Notas iniciais
-Eu realmente pretendia fazer um capítulo maior, mas resolvi deixar pequeno mesmo.
-Como eu disse já comecei a pensar na próxima fic. Uma vai ter uma participação do Avenged e a outra vai ser A7X/ TPR again '-' eu gosti do ship gente.
Bom, espero que vocês gostem do capítulo :)
OBS: eu tenho que agradecer a whatsinthepocket pela recomendação *o* fiquei muito muito feliz com ela! muito obrigada :)
*Taylor’s POV
“Já percebeu que você tenta passar para os outros “verdades”que não são reais nem para você?” -levantei minha cabeça que estava submersa pela água da banheira, a frase surgindo em minha mente pela enésima vez. Odiava ter que considerar que sua fala tinha algum sentido, mas eu realmente era assim. Funcionava muitas vezes como mecanismo de proteção. Como raios ele tinha percebido isso se nunca teve uma conversa de mais de 20 minutos comigo?
De qualquer forma as bandas tiveram novamente que se separar por praticamente um mês devido a determinados compromissos que não foram capazes de ser combinados. Eu pude voltar a minha “rotina” com “estranhos”, o que foi ótimo apesar de não soar bem. Algumas vezes após o show, um fã vinha até mim ou então alguém decente o suficiente aparecia nos bares.
Senti falta dessa simplicidade, de não ter que ficar preocupada com ter que dar de cara com a tal pessoa na manhã seguinte. Exatamente como era e como deveria ter ficado.
Meu retorno ao meu antigo “eu” foi para o espaço no momento que meus olhos bateram em Shadows. O amaldiçoei mentalmente por isso. Eu realmente me diverti um pouco a suas custas antes dessa “folga” falando que havia enjoado de seus jogos. Não foi o que pretendi desde o início, com toda a merda que aconteceu com o Tony, entretanto foi engraçado vê-lo correr atrás, depois que ele me deixou na mão naquela noite no banheiro do meu quarto.
Felizmente agora restava apenas um mês de turnê com o Avenged Sevenfold e então, eu esperava que desta vez ninguém inventasse nenhuma merda que nos obrigassem a ficar perto.
Matt parecia melhor em relação a sua mulher, que resolveu voltar para a Califórnia até que esse pedaço da turnê terminasse. Ouvi Synyster fazendo piadas com Mark sobre o quanto ele estava se divertindo agora. Essa situação era tentadora, mas eu tinha que manter minha parte do jogo, pelo menos por um pouco mais de tempo, como vingança pelo o que ele fez.
Eu estava saindo quietamente do quarto do cara que me pagou uma bebida na noite passada e quase morri de susto quando encontrei Shadows do lado de fora.
-O que você faz aqui? — perguntei, já no corredor.
-Me divertindo. –ele disse apontando para a porta logo em frente a que eu tinha saído.
-É o que eu tenho ouvido. –falei, rindo brevemente pelo nariz.
-Então é assim que você faz? Sai de fininho antes que amanheça? –Shadows mudou de assunto.
-Acho que não lhe devo satisfações, não é mesmo?
-O que ainda está fazendo aqui então? –ele perguntou, rindo.
Bufei e comecei a andar em direção ao elevador. Eu nem deveria ter parado na verdade, mas ele estava ali em pé, sozinho no corredor... mais do que um convite.
-O que acha de levantarmos a bandeira branca? –ele veio até mim.
-O quê? –franzi o cenho.
-Não conseguimos conversar por mais de vinte minutos sem soltar farpas. –ele explicou e eu ri.
-Bem adulto da nossa parte. –concordei com o que ele tentava dizer. Continuava a acontecer mesmo depois de termos dormidos juntos, o que teoricamente deveria ter ficado resolvido. Bom, isso se ele não tivesse dado uma de gostosão e saído do nada.
-Matt, docinho! –uma morena de olhos verdes saiu da porta que ele apontara pra mim com micro-roupas.
-Acho que podemos tratar disso outra hora. –ele me disse, mas olhava para a mulher. Senti uma pontada de inveja dela.
-Pois é, quem sabe um dia. –falei rudemente.
Shadows voltou a olhar pra mim, medindo minha expressão. Prendi a respiração como se isso pudesse evitar que ele descobrisse que eu desejava estar no lugar dela.
-Pode começar sem mim, querida. –ele falou para a mulher, desta vez sem tirar seus olhos dos meus.
-É um costume seu deixar as pessoas sozinhas nessa hora ou isso é só uma prova de que você não é muito resistente? –provoquei, ignorando o consenso que chegamos há poucos minutos atrás.
Ele riu e se aproximou de mim.
-Ainda amargurada pelo o que fiz? –ele claramente estava se divertindo.
-Fica tranqüilo, eu não vou espalhar por aí a sua falta de resistência. Você não foi o primeiro e infelizmente não será a última pessoa com quem dormi que não agüenta até o final.
-Incrível como o ciúmes transforma as pessoas. –riu-se
-Pelo amor de Merlin, ciúmes?! –ironizei.
Seu rosto veio em direção ao meu e não consegui desviar. Eu tinha tempo suficiente de reação, mas eu queria que ele fizesse aquilo. O beijo não durou muito; na realidade ele apenas arrastou seus lábios lentamente nos meus, mordendo o inferior.
-Bandeira branca. –me disse e saiu em direção ao quarto da mulher.
-Você não dá as cartas por aqui, sabe disso não é? –lhe disse e Matt virou de frente pra mim. –Você age como se você ditasse as regras e fizesse as coisas quando bem entende, mas nós dois sabemos que é um pouco diferente.
-E quem dita as regras? Você? –ele provocou.
Apenas lhe dei um meio sorriso cínico e entrei no elevador.
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