. Rachel gostava de ser observada por ele, era incrível aquela sensação que a percorria quando ele a encarava, seu peito se enchia de energia contagiante, era como se tivesse em uma campina, o sol fosse acolhedor e o vento a atingisse de todos os lados e direções.

-Isso está cheirando bem. – Rachel disse, seus olhos brilhavam intensivamente por causa do fogo das velas.

-Eu gostei desse regulador. – Quinn disse apontando para o “interruptor” e depois se virou para a panela.

-Ele é ótimo. – Rachel disse observando a bancada arrumada. – Conseguiu achar tudo?

-Me senti meio constrangido por mexer em suas coisas, mas como você disse que eu poderia fazer... Eu achei sim. – Assentiu desligando o fogo.

-Pego o vinho? – Rachel perguntou.

-Você se senta. – Quinn indicou o banco – Eu pego o vinho.

-Você é mandão Fabray. – Rachel sorriu e foi para o banco.

-Eu sei. – Quinn assentiu novamente e sorriu tirando o pano de prato de seu ombro e secando as mãos.

Quinn pegou as taças e colocou suco na sua e vinho na de Rachel.

-Não bebe? – Rachel perguntou curiosa.

-Bebo sim, mas eu ainda tenho que dirigir hoje. – Quinn sorriu.

Deixou o vinho e o suco na bancada. O fogo e a luz baixa dava um que de sensualidade VS romantismo ao local. Rachel olhava por cima do ombro enquanto Quinn montava os pratos.

-Porque escolheu direito? – Perguntou.

-Porque era a coisa certa a fazer. – Quinn disse colocando os pratos na bancada.

Rachel deu risada.

-Irônico isso, não? – Ela o observou dar a volta e sentar-se em sua frente.

-É uma piadinha idiota, mas sempre pareceu à coisa certa entre tantas outras. – Quinn deu um sorriso charmoso.

-Você é muito inteligente? – Rachel perguntou e olhou para o prato bem arrumado.

-Não. – Quinn negou. – Eu às vezes tenho muitos problemas com meus impulsos.

-Isso não quer dizer que não é inteligente. – Rachel disse e então começou a comer.

-Eu acho que é falta de inteligência minha. Eu não penso muito no que faço, destemido talvez, mas isso é um problema, porque na hora eu acho que fiz certo, mas acabo fazendo besteira. Pessoas inteligentes pensam muito, ficam em silencio absorvendo e aprendem com o pouco que lhes é falado. – Quinn disse devagar e então olhou para Rachel.

-Você não parece uma pessoa “burra” – Rachel fez aspas.

-Eu não sou “burro”, só não sou muito inteligente – Quinn disse diferenciando as palavras, burro e muito.

-Minha pergunta é porque você disse que fez faculdade em Harvard. – Rachel sorriu.

-Agora faz sentido. Mas não eu não sou muito inteligente. – Quinn sorriu.

-Você já terminou a faculdade?

-Não. Eu tenho doutorado, mas ainda falta um “modulo”.

-Hum... Isso é bom. – Rachel apontou para a comida com um garfo.

-Eu me virava assim quando fazia faculdade.

-Você poderia ter feito gastronomia também. – Rachel disse e pegou a taça.

-Nunca passou pela minha cabeça. – Quinn respondeu. – Eu gosto de cozinhar pelo prazer não pela obrigação.

-Querendo ou não você julga seu trabalho uma hora na vida. – Rachel assentiu.

-É... E como você conseguiu dar tantas voltas por cima?

As chamas dançavam perto deles, o climatizador da casa estava um pouco mais baixo e as velas emanavam um pouco de calor, fora aquela coisa estranha na barriga dos dois.

-Eu tive muitas pessoas me ajudando. Quando Jesse St. James me acusou de assedio sexual eu nunca quis bater tanto em alguém, Santana me ajudou. Por mais irônico que seja, foi ela quem fez Jesse contar a verdade. – Rachel sentiu o cheiro do vinho e sorriu de lado se lembrando da bela enquadrada de Santana em Jesse.

-Santana pode ser bem persuasiva quando quer algo. – Quinn riu e bebeu um pouco do suco.

-Ela pode ser bem maligna e assustadora. – Rachel arqueou as duas sobrancelhas.

-Não discordo.

-Então eu tive o pequeno showzinho de Finn Hudson quando recebi meu primeiro Tony. Ele bebeu mais do que devia e decidiu aparecer lá e bater o pé e fazer birra porque eu não queria voltar para ele. – Rachel sacudiu a cabeça colocando a mão na testa. – Sam me livrou dessa expulsando Finn do local.

-Deve ter sido ótimo. – Quinn disse com ironia.

-Ah, com certeza! – Rachel sorriu e revirou os olhos.

-Então alegaram que eu fumava maconha... – Rachel gargalhou. – Incrível como eu estava sendo o alvo das fofocas no Post entre tantos outros jornais. E eu nunca tinha colocado um cigarro na boca. Na verdade nunca coloquei e continuarei sem fazer essa besteira.

-Culpado!

-Você já fumou?!

-Época rebelde da escola, tava cansado, mas não durou por muito tempo, uns dez dias no máximo. Hoje em dia eu fumo um cigarro por mês ou quando estou muito nervoso.

-Meus pais desmentiram, eu não sei como, mas conseguiram afastar os tabloides de mim por um tempo. Teve outras coisas, mas os freios foram mais rápidos, sem contar que todos achavam que eu já havia namorado todos os caras que contracenaram comigo.

-Qual foi a pior acusação de relacionamento?

-Jeremy Jordan, ele namora Karen Cartwright a gloriosa Marilyn Monroe de Bombshell. E falaram de tudo, desde que Jeremy tinha traído Karen, a que nós três estávamos em um relacionamento.

-Os três juntos?

-Sim. E teve uma vez que saímos juntos e foi quando surgiu isso.

-Deve ser difícil.

-É cansativo fugir da mídia, mas o trabalho é gratificante.

-Você virou sensação com esse ultimo trabalho não é? – Quinn colocou mais vinho na taça de Rachel.

-Eu ganhei mais fãs, mais tudo... E voltei para a mídia, mas o único jeito de conseguir dar um começo de vida descente para Charlie era abandonando os palcos um pouquinho.

-Dói?

-Não tanto quanto achei que iria doer. Sabe quando você vê uma criança e um sentimento de afeto e de amor se apodera de você por causa daquela criança?

-Sei sim.

-Eu sinto isso com o Charlie. E isso me deixa forte o bastante para dar um adeus temporário para os palcos.

Eles conversaram mais sobre a vida profissional de ambos. Rachel esvaziou a segunda taça de vinho e Quinn pegou a garrafa.

-Seu intuito é me embebedar Sr. Fabray?

-Talvez. – Quinn deu um sorriso de lado.

-Podemos parar por aqui. Eu preciso da minha cabeça sem dores para amanhã. – Rachel disse sorrindo.

-Quantas mil pessoas estarão lá?

-Eu não faço ideia. Mas sei que os jornais estarão lá, fora os meus companheiros de palco, diretores e produtores.

-E você tem certeza que quer fazer isso?

-Tenho sim, afinal não vai ser para sempre. São só dois anos. – Rachel sorriu. – Falando em anos, o Charlie faz aniversario em novembro.

-Quando? – Quinn se levantou e recolheu os pratos após Rachel assentir ao terminar.

-Dia 15. – Rachel colocou um pouco do suco em sua taça e bebeu.

-Pretende dar uma festa para ele? – Quinn sorriu.

-Acho que vou fazer algo mais fechado. Eu quero curtir meu filho antes de deixar a cidade conhecer ele.

-Isso parece bom. – Quinn se escorou na bancada olhando Rachel.

-Então... Senhor toco piano e arranho o violão... Poderia me mostrar o que sabe? – a morena pulou do banco e pegou a mão de Kyle o puxando.

-Eu tenho escolha? – Quinn perguntou ao entrar na sala que era banhada pela luz da lua.

-É... – Rachel fingiu pensar. – Não!

Quinn deu uma gargalhada e a observou.

-Posso? – Quinn apontou para o piano.

-Deve. – Rachel disse assentindo.

-E o que eu toco? – Quinn perguntou levantando a proteção do piano de cauda branco. – A única musica que me vem na cabeça é Turning Page.

-Eu não sou fã de Sleeping At Last, mas pode tocar.

-Você canta. Eu não canto.

-Se você concordar em me ajudar. – Rachel disse.

-Eu já vou tocar... Não acha que exige demais de mim?

-Não!

Quinn gargalhou novamente. Começou a dedilhar o piano, Rachel era tão espontânea e havia se esquecido completamente disso.

Após o pequeno show ambos conversaram na sala.

-Eu tenho que ir. – Quinn disse olhando o relógio em seu pulso, 22hrs.

-Já? – Rachel perguntou olhando o relógio.

-Eu tenho que trabalhar amanhã ou a Santana vai me matar. – Quinn se levantou. Suas coisas já estavam no carro da latina.

-Quando te vejo novamente? – Rachel perguntou.

-Talvez, amanhã eu decida ver a estrela da Broadway dizer adeus para os palcos por um tempo. – Quinn sorriu e caminhou com Rachel para a porta.

-O convite da Diva da Broadway se estende até você então. – Rachel sorriu timidamente. – Obrigada, por tudo.

-Eu que agradeço. – Quinn sorriu para Rachel.

A morena abriu a porta e encostou-se ao batente enquanto Quinn passava por ela.

-Te vejo amanhã? – Rachel perguntou quando ele parou na sua frente.

-Sim Senhorita. – Quinn disse assentindo – Boa noite Rachel.

-Boa noite Kyle. – Rachel respondeu.

Quinn beijou a bochecha da morena, a olhou e caminhou para as pedrinhas. No meio do caminho travou e voltou.

-Eu não queria fazer aquilo. Eu queria fazer isso. – Disse rapidamente e puxou a morena para frente pela cintura enquanto se curvava, e grudou os lábios nos dela.

Rachel fechou os olhos e franziu. Não passou daquilo. Um beijo inocente, mas o coração dos dois pulou com aquilo despertando sentimentos tão confusos que Quinn se afastou suavemente.

-Boa noite. – Sussurrou.

Saiu caminhando em direção ao carro sobre o olhar de uma atônita e (raramente) silenciosa Rachel Berry.

Notas finais
Bom,
A musica é original de Smash... Don't Let Me Know, achei a cara da situação que se passa entre a Rachel e sua cabeça que não da para entender, mas ok.

E o que acharam de toda interação entre Kyle/Quinn e Rachel?
HAHAHA Santana é mau, mas eu adoro ela.
E Shay Michell entra no pedaço u.u
Good Night Kiss... O que acharam?

Bijinhos até breve.

Ps: Nada de acertar a autora com objetos que machucam ok?!