Goddess Is Calling
19 Capítulo 18 - Traição
CAPÍTULO 18 – Traição
“Suas memórias são fracas, mas eu ainda consigo observar elas. Com a ajuda da minha divindade, eu poderei descobrir o que se passou com você antes do nosso encontro. Eu, Ainchase Ishmael, irei salvá-lo de seus pesadelos e vinganças, sua dor pelos humanos e pelas pessoas que o humilharam… Seu vasto sofrimento está para chegar ao fim.”
Ao chegar nas memórias de Raven, Ain estava automaticamente em sua forma da divindade… Ele conseguia ver diversas memórias se formando ao seu redor, todas elas com acontecimentos marcantes para aquele homem. Ain selecionou uma delas nomeada como “O dia em que eu fui traído”.
MEMÓRIA I: O Dia em que eu fui traído
Reino de Velder, 4 meses atrás…
Ain foi teleportado para o Reino de Velder, 4 meses antes de sua batalha contra Raven… o sacerdote vagou pelos locais livremente como uma pluma perante ao vento. Vários resquícios de memória surgiram perante a ele.
— Nós temos que fazer alguma coisa. – disse um cavaleiro da região. – Aquele cara foi o responsável pela queda do nosso reino!
— Estamos preparando a execução, fique calmo. – disse um outro guarda. – O reino inteiro está pedindo a execução do indivíduo.
— Ele era o meu melhor amigo… – disse o cavaleiro enquanto chorava. – Eu confiei nele, e ele fez essa atrocidade!
Ain começou a sentira os sentimentos daquele cavaleiro, logo ele disse:
— Aquele mercenário traiu o reino, ou ele que foi traído? – indagou Ain a si mesmo. – Não é possível que uma pessoa possa ter traído o reino somente por vontade… é melhor eu investigar mais a fundo.
Outros resquícios de memórias surgiram.
— Por favor! – disse uma mulher. – Não faça isso comigo, não… NÃOO!
A mulher foi assassinada brutalmente por diversos cavaleiros, o que deixou Ain em puro estado de pânico ao ver tal atrocidade cometida. Outra memória surgiu perante à ele.
— Eu não tenho culpa de nada disso! – disse um homem, era Raven, estava amarrado entre cordas e correntes. – Eu não matei ninguém!
— Encontramos sua espada no local! – disse um cavaleiro. – Logo temos a maior prova de que VOCÊ é o responsável pela invasão ao nosso reino!
— Eu não sou culpado de nada! – exclamou Raven. – Eu imploro, me tirem daqui!
Uma mulher chegou no local, uma garota de cabelos ruivos semelhante a Elsword diz:
— A execução está pronta para começar! – disse ela perante a Raven. – Levem-no para a guilhotina.
— Como quiser, capitã! – disse o guarda arrastando Raven.
— Não, não…. NÃAAAOOOOO! – gritou Raven ao ser arrastado pelos guardas do castelo.
De repente, aquelas memórias desaparecem. Mas em seguida, os últimos resquícios das memórias de Raven apareceram.
— AAAAAAAHHHHHHHHH!!!! – um grito se ouviu, parecia ser Raven.
Havia sangue jorrando naquele local, parecia que algum membro havia sido cortado para fora de seu corpo. Ain olhou mais a fundo e viu que era o braço do homem… Aquela cena quase fez o sacerdote vomitar de tanto sangue que tinha.
— Que horror… – disse Ain horrorizado com tal ato.
Raven estava quase desmaiado de tanta dor que sentira, o sangue continuara jorrando por mais alguns minutos. Aquela memória desapareceu sem mais nem menos, deixando Ain em total escuridão…
— Estou com pena dele… – disse Ain sobre Raven. – Ele foi acusado injustamente por algo que não fez… ele foi torturado, sua esposa foi morta, e ele ainda teve que sofrer uma grande atrocidade. Nossa… Eu não gostaria de sofrer isso… o que eu sofri a 10 anos atrás já é o suficiente.
Ele começara a chorar…
— Os humanos são pessoas más… – disse Ain furioso com os humanos. – Eles cometem atrocidades piores do que outras espécies. Mas… e se eu estiver me tornando um deles? Não… eu não posso e não devo. Isso seria horrível perante os olhos da deusa! Com certeza ela não aceitara isso que houve com aquele ciborgue… Deus irá punir estes humanos sem coração, que torturaram uma pessoa inocente destas acusações.
Ain entrou mais a fundo na mente de Raven, até que de repente, ele encontra o jovem em meio a uma corrente de sombras, que pareciam ser seus pesadelos.
— Sr. Meio-Nasod… – disse Ain para Raven. – Você está me escutando?
Raven se vira a Ain, olhava para ele com tristeza e ressentimento.
— Eu não fiz nada… – disse Raven. – Por favor, não acredite no que os guardas de Velder disseram sobre mim… Eu não fiz nada do que eles dizem!
— Eu acredito em você. – disse Ain aproximando-se de Raven. – Você não seria capaz, você fazia parte daquele reino… um soldado nunca trairia seu reino. O que fizeram com você foi pura sabotagem!
— Aquele Raven que você viu na nave não era eu! – disse o homem. – Eu não sou um mercenário, eu não sou movido por vingança! O que aconteceu comigo foi por pura burrice… eu acreditei demais nele.
— Nele quem? – disse Ain para Raven.
— O Rei Nasod… – disse Raven sobre o Rei Nasod. – Ele foi o responsável… ele disse que eu poderia acabar com aqueles canalhas que me traíram! Mas no final, eu virei uma cobaia dele… eu não mataria ninguém, nem mesmo os meus aliados de Velder.
Ain ergueu sua mão ao homem.
— Deixe-me purificar você. – disse o sacerdote. – Deixe-me recuperar o último resquício da sua pessoa que ainda tem em sua alma… eu posso salvá-lo dessa dor.
— Ninguém pode me salvar… – disse Raven. – Eu já estou no caminho da dor e do sofrimento. Nem você, Ainchase, pode me salvar… entenda isso, Ain.
— Eu posso dar o meu melhor a você. – disse ele. – Por favor, aceite a sua salvação. Lembre-se que Deus sempre perdoará os seus filhos…
Raven pensou por uns segundos, logo depois, ele disse:
— Derrote o Rei Nasod… – disse Raven. – E… eu entreguei o El de Ruben a ele. Ele vai utilizá-lo para coisas horríveis para o mundo… precisa fazer isso depressa!
— Tudo bem… – disse Ain. – Deixe isso comigo, agora saia deste local e venha comigo para o mundo real.
Raven segurou-se na mão de Ain…
De repente, os dois jovens foram teleportados para fora.
Vila de Altera
Raven desperta na vila de Altera, ele estava em meio a uma multidão de Pongos. Entre eles, estavam Elsword, Aisha, Rena e Add.
— Ele despertou! – disse Elsword.
Adel disse:
— Preparem-se para atacar!
— Não! – disse Rena. – Acho que ele não pensa em atacar a gente.
Raven olhara para os lados, tentando reconhecer o local…
— A… Ain… – disse Raven chamando por Ain, que não estava no local. – Onde você está?
Add percebeu que Ain estava envolvido.
— Ain salvou ele… – pensou Add. – Este garoto realmente faz milagres.
Raven levantou-se…
— Eu não pretendo atacar vocês. – disse o homem. – Eu estou arrependido por tudo que eu fiz a vocês… por favor, apenas me perdoem pelos meus atos.
Adel diz:
— Como não saberemos se tudo isso que você está falando é mentira? – disse o Pongo.
Uma voz se ouve um pouco perto deles.
— Por que ele está dizendo a verdade. – disse uma voz masculina, era Ain.
Amos diz:
— Ainchase…
Elsword avista Ain, logo ele se lembra do sacerdote.
— Ain, de onde você veio? – indagou Elsword.
O sacerdote diz:
— Isso não importa neste momento. – disse ele. – O que importa é que este homem está falando a verdade! Ele está arrependido por tudo que fez, e o que cometeu nestes últimos dias…
Aisha disse:
— Ele deve estar louco…
— Cala a boca, maga! – disse Add.
— Sei que todos vocês tem motivos para desconfiar dele. – disse Ain. – Mesmo assim, todos nós merecemos uma segunda chance… e este homem, merece uma nova chance.
Todos pensam no que Ain havia falado, até que Adel diz:
— Ele tem razão. – disse o pongo. – Todos nós merecemos uma segunda chance na vida… e Raven também está entre nós. Não custa nada nós aceitarmos o seu perdão.
Os pongos concordaram com Adel, logo Amos disse:
— Se o Ainchase disse… Então tá falado! – disse o pongo. – Raven, nós daremos uma segunda chance a você.
Aisha diz:
— Acho melhor nós darmos uma nova chance. – disse a garota.
— Falo o mesmo… – disse Rena.
Elsword diz:
— Ei, Raven. – disse o garoto. – Tem mais um lugar no grupo.
O homem diz:
— Será uma honra fazer parte do Grupo de Busca El. – disse Raven aceitando a proposta de Elsword. – Principalmente ajudá-los a recuperar o El de Ruben… se eu fiz esta merda, então eu irei reparar a merda que eu fiz.
Raven se aproximou do grupo, logo ele diz para Ain:
— Muito obrigado… – disse Raven agradecendo ao sacerdote. – Sem você eu não teria me arrependido dos meus pecados, você realmente me fez entender que vingança não é a resposta. Eu te devo uma!
Raven abraçou Ain como agradecimento.
Add pensou:
— Boa, Ain… realmente você é um anjo que caiu do céu. – pensou o garoto. – Agora sim eu nunca mais irei duvidar da sua bondade.
Todos os Pongos se reuniram diante ao Grupo de Busca El…
— Grupo… – disse Elsword. – Ainda não acabou! Temos que ir para o Núcleo de Altera enfrentar o grande Rei Nasod e acabar com isso de uma vez por todas!
Ain disse:
— Glifo, mostre o caminho para o núcleo. – disse o sacerdote pedindo ao pequeno glifo para mostrar o caminho do núcleo.
O glifo mostrou o caminho…
— Sigam o glifo! – disse Ain. – Temos que chegar naquele local rapidamente.
O grupo seguiu Ain até o núcleo de Altera, finalmente, a busca pelo El de Ruben estava pra chegar ao fim…
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