Goddess Is Calling
18 Capítulo 17 - O Corvo Negro
CAPÍTULO 17 – O Corvo Negro
Ao chegarem em frente ao Corvo Negro, Ain começa a sentir uma energia semelhante ao do Errante nos arredores daquele local. Como se aquela entidade tivesse passado por lá antes dele…
— Estranho… – pensou o sacerdote. – Sinto aquele mesmo poder do Errante por aqui. Não é possível que ele já esteja saindo da minha mente, se não eu teria sentido isso.
Add percebeu o desconforto que Ain sentira.
— Aconteceu algo, Ain? – disse Add a ele. – Parece meio estranho desde quando saímos da vila.
— Não… – disse Ain. – Na verdade eu sinto sim.
Os dois jovens foram para um canto escondido da nave para que Elsword e os outros não soubessem da verdade que Ain escondia.
— Pode contar o que aconteceu. – disse Add.
— Eu estou sentindo o poder do Errante por aqui. – disse Ain. – Como se ele tivesse saído da minha mente e ter vindo pra cá.
— Se isso realmente tivesse acontecido, você teria sentido no mesmo momento. – afirmou o garoto. – Mas lembre-se que o Errante já começou a se espalhar pelo seu cérebro, não vai demorar muito para ele atingir as suas emoções e decisões.
Ain olhara para o glifo que estava ao seu lado.
— Mesmo com este poder que adquiriu, se o Errante provavelmente tiver evoluído para Apostásia, será completamente inútil por causa das Sementes do Caos implantadas na sua mente. – afirmou Add sobre uma provável evolução do Errante.
— Mas que merda. – disse Ain. – Ops… foi mal, acabei soltando uma palavra de baixo calão sem saber. Espero que a deusa perdoe isso…
Add gargalhou.
— Hahaha, isso é normal para todos nós. – disse ele.
Elsword avistou os dois conversando.
— Por acaso vocês falaram algo?
Ain e Add fingiram que não estavam falando.
Add assoviou e Ain olhara para os lados.
— Tão tá… – disse Elsword voltando para a entrada da nave.
Os dois seguiram o ruivo.
Ao voltarem para a nave, Add disse:
— Bem, agora teremos que utilizar tudo ao nosso favor se quisermos vencer esta luta. – afirmou o garoto preparando os seus dínamos.
Rena falou:
— Ain, você poderia tentar conter este mercenário. – disse a elfa. – Nós aqui vamos ajudá-lo.
Ain pensou:
— Não preciso da ajuda deles… – pensou o sacerdote. – Posso derrotar este cara sozinho sem muita dificuldade. Recuperar o El de Ruben não será tão difícil neste lugar. Depois que recuperarmos, voltarei a Besma para purificar o El do Sol… depois, pretendo investigar mais esta conexão entre mim e Elsword.
Ele olhou para Elsword com simpatia.
— Quando estou perto dele, meus poderes ficam mais fortes. – pensou Ain com um sorriso, mas logo ele ficou sério. – Mas quando estou separado dele, meus poderes enfraquecem… mesmo com o poder de Eides me dominando, se eu fico longe de Elsword, eu acabo enfraquecendo e minha existência é comprometida.
Elsword disse:
— Ain, você está bem? Aconteceu algo? – indagou ele.
Ain fez uma cara de tristeza, suspirou e disse:
— Sim… – disse ele suspirando fundo. – Mas não posso entrar em detalhes.
— Se você quiser contar a nós, estamos aqui para ajudá-lo. – disse Rena.
— Não preciso da ajuda de vocês. – disse Ain com a voz firme. – Eu posso resolver os meus problemas sozinho…
— Puxa, que mal humor. – disse Aisha. – Seja mais educado, por favor!
— Perdão… – disse Ain. – Estou tenso demais.
— Tudo bem… – disse Add sabendo o que se passava em Ain, sussurrou para ele – Sem mais delongas, vamos entrar nesta nave… Fica calmo.
Ao ouvir o sussurro de Add, Ain balançou a cabeça alegando um sim.
O grupo adentrou para dentro da nave…
O glifo conduzia o grupo até o local onde o homem estava, Ain confiava naquela pequena criatura como se fosse a própria deusa.
— Tem certeza que este negócio sabe para onde está nos levando? – indagou Aisha.
— Eu confio neste “negócio” mais do que nos humanos daqui. – disse Ain. – Claro, há exceções…
— Ah, então tá. – disse Aisha.
Pouco tempo depois, o grupo se encontra no mesmo local onde o mercenário estava, que se surpreendeu com a presença do quinteto.
— Mas olha quem resolveu dar uma visita a minha nave… – disse ele com sua espada em mãos. – O grupinho de jovens desmiolados.
Add disse:
— Desmiolado é a sua vó! – disse ele furioso.
— O que você fez com o El de Ruben!? – indagou Ain ao homem.
As garras de seu braço nasod começaram a tamborilar nos braços do trono em que sentava.
— Não devo satisfações a vocês, idiotas! – disse o homem. – A propósito, eu não tive tempo de me apresentar a vocês… eu me chamo Raven, sou um dos maiores mercenários deste continente. Posso matar qualquer um que estiver na minha volta… tudo por vingança!
Ain pensou:
— Vingança de que? – pensou ele. – Se eu descobrir qual é a vingança que este cara tem… acho que posso conversar com ele de forma franca e pacífica.
Elsword disse:
— Mais um cara que é movimentado por vingança. – disse o garoto sacando a sua espada.
Raven disse:
— Então você deve estar doido para lutar contra mim. – disse ele. – Pois muito bem… se é assim.
Ele sacou sua espada.
— Que lutemos! – disse ele sorrindo maleficamente.
Rena preparou seu arco.
— Eu não queria lutar contra ele… – disse ela. – Mas infelizmente teremos que fazer isso.
— Por que? – indagou Aisha.
— E… eu acho que ele deve ter sofrido um golpe muito duro para estar assim. – disse Rena preocupada com Raven. – Não sei por que, mas sinto que ele precisa urgentemente de uma ajuda.
Ain ouviu a conversa das duas.
— Talvez eu possa tentar fazer algo.
— Como assim, Ain? – indagou Aisha.
— Tenho um poder em que me faz ver as memórias anteriores de uma pessoa. – explicou. – Se eu descobrir o que houve na mente deste cara, talvez posso conversar com ele.
— É uma ideia boa. – afirmou Rena. – Mas muito arriscada.
— Tem certeza que você pode fazer isso? – indagou Aisha.
— Tenho total certeza. – afirmou Ain.
Ele deu um passo a frente, Ain sentiu-se um pouco confiante naquele momento. Ele precisava descobrir o que tinha acontecido antes com Raven para tentar fazê-lo entender que vingança nunca seria a resposta para uma solução de problemas.
— Ei, Sr. Meio-Nasod! – disse ele referindo-se a Raven. – Acho melhor pararmos por aqui e começar a nossa batalha!
Raven encarou Ain com ódio.
— Huhuhu… – ele riu.
Pegou a sua espada e disse:
— Se é assim, então tá!
Raven deu uma forte investida em Ain, por um fio, ele se desviou rapidamente.
— Saiam daqui! – disse Ain pedindo para os jovens se retirarem do local. – Eu cuido dele sozinho.
Elsword disse:
— De jeito nenhum! – disse o garoto. – Não irei deixar você aqui.
— Elsword tem razão. – disse Aisha. – Não iremos deixá-lo lutando sozinho.
— EU DISSE PARA CAÍREM FORA! – gritou Ain furioso ao ver que eles se recusaram a retirar-se.
De repente, Raven deu um forte chute em Ain, o arremessando para longe.
— Ain! – disse Add ao ver ele sendo atacado.
— Eu sabia que isso ia dar merda. – disse Rena preparando suas flechas. – Disparo certeiro!
Rena disparou a flecha em direção a Raven, o atingindo de raspão. O dano não foi lá essas coisas, mas foi o suficiente para causar dor no mercenário.
— Sua vadia! – disse Raven prestes a atacar Rena, por sorte, Aisha entrou no caminho dele.
— Não ataque a minha amiga! Tormenta de Chamas! – Aisha formou um enorme redemoinho de chamas, atingindo Raven em cheio.
Ele é arremessado em direção a parede da nave, formando um enorme estrondo.
Ain levantou-se.
— Muito bom, Maga! – disse Ain invocando sua espada de projeção. – Deixa isso comigo!
Ain golpeou Raven diversas vezes, infelizmente ele se esquivou e Ain foi brutalmente atacado pelo braço nasod.
— Achava que seria fácil não é, seu filho da puta! – disse Raven encarando Ain com ódio, estava prestes a fincar o braço nasod em seu corpo. – Pois agora você vai sofrer a pior das mortes!
— N… não… – disse Ain com dificuldade para falar.
Ele pensou:
— Chegou a hora! – pensou Ain.
Raven dá um salto em direção ao sacerdote, com as garras nasod em direção ao seu peito. De repente, Ain consegue entrar na mente de Raven, seu corpo desaparece totalmente, o que preocupou os jovens.
— Onde o Ain está!? – disse Elsword.
— Ele desapareceu sem deixar rastros. – disse Rena, ela pergunta para Aisha se ela viu ele… mas o inesperado acontece.
— De quem vocês estão falando? – indagou a garota. – Eu literalmente não sei de quem vocês se referem.
— E… eu também me esqueci. – disse Rena.
— Eu também não sei de quem a gente está falando. – disse Elsword não se lembrando mais de Ain.
Porém, Add ainda se lembrava de Ain.
— Vocês não se lembram mais do Ain? – indagou Add lembrando-se do sacerdote.
— Nunca nem vi… – disse Aisha.
— Idem. – disse Rena.
Elsword não disse nada.
Aquilo preocupou Add, ele ainda não entendia o por que ele era o único que se lembrara de Ain, como se ele fizesse parte da sua família.
— Eu ainda me lembro dele… – pensou Add a respeito de Ain. – Eu me sinto tão seguro ao lado dele, que eu não consigo nem sequer esquecê-lo. Putz, se Ain descobre que estes jovens se esqueceram dele… ele vai ficar muito abalado.
Rena olhara para Raven, que estava desacordado.
— Aquele cara está desmaiado. – disse Rena.
— É melhor levarmos ele para Altera. – disse Elsword. – Vamos vigiá-lo.
O grupo levara Raven para fora da nave, mas nenhum deles lembrou-se de Ain… Ao sair da nave, Add disse:
— Ain… você está vivo? – disse Add, logo depois ele saiu da nave.
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