Notas iniciais
meninaaaas mil desculpas pela demora :s é que segunda eu trnho prova @tenso. Anyway espero que vocês gostem :*

*Matt’s POV

Estava tão perdido nos olhos de Taylor que eu ouvi sim a movimentação que ocorria no bar, só não consegui me importar o suficiente.

Nós nos provocávamos com palavras e olhares. Eu sentia que ela se esforçava mais em suas respostas como se quisesse se vingar por ontem.

Foi quase uma missão impossível fazer o que eu fiz, mas valeu a pena porque agora eu a tinha nas minhas mãos. Taylor não admitiria, entretanto, pois eu estava tão vulnerável quanto ela.

Seus lábios roçaram nos meus e eu poderia ter feito o que a minha cabeça sugeria ali mesmo. Porém o pessoal estava lá e ser pego por eles não ia ser nada legal. Principalmente Valary. Cortei rapidamente esse pensamento sabendo que uma onde de culpa me pegaria e olhei para o lado, encontrando o banheiro. Abri minha boca, mas minhas palavras foram cortadas pelo barulho de tiros.

Fui em direção a Taylor imediatamente, protegendo seu corpo com o meu e nos abaixamos.

Depois que tudo se acalmou voltamos à mesa e a primeira pessoa que eu procurei foi Valary. Ela estava bem, mas parecia aflita. Foi aí que eu vi Tony deitado no chão, machucado com duas lesões de arma de fogo.

Nesse momento Taylor percebeu o que havia acontecido e correu para ele, chamando seu nome. Ele estava consciente, mas sua expressão era de dor.

Rapidamente liguei para a ambulância e nós fomos para o hospital. Anthony foi levado para a cirurgia imediatamente para retirada das cápsulas de seu corpo. O médico não quis dizer nada antes que isso tivesse sido feito.

-Me avise assim que tiver notícias, ok? –falei para Jamie.

-Pode deixar. –ele disse meio abalado. Taylor estava abraçada com Ben e parecia alheia ao ambiente.

-Boa sorte aí. –o abracei e Brian e Johhny fizeram o mesmo.

Chegamos ao hotel e Arin estava lá em baixo conversando com os técnicos.

-Como ele está? –perguntou.

-A única coisa que sabemos é que ele está em cirurgia, mas o médico não quis dizer nada. –Brian respondeu.

-E agora? –Arin quis saber.

-Agora é esperar o melhor e torcer para que daqui a três dias estejamos juntos novamente. –Johnny falou.

Eu não prestava muita atenção no que eles falavam, perdido nos meus próprios pensamentos. Pensei que eu tinha feito Taylor vulnerável com o nosso pequeno jogo, mas nada se comparava a como ela estava agora. Era como se a própria tivesse levado um tiro.

Eles me contaram o que aconteceu depois.

Um idiota completamente bêbado acusava o outro, no mesmo estado, de ter dormido com sua mulher. Bem típico. Eles brigaram no bar e o que foi corneado saiu em direção a rua, entrou em seu carro, que estava a certa distância do estabelecimento e conseguiu ângulo para fazer os disparos.

Os três dias passaram voando e não recebemos nenhuma ligação do pessoal do The Pretty Reckless. Resolvemos respeitar, afinal não sabíamos o que havia acontecido.

Subimos no palco perto das 23 horas e de vez em quando olhávamos para o canto direito onde eles costumavam ficar. Nada de nenhum deles.

-Você acha que ele morreu? –Arin perguntou receoso, após o show.

-Espero que não. –Johnny disse engolindo seco.

-Acho que os ferimentos não foram tão graves assim. Pelo menos não parecia. –Valary opinou.

-Mas ele pode ter parado de andar. –Arin retrucou.

-Credo cara. –Johnny olhou irritado para ele.

-Eu vou ligar. –Brian disse pegando seu celular.

-Espere até amanhã pelo menos, já está tarde. –disse e ele acabou concordando.

-Não se preocupem, vai ficar tudo bem. – Valary nos disse e me abraçou.

O estranho disso é que não só eu, mas os meninos se importavam com o que estava acontecendo.

Há pouco tempo atrás o The Pretty Reckless não nos significava muita coisa, porém muito havia mudado e uma certa garota com enormes apliques e atitude tinha a ver com isso.

Seguimos direto para o hotel e levamos um susto ao encontrar Jamie e Mark no saguão, sentados em um dos sofás do local.

-Hey! Como está Anthony? –corremos até eles e Brian perguntou.

-Isso tudo é amor? –Taylor vinha entrando no lugar empurrando Anthony numa cadeira de rodas.

Arregalei um pouco os olhos com a situação e ninguém falou nada.

-Ainda estou andando. –ele respondeu a pergunta que não tivemos coragem de fazer.

-É que esse idiota ficou enchendo o saco dos médicos para pedir liberação do hospital.

-Vocês têm um show amanhã! E um dos importantes! –ele justificou. Os dois pareciam um casal de velhos discutindo.

-Nada que não pudesse ser remarcado. –Taylor estacionou a cadeira dele do lado de um dos sofás e ficou em pé ao seu lado.

-O que aconteceu é que as balas foram disparadas de longe, então as lesões não foram profundas e não atingiram nenhuma estrutura importante. Assim tudo o que tiveram que fazer foi retirar as cápsulas, quer dizer, a cápsula da minha perna, porque a do tronco foi de raspão.

Ele nos contou que deveria ter ficado no hospital em repouso, porém por causa da banda ele insistiu em sair, prometendo que ficaria de repouso no hotel.

-Só estou na cadeira de rodas por conservação de energia. E um pouco por causa da dor também. –ele finalizou com um sorriso amarelo.

Nós conversamos mais um pouco até que Taylor insistiu em levá-lo para o quarto.

-São quatro horas da manhã! Você deveria estar descansando. –ela dizia.

-Está bem, mãe! –ele falou impaciente e Mark e Ben a ajudaram levando algumas das malas.

-Pode deixar que levamos o resto depois. –falei e Anthony agradeceu.

-Os dois estão tão fofos né? –Val, que estava quieta do meu lado por todo o tempo, disse.

Eu não falei nada porque aquilo me irritava. Obviamente que eu estava feliz por Tony, mas é como se de certa forma ele tivesse atrapalhado as coisas entre mim e Taylor, que já passaram da hora de serem resolvidas.

Eu já a tive, como queria, mais de uma vez até e mesmo assim eu não havia ficado satisfeito. Esse deveria ter sido um caso de uma noite só! Não tem aquilo que falam que desejo dá e passa? Acho que no momento isso não se aplicava a mim.

No dia seguinte, perto do horário do almoço, entramos no ônibus, indo para um lugar não tão distante de onde estávamos.

Fiquei o tempo todo ao lado de Valary. Sentia que não vinha dando muita atenção para ela ultimamente. Taylor por sua vez ficou todo o tempo com Anthony e parecia até que o cara era de porcelana.

Descemos do ônibus e fomos direto para onde passaríamos a noite. Valary permaneceu no saguão conversando com a equipe técnica do Avenged, acertando detalhes para o próximo show.

Eu subi para o quarto e joguei as malas de qualquer jeito pelo chão. Tentei descansar um pouco na cama, mas uma inquietude interna me afetava. Eu tinha que falar com Taylor; não sei exatamente o que, mas eu tinha que falar com ela. Subi um andar e a encontrei saindo de seu quarto.

-Não se mexe! –ela falou e Tony de dentro do quarto respondeu:

-Como se eu pudesse.

Os dois riram e ela começou a andar, parando no mesmo instante em que me viu.

-Não tive a chance de agradecer por aquele dia, por você ter me protegido. –ela disse timidamente quando me aproximei. Quase não parecia com ela mesma ao dizer isso, mas eu não criei caso. Seu rosto estava quase que totalmente limpo de maquiagem, como eu mais gostava de vê-la.

-De nada. –sorri. –Como ele está?

-Ele não quer parar quieto. –ela virou os olhos. –E parece que pelo fato de ele não poder andar fez com que ele falasse o triplo.

Ri pelo nariz e voltei a perguntar, sem realmente pensar no que estava dizendo:

-Ele está dormindo no seu quarto?

Ela levantou uma das sobrancelhas e eu vi um fio de maldade cruzar seus olhos. Quase pude ouvir ela perguntando: “te incomoda?”. Ao invés disso ela bufou e me respondeu rudemente:

-Está. Qual o problema?

E estava de volta a velha Taylor. Aquela dos primeiros dias de quando a conheci, que sequer prestava atenção em mim, ocupada demais cantando o barman.

-Nenhum, eu só-

-Então porque perguntou? –ela me cortou.

-Qual é o seu problema, garota? Você tem algum transtorno de personalidade? Ou é algo contra mim?

-Ah pobrezinho do Shadows. –ela imitou uma voz de criança e eu tive que rir. Às vezes esquecia que ela só tinha 18 anos e que às vezes agia como se ainda tivesse 15.

-Deixa de ser ridícula, só estou tentando ajudar. –falei ficando sério.

-Mas eu não pedi pela sua ajuda. –ela deu de ombros. Seu olhar era gelado.

-Isso é por causa daquele dia? É outra jogada sua? –disse me aproximando mais e Taylor riu sem humor.

-Não me encosta, Shadows. Ok? –ela disse e saiu andando pelo corredor, me deixando com cara de idiota.

Qual foi a parte que eu perdi? Até poucos dias atrás distância era a única coisa que ela não queria. Nenhum de nós dois, aliás.

-O que você quer? Que eu corra atrás de você? –perguntei e ela que tinha percorrido apenas uma curta distância, se virou.

-Quero que você me deixe em paz. –ela disse séria.

Eu estava meio chocado com isso na verdade. De novo eu me perguntava se tinha feito alguma coisa. O pensamento de o que aconteceu com Tony ter mudado algo também apareceu, mas se fosse realmente isso eu com certeza não saberia por ela.

Então talvez seja isso.

Eu tive meus momentos com Taylor, bem aproveitados por sinal, mas que uma hora deveriam ter um fim.

Não correria atrás já que supostamente ela não queria mais nada. Falo “supostamente” porque não tem como Taylor mudar de opinião tão rápido sobre o que ela quer... mas eu não ia discutir. Não vou ser eu, M. Shadows, que vai ficar insistindo nessa história.

-Se é o que você quer. –dei de ombros e saí.

Notas finais
e aí?