Good Gone Girl

54 Capítulo 54 – Sabe onde isso ficaria incrível?


Notas iniciais
Então...... Oi Curtam o capítulo.... ^ ^ Obrigada a todo mundo que comentou capítulo passado: > Carina > sandrinha > sss > Olhos Castanhos > Juuh Beauchamp > leticiaAE > KK > paulinha3 > nonpapergangsta >Kika Pichsterzy obrigada!!! Se possível recomendem a história, por favor ^^ (se vocês gostaram, claro).

Capítulo 54 – Sabe onde isso ficaria incrível?

Alex deixa Mary-Jean no hotel e ela agradece por ter se divertido muito. Ela havia me dito, depois de me deixar emocionada, que eu havia feito amigos incríveis e que agora ela sabia que eu ia ficar bem, porque tinha muita gente cuidando de mim. “Não que isso te isente de mandar mensagens e não sumir de novo, mocinha” ela acrescentou rapidamente, num tom meio brincando, mas falando sério.

Quando estou à sós com Alex no carro, eu sinto que tive a melhor noite da minha vida (tirando a maldita Georgia). Provavelmente, grande parte dessa sensação foi ocasionada pela bebedeira, mas prefiro pensar que foi porque essa foi a melhor noite da minha vida. Eu fico olhando para o meu namorado e sorrindo feito uma idiota.

— Você acredita que sua ex-namorada me disse que te quer de volta?

Eu tinha que contar para ele. Provavelmente, nem Alex botava fé no quanto essa garota era louca por ele. Isso fica visível quando ele parece muito surpreso.

— Quê? – Ele pergunta dando uma risada incrédula. – E o que você disse?

— “Desculpa garota, mas você perdeu a sua chance / Dá uma boa olhada esse garoto é meu agora / Somos mais que bons amigos / E é assim que a história termina”* – Eu canto, fazendo ele rir. – Brincadeira. Mandei um: “Foi namorar perdeu o lugar”, “A fila anda”, “vai ficar querendo”....

Ele solta uma gargalhada. Gosto do como elas têm se tornado frequentes.

— Quantos anos vocês têm? Cinco? – Ele perguntou.

— Não. Ela tem cinco. Está na fase não saber lidar com frustrações – eu respondi. – Eu tenho oito. Estou na fase de ser engraçada e ter frases feitas.

Um meio sorriso divertido aparece no canto da sua boca, e então ele meneia com a cabeça como se não acreditasse nessa conversa absurda. Mas eu gosto, tenho certeza que se tivesse levado o aviso dela a sério, Alexander ficaria puto. Mas ela tinha razão sobre uma coisa: (agora que estávamos juntos, oficial) ele me fazia sentir segura.

Eu confiava nele.

Apesar de, às vezes, achar que ele deveria estar com uma pessoa melhor que eu.

— Você nem me contou... como foi com a sua família hoje? – Ele mudou de assunto. – Você parecia muito feliz quando chegou.

Eu sorri.

— Foi ótimo... acho que... acho que posso começar a gostar da minha mãe – eu confessei. Alexander arqueou as sobrancelhas, em surpresa, então eu ri e disse: — Não muuuito tipo, meu deus, melhores amigas... Mas acho que... podemos ter um bom relacionamento... talvez... eu espero.

— Fico feliz por você – ele respondeu. – De verdade.

— Eu também – eu confessei. – Você tinha que ver como ela falou... como ela me defendeu... Ela disse que me passaria o contato de um bom advogado para processar Mike... e que não cansaria até fazer “aquele moleque pagar”.

Alexander riu.

— Ei, agora, se você conseguir melhorar seu relacionamento com a sua mãe... isso vai provar que nós dois sabemos dar ótimos conselhos... desde que não tenha a ver com a nossa vida – eu comentei, fazendo-o sorrir.

— Como tio Kev falou – ele resmungou. – Os dois fazendo besteira e se impedindo de afogar nelas.

— Parece a descrição de um casal incrível – eu comentei, fazendo-o sorrir.

.

Eu achei que estivéssemos cansados demais quando chegamos ao apartamento dele, mas assim que passo da porta e tiro o meu casaco, sinto seus braços tatuados envolverem a minha cintura, com seus lábios de repente aparecendo no meu pescoço, beijando minha pele suavemente, numa caricia lenta e quente.

Eu fico arrepiada.

Seria capaz de desmaiar ali nos seus braços.

Viro-me para ele e lhe puxo pelo pescoço para um beijo, o qual ele se entrega completamente. Sinto, que por um segundo, ele era capaz de derreter nos meus braços também. Essa é uma sensação poderosa, mas passa rápido. Parece até que imaginei até que ele me carrega e me senta no encosto do sofá.

Nosso beijo fica afobado, afoito. Estamos desesperados e começamos a nos despir ali mesmo na sala de estar. Ele tira o meu vestido, enquanto eu tiro a sua camiseta e sua calça jeans. Eu nunca me canso de olhar para ele, para o corpo dele, e admirar suas tatuagens. Admirar o como elas emolduram cada músculo, cada curva e cada forma do seu corpo. Passo minhas mãos por elas, é inevitável. Só quero admirá-las e mapeá-las com a palma das minhas mãos.

Desço do seu pescoço, para o seu peito, e então para as suas costelas, para o seu abdômen.... Até que ele segura os meus pulsos com delicadeza, impedindo que eu continue o que estava fazendo. Olho para ele, querendo saber porque, mas de repente, seus braços me envolvem e ele me carrega para o quarto.

Ele me joga na cama e o seu corpo cobre o meu.

Alexander volta a me beijar e eu me enrosco nele. Perco minhas mãos em seus cabelos, prendo minhas pernas ao redor de seus quadris, e sinto suas mãos trabalhando em tirar meu sutiã e a minha calcinha. Quando ele me toca e sente minha umidade, ele solta um gemido suave de expectativa.

— Tão molhada, meu amor – ele murmura contra meus lábios.

— Eu te quero – confessei. – Quero agora.

Mas ele não me penetra, ele sequer tira a cueca ainda. Vejo-o deslizar pelo meu corpo. Seus lábios descem pelo meu pescoço, pela minha clavícula e meus seios. Seguem pela minha barriga, minha virilha, e só terminam quando ele abre ainda mais as minhas pernas e sinto sua língua em mim.

Eu suspiro um palavrão, agarrando com força a roupa-de-cama.

Acho que eu nunca me acostumaria com o quão bom o Alex era fazendo aquilo. Meu deus, sinto sua boca me chupando, sua língua mexendo comigo, incendiando todo o meu corpo. E a situação só fica mais inacreditável quando o sinto usando os dedos. É surreal o que ele é capaz de me fazer sentir com aquilo. Todo o meu corpo está arrepiado como se correntes elétricas circulassem dentro de mim e apesar de ele chegar bem perto de me fazer gozar só com isso... sério, eu estou tão perto, tão perto, que eu só não gozo naquele momento porque ele para.

Nós trocamos olhares e eu o vejo beijar a parte interna da minha coxa.

Seus olhos são lindos à meia-luz. Claros e ardentes.

Ele volta a subir pelo meu corpo, parando apenas para beijar uma parte ou outra, para me provocar. Mas assim que consigo tê-lo nos meus braços, desço minhas mãos pelo seu corpo e tiro sua cueca. Eu o toco, o estimulo, sinto-o pulsar em minhas mãos. Desejando-me quase tanto quanto eu o desejava naquele momento.

— Sério, não consigo esperar mais – eu murmurei.

Então me estico para o criado mudo e pego uma camisinha para ele, e assim que a colocamos, ele entra em mim de uma vez só. Mostrando que ele próprio não conseguia esperar também.

Eu ofego e me encolho nos seus braços, sentindo uma vibração de prazer percorrer todo o meu corpo. Ele geme contra o meu rosto, e então o segura para que eu olhe para ele, enquanto ele me penetra vagarosamente. Ele está me provocando, porque quer ver o meu rosto quando estou tão entregue àquele momento. Ele quer que eu fique olhando nos seus olhos, enquanto me penetra.

— Você tem olhos bonitos – ele me diz.

Seu tom de voz parece um suspiro naquele momento e me arrepia.

Ele percebe e sorri com isso, começando a se movimentar com mais rapidez. Alexander faz com que todo o meu corpo vibre novamente, dessa vez, de maneira mais intensa. Um gemido escapa dos meus lábios e ele cobre a minha boca com a sua de maneira possessiva e sedenta. Seu beijo abafa meus gemidos, e sua língua procura pela minha afoitamente, e quando se encontram, o calor se alastra pelo meu corpo feito combustível.

Suas mãos estão ocupadas apoiando-o sobre mim, mas as minhas não, e elas percorrem livremente pelo seu corpo. Sentindo a textura da sua pele, as suas tatuagens, seus músculos, cada curva e forma deles. Ele era lindo. Perfeito. Quando ele menos espera, eu o viro na cama e me coloco por cima.

Ele suspira e me encara com aqueles olhos claros que eu conhecia tão bem. Passo minhas mãos pelo seu peito tatuado e eu dito o ritmo. O ritmo rápido e insaciável com o qual eu me movo em cima dele, e ele geme, adorando isso. Minhas mãos pegam as suas mãos e as guiam pelo meu corpo, pedindo para que ele me toque. E seu toque é tão bom, tão insistente e tão suave, que faz com que eu morda os lábios para não gemer muito alto.

Ele sobe suas mãos nos meus quadris em direção aos meus seios, tocando suavemente minha pele por todo o caminho. Pela minha barriga, pelo meu diafragma, até meus seios. Onde suas mãos os apertam e me fazem gemer e arranhar o seu peito. Ele geme. Ele gosta que eu o arranhe.

Então suas mãos sobem para o meu pescoço, e o aperta um pouco. É uma sensação prazerosa. Sentir aquela mão quente no meu pescoço, demonstrando um pouco de poder..., mas faz com que eu diminua o ritmo em cima dele. Quando vejo, ele se senta na cama e me puxa para me beijar, afrouxando o aperto aos poucos. Sua boca é implacável sobre a minha. Sinto que ele está no controle do beijo e eu o dou com todo prazer, ainda mais quando sua língua se encosta a minha tão prazerosamente.

De repente, ele me faz voltar ao meu ritmo rápido. Sinto meus seios roçando no seu peito, meu corpo roçando no dele... eu adoro aquela sensação. Eu adoro sentir o corpo dele e o calor dele.

Seguro seu rosto em minhas mãos e o beijo, no momento em que sinto meu corpo estremecer nos seus braços e vejo estrelas aparecerem por detrás de minhas pálpebras. Solto um gemido baixo, abafado contra os seus lábios, assim como o próprio gemido dele sai abafado.

Ele se joga na cama, cansado.

E eu me debruço sobre ele, apoiando-me em meus braços.

Quando ele abre os olhos e me vê, ele sorri e me puxa para que eu deite com a cabeça em seu peito. Não conseguimos falar por um tempo, mas quando ele fala é:

— Essa foi a melhor surpresa, não-surpresa de todos os tempos.

Eu estou fora de mim naquele momento, então suspiro um “é...”.

Então franzo o cenho.

— Espera, o quê? – Pergunto.

Então eu me apoio nos meus braços para olhar no seu rosto. Meus cabelos bagunçados caem na minha cara e eu tenho que ajeitá-los jogando-os para o lado.

— Você disse que tinha algo para me mostrar hoje de tarde... – ele respondeu.

Lembrei-me que eu havia pedido para vê-lo hoje, depois de ver a minha família, porque eu queria mostrar uma coisa para ele. E ele ficou brincando dizendo que tinha a ver com sexo. Levanto de cima dele em um pulo, dizendo:

— Meu deus é verdade.

Infelizmente, minhas pernas ainda estão trêmulas, então eu meio que caio de cara no chão. Alexander observa esticando-se da cama e pergunta se eu estou bem. Eu estava. Só não podia dizer o mesmo da minha autoestima. Sério... me senti a pessoa mais desastrada e não-sexy do mundo todo.

— Fica aqui. Eu já volto – eu digo pegando uma blusa sua emprestada. – Ah, e feche os olhos. É uma surpresa, afinal!

Ele parece desconfiado, mas eu saio do quarto e vou até a lavanderia. Apesar de eu não morar no apartamento dele, parecia-me seguro deixar a surpresa ali. Ainda mais porque eu sabia que: Alexander passava pouco tempo na casa dele, então ele nunca iria descobrir que tinha algo meu ali; e eu sabia exatamente onde esconder para que ele não achasse. Apesar de não ser nada para ele, apenas uma coisa que eu queria lhe mostrar, eu havia deixado ali porque só havia ficado pronto na quinta-feira e eu queria mostrar para ele antes de levar de vez para o dormitório.

Eu pego o quadro e o retiro de sua embalagem.

Quando volto para o quarto, não achei que ele fosse me obedecer, mas o encontro sentado na beira da cama, vestindo uma bermuda... de olhos fechados. E eu acho tão fofo que ele tenha me obedecido que eu lhe beijo e ele responde imediatamente me beijando de volta e passando os braços ao redor do meu corpo.

— Muito bem, pronto? – Eu perguntei.

Ele concordou com a cabeça.

Eu me afasto dos seus braços e estendo o quadro em frente aos seus olhos.

— OK. Pode abrir! – Eu mandei.

Ele abre aqueles olhos claros e se dá de cara com o meu presente... para mim mesma. Alexander franze o cenho. Ele estende as mãos e o pega de mim, dizendo:

— Você não fez isso.

Às vezes eu odiava como o rosto de Alexander podia ser pouco expressivo. Quer dizer, havia muita coisa que eu conseguia saber só de olhar nos seus olhos, mas haviam momentos como aqueles, em que ele estava com o olhar baixo, que eu simplesmente era incapaz de saber se ele havia dito aquilo num tom repreensivo ou incrédulo.

Seu olhar ainda está fixo para o quadro que eu lhe passei. Não era uma obra de arte, nem nada de valor, eu acho. Era apenas... a ordem de restrição contra Mike... emoldurada e prontinha para ser pendurada em uma parede como um troféu.

— Pode apostar que eu fiz – respondi.

Ele olha para mim e é quando eu percebo que ele está se segurando para não rir, o que é bom porque significa que seu senso de humor era tão maluco quanto o meu. Ele ainda está me olhando como se não acreditasse, até que começa a rir. A rir muito. Ele ri tanto que Kurt ergue a cabeça para encará-lo de dentro do armário.

Quando ele consegue se controlar, ele diz:

— Ah, droga. Essa não era a surpresa que eu esperava..., mas o que é isso?

É claro que ele sabia o que era isso..., provavelmente ele queria entender porque eu mandei emoldurar. Por isso, dei de ombros e expliquei:

— Eu mandei emoldurar depois que fui ver Lauren no hospital...

— Foi muito ruim? – Ele perguntou, preocupado de repente.

Eu dei de ombros, com indiferença.

— Foi e não foi – admiti então dei um sorriso triste e disse: — Acho que não dá mais para Isabelle se decepcionar duas vezes com a mesma pessoa. – Dei de ombros. – Mas quando saí de lá... eu senti que queria algo... algo para me lembrar daquele momento. O dia em que terminei com mais um relacionamento tóxico na minha vida.... Eu queria algo que servisse para me lembrar... até onde eu deixei as coisas irem...

Ele olha para o quadro nas minhas mãos em silêncio.

— Você acha que foi culpa sua? – Ele perguntou. – O que aconteceu?

Pensei nisso..., mas apenas dei de ombros.

— Às vezes penso que... se eu não tivesse só aceitado tudo o que acontecia... desde o começo... talvez as coisas não tivessem tomado o rumo que elas tomaram – eu confessei. – Quando eu penso nisso... penso que fui fraca.

— Ou talvez tivessem. Quem sabe? – Ele respondeu. – Você não tem como saber... então, não devia ficar pensando no que deveria ou não ter acontecido. Elas aconteceram. E você aguentou bem tudo isso.

Eu olhei para ele e soltei um suspiro. Não porque eu me sentia sem saída, mas porque ele era tão bonito que era de tirar o fôlego. Tinha muita coisa que eu queria dizer a ele, e uma delas era que provavelmente não teria aguentado tão bem se ele não estivesse ali. Claro que Sasha e Ellie foram importantes, assim como Chris..., mas ele. Ele foi especial. Ele me fez acreditar...

Acariciei seu rosto maravilhoso e o beijei de leve sua boca. Uma leve provocação, um roçar de lábios, entreabertos. Quando me afasto, para guardar o quadro, ele me segura pela mão, impedindo-me de sair dali, e me puxa para o seu colo. Beijando-me novamente. Sinto sua mão ir para a minha nuca e sua língua entrar na minha boca lentamente, aveludada e quente, procurando a minha língua.

Quando o beijo acaba, ainda sinto o prazer dele em minhas veias.

— Sabe onde isso ficaria incrível? – Ele murmurou, provocante.

Eu ainda estava meio fora de ar, então neguei com a cabeça.

— Bem ali na parede – Ele diz, apontando para a cabeceira da cama. – Junto com todas as suas outras coisas.

Eu olho para ele, como quem não ouviu algo direito ou simplesmente não entende, então de repente sinto um tom vermelho tomar conta do meu rosto e eu não sei bem o que dizer. Ele não deve estar falando sério, mesmo que esteja me olhando com aqueles olhos intensos e claros. Esperando que eu diga alguma coisa.

— Eu meio que tenho TOC com arrumação... então eu não gostaria de deixar minhas coisas... empilhadas naquele canto — eu comentei, num tom que esperava que dissesse claramente "há há, que piada boa".

O olhar dele é insistente quando diz:

— Tudo bem, você tem o quarto todo para guardar as suas coisas. Tem a sala também, a cozinha..., bem, o apartamento. Se quiser, podemos chutar Alexis e fazer um escritório para você.

A última parte claramente foi dita em tom de brincadeira, mas é quando eu percebo que: 1) ele está falando sério; 2) ele está realmente me chamando para ficar ali... para sempre. E isso faz com que um rubor suba pelo meu rosto.

— N- não é meio c- cedo para eu vir morar com você? – Perguntei, nervosa.

Seu olhar não muda quando ele diz:

— Você passa mais tempo aqui do que no seu dormitório... Além do que, para mim, você já mora aqui. E tenho certeza que até Kurt ficaria feliz.

Eu tenho que concordar as duas primeiras partes, mas quanto à história de Kurt ficar feliz, não sei não. Às vezes sinto que esse gato me ama e me odeia. Sem contar que não me parece possível um animal gostar da garota que dorme com o seu dono.

Como se percebesse a minha incerteza, ele insiste:

— E... enquanto rolar o processo com Mike... eu ficaria mais tranquilo se você viesse para cá de uma vez...

O modo como ele diz isso faz meu coração contorcer. Não sei se ele está pensando no histórico de merdas que aconteceram (provavelmente sim) que tinha um a ver com a facilidade que Mike tem para caçar alguém no campus... e isso faz com que eu não consiga olhar para ele quando digo:

— Isso foi golpe baixo.

Ele deu um meio sorriso, tenso.

— É o meu último argumento irrecusável – ele responde.

Pior que é um bom argumento... já que da última vez que vi Mike e os amigos dele eles meio que correram atrás da gente pelo campo de futebol... E da vez antes dessa ele entrou no dormitório e quase me sufocou, ah e teve aquela vez em que ele me procurou depois de torcer o meu braço... e teve a vez em que ele torceu o meu braço...

Tento apagar essas memórias da cabeça.

Seu convite parece muito razoável de repente.

— Tá... – Eu me ouço dizendo, mas estou tão envergonhada... que acrescento: — Só porque... esse quadro ficaria incrível naquela parede mesmo.

Ele sorri, sorri de verdade, e me beija de novo. E de novo. E de novo.

E, sim, transamos de novo.

.

E foi assim que de repente me vi me mudando de vez para o apartamento de Alexander, o que pode ter deixado Chris tanto chorosa e quanto aliviada. Sasha e Ellie também ficaram felizes e bastante surpresas, achando que talvez estivéssemos indo rápido demais. Eu sabia que estávamos, mas, acho que para nós, talvez estivéssemos no nosso tempo.

Tudo o que eu sei sobre a fraternidade de Mike é que ela foi dissolvida e proibida de algum dia voltar a funcionar. Ouvi dizerem que os garotos envolvidos na “brincadeira” iriam ser processados por mais de cinquenta garotas (e essas foram só as que tiveram coragem suficiente para denunciar e que não se calaram em acordos judiciais). A parte mais decepcionante foi que minha mãe não precisou fazer nada para que Mike perdesse tudo.

Ouvi dizer que ele estava na merda: que foi expulso do time de futebol, e assim perdeu a bolsa. Não que ele precisasse dela, porque era rico, mas talvez ele precisasse principalmente agora que sua família o desprezava (como desprezariam qualquer um que os jogasse na lama). Haviam boatos que diziam que ele (e vários de seus amiguinhos, cujos abusos foram comprovados) também seriam proibidos de se formar.... Em outras palavras: ele estava apenas aguardando o meu processo para ser esquecido de vez no fundo do poço. Do ladinho da Samara.

Eu sinto que tirei tudo dele.

Se eu fosse a Bell de antes e tivesse só deixado tudo para lá..., provavelmente nada disso teria acontecido, eu penso. Apesar de Alexander alegar que poderia ter acontecido de outra forma, não tenho como saber. E deve ser muito estranho que parte de mim, agora, goste que tudo isso tenha acontecido dese jeito. Afinal, se não tivesse acontecido, eu não teria mudado.

E se eu não tivesse mudado, eu teria me importado muito com tudo isso. Provavelmente eu estaria aqui, me importando e me sentindo mal por tudo. Provavelmente me sentindo a pior pessoa do mundo por fazê-lo arruinar a sua vida. Eu provavelmente teria me juntando ao grupo dos que diziam: “isso tudo não é demais? Estão acabando com a vida dos caras”.

Quando imagino esse cenário, eu sinto alívio.

Alívio por parar (ou tentar parar) de me culpar por coisas que não são minha culpa. Ainda mais porque a questão é: eu não fiz nada. Não afundei ninguém. Mike fez isso sozinho. Eles todos fizeram.

É como dizem: você colhe o que planta.

E se pensar assim me tornava uma garota má, então talvez eu fosse.

Notas finais
*O ano é 2000 e pouco, você liga a TV na MTV e aparece Avril Lavigne cantando o seu mais novo hit: SK8 BOY huarhfuahrfauhfaurhfaur (ressuscitei, direto do fundo do bau). —----------------------------------------------------------------------------- PREVIEW: Jantar de Horrores " — Você parece uma criança na Disneylândia – ele me provoca. Talvez porque eu estivesse sem palavras. — Eu me sinto em um dos romances da Julia Quinn – eu respondi. De repente, eu me dou conta que, meu deus, estou na casa dele e a família dele está reunida na sala de estar, me olhando como se eu fosse uma maluca ou idiota. Sinto meu rosto ficar vermelho e então dou a devida atenção aos outros familiares sentados no sofá. Reconheço seu tio, Kev, e sua tia, Diana, mas junto à eles estão um homem e uma mulher que eu nunca havia visto na vida. Quer dizer, o homem era familiar. Era muito parecido com Alexander, mas com o cabelo mais curto e rosto mais amigável. Reconheço-o da foto de família no rack do meu namorado e isso me causa certo estranhamento. Ele..., bem, não parece o tipo de cara que você imagina surrando a sua melhor amiga."