Goddess Is Calling
6 Capítulo 5 - O Errante e a Caverna de Benders
Notas iniciais
CAPÍTULO 5 – O Errante e a Caverna de Benders
Vila de Elder
No dia seguinte… Elsword, Aisha e Rena estavam prestes a seguir para a Floresta das Sombras. Quando eles percebem que Ain não estava entre eles, Elsword questionou a Rena sobre o sumiço do sacerdote.
— Onde está o Ain? – indagou Elsword. – Ele estava com nós ainda ontem.
Aisha diz:
— Vai ver ele deve ter ido conversar com Hoffman… – disse Aisha. – Ou quem sabe, deve estar caminhando por aí.
Rena olhara com um olhar estranho…
— Bem… eu… – confessou a verdade. – Mandei ele embora…
Elsword e Aisha ficaram frustrados com a fala da garota.
— COMO É!? – berrou Aisha.
— Rena, você percebe o mal que você fez a ele? – disse Elsword. – Ain era uma grande ajuda para nós.
— Vocês não perceberam o quanto esse cara era estranho? – disse ela aos dois. – Gente, esse Ain me parecia muito estranho… e também, muito sombrio. Eu odiava quando ele dava aquele sorrisinho falso dele, parecia até que ele estava nos escondendo algo a mais, E REALMENTE ESTÁ!
— Mesmo assim, não justifica o fato de você ter mandado ele pra longe! – exclamou Aisha. – Pensava que você era madura…
— Ele foi grosseiro comigo! – exclamou Rena. – E aliás, daqui umas horas vocês irão se esquecer da existência desse cara… ele já deve estar longe!
— Além de encontrarmos Wally, teremos que encontrar o Ain também. – disse Elsword. – Não vamos deixá-lo sozinho… ele pode estar em apuros, mesmo ele sendo mais forte que nós.
— Talvez o Hoffman tenha o visto. – disse Aisha.
— Boa ideia! – disse Elsword. – Você realmente é muito sabichona… gostei de você!
Aisha ficou com as bochechas avermelhadas com o elogio de Elsword.
— Jura? – indagou a menina. – Puxa, obrigada!
Rena pensou:
— Agora eu me sinto culpada pelo que eu fiz… – pensou ela. – Quando encontrarmos o Ain, vou pedir desculpas a ele… Mas, onde ele está? Onde?
Hoffman chega ao local onde os jovens se encontravam.
— Ei, tio Hoffman… – disse Elsword ao homem. – Você viu o Ain? Um cara com provavelmente 21 anos, tem cabelos cinzas com mechas azuis e usara uma trança.
— E vestia umas roupas estranhas, semelhante a um sacerdote da deusa. – complementou Aisha.
Hoffman tentou lembrar-se sobre quem os jovens estavam falando…
— Bem, eu acho q vi uma pessoa semelhante a ele, hoje a noite… – disse ele.
Rena confessou:
— Ele foi para a Floresta das Sombras. – afirmou.
— Por que você não disse antes? – indagou Aisha a garota.
— Me desculpem. – disse ela. – Eu realmente estou arrependida do que eu fiz…
— Tudo bem, Rena. – disse Elsword. – Claro, você tem culpa do sumiço do Ain. Mas, isso não justifica para nós estarmos de mal com você.
A garota sorriu.
— Eu admito o meu erro… – disse ela. – Quando o encontrarmos, irei pedir perdão a ele.
O trio partiu em busca de Ain, que de acordo com a confissão de Rena, ele estava na Floresta das Sombras.
Enquanto isso…
Uma paisagem sombria, repleta de rastros de Henir, Ain despertou em meio ao local… o ambiente era pesado e muito desconfortável, o que deixara o psicológico de Ain revirado.
— Este lugar… – disse ele. – Não… não pode ser… eu não posso ter voltado para este lugar!
Percebeu-se de que ele estava no mesmo local em que esteve escondido por 10 anos. Aquele vazio, o ambiente sombrio… Ain estava em meio ao vazio em que vivei durante toda a sua vida. Repleto da energia de Henir, o jovem tentara entender como ele parou mais uma vez naquele lugar em que repugnava… de repente, uma voz se ouviu.
— Você ainda pergunta sobre este lugar? – disse a misteriosa voz. – Foi aqui em que você passou 10 anos da sua vida… foi aqui onde os deuses o prenderam!
Ain responde:
— Isso é mentira! – exclamou. – A explosão cósmica me fez ficar preso aqui. Os deuses não teriam motivo de me fazerem de prisioneiro, principalmente por longos 10 anos!
A misteriosa voz ecoou pelo local.
— Você é ingênuo demais para entender. – disse a voz. – O caos e as dúvidas estão em sua frente! Você não tem dúvidas sobre os deuses? Humpf, se você não tem… eu posso explicar direitinho a você o por que você deveria duvidar deles.
Sem hesitar, Ain perguntou.
— Quem é você? – indagou. – Por que você me procurou justo agora?
A voz se mostrou mais nítida, parecia mais familiar a Ain.
— Você é muito curioso. – afirmou a voz, que se mostrava mais nítida… uma voz masculina, mas fraca e sem emoção alguma, semelhante a alguém que sofreu durante a vida. – Porém, irei me revelar a você… ainda não acredito que você não me reconheceu pela voz.
A voz ficava mais nítida a cada segundo, Ain estava conseguindo reconhecê-la. Várias sombras, tomadas por Henir, se amontoaram uma por cima da outra formando uma silhueta… um rapaz, aparentemente com a mesma idade de Ain. Não só a idade, mas a sua aparência também era semelhante…
— A voz dele é semelhante a minha. – pensou Ain enquanto via a entidade revelando-se a ele. – É muita coincidência…
A entidade se revelou por completo… A pessoa que se comunicara com o jovem durante todo o período… era o próprio Ain, porém, sua aparência era um pouco mal cuidada. Seu corpo estava se despedaçando, com rastros de Henir em seu corpo… seus cabelos eram maiores e mal cuidados, muito enredados. Suas vestes eram escuras e muito sujas com a energia de henir, usava um manto branco com detalhes de cor azul, semelhante as vestes de Ain… uma atadura cobrira seu olho esquerdo, indicando que não estava como um olho normal deveria estar. Sua voz era rouca e sem emoção, e seu pêndulo tinha alguns defeitos, como se estivesse quebrado… a condição do outro Ain deixou o jovem em estado de pânico.
— Você… sou eu. – disse Ain ao ver a entidade, que era ele mesmo.
— Exatamente. – afirmou o outro Ain. – Eu sou você de outro mundo… um outro universo… uma outra dimensão. Eu sou o você do vazio… eu sou o Errante!
— Não estou entendendo. – disse Ain sem entender nada. – Como você se formou assim?
— Os 10 anos no vazio não te explicam nada, não é? – indagou o outro Ain. – Eu surgi graças a você! Você ficou tão perturbado com o vazio em sua volta, que suas emoções negativas e a sua vontade de sair daquele lugar foram as responsáveis pelo meu surgimento. Agora, você está livre… Mas eu, continuo preso nesta merda de lugar!
— Por que você não tenta sair daqui? – disse o jovem. – Se eu consegui sair do vazio, você também consegue!
— Eu já estou acostumado com este lugar. – disse o outro Ain. – Ao contrário de você, eu me familiarizei com as sombras e o vazio! O Henir e o caos presente aqui, foram os responsáveis por eu me fortificar e estar mais invulnerável aos danos daqui. Claro, meu corpo está se despedaçando e minha aparência mais sombria… mas em troca disso, o caos e o vazio estão mais fortes dentro de mim! Você deveria experimentar… vamos, não tenha medo… eu juro que você se sentirá bem neste lugar.
— Meu lugar não é e nunca será aqui! – exclamou Ain. – Eu consigo controlar as minhas emoções, eu repugno este lugar como a responsável pela minha quase derrota. Graças a divindade, eu estou aqui e continuo vivo… eu vou me concentrar em minha missão. Eu tenho pena de alguém como você, que decidiu se prender no vazio e não aproveitar o mundo afora.
O outro Ain ignorou o que o jovem disse…
— Eu sinto pena de alguém como você… – disse ele. – Tão jovem, mas também tão tolo! A divindade está usando você, mas você não percebe isso. Eu tentei chamá-la enquanto você esteve preso naquele vazio… mas ela me ignorou, e ignorou a você também. A deusa não queria nos salvar… Entenda isso, Ainchase… Ela está usando você!
Ain despertou após a última palavra que o outro Ain disse…
— Se você quiser saber das respostas, eu irei ajudá-lo… – disse o outro Ain. – Posso mostrar o meu poder do caos a você, muito mais poderoso que este poder que a deusa concedeu a você. Confie em mim… eu irei te mostrar a verdade!
Ain respondeu:
— Não interfira na minha missão! — ele levantou-se do local em que estava desmaiado, limpou seu rosto que estava ensanguentado e seguiu seu caminho. – Não preciso de sua ajuda, eu consigo me virar sozinho.
Em sua mente, o outro Ain respondeu:
— Huhuhu, vai em frente! – disse ele. – Quando você precisar, você irá me chamar… e eu terei a chance de lhe mostrar o meu poder. Ou, irei interferir na luta por conta própria!
Ain não respondeu, ele decidiu seguir floresta a dentro.
Algum tempo de caminhada depois, o jovem encontra uma abertura em meio a uma grande parede de pedras… parecia ser uma caverna em meio a floresta.
— Uma caverna… – pensou Ain. – Hmm, deve ser aqui onde os bandidos se escondem.
O outro Ain falou:
— Eles estão aqui! – disse ele. – Eu sinto a energia negativa destes malditos humanos… Entre lá e enfrente aquele cara.
— Benders? – indagou Ain. — Não acho que ele esteja aqui… bandidos como ele não usariam cavernas como esconderijo. E também, minha missão é restaurar o El… não arranjar encrenca com estes humanos!
— Se você quer progredir na missão, enfrente esse cara! – disse o outro Ain.
— Tudo bem… – disse ele. – Mas com uma condição. Saia da minha mente e não interfira na minha missão… eu já falei, não preciso de sua ajuda!
O outro Ain não falou nada, indicando que sua conexão mental com o Errante havia encerrado, o que deixou o jovem aliviado.
— Muito bem, agora vou conseguir as respostas sobre o motivo do por que este cara roubou o El. – disse Ain adentrando na caverna.
Fale com o autor