Going Down For The Second Heartbeat
31 Roots Before Branches
Notas iniciais
Desculpa gente, to passando pelo momento desapego da fic, acho que você me entendem huahuha
Bom, eu espero que gostem e qualquer coisa é só falar :)
obs: o nome do capítulo é da música "Roots Before Branches" d Room for Two a qual foi recentemente feita um cover pela Lea Michele e Cory Montheith de Glee (é eu gosto :x ahuah). Me apaixonei a primeira ouvida e achei que o título tinha a ver com a capítulo :)
*Matt’s POV
Essa menininha estava enganada se achava que as regras eram ditadas por ela, chegava ser cômico isso. O ponto é que nenhum dos dois admitiria o quanto ficávamos mais fracos na presença um do outro.
Não consegui aproveitar muita a morena de olhos verdes que quase se jogou em cima de mim, tudo por causa de Taylor, o que me levava a pensar novamente que isso não pode estar certo.
Precisávamos resolver isso para ontem; as coisas precisavam voltar para o lugar e minha mulher precisava voltar para mim. Apesar de eu estar me divertindo, depois de Brian tanto encher meu ouvido sobre como com certeza Valary não estava em casa chorando nesse momento, eu sentia falta de sua presença.
Por incrível que pareça no dia seguinte enquanto todos almoçávamos juntos, me encontrei escolhendo sentar ao lado de Taylor.
-... e umas cinco mulheres vieram para cima dele. E com toda certeza tinha algo de muito estranho com elas. Aí ele começou a gritar: Taylor, me tira daqui! –ela ia contando uma estória um tanto antiga sobre Jamie e nós ríamos.
-E ela teve a cara de pau de dizer: “Se vira aí, colega!” –Jamie falou.
-Cara, sou seu fã. –Johnny comentou rindo e ela lançou um beijo no ar para ele.
-O rei das histórias de groupie é Gates! –falei e nem percebi que olhava para ela.
-Imagino. –ela riu pra mim e eu continuei, agora olhando para o próprio. –Conta a da menina da Austrália que tinha uma tatuagem meio deformada do “deathbat” na coxa e insistia que você beijasse o local.
Todos gargalharam.
-Ela era realmente louca. –Brian bufou, não tão divertido como nós.
-Você beijou afinal? -Mark perguntou.
-Não! –exclamou arregalando os olhos. –Mas assinei seus seios.
Mark levantou-se e estendeu a mão para que Brian desse um tapa. Eu balancei a cabeça negativamente.
-O quê? A tatuagem era terrível, mas que seios! –Syn se justificou e fez um sinal em frente ao seu corpo como se segurasse seios grandes.
O papo continuou ali mesmo por um bom tempo já que naquele dia não tínhamos nada programado. A chuva torrencial que caía nos impedia de aproveitar a piscina do hotel e o quarto não era tão grande assim para que todos coubessem em apenas um.
Foi realmente divertido e eu praticamente conheci outra Taylor. Ainda sarcástica, mas bem mais simpática. Talvez se ela tivesse sido assim desde o dia que nos conhecemos no Revolver Golden Gods do ano passado muita coisa teria sido evitada, ou então poderíamos estar em turnê agora, sem eu ter que tentar decifrá-la.
Nós ríamos juntos e uma vez ou outra eu a peguei olhando pra mim, como se estivesse considerando algo, tomando uma decisão. Não consegui deixar de pensar que essa noite era perfeita para o que provavelmente se passava em sua cabeça. Sem shows, sem entrevistas, sem festas, apenas o tédio oportuno.
*Taylor’s POV
Eu estava realmente impressionada com Shadows. Como uma pessoa consegue ser tão simpática e engraçada, sendo tão ogro na maioria das vezes? Chegou a um ponto que eu praticamente não conseguia tirar meus olhos dele e apenas gastava alguns segundos encarando aquele novo ser que apareceu do espaço diretamente na minha frente. Ele percebeu, entretanto eu não me importei muito porque eu também o peguei olhando para mim algumas vezes.
Pode parecer estranho, mas isso me fez querer resolver tudo antes de nos separarmos totalmente, colocar um fim no que havia ficado pendente entre nós dóis.
Tínhamos que arrumar um jeito.
-Ainda bem que você melhorou na tagarelice, estava tendo dores de cabeças constantes. –ia conversando com Anthony algumas horas mais tarde no meu quarto. Ele já estava fora da cadeira de rodas e apenas sentia algumas pontadas de dor uma vez ou outra.
-Porque você me trata como um cachorro, ó querida Taylor? -ele brincou. Eu estava jogando umas roupas sujas pelo quarto, enquanto ele me observava deitado na cama.
-Porque eu te amo, apenas.
-Oh, é mesmo? -ele perguntou e eu o ouvi se movimentando em cima da cama, sabia que daqui a poucos segundos ele estaria atrás de mim.
-Claro que amo. Como se você não soubesse! –continuei falando sem me virar para ele, jogando duas blusas-xadrez com cheiro de cigarro longe.
Tony girou meu corpo de modo que eu ficasse de frente para ele e me abraçou.
-Estou tão feliz que você está melhor. –respirei fundo, soltando o ar em seu ombro.
-Graças a minha enfermeira particular. –me disse, nós dois ainda abraçados.
Comecei a desfazer o abraço para continuar a catar as roupas sujas, mas ele não me soltou. Seus lábios vieram em minha direção e eu nem me dei o trabalho de desviar. Após algum tempo me beijando ele parou, deixando sua testa encostada na minha.
-Eu quero você. –ele disse olhando para mim e eu arregalei os olhos. Era a coisa que eu menos esperava agora.
-Você já tem, Tony. –tentei brincar, porém ele me disse sério:
-Não desse jeito... você me entende, não torne isso mais difícil. –ele riu. –Eu quero você. –terminou repetindo o que havia dizendo alguns segundos atrás.
Não consegui responder. Eu poderia ficar ouvindo ele me dizendo isso a noite inteira e seria uma das pessoas mais felizes do mundo, mas algo não estava certo. Sabe aquela famosa e terrível frase: “O problema não é com você, é comigo” usada na maioria das vezes para disfarçar uma grande mentira e/ou imensa falta de coragem? Eu não queria usá-la, entretanto não havia melhor explicação para o que eu sentia nesse momento.
Eu o beijei levemente nos lábios, como se pedisse desculpas por não saber o que dizer e eu pude sentir que ele entendeu.
Nos separamos e um silencio não muito agradável ficou pelo ar. Eu ainda estava confusa com isso. Desde a primeira vez que meus lábios tocaram os dele, nós sabíamos e concordávamos que nunca deveria passar de um beijo, e que principalmente deveríamos evitar o máximo que essa situação voltasse a acontecer, pelo bem do The Pretty Reckless.
Eu amo a minha banda, lutei e enfrentei muito por ela. Anthony ama o trabalho dele e também ama o TPR. Nós não abriríamos mão do grupo por nada.
Mesmo que a nossa relação não fosse estritamente profissional, o que é algo impossível de se manter quando passamos tanto tempo junto de alguém, sempre foi só diversão.
Mas as coisas mudaram, elas sempre mudam.
É difícil entender como tem gente que acredita que as pessoas não mudam. Isso é besteira. Umas levam mais tempo que outras, algumas mudam para pior, outras mudam de forma mais discreta que nem ao menos elas percebem, porém isso é um processo natural. Absolutamente tudo o que acontece em nossa vida nos molda e é algo que não há escapatória.
Eu estaria mentindo se falasse que não sinto absolutamente nada por Anthony e pelo que acabei de ouvir ele mais que se sente do mesmo jeito.
Entretanto era uma situação muito perigosa, eu não podia deixar que esse silêncio prosseguisse.
-Anthony... eu... –larguei a roupa que segurava no chão e me virei novamente para ele. Tony, que estava abaixado pegando chocolate na pequena geladeira do quarto, me olhou normalmente, como se não entendesse a gravidade do que ele tinha acabado de assumir.
-E-eu não posso te perder. –andei até ele e o abracei.
Ele não teve reação nos primeiros segundos, porém logo me abraçou de volta.
-Quem te disse isso? Eu não vou a lugar nenhum. –ele riu e não pude deixar de acompanhar.
-Sinto muito por não podermos levar isso adiante. –uma lágrima acabou saindo de meus olhos.
-Levar o que adiante? Você está me demitindo? -ele brincou em tom de falso alarme.
-Claro que não, seu bobo! Estou falando de nós dois. –eu ainda não tinha me separado de seu abraço, olhar em seus olhos agora não era uma boa opção.
Apesar de eu achar isso, ele ignorou esse meu desconforto e me obrigou a encarar aqueles olhos claros. Depois que limpou a lágrima que descia pela minha pele, Anthony disse:
-Sei disso.
Sorrimos, mas eu tinha que estragar tudo.
-Eu quero você. –tive vontade de me espancar assim que a última palavra saiu de minha boca. Não era mentira, mas não é como se esse fato tornasse as coisas mais fáceis.
Como se não bastasse eu ainda o beijei. Eu apenas tinha que fazer isso.
Seus lábios eram fortes contra os meus, mas não de uma maneira agressiva. Eles eram desejosos, provocantes, ansiando por mais. Ficamos daquele jeito por mais tempo que deveríamos, parecia que nenhum dos dois podia quebrar o beijo. E como fui eu que comecei a “merda”, eu tive que reunir forças e vontade para terminar.
-Não podemos arriscar. Tudo tem que ficar como antes. –disse. Ele segurava minha nuca de forma que minha testa não desencostasse da dele.
Anthony abriu um sorriso e disse:
-Taylor, baby, nada fica como antes.
Eu suspirei pesadamente me sentindo mal pelo que tinha feito.
-Podemos tentar, contudo.
-Eu sinto muito Anthony. –minha garganta estava apertada e meu peito doía um pouco. Esse é um dos motivos pelo qual sempre fujo de sentimentalismo. Alguém sair machucado é praticamente uma regra. Eu estava machucada por não ser capaz de me entregar a Anthony e por conseqüência eu estava machucando-o.
–Você me entende? Nós não podemos jogar o TPR a sorte. Sei que não há como saber do futuro e isso poderia dar muito certo, mas...
-Poderia dar muito errado. –ele me completou sorrindo.
-Não estou pronta para tentar descobrir. –desabafei.
-Eu sei. –Tony falou ainda sorrindo e Merlin, a única coisa que eu queria agora era sentir seus lábios de novo.
-Podemos começar a tentar amanhã? -ele perguntou e eu ri.
-Interrompemos algo? -Brian entrou pelo quarto, mas eu não me afastei de Tony. Ele por sua vez ainda mantinha seus braços ao meu redor. Johnny vinha logo atrás de Gates.
O ar faltou um pouco quando percebi que Matt estava junto dos meninos.
Eu havia chamado Brian e Johnny para virem aqui mais cedo caso eles estivessem muito entediados. Aparentemente o tédio atingira Matt também. O que me preocupou quase imediatamente foi o quanto do que acabara de acontecer eles tinham presenciado e/ou ouvido.
-Taylor me dispensou. –Tony brincou, e eu dei um leve tapa em seu braço.
-Ouch. –Johnny disse.
-Sabe qual é a solução, meu amigo? -Syn disse e mostrou a garrafa de cachaça nas mãos.
-Quando essa turnê acabar vou precisar de um transplante de fígado. –falei.
Aos poucos a atmosfera do lugar foi ficando mais leve conforme ficávamos mais bêbados. Entretanto eu evitei ficar muito perto de Anthony. Era impossível ignorar o que tinha acontecido e agir normalmente.
Notas finais
Taylor e M. Shadows ou Taylor e Anthony?
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