Good Luck, Charlie!
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Agradeço aos reviews de: Gabrielly Swan, CatrinaEvans, Josi, suzanna_quintana, muito obrigada lindas...
Segue o ultimo capítulo da fanfic...
Boa leitura...
Aceitando
Dirigindo a viatura a caminho da mansão, pensava ininterruptamente na cena que Jacob protagonizou ficando nu na minha frente, e depois virando aquele lobo gigante.
Eu estava em pânico de chegar lá e encontrar minha filha na forma de uma loba enorme, ou algo semelhante a isso...
Minha mente tentava projetar uma imagem de tal coisa, mas ao mesmo tempo, eu me refreava. Imaginação nunca foi meu forte, esse era o departamento da Renée.
Então no momento eu me apegava somente a noticia de que Bella estava bem, que não estava mais doente – se é que ela realmente esteve doente de verdade. – Suspirei... E voltei minha atenção à estrada.
Quando cheguei à mansão Cullen, Jacob já estava lá... Oh, claro, o garoto era rápido!
Bom, ele é uma espécie de cachorro gigante ou algo do tipo, então deveria ser bem veloz mesmo.
Mas minha preocupação não era, em hipótese alguma, a velocidade de Jake, e sim o fato de Bella ser ou ter alguma coisa a ver, com essa coisa do filho do meu melhor amigo se transformar em um enorme lobo peludo...
Então sai da viatura me encaminhando rapidamente para dentro da casa.
Carlisle foi quem abriu a porta e me deu passagem. O cumprimentei rapidamente, eu estava inquieto e ansioso, preocupado e muito temeroso também...
Então me permiti não ser tão educado, como era meu costume.
Alem claro, que eu estava desconfiado de que todos eles fossem um tipo de lobo, cachorro, papagaio (Alice), e outros tipos de animais, e bem, tremi nas bases...
O quê? Eu sou humano ok? Portanto, sou um ser imperfeito.
E eu sempre soube que eles eram estranhos, só não pensei que fossem tão... Bem, do tipo letais... Como um lobo de quase dois metros de altura, como o Jacob...
Talvez eles sejam um tipo de mutantes. E eles poderiam ser também, uma espécie de evolução da raça humana, não é?
Afinal, não dizem que viemos dos macacos? Quem sabe não viemos também dos lobos?
Sei que pode ser uma grande “viagem” da minha cabeça, mas eu realmente estava abalado, desconcertado, e...
Eu disse que não era muito bom com essa coisa de imaginação, não foi?
Minha nossa!
Meu coração acelerou quando uma mulher surgiu em minha frente, ela era linda e se parecia muito com minha filha, mas não poderia ser ela, poderia?
Aquela mulher é a Isabella? Minha filhinha Bella?
Eu estava surpreso, mais que isso, eu estava assustado! O motivo? Muito simples...
Minha filha Isabella estava estupidamente deslumbrante!
Não me leve a mal, eu sempre a achei linda, porem, agora ela estava realmente, e inacreditavelmente perfeita... Ate demais!
Eu tive que piscar os olhos sucessivamente para ter certeza de não estar tendo uma espécie de visão, ou sei lá o quê... Meu coração precipitou uma batida, e acelerou tantas outras em batimentos incertos...
Minha respiração ficara irregular e senti meu sangue gelar nas veias, denunciando minha palidez súbita. Senti minhas forças me abandonando, minhas pernas queriam ceder ao peso do meu corpo, mas me esforcei a ficar firme.
Não poderia fraquejar assim, e ainda mais na frente dessas... Dessas... P-pessoas.
Estava difícil manter-me sano diante tanta coisa acontecendo a minha volta. No entanto, eu tinha que me manter consciente de tudo ao meu redor. Precisava entender tudo isso, mas estava muito difícil controlar minhas emoções, sentia-me desmoronando...
Contudo, eu tinha que obter informações, saber o que tinha acontecido com Bella, se ela realmente esteve doente, ou se tudo não passara de mentira da parte deles, e enfim saber se ela havia se transformado em alguma outra espécie que não fosse humana...
Okay, já estou “viajando” outra vez!
- Pai, você esta bem? O que você tem? Será que não é melhor leva-lo para o hospital, Edward? – disse minha filha.
Bella agora tinha a voz – melodiosa como sinos retumbando mansamente, como as vozes de todos daquela família – um pouco assustada.
Ela se aproximou de mim, eu a olhei atentamente. Não agüentando mais a saudade, fechei o espaço entre nós em um caloroso abraço apertado... Muito apertado mesmo, ate senti uma pontada de dor nas minhas costelas, onde Bella havia passado seus braços ao meu redor.
Nossa, ela estava bem mesmo, ao menos estava mais fortinha...
Acho que nunca nos abraçamos assim antes, mas eu precisava daquilo, eu precisava senti-la em meus braços, sentir que minha filhinha estava segura e ao meu lado. Meus olhos marejaram com a emoção.
Ela parecia com ela mesma... Mas assim que fitei seus olhos, percebi uma mudança suave na tonalidade chocolate tão característica de nossa família.
Percebi também, que sua pele parecia mais pálida, e estava muito fria, mais do que normalmente era, mas não me apeguei a isso, pois finalmente Bella estava ali na minha frente, em meus braços e isso aquietava meu coração...
Mas foi inevitável, não notar que seus cabelos estavam mais sedosos e brilhavam como nunca antes. E em seu corpo também havia leves mudanças.
Tudo bem, acho que talvez eu esteja apenas imaginando tudo aquilo, pois foram muitos dias de agonia em não ter noticias de minha filha, pensando que ela estivesse doente, por isso essa surpresa, e impacto com sua aparência.
Soltei-a dos meus braços, e ela foi para perto de seu... Seu esposo.
Estranhamente o Edward estava inquieto, parecia distante, e às vezes ele apenas balançava a cabeça, como se estivesse assentindo a perguntas direcionadas a ele.
O que era loucura, pois ninguém falava ali – a não ser Bella e eu – então obvio que fiquei intrigado com aquilo...
- E-e-estou bem, filha?! – minha voz saiu tremula.
Pigarreei e dei um sorriso fraco em sua direção. Ela me retribuiu contidamente.
Ofeguei quando percebi que os dentes de Bella também estavam diferentes. Era impressão minha, ou minha filha tinha presas?
Claro que não eram assim, presas enoooormes, como nos filmes de terror sobre vampiros e lobisomens, mas eram caninos um tanto... Grandinhos, eu diria.
Meu coração disparou no peito, e comecei a suar em bicas. Bella fechou um pouco seu sorriso, mas olhava-me muito atentamente.
Todos que estavam na sala naquele momento ficaram rígidos, – eu não tinha me dado conta da presença deles, estava apenas focado em minha filha – mas assim que vi leves movimentos de cada um, como se estivessem conversando entre si – o que era uma loucura, pois eu não escutava vozes de ninguém ali, apenas a minha e a de Bella – olhei então ao redor...
E percebi que a irmã loira de Edward, acho que seu nome era Rosalie – sempre me esqueço o nome dela e do grandão ao seu lado – mas fora assim que vi a Sr. Cullen – a mãe do meu genro – a chamando carinhosamente.
A Rosalie, ela estava com uma pequena criança nos braços. A principio pensei que fosse seu filho. Depois me lembrei de ter escutado – acidentalmente – uma conversa de Alice e Bella, sobre Rosalie não poder ter filhos...
Quem será que eram os pais daquela criança então?
Lentamente o bebê – que não era assim tão bebê, pois parecia ter aparência de uma criança de um a dois anos de idade – que estava nos braços da cunhada de minha filha, se virou em minha direção e olhou-me diretamente nos olhos...
Aqueles olhos... Expressivos olhos... De cor castanho chocolate... Aquele rostinho bonito...
Ofeguei e quase engasguei, quando tentei levar o ar aos meus pulmões. Meu coração batia terrível e alucinadamente no meu peito...
Não poderia ser... Aquela garotinha era tão parecida com... Mas isso seria loucura demais, insanidade a um nível irreversível...
Escutei chiados baixinhos, então olhei ao redor – saindo do transe que havia estado nos últimos... Sei lá por quanto tempo – e vi a menininha esticando seus bracinhos em minha direção.
Sorri debilmente para ela, e inacreditavelmente, ela me retribuiu com um sorriso lindo e gigante nos seus lábios rosadinhos...
Daí a coisa ficou ainda mais... Estranha?
Pois aquela doce garotinha, tão lindinha, também tinha presas... Definitivamente eu estava ficando maluco, louco de pedra.
Fechei os olhos por um longo tempo, tentando controlar minha respiração que ainda estava irregular... Respirei profundamente antes de abrir os olhos, e assim que o fiz, todos – sem exceção alguma – olhou em minha direção.
Senti-me corar ao perceber seus olhares sobre mim. E o que aconteceu em seguida foi bem... Esquisito, no mínimo.
Bella que estava perto de mim se afastou rapidamente prendendo a respiração – ao menos foi o que pareceu que estava fazendo – em seguida, Edward abraçou Bella com força. Jacob praguejou alguma coisa e se aproximou da garotinha nos braços de Rosalie.
E falando da graciosa menininha, ela escondeu o rostinho no pescoço da loira exuberante, fazendo uma caretinha bem fofa, mas eu me preocupei mesmo assim, será que ela estava doente?
Realmente eu não entendi o que aconteceu ali e iria perguntar algo, quando fui interrompido:
- Nós iremos lhe explicar tudo Charlie. Não se preocupe. – Edward falou depois de um tempo calado, apenas observando.
Olhei em sua direção – pois eu ainda estava concentrado na linda menininha que me lembrava muito a minha filha quando bebê, tão linda quanto – ele parecia concentrado e distraído ao mesmo tempo.
- Acho melhor você se sentar pai. O que iremos te contar, não será algo rápido, ou fácil de escutar.
Bella parecia tensa, nervosa e ansiosa, mas estranhamente seu semblante não demonstrava isso. E eu apenas notei isso por estar a olhando fixamente, mas ela desviava, sempre que podia seu olhar do meu.
Assenti com a cabeça. Desviei meus olhos para a menina de novo – era irresistível não querer ficar olhando para ela, a garotinha era uma coisa fofa mesmo – em seguida retornei minha atenção a minha filha e genro, outra vez.
Então começaram a me contar algumas coisas... De acordo eles me contavam mais eu perdia minha capacidade de raciocínio...
Okay, eu não estava virando um mentalmente incapaz, totalmente, mas eu sentia que se eles continuassem a falar mais alguma coisa sobre aquele assunto, eu realmente enlouqueceria...
- Por favor, me poupem dos detalhes, eu não quero saber, realmente... Apenas fico feliz em saber que todos estão bem, que você minha filha, esta bem e segura. – disse olhando para Bella intensamente.
Ela poderia agora, ser uma espécie de mutante, ou algo do tipo, mas sempre, sempre, e para sempre ela seria minha filha. Minha amada filhinha...
Ela sorriu em resposta e veio me abraçar novamente. Foi difícil, mas consegui segurar as lagrimas que ameaçavam derramar de meus olhos.
Escutei risadas a nossa volta, e duas gargalhadas estrondosas. Uma eu conhecia bem, era do Jake, mas a outra confesso que me assustou um pouco, olhei para o grandão que estava ao lado da loira e seus ombros se sacudiam de acordo ele sorria.
Ele era algo como: assustador!
Então voltei a olhar para menininha, e ela olhava encantada para o filho de meu melhor amigo, Jake também a olhava embevecido. Aquilo me surpreendeu. Pois ele era totalmente contra a entrada de Bella para aquela família, e agora ele estava ali, e parecia ate a vontade com tudo.
Realmente eu não compreendia o que estava acontecendo.
Mas eu me esforçaria para entender, afinal de contas minha única filha estava envolvida naquilo tudo – que eu não quero saber os detalhes sobre o que seja – então me bastava saber que no final das contas, estavam todos bem.
Depois de um tempo conversando com minha filha, coisas banais e de sua lua-de-mel – apenas sobre o lugar, que era em uma ilha e no Brasil – fiquei surpreso quando soube que o Dr. Cullen tinha uma ilha... Só que me faltava eles terem também um país...
Enfim, depois disso, eu perguntei sobre o que estava me inquietando... A presença da menininha...
Não que ela me incomodasse ou algo do tipo, mas eu estava mesmo curioso a respeito daquela criança – que a cada segundo, me fazia lembrar-me ainda mais de Bella naquela idade – então os questionei.
E a resposta me confundiu ao extremo...
Ela era uma sobrinha do Edward? Aquela garotinha encantadora e tão parecida com Bells, era uma sobrinha desconhecida do meu genro?
Aquela história não me convenceu nenhum pouco, e a cada minuto eu suspeitava mais e mais, de que eles não estavam me contando toda a verdade...
Mas eu realmente queria saber a verdade?
Saber de toda a verdade, os detalhes e tudo o mais?
NÃO!
Eu realmente não queria saber...
Então aceitei – mesmo que um pouco insatisfeito comigo mesmo – mas aceitei suas explicações incompletas.
Fiquei mais um tempo na mansão, conversando – sem detalhes – sobre coisas banais, e os acontecimentos “agitados” de minha vida, na ausência de Bella.
Brinquei um pouco com a garotinha, que tinha um nome bem... Peculiar... Renesmee Carlie – esse foi outro fator para aumentar ainda mais minhas desconfianças – pois Bella fez uma linda homenagem ao mesclar os nomes dos “avós” da menininha.
Mas repreendi-me no mesmo instante, quando a vontade de saber tudo sobre ela me golpeou de súbito.
Porque havia sido eu a recusar todas as explicações, todos os detalhes, então teria que conviver e viver com aquelas inquietações dentro de mim.
Despedi-me de todos com acenos, mas voltei a estreitar minha filha nos braços, depois abracei também a Nessie – apelido que o Jake tinha dado a minha neta – e algo surpreendente aconteceu enquanto ela estava em meus braços.
Eu vi algumas imagens, um pouco desfocadas, mas eu jurava que tinha “ouvido” a voz da pequena na minha cabeça, dizendo que tinha gostado de me conhecer e que já me amava muito.
Nem preciso dizer que uma felicidade sem tamanho me dominou naquele momento – ate me esqueci do fato de te-la escutado dentro de minha cabeça – e eu apenas queria desfrutar da sensação de ser avô...
Oh meu Deus!
Eu mal me acostumei a ver minha filha casada – e como a Sra. Edward Cullen – agora eu também sou vovô?
Sai da mansão em um estado bem diferente de quando havia entrado ali naquele dia. Mas era uma mudança para melhor.
Entrei na viatura, a liguei e comecei a dirigir de volta para minha casa...
Pensando que fui em busca de respostas para saber sobre o estado de saúde de minha filha... Chego lá e a vejo bem de saúde, de uma forma ate assombrosa... O que me deixa muito feliz.
No entanto, descubro a existência de “pessoas diferentes”, o que não quero, realmente, saber de detalhes sobre... Ate aí tudo bem.
Em seguida, soube da existência de uma netinha – que na verdade era sobrinha do meu genro – mas a danadinha me conquistou completamente, então sim ela era minha netinha.
Eu estava muito feliz e queria dividir isso com as pessoas ao meu redor, então depois procuraria meus amigos, Billy e Sue, e contaria a mais linda novidade.
Eu era um vovô...
Vovô Charlie!
Continua...
Notas finais
E nele vou colocar algumas coisas... Bem, só lendo para saber né? Kkkk
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Sobre o cap.: Eu não sei se ficou do agrado de vocês, mas eu fiz meu melhor. Não tirei nenhuma parte do livro, não intencionalmente. Utilizei apenas as minhas lembranças de quando o li pela ultima vez... Então se houver alguma semelhança, ou algo do tipo, a culpa é da minha memória... kkkk
Sério mesmo gente, eu não quis citar nenhuma parte especifica do livro, pois eu já tinha varias idéias preconcebidas para o cap. (idéias essas que me acompanham desde que idealizei a fic).
Então, apenas fiz o que em minha opinião seriam os pensamentos, sentimentos e reações do Charlie.
Espero que gostem...
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Ain me falem o que acharam do cap. nos reviews, dêem suas opiniões e claro muitas recomendações... Aguardarei ansiosa!
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P.S.: Eu quero agradecer imensamente a todos os leitores que prestigiaram a minha estória com suas presenças, suas opiniões, suas sugestões (Josi kkkkk), seus comentários hilários (YellowGirl), e todos os leitores fantasmas que não comentaram, mas que leram mesmo assim... Essa não é uma despedida, pois ainda tenho o epílogo para postar, mas queria deixar meu agradecimento, e dizer que vocês - TODOS OS LEITORES - me inspiraram a continuar e a escrever esses meus delírios ficcionais...
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Beijinhux!
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