Goddess Is Calling
5 Capítulo 4 - Preocupação e a Floresta das Sombras
Notas iniciais
CAPÍTULO 4 – PREOCUPAÇÃO E A FLORESTA DAS SOMBRAS
“O que a magia da criação e o poder da divindade tem em comum? Elas podem ser utilizadas de diferentes formas, em diferentes hospedeiros… Somente o ser mais forte, o escolhido da divindade, aquele que foi acolhido pelos deuses, pode utilizar este poder!”
Foi isso que Ain ouviu quando foi criado pela divindade, descobrindo que o ser mais poderoso poderia utilizar o poder total da divindade… Com seu pêndulo abençoado pelos deuses, Ain viu que não seria sua única vez que demonstraria um grande potencial em suas batalhas. Afinal, ele era um sacerdote…
Com seu corpo leve como uma pluma, Ain foi diretamente claro com o pedido que fez para sua criadora. A divindade o concedeu o poder total de um sacerdote, juntando os poderes da divindade e a magia da criação… fundindo-as e transformando em um ser, e esse ser era Ain.
— Não é a primeira, e nem a última vez que uso este poder… – pensou Ain ao acessar a forma da Divindade, uma fusão entre as magias da criação e divindade. – Não posso prometer que irei cumprir as exigências que a divindade me concebeu para usar este poder, porém, terei que cumpri-las de qualquer forma caso eu queira concluir a minha missão.
Benders disse:
— É sério que você irá apelar desta forma, pirralho? – indagou o homem, furioso ao ver que Ain atingiu uma forma em que nem o próprio Benders poderia explicar.
— Não estou apelando… – disse o sacerdote. – Estou apenas mostrando o que a magia da criação e a magia da divindade são capazes de fazer com humanos como você! Eu sou apenas uma mera criação da divindade, em que quando cumprir sua missão na terra, desaparecerá e não deixará vestígios… para que nenhum humano, possa lembrar-se de minha presença.
Os olhos de Ain encheram-se de lágrimas, como se algo estivesse ocorrendo em seu coração celeste.
— Mesmo eu desejando que lembrassem de mim… – pensou Ain, parecia triste.
Benders não hesitou.
— Pouco me importa o tipo de poder que você tenha! – disse ele. – Eu irei matá-lo… e talvez, sua vinda nesta terra, poderá se tornar apenas em uma rápida e dolorosa passagem!
Benders arremessou sua espada em Ain, infelizmente, a lâmina o atingiu de raspão em seu braço…
— Viu? Mais um pouco e eu teria cortado seu braço fora! – disse Benders.
Com sua mão tapando o corte, que não era profundo, porém, sangrava bastante. Ain diz:
— Não me importo se derramarei sangue nesta luta… – disse ele totalmente confiante.
Invocou seu pêndulo e executou sua primeira técnica naquela batalha.
— Explosão!
Uma esfera de magia da circulação é lançada em direção a Benders, o atingindo em cheio… controlando a força que aquela técnica tinha, Ain disse:
— Não vou em hesitar em colocar mais força do que eu devia… – disse ele.
A esfera causou uma enorme explosão, fazendo com que o oponente fosse arremessado para longe.
Ao ver que Ain era mais poderoso que qualquer outro ser existente no universo, Benders diz:
— Grr, não vou me arriscar muito nessa luta. – disse ele. – Você pode ter vencido nesta primeira jogada… mas na próxima, eu irei vencer!
Benders desaparece misteriosamente do local.
— Droga, ele fugiu! – disse Ain desapontado com seu desempenho na luta.
Ele retorna a sua forma normal, analisou o local para saber se havia algum resquício de magia da divindade, porém, o local estava zerado. O que para Ain era ótimo, pois não deixaria vestígios de sua verdadeira forma, que queria manter escondida daqueles jovens.
Elsword, Aisha e Rena aparecem no local.
— Ei, o que aconteceu aqui? – indagou Elsword a Ain.
— Eu disse pra vocês ficarem lá! – exclamou Ain.
— Você demorou 20 minutos para dar sinal de vida, por isso nós viemos aqui. – disse Aisha.
Rena notou respingos de sangue em sua roupa.
— Aconteceu alguma coisa? – indagou ela. – Por acaso você se feriu?
Ain nega a pergunta.
— Não, não… haha. – disse ele sorrindo. – Eu estou muito bem, obrigado pela pergunta, Srta. Elfa.
— Tem respingos de sangue nas suas vestes. – disse Aisha. – Você realmente está de boas?
— Eu realmente estou ótimo! – disse Ain tentando disfarçar. – Não precisam se preocupar comigo, haha.
Elsword perguntou:
— Encontrastes algo?
Ain responde:
— Sim e não… – disse ele. – Ouvi falar sobre um tal de Benders e um tal de Wally, os dois estão relacionados ao fragmento de El.
— Sabia que aqueles bandidos que estavam aqui tinham algo incomum… – disse Rena.
— Se tem Wally nessa história, provavelmente teremos que ir para Elder. – disse Elsword. – Ele é governante de lá, provavelmente, encontraremos respostas.
Ain diz:
— Olha, sei que isso será pataquada minha… – disse ele. – Mas acho melhor eu seguir esta parte sozinho. Não quero que vocês, crianças, se arrisquem nessa missão perigosa.
Aisha diz:
— Lá vem ele… – disse a garota.
— Se você acha que nós somos fracos, pode parar por aí. – disse Elsword.
— Você tem certeza que quer fazer isso… Sozinho? – indagou Rena.
— Isso é uma tarefa para guerreiros poderosos e que sabem do assunto. – disse Ain. – Vocês ainda tem muito tempo de vida pela frente…
— NÃO VEM COM ESSA DE VIVER A VIDA!!! – berrou Aisha.
— A gente está aqui por uma boa causa… – disse Elsword. – Cabe a você perceber que com nossa ajuda, você se sentirá mais seguro.
— Agradeço pelo apoio… – disse Ain sorrindo. – Mas eu quero seguir a minha jornada por aqui, sem ninguém ao meu lado. Eu vim cumprir a minha missão de restaurar o El, porém, sozinho… sem ajuda…
— Missão? – indagou Rena
Aisha pensou:
— Sabia q ele escondia algo…
— Que tipo de missão? – indagou Elsword.
Ain decidiu não explicar aos jovens.
— Não posso entrar em detalhes… – disse ele. – Bem, se vocês querem me ajudar, então é melhor irmos rápido para Elder.
Momentos mais tarde
O grupo chega na cidade de Elder, onde Wally governava durante algumas décadas… Ao chegar lá, Ain sentiu-se um pouco enjoado, sua pele ficara pálida como papel, o que preocupou os jovens.
— Você está bem? – indagou Elsword para Ain ao perceber que ele estava ficando pálido.
— Não se preocupe, estou ótimo! – exclamou Ain.
— Acho melhor nós descansarmos… – disse Rena. – Sua condição não está muito boa, sua pele está branca que nem papel, e está muito suado… você tá passando bem?
Ain tentou disfarçar.
— Eu estou bem, obrigado… – insistiu. – Não preciso de ajuda… eu sei me virar sozinho.
Hoffman, o chefe da vila de Elder, avista o quarteto.
— Precisam de algo? – indagou.
— Viemos aqui para saber sobre o paradeiro do fragmento de El. – afirmou Elsword.
— Você por acaso sabe de algo? — indagou Aisha.
Hoffman diz:
— Bem, sabemos sim, porém, estamos lidando com outra coisa neste momento. – afirmou. – A mercadoria da cidade está sendo roubada, o que está gerando um colapso econômico na vila… aqueles bandidos não param um segundo.
Ain pensou:
— Mas que bela preocupação com o roubo do fragmento de El… – pensou ele. – A irresponsabilidade dos humanos me surpreende de uma forma inexplicável.
Ao notar a condição física de Ain, Hoffman diz:
— Você está bem? – indagou. – Quer um copo de água? Sua condição não está nada boa…
— Não, obrigado… – disse Ain, estava mais fraco do que antes. – Eu estou… bem …
Ain acaba desmaiando…
— Droga! – disse Rena. – Eu sabia que ele não estava nada bem.
Aisha diz:
— Você sabe o que fazer? – indagou a garota.
— Bem… não sei como funciona na espécie dele. – disse a garota. – Mas, acho que um chá de plantas pode fazê-lo melhor… estranho, não sinto os batimentos dele.
Elsword diz:
— Não me diz q ele não tem um coração? – disse o garoto.
— E… ele realmente não tem. – afirmou. – Posso tentar fazer a pressão dele subir de novo.
Hoffman diz:
— Talvez se vocês deixarem ele descansando, ele possa recuperar a consciência. – disse ele. – Aqui perto tem uma pensão, vocês podem deixar ele descansando lá.
Os jovens decidiram levar Ain para a pensão em que Hoffman havia dito…
Momentos mais tarde…
Ain estava desacordado, ninguém fazia a menor ideia do que teria acontecido para que ele desmaiasse… Rena diz:
— Fiz um chá de ervas pra ele. – disse a garota com uma xícara de chá. – Talvez ele melhore…
— O que ele pode ter sofrido para desmaiar assim? – indagou Aisha.
— Será que ele já não estava doente? – indagou Elsword.
— Mas quando o vimos lá em Ruben, ele estava muito bem… – disse Rena. – Não pode ser doença, mas pode ter sido sei lá… um envenenamento, ou algum problema que ele já sofra.
Ain recuperava a consciência lentamente, quando ele diz:
— O que aconteceu? – indagou o jovem.
— Você desmaiou… – afirmou Aisha. – Trouxemos você pra cá.
Ain percebe que já havia se passado alguns minutos desde sua luta contra Benders na Árvore de El.
— Me sinto um pouco fraco… – disse ele. – N… não sei o que me fez desmaiar.
— Pode ter sido exaustão. – afirmou Rena. – Tome, beba esse chá… vai te fazer bem.
— Não precisava se preocupar comigo… – disse Ain sorrindo. – Vocês nem me conhecem direito, mas fico feliz que vocês se preocupem.
Bebericou uns goles de chá, o gosto era horrível, Ain cuspiu o chá pra fora, atingindo Elsword.
— Nossa… – disse ele. – Precisava fazer isso?
Aisha caiu na gargalhada.
— Hahahahaha, muito bom! – disse a menina se divertindo.
— Nossa, o que você queria? Suco de Abóbora? – disse Rena ao ver Ain desperdiçando o chá. – Se eu soubesse que você não gostava, nem teria feito!
— Perdão, Srta. Elfa… – disse ele. – Mas seu chá é horrível.
Rena dá um forte chute no rosto de Ain, o arremessando pra longe.
— Se eu soubesse que você falaria uma atrocidade dessas, eu teria deixado você se ferrar! – disse Rena irritada com o comentário de Ain.
Elsword diz:
— Você está bem? – indagou.
— Nunca me senti melhor! – disse Ain.
Aisha diz:
— Rena, se acalme… – disse ela. – Você tentou fazer o seu melhor.
— Querem saber, vão se foder! – disse Rena. – Principalmente você, Ain!
A garota saiu porta a fora…
— Ela vai ficar bem? – indagou Ain.
— Acho que vai… – disse Elsword.
Noite do mesmo dia
Ain decidiu sair para a floresta, ainda com o objetivo de continuar a sua missão sozinho… Ele acaba ouvindo um choro de uma garota.
— Mas quem está chorando a essa hora? – pensou ele.
Ele segue o choro da menina e encontra uma jovem elfa de cabelos verdes, chorando nas pedras… era Rena.
— Ei, Srta. Elfa… – disse Ain para Rena, mas ela o ignorou. – Você está bem?
Ela o ignorou mais uma vez.
— Olha, eu sei que eu fui grosseiro com você… peço meu total perdão. – implorou Ain pelo seu perdão.
— Não enche o saco! – disse Rena em um tom grosseiro. – Já viu que você é um babaca?
— Eu apenas fui sensato com você. – disse ele. – Não consigo contar mentiras a vocês.
— Não consegue mesmo? – disse Rena desconfiando de Ain. – Escute aqui, eu desconfio de você desde quando me dei de cara com você. Parece que você esconde algo de nós, além dessa tal “missão para restaurar o El”, você esconde mais alguma coisa.
— Eu não preciso esconder nada de vocês. – disse Ain tentando convencer a garota. – Eu já falei tudo que eu já tinha para dizer… sou um servo da deusa…
— Pela quarta vez, EU NÃO LIGO! – disse Rena. – Por mim, você deveria era ir embora… você não quer logo seguir sua jornada sozinho? Então vai lá! Adeus e não volta mais aqui!
— É isso mesmo que eu irei fazer. – disse Ain. – Eu decidi sair a noite, seguir a minha jornada… eu vou para a Floresta das Sombras, sozinho, sem ninguém. Vou seguir o meu caminho, enquanto vocês, seguirão os seus…
— Vai ser ótimo para os dois lados! – disse Rena. – Eu não quero nunca mais ver você na minha vida!
Ain ficou fragilizado com o que a jovem tinha dito a ele. Seus sentimentos ficaram abalados com o que Rena falou…
— Eles não me querem aqui… – pensou Ain, seus olhos ficaram lacrimejando. – Não tenho outra escolha a não ser seguir minha jornada sozinho. O que esta elfa falou é uma pura verdade… eu realmente escondo algo deles, eu tenho um passado triste. Mas tenho que manter minha postura… não posso falar nada a ninguém sobre meus 10 anos de dor e sofrimento… e se eu não conseguir continuar escondendo a eles? Droga… não posso ficar com eles… isso vai dificultar as coisas. Inclusive, o progresso da minha missão.
Rena diz:
— O que está esperando? – indagou a garota. – Vai logo! Não fará falta nenhuma.
Ain decide ir embora.
— Tudo bem… – disse ele. – Estou indo.
Ele não disse mais nada e seguiu seu caminho…
A jovem elfa, mesmo não demonstrando, sentiu-se mal ao dizer que Ain não faria falta nenhuma ao grupo. Mesmo assim, manteve-se firme na decisão dele.
— Sei que fui dura demais com ele… – pensou Rena. – Mas isso não justifica o fato dele ter sido grosso comigo. Elsword e Aisha irão entender… bem, pelo menos, é o que eu espero.
Ela retorna a pensão em que estavam hospedados…
Floresta das Sombras – Momentos Depois
Ao entrar na Floresta das Sombras… Ain analisa a energia pesada que continha naquele local, parecia extremamente anormal. A sensação de peso na floresta era muito maior do que no vazio em que Ain esteve por 10 anos, o que fez seus sentimentos entrarem em colapso…
— Esta sensação de peso me deixa muito… mal… – disse Ain. – Nunca senti meus sentimentos tão abalados, muito mais abalados como naquele vazio em que estive por 10 anos…
Quanto mais ele caminhava, mais a sensação de peso naquela floresta se fortificava… de repente, a consciência de Ain começou a oscilar. Sua visão passou a embaçar e sua respiração passou a ficar ofegante…
— Não estou me sentindo bem… – disse Ain, de repente sua cabeça voltou a doer, e seu nariz voltara a sangrar. – Droga… o que está acontecendo comigo?
Ain acaba desmaiando no meio da floresta… o que parecia ser somente um desmaio passageiro, passou a ser um verdadeiro pesadelo.
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