Notas iniciais
Awn gente vocês são uns amores
11 comentários, muitíssimo obrigada.
Aos que favoritaram sou grata a vocês demais também ;)

Algumas pessoas falaram sobre desistir, parar de escrever, etc e tal.
Meu segredo: Eu tenho um "por que", para escrever... E eu acho que amo esse "por que", então mesmo se acontecer algo não legal eu vou continuar escrevendo por causa do "Por que".

Difícil de entender? Esquece! não sei explicar melhor...

Espero que gostem desse Cap :3

-Qual vai ser a historia? – Quinn perguntou.

-Você é meu meio irmão. – Frannie disse.

-Seu pai teve um caso com alguma mulher ai... — Santana complementou.

-Como se fosse mentira. Duvido que antes de morrer ele não tenha deixado mais alguns filhos. – Quinn bufou.

-Ok. Concentra. – Frannie disse incomodada. – Então... Sua mãe morreu, você também é advogado. A Quinn achou você e ofereceu emprego. Simples assim.

-Mesma idade. Só outras coisas vão mudar como por exemplo. Documentos, eu sei melhor do que ninguém e você também que falsidade ideológica é crime, mas vamos correr o risco. Então eu já mandei fazer tudo. E o Artie vai ajudar a gente. – Santana falou.

-Teremos que contar para a mamãe. – Frannie disse.

-Como eu vou explicar isso pra ela? – Quinn perguntou.

-Na hora você vai saber. – Santana disse. – E você vai depositar dinheiro na minha conta.

-Tudo bem. – Quinn assentiu. – O mais principal...

-Ela vai lá amanhã. E você vai trabalhar no seu lugar, mas quem vai pegar os casos e tudo mais sou eu. Você vai cuidar da minha papelada e da sua papelada.

-Você vai me ajudar com a Rachel. – Quinn disse, Santana ia negar. – Eu amento seu salário 30%

-50% — Santana propôs.

-40% — Quinn rebateu arqueando uma sobrancelha.

-Feito Fabray. – Santana disse.

-Você aceitou isso bem... – Frannie disse observando Quinn.

-Eu tenho escolha? – Quinn arqueou as duas sobrancelhas.

-Que tal procurar o faxineiro? – Frannie perguntou.

-Vamos. – Santana disse pulando do sofá e pegando a bolsa.

-Sapatos San. – Quinn disse.

-Espera ai. – Santana disse saindo.

-Fran, você vai ficar aqui comigo e com a San? – Quinn perguntou.

-Engraçado como você se adaptou rápido. – Frannie ainda estava com dificuldades para acreditar naquilo. – Sim, eu vou. Mais tarde eu vou buscar minhas coisas.

Os olhos de Quinn se encheram de lagrimas e ele colocou o rosto entre as mãos.

-O que foi Q? – Santana perguntou entrando na sala com a outra sacola.

-Nada. – Quinn fungou e esfregou a mão no rosto. – Começa a me chamar de Kyle, porque eu não quero que ninguém fora vocês saibam disso.

Quinn se abaixou e colocou o tênis estilo lancha cinza ele era enorme e cada vez mais ela se assustava internamente com a mudança de visual.

-Vamos? – Frannie perguntou.

Quinn assentiu e se levantou achando estranho ter que olhar para baixo para falar com Frannie e Santana. Quinn costumava ter 1,73 agora ela tinha 1,83, Frannie e Santana eram bem menores do que Quinn agora.

-Para o Shopping. – Frannie disse. – Lá tem mais lojas.

-Mas... – Quinn foi argumentar.

-Você não pode sair se importando com marcas Ky. – Santana disse.

-Gostei. – Quinn sorriu e abriu a porta de trás para Frannie.

Todos dentro do carro, Quinn estava no seu mundo viajando em pensamentos. Uma musica tocava na radio, mas nem isso chamava sua atenção.

-Trouxe seu cartão? – Santana perguntou enquanto eles entravam no estacionamento do shopping.

-Sim. Eu vou sacar dinheiro. – Quinn assentiu.

-Eu vou fazer a compra no meu cartão. Você deposita o valor depois. – Santana respondeu.

Logo eles estavam dentro do Shopping. Quinn estava dentro de uma loja masculina de ternos.

-Posso ajudar? — A vendedora perguntou.

-Precisamos de três ternos para ele, sapatos também e gravatas. – Santana disse rapidamente.

-Cadê a Fran? – Quinn perguntou baixo para Santana enquanto seguia a vendedora.

-Foi comprar outras coisas. – Santana disse.

Quinn pegou um conjunto completo e foi para o provador, a primeira calça era muito larga, depois a outra blusa estava muito apertada.

-Kyle, me deixa ver. – Santana pediu depois de pegar os números certos.

-Espere, eu estou fechando os botões. – Quinn disse se olhando no espelho.

A calça tinha bolsos fundos, ela era meio apertada na perna, mais larga em cima. A blusa social acompanhava a cintura fina e os ombros largos e musculosos. Fechou o ultimo botão no pescoço e passou a gravata fina, sentiu um aperto no seu coração quando fez o nó, se lembrou de seu pai e de como as coisas haviam acabado mal entre eles, ajeitou a gravata e colocou o terno sobre os ombros abotoando-o e se olhando.

-Cadê ele? – A voz de Frannie invadiu os desvaneios de Quinn e ele saiu de lá.

Frannie e Santana o olharam aprovando o visual. Quinn ficou de frente para um espelho de corpo inteiro e se olhou.

-Isso é assustador. – Quinn enfiou o dedo na gola e afastou um pouco do pescoço. – E sufocante.

-Você logo se acostuma. – Frannie disse passando as mãos nos ombros dele e depois sorrindo.

-Acha que as coisas seriam melhores se fosse assim? – Quinn perguntou olhando Frannie nos olhos pelo espelho.

-Talvez, ele era meio imprevisível, e você viu que nem eu consegui agradar ele. – Frannie disse apoiando a cabeça no braço dele.

-Você era a queridinha. Ele ainda te preferia. – Quinn murmurou.

-Ele te amava, te amava muito mais do que era capaz de admitir. E também te admirava por ter cuidado de sua própria vida tão bem. – Frannie sorriu.

-Eu o amava... – Quinn disse então se virou para a vendedora. – Os outros dois podem ser do mesmo tamanho. E eu preciso de mais camisas.

-Sim senhor. – A moça disse.

Quinn franziu e Frannie escondeu o rosto no braço dele enquanto ria.

-Isso é engraçado. – Ela disse.

Depois de ter tudo o que precisava e também o que não precisava Quinn foi para casa. Santana o ajudou a arrumar as coisas no lado vago de seu guarda roupa. Frannie havia ido buscar coisas para ficar por ali.

O telefone tocou e Santana atendeu.

-Santana, é o Puck.

-Oi. – Santana olhou para Quinn que estava encostado no batente da porta. “É o Puck”

-Viva voz. – Quinn disse baixo.

Santana apertou o botão.

-San, a Quinn disse que você ia buscar a Beth. – Puck disse e Santana olhou para Quinn que assentia.

-Sim, eu vou. – Santana franziu. – Espera você não vem trazer a Beth?

-Não. Eu tenho que cuidar de uns negócios pendentes pra abrir uma nova empresa em outro lugar, por isso a Beth vai passar um tempo com a Quinn. – Puck disse rapidamente.

-E a Shelby?

-Ela está mal...

-A Rachel sabe disso? – Santana perguntou.

-Não... Ela não quis contar. – Puck fez uma linha fina com os lábios.

Quinn bufou e ouviu o celular de Santana tocando e foi atender.

-Alo? – Atendeu indo para a varanda.

-Quem é? – Uma voz conhecida.

-Eu que pergunto, você que ligou para esse numero. – Quinn cruzou os braços.

-É o Artie. Eu posso falar com a Santana? – O homem disse estranhando.

-Só um segundo. – Quinn disse e voltou para dentro. – San é o Artie.

-Espera um pouco Puck. – Santana disse se afastando do telefone. – Fala com ele, ele sabe...

Quinn voltou para fora e colocou o telefone na orelha.

-Sou eu Artie...

-Quinn?

-É.

-Bem que a Santana falou, bom eu estou com tudo pronto. E eu já joguei seu novo nome no sistema. – Artie disse.

-Eu preciso buscar certo? – Quinn perguntou.

-Sim. Que tal hoje as 20hrs na Broadway? – Artie perguntou.

-Feito. – Quinn assentiu. – Até logo.

-Até Quinn ou melhor Kyle.

-Hmmm... Artie, fora você ninguém pode saber ok?

-Quem sabe?

-Minha irmã, a San e você, logo eu vou ter que contar para o Puck e pra minha mãe, mas fora eles ninguém mais. – Quinn disse.

-Ok. – Artie disse. — Te vejo hoje então.

A ligação foi finalizada. Quinn passou a mão no rosto e entrou.

-Nós vamos a Broadway hoje. – Quinn disse indo para a cozinha.

-Por quê? – Santana perguntou choramingando.

-O Artie marcou a entrega lá.

-Já está tudo pronto?

-Sim...

-E a Brittany? – Santana perguntou.

-O que?

-Eu conto pra ela?

-Não. Por favor, não. — Quinn abriu a geladeira. – Eu estou com fome.

-Você comeu quase uma pizza sozinho no shopping. – Santana disse.

-Eu sei. – O loiro pegou frios e suco e os pães no armário.

-Acho que vamos ter que redobrar a compra. – Santana observou ele montar dois lanches.

-Quer? – Quinn perguntou.

-Não. – Santana pegou a cafeteira e foi fazer café.

Quinn olhou o relógio em seu pulso enquanto mordia o sanduiche.

-Já é 18horas. – Disse de boca cheia.

-Que horas ele marcou? – Santana riu da cena.

-20hrs. – Quinn murmurou.

Frannie entrou na casa com duas malas grandes e foi para o quarto vago.

-Fran nós vamos sair hoje a noite você quer ir junto? – Santana perguntou.

-Aonde vocês vão? – Ela perguntou.

-Broadway. – Quinn disse bebendo o conteúdo do copo e indo para o segundo pão.

-Não acredito que você está comendo. – Frannie disse. – Não vou não. Meu psicológico está pedindo por um basta.

-San eu vou arrumar a papelada do divorcio dos Enders e depois da pensão da senhora Siobhan. Depois eu passo pra você e explico. – Quinn disse após terminar.

-Os Enders são aqueles da mansão?

-Esses mesmos. – Quinn bufou. – Eles adoram brigar então você sabe né?

-Isso é comigo mesmo. – Santana sorriu.

-Vai se arrumar que a gente vai sair daqui 19h30min. – Quinn disse indo para o escritório.

Após organizar todos os papéis da pasta olhou no relógio já eram 19hrs, saiu do escritório o fechando e encontrou Frannie na frente da Televisão assistindo.

-Tenho que mandar instalar uma o seu quarto. – Quinn disse.

-Eu gosto do sofá. – Frannie sorriu.

-Fran amanhã você vai trabalhar? – Perguntou.

-Não.

-Você pode fazer um favor?

-Sim.

-Vem cá. – Quinn esticou a mão para a irmã.

Logos eles estavam subindo a escada no final do corredor que dava no quarto antes do sótão, Quinn destrancou a porta, o quarto era rosa e estava todo arrumado.

-Esse é o quarto da Beth, Lá em cima fica uma mesa e um telecopio e mais algumas almofadas, essas coisas que ela gosta, mas a Beth é uma criança e acho que ela precisa de bonecas e brinquedos. – Quinn disse olhando ao redor.

-Você quer que eu compre isso pra ela? – Frannie perguntou.

-Sim. E ursinhos de pelúcia também. – Quinn assentiu.

-Quantos anos a Beth tem? – Frannie perguntou.

-Eu esqueço que você nunca a viu. – Quinn murmurou. – Dez já.

-Rápido assim?

-É... Olha essa é a chave, eu tenho que tomar outro banho e ir me arrumar. – Quinn entregou a chave para Frannie e desceu a escada correndo, pegou uma toalha nova e foi para o chuveiro.

Se arrumou rapidamente vestindo um dos ternos e passando perfume, penteou o cabelo.

-San, vamos? – Quinn perguntou.

-Eu liguei para o taxi – Santana disse saindo do quarto dela com um vestido de seda roxo sem mangas e com decote em V, cheio de pregas e com um cinto em um tom mais claro de roxo. Seus pés tinham saltos claros e na mão uma carteira.

-Uau. – Quinn disse e sorriu.

-Você também está bonito. – Santana disse. – Fran a casa é sua.

-Ok. – Frannie disse sorrindo, mas sem tirar os olhos da TV.

-Pegou sua carteira? – Santana perguntou.

-Sim. – Quinn respondeu.

-E arrumou o celular novo?

-Sim. – Quinn revirou os olhos e esticou o braço para Santana. – Vamos.

-Tá ok. – Santana disse.

Ambos caminharam para fora e entraram no taxi.

-Artie, estamos indo. – Santana disse rapidamente.

-Vou esperar você aqui fora. – Artie respondeu.

O Taxi parou na frente do teatro Quinn saiu e manteve a porta aberta para Santana e depois se virou para o motorista pagando a corrida.

-Obrigado. – O homem disse.

A latina que estava atrás de Quinn parou ao ver que o musical em exibição era Hit List.

-Q-Kyle... Você quer mesmo assistir? – Santana disse apontando para os letreiros.

-Sim. Você não? – Quinn olhou para ela passando o braço por sua cintura.

-Santana? – Alguém a chamou e ela olhou vendo Brittany.

-Oi Britt. – Santana disse e sorriu. Brittany dançou os olhos pelo braço de Kyle que estava na cintura de Santana e depois pelo rosto do mesmo. – O que faz aqui?

-É a ultima apresentação da Rach esse ano. – Brittany respondeu.

-Ela vai sair porque quer cuidar da vida pessoal um pouco. – Quinn disse baixinho na orelha de Santana.

-Eu sei. – Ela respondeu para ambos.

-Eu achava que você tinha mudado. – Brittany disse e caminhou para dentro do teatro.

Santana olhou para Kyle e suspirou.

-Pode ir, eu já vi o Artie. – Ele disse assentindo e olhando o relógio.

-Ah claro que eu vou lá, eu vou falar pra ela assim: não é o que você pensa amor, eu não estou saindo com ele. Ele é só um amigo muito intimo que você nunca viu. – Santana disse irônica.

-Conta pra ela, mas faz ficar com a boca fechada. – Ele disse

-Eu vou manter a boca dela ocupada. – Santana assentiu e entrou sorrindo.

Quinn caminhou até a Artie e parou na frente dele.

-Artie? – Quinn o chamou.

-Oi – Ele disse tirando os olhos do celular.

-Sou eu... Quinn. – Sussurrou.

-Uau Fabray. – Artie o examinou. – Você...

-Artie, não conta pra ninguém ok? – Quinn pediu. – Acho que a San só te falou porque eu precisava de ajuda. Mas eu não quero que ninguém saiba, porque eu não sei o que aconteceu comigo.

-Tudo bem... – Artie assentiu. – Está aqui. – Artie entregou uma pasta para Quinn. – Tudo o que Santana pediu.

-Obrigado. Você vai ficar? – Quinn perguntou.

-Não. Eu não posso. Mas tenha um bom show. E foi bom ver você, mesmo estando assim. – Artie esticou a mão para Quinn que pegou e apertou.

-Foi bom mesmo.

Quinn entrou no teatro e achou Santana e Brittany.

-San me ajuda aqui. – Quinn disse se sentando ao lado de Santana e dando a pasta a ela.

-Oi Ky. – Brittany sorriu e piscou.

-Oi Britt. – Quinn devolveu o sorriso. – Desculpa por fazer posse da San, mas eu estou assustado e...

-Sem explicações. – Brittany disse. – Eu entendi tudo.

-Obrigado. – Quinn assentiu e pegou a carteira no bolso de dentro do terno.

-Toma. – Santana deu para Quinn os documentos para a carteira e deixou os outros na pasta.

A frequência das luzes diminuiu e o corpo de Quinn se tencionou todo.

-Ainda com problemas ao ver Rachel? – Brittany perguntou para Santana.

-É a primeira vez desde aquele dia.

-Pessoalmente?

-Sim.

Quando ela apareceu no palco Quinn prendeu o ar e apenas assistiu até o final e saiu o mais rápido que pode sendo seguido por Brittany e Santana.

-Como você vai conquista-la se não aguenta nem olhar para ela? – Santana perguntou passando o braço dentro do de Quinn.

Brittany foi para o outro lado e fez o mesmo enquanto ele permanecia em silencio.

-Eu vou tentar. – Quinn respondeu baixo e chamou o taxi.

Abriu a porta para as duas e se sentou na frente junto com o taxista.

-Pra onde? – Ele perguntou.

Quinn disse o endereço de sua casa e olhou para fora. Seria uma longa jornada.

Quinn entrou na casa desfazendo a gravata e desabotoando o terno. Brittany e Santana foram direto para o quarto da latina.

-Kyle? – Frannie chamou.

-Achava que você estava dormindo. – Ele disse enchendo uma xícara de chá.

-Mamãe ligou. – Frannie disse.

-Você contou?

-Eu disse que você precisava falar com ela.

-Uhul. – Quinn sorriu levantando a xícara para brindar com o ar. – Aqui vamos nós contar para mais alguém que eu virei um homem.

-O que foi que deu em você?

-Rachel estava se apresentando hoje.

-Eu ainda não decidi o que vai ser pior... Você tentando falar com ela ou ela cedendo a você. – Frannie sacudiu a cabeça arqueando as sobrancelhas.

-Eu vou dormir. – Quinn disse e beijou a cabeça de Frannie. – Obrigado por estar aqui.

Frannie sorriu e observou Quinn entrar no quarto e fechar a porta. Após beber água foi para seu quarto.

Quinn guardou as roupas e se deitou na cama apenas com a boxer, o sono não vinha, os filmes na TV não eram interessantes. Quinn saiu do quarto e buscou a papelada que precisava organizar, deixou a TV ligada em um desenho qualquer da Disney cheio de musicas e começou a organizar os documentos. 4hrs da madrugada o sono começou a chegar, Quinn terminou de organizar as pastas e dormiu pensando em Beth.

-Acorda. – Santana disse balançando Quinn.

Quinn deu um pulo na cama e abriu os olhos.

-Eu tive um sonho muito louco San, eu tinha virado um homem pra conquistar a Rach. – Quinn disse achando graça.

-Não foi um sonho. — Santana olhou como se estivesse se desculpando por algo.

Quinn ergueu as mãos e viu que não eram seus dedos e se lembrou de tudo.

-Tudo bem... – Quinn se levantou indo para o banheiro – Você tem que pegar Beth às 17 no aeroporto. Eu vou me arrumar.

Fechou a porta e tirou a cueca entrando embaixo do chuveiro. A água se misturou com as lagrimas que escorriam queimando o caminho que traçavam.

Amar Rachel é difícil, é ser alguém que não é para ter quem ama. E Quinn estava quase desistindo antes de começar.

Suspirou fechando os olhos e abrindo.

-Porque eu? – Se perguntou desligando o chuveiro e enroscando a toalha ao redor da cintura.

-Porque você queria hmmm... Rachel Berry. – Uma jovem disse atrás de Quinn.

-Uou. – Quinn disse se virando e olhando-a. – Cada hora que passa isso fica mais estranho.

Ela tinha cabelos castanhos, olhos verdes, um nariz perfeito a boca era grosa e bem desenhada, nem tão baixa, nem tão alta, devia ter uns 19 ou 20 anos.

-Eu sou Katharine. – Ela sorriu cruzando os braços.

-Eu sou...

-Eu sei quem você é Kyle/Lucy “Quinn” Fabray. – O olhar da jovem sobre ele era de compaixão e carinho. – E eu gosto muito de você, quer dizer eu amo você, mas tem hora que você é insuportável.

-Olha... Eu não te conheço...

-Ainda. – Ela o interrompeu novamente. – Mas você vai...

-O que você faz aqui? – Quinn cruzou os braços.

-Você tem que conquistar a ma... Rachel. – Katharine parecia indecisa, andou para perto dele e pousou a mão sobre o tórax definido de Quinn. – Ela tem que dizer que ama você. – Então passou a mão suavemente no rosto de Kyle. – Não você.

-Como eu faço isso? – Quinn olhou nos olhos da garota, ela parecia muito com Rachel.

-O futuro não está definido ainda. A... Rachel adora clichês e você deveria saber disso melhor do que ninguém. Só toma cuidado com as decisões que vai tomar, podem mudar o curso de vida de uma família. – Katharine disse se afastando.

-E quem é você? – Quinn perguntou.

-Meu nome é Katharine. – Ela sorriu, aquele sorriso grande que só uma pessoa no mundo tinha. Quinn arqueou as duas sobrancelhas e depois franziu. – E você vai saber quando usa-lo, se tudo der certo.

-Espera! – Quinn viu a garota desaparecer na sua frente e então ouviu Santana bater na porta.

-Anda logo Fabray.

-Pode ir San. Eu vou com meu carro. – Quinn disse abrindo a porta.

-Vai tirar o carrinho bonitinho da garagem? – Santana arqueou as sobrancelhas.

-Sou obrigado. – Quinn pegou a roupa e começou a se vestir.

Trinta minutos depois ele estava parando na vaga do estacionamento de sua empresa.

Desceu do carro e pegou as pastas e entrou no elevador. Quando chegou lá Santana estava na sala dela e tinha um monte de gente espalhada. Passou rapidamente sobre o olhar das pessoas, ia entrando na sala de Santana, mas foi interrompido.

-Posso te ajudar?

-Oi Jennifer. Eu sou Kyle Fabray. – Sorriu e abriu a porta entrando.

-Então está fechado. – Santana disse no telefone. – Sim, Tchau.

-Eu fui interrompido pela sua secretaria. – Quinn disse colocando as pastas em cima da mesa de Santana.

-Eu vou falar com ela. – Santana disse olhando as pastas. – Sempre admirei sua organização.

-Obrigado. – Quinn sorriu se apoiando na mesa e chegando perto de Santana. – A noite foi boa latina? Eu consegui ouvir vocês por um bom tempo.

-Vai fazer seu trabalho, vai. – Santana empurrou o ombro de Quinn e sorriu. – Vai lá ser o colírio das meninas do RH.

-E os papéis? – Quinn perguntou abrindo a porta e arrumando a gravata sugestivamente.

-Filho da... – Quinn lançou um olhar ameaçador para Santana com um sorriso no lábio. – Estão em cima da sua mesa.

-Obrigado. – Quinn sorriu e fechou a porta vendo que Jennifer o encarava com as duas sobrancelhas arqueadas e olhou para Santana e depois para Kyle. – Tudo bem?

-Oh... Sim. Bem vindo Sr. Fabray. – Ela disse corando e indo para a porta da sala de Santana.

-Muito obrigado. – Ele colocou a mão no bolso e caminhou para a sua sala.

Sentou-se lá tirando o notebook de dentro da pasta e começou a digitar e mexer nos papéis que estavam em cima da mesa.

-Vamos almoçar Kyle. – Santana disse parando na porta.

-Sim. Por favor, eu estou com fome. – Ele fechou o notebook e colocou a terceira pasta nos pés.

-Você vai ficar gordo com o tanto que come. – Santana disse quando eles estavam no elevador. – Vai ser engraçado ver você depois.

-Eu preciso comer. Olha meu tamanho! – Quinn disse afrouxando a gravata e a tirando. – E eu não vou ficar gordo.

-Aonde vamos? – Santana perguntou.

-Naquele restaurante que você disse que tem comida chinesa. – Quinn sorriu.

-Ótimo, eu tou precisando de algo natural.

-E a Britt?

-Foi trabalhar.

Eles caminharam até a Mercedes SLS AMG de Quinn que abriu a porta para Santana.

-O que Rachel quer com você? – Quinn perguntou finalmente, e se sentou na frente do volante.

-Ela vai te contar. – Santana disse sorrindo.

Almoçaram e voltaram ao serviço. Quinn arrumou três pastas de arquivos e duas catalogo já era 16hrs e o RH havia começado a esvaziar.

-San, acabei. – Quinn disse entrando na sala dela depois de se certificar que não tinha clientes.

-Já? – Santana franziu.

-Sim. Eu estou me sentindo bem hoje. – Quinn sorriu cruzando os braços.

-Esses são currículos para uma secretaria para você. – Santana esticou alguns papéis. – Dá uma olhada neles e me mostra dois que você achar melhor, elas só vão começar quando você voltar.

-Ok. – Quinn saiu da sala observando as folhas e sendo observado por algumas adolescentes que entraram no RH para deixar currículo.

-Sr. Fabray, a Frannie está na linha. – Jennifer disse.

-Para de ficar usando minha secretaria Ky. – Santana disse abrindo a porta. – Jenn vem aqui, por favor.

-Obrigado Jennifer. – Quinn se sentou em sua mesa e pegou o telefone. – Oi Fran.

-Porque vocês me deixaram trancada aqui? – Frannie perguntou brava.

-Nossa! Eu esqueci completamente. – Quinn esfregou os dedos na testa. – Tem uma chave no balcão da cozinha embaixo do espremedor de pimenta.

-OBRIGADA! Vou comprar as coisas. – Frannie disse de forma grossa e desligou.

Quinn voltou à atenção para as folhas e alguns minutos depois ele ouviu uma batida suave na porta.

-Eu vou deixar ela com você. Te vejo em pouco tempo, no central. A Jenn vai fechar tudo. – Santana disse saindo.

Rachel entrou na sala de Quinn trazendo uma lufada com cheiro de chocolate e baunilha. Quinn dançou seus olhos pelo corpo de Rachel. Saia de cintura alta, deixando as pernas torneadas à mostra, uma blusa lisa e um casaquinho em cima, o cabelo solto em gordos cachos e saltos nos pés.

Rachel gostou do olhar do Fabray sobre si, era estranho esse feitiço que essa família tinha sobre ela, até mesmo Quinn com quem cometera uma grande burrada.

A garganta de Quinn ficou seca, engoliu com dificuldade e pigarreou esticando a mão.

-Eu sou Kyle Fabray, a Santana não me disse muito bem o que a Senhorita viria fazer aqui, mas vai ser uma honra te ajudar. – Disse com a voz carregada de medo e hesitação, um tom mais rouco.

Os pelos da nuca de Rachel se levantaram ela apenas sorriu e pegou a mão de Kyle, fazendo uma corrente elétrica correr por ambos os corpos, então puxou sua mão delicadamente acabando com a conexão.

-Eu sou Rachel Berry. – Ela sorriu novamente. – Eu estou com a documentação pronta para dar entrada na adoção de um bebe de um ano e dez meses. O nome dele é Charlie Green. Ele foi abandonado pela família. A mãe dele morreu e o pai usava drogas e...

-Está tudo bem. – Ele esticou a mão e tocou o ombro de Rachel. – Nós vamos conseguir, não chore.

-Ok. – Rachel encarou Kyle e seus olhos se perderam no verde. – Seus olhos eles...

Quinn virou a cara rapidamente e foi para trás da mesa se sentando.

-Sim? – Perguntou sem encarar Rachel.

-Uhn... Nada. – Rachel disse coçando a sobrancelha e então pegou os documentos e todos os papéis e colocou na frente de Kyle. – É tudo o que vocês vão precisar.

-Quem vai responder por você?

-A Santana. – Rachel disse rapidamente — Eu não fal...

-Eu sei. – Kyle a cortou de forma calma.

-Você a conhece? – Rachel perguntou apontando para a foto pequena de Quinn na estante.

-Melhor do que muitos acham que conhecem. – Ele respondeu assentindo e arrumando os papéis dentro da pasta e escrevendo prioridade em cima.

-Então você sabe...

-Sim. – Ele disse quando ela deixou vago. Kyle olhou o relógio era 17h15min, o tempo voou. – Eu vou encaminhar tudo para Santana e em breve você vai ter ele.

-Obrigada — Rachel sorriu.

-Eu estou apenas fazendo meu trabalho. – Kyle se levantou e sorriu.

Rachel caminhou até a porta e se virou dando de cara com ele.

-Gostaria de vê-lo? – Perguntou arqueando as sobrancelhas, surpresa consigo mesma.

Por razões estranhas a presença dele fazia Rachel se sentir mais calma, e a única pessoa que tinha esse poder sobre ela tinha o mesmo gene que ele, mas estava evitando ela e bem longe de NY. Era isso que Rachel pensava.

-Quem? – Arqueou as sobrancelhas surpreso. – Charlie?

-Sim. – Rachel assentiu.

-Seria uma honra, eu gosto de crianças. – Quinn disse assentindo e puxando ar suavemente.

-Eu te pego aqui?

-Não. – Ele disse sem hesitar — Eu te pego na frente da Broadway, que horas?

-Eu ganhei o direito de passar um dia com ele. Eu tenho que pegar ele às sete horas. – Rachel disse. – Segunda Feira.

-Seis e meia, na frente da Broadway está bom pra você? – Quinn perguntou e olhou para o relógio atrás de Rachel.

-Sim. – Ela sorriu.

-Te vejo em breve Srta. Berry. – Ele disse esticando a mão para ela.

-Rachel... Talvez até Rach. E não vá achando que eu confio na primeira pessoa que aparece na minha frente. Eu já fui muito enganada e não dei valor pra pessoas que mereciam, mas você tem algo... Diferente... Ou conhecido. – Rachel hesitou tentando buscar palavras, e apertou a mão dele tendo a mesma sensação anterior.

-Obrigado por “confiar” em mim. Pode me chamar de Kyle ou Ky. – Quinn sorriu amplamente.

Seus olhos se conectaram e ficaram assim por alguns segundos.

-Sr. Fabray? – Jennifer chamou.

Rachel pigarreou desviando o olhar e saindo da sala não antes de olhar para trás e encontrar os olhos de Kyle sobre si.

-Sim. – Ele disse olhando Jennifer quando Rachel sumiu dentro do elevador.

-Meu computador travou. – Jennifer disse.

Quinn caminhou até o computador que Jennifer trabalhava.

-Eu vou falar com a San pra ela trocar o sistema e pegar um notebook pra você porque já é a quarta vez que isso acontece certo? – Ele perguntou.

-Isso mesmo.

-Termina de arrumar os papéis. Segunda a San arruma isso. – Kyle disse e foi para sua sala.

Pegou suas coisas e saiu do prédio e correu por NY até um estacionamento perto do Central Park. Deixou o terno dentro do carro e saiu em busca de sua filha e sua melhor amiga.

Beth estava enorme para uma garotinha de apenas 10 anos. Seus cabelos loiros batiam nos ombros e estavam cheios de cachos, um arquinho com laço estava em sua cabeça e ela usava um vestido cheio de bolinhas e sapatilhas. Santana estava falando com ela.

Quinn se aproximou com as mãos no bolso, estava suando frio.

-Eu fiquei preso no escritório, por um bom motivo. – Quinn se desculpou ao olhar para a latina.

-Conseguiu algo? – Santana perguntou.

Quinn assentiu com a cabeça em silencio, depois conversariam sobre isso. Ele olhou para Beth que o examinava.

-Oi princesinha. – Disse se abaixando e ficando do tamanho de Beth. Beth esticou a mão e tocou o rosto de Kyle.

Quinn olhou para Santana e franziu.

-Eu vou deixar vocês conversarem. Eu tive que explicar o básico pra ela, não me olhe assim. – Santana disse indo se sentar em algum banco.

Beth vagava os olhos pelo rosto de Kyle, mas voltavam para os olhos dele.

-A tia San me disse que você tinha mudado. – Beth disse.

-É... Eu não sei como isso aconteceu, eu fui dormir e acordei assim... Cheio de barba e com o cabelo curto. – Quinn assentiu colocando sua mão enorme em cima da pequena de Beth.

-Você não mudou dentro né mamãe? – Beth perguntou baixinho. – Ahn... Papai?

-Não. – Quinn sacudiu a cabeça sorrindo. – Eu só mudei fora. Isso não te assusta?

-Não muito. – Beth sorriu. – Parece como as historias dos livros e filmes.

-Se você pensar por esse lado é legal. – Quinn deu de ombros.

-Você e a tia San não estão saindo né? – Beth perguntou incomodada.

Quinn gargalhou se levantando e pegando a mão de Beth.

-Não Filha. – Quinn sorriu. – Eu juro que tudo o que a gente tem hoje em dia é só amizade. A tia San ama a tia Britt lembra?

-Uhum. — Beth começou a andar e Quinn ao seu lado. Suas mãos não se soltavam. – Eu senti sua falta, porque você não foi me ver?

-Eu tive problemas aqui. – Quinn disse olhando para Beth.

Beth ficou em silencio e olhou ao redor.

-As pessoas gostam de te olhar. No começo do ano, quando eu vim para cá as pessoas te olhavam, agora as pessoas te olham também. – Beth estava franzindo os lábios, novamente incomodada.

Isso não passou despercebido por Quinn, ela conhecia Beth o suficiente para saber que tinha algo que estava deixando Beth nervosa, mas a pequena não queria falar sobre o assunto ainda.

-É porque você é linda e está comigo e eles ficam olhando para você. – Quinn coçou a bochecha com a mão livre e sorriu.

-A tia San disse que você estava assim por causa de outra garota. – Beth finalmente soltou o que a estava incomodando.

Quinn parou de andar e pegou Beth no colo tomando cuidado com o vestido dela.

-É isso que te incomoda? – Perguntou.

-Você quase não tem tempo para mim. Se arrumar outra garota vai se esquecer de mim completamente. – Beth escondeu o rosto no ombro de Quinn.

-Que bobagem meu amor. – Quinn disse. – Eu amo você, não tem um dia da minha vida depois que você nasceu que eu não pensei em você.

-Mas você também quer outra garota. – Beth choramingou.

-Filha, ela tem minha idade. Não é exatamente uma garota, é uma mulher já. – Quinn tentou explicar. – E eu nem sei se ela vai querer ficar comigo.

-Mas você é muito bonito... – Beth olhou para Quinn por entre o cabelo.

-Beleza não é tudo princesa. – Quinn disse baixinho.

-Mas ajuda bastante. – Beth rebateu rapidamente.

-Sim. Pode ser que ajude mesmo, mas depois que você mostra que é bonito você tem que ter algo a oferecer. – Quinn disse. – E eu meio que briguei com essa pessoa quando eu ainda parecia com você.

-Você não vai me abandonar? – Beth encarava Quinn.

-Não. – Negou com a cabeça.

-Jura juradinho?

-Eu juro. – Quinn segurou Beth com o braço esquerdo e com a mão direita fez um X em cima do coração e beijou o dedo. – Eu te amo princesa, eu não vou te deixar. – Quinn disse e beijou a testa de Beth.

-Sua barba faz cosquinha. – Beth deu risada

Notas finais
Pra quem não sabe Hit List é um musical da Broadway feito em Smash, mas eu estou apaixonada pelo musical e a Lea foi citada durante um dos episódios acho que o 09 da segunda temporada enfim, eu decidi colocar ele ai.

O que acharam da Rachel aparecendo?
E da interação dela com Kyle?
E Brittana merece estar aqui?
E Beth (*-*) não foi uma fofa?

Espero que respondam pelo menos uma das perguntas e me digam o que acharam para que eu possa estar sabendo o que estão achando.
Beijinhos ;)