Goddess Is Calling
22 Capítulo 21 - O Segredo Revelado
CAPÍTULO 21 – O Segredo Revelado
Ao chegarem na vila, o Grupo de Busca El contou para Adel sobre a derrota do Rei Nasod e a recuperação do El de Ruben. O pongo, feliz com a notícia, decidiu agradecer aos jovens por terem conseguido derrotar o governante da ilha flutuante.
— Quero agradecer a todos vocês por terem trazido mais uma vez a paz a nossa ilha. – disse Adel aos meninos. – Sem vocês, coisas piores com nosso vilarejo teriam ocorrido.
Elsword disse:
— Não precisa agradecer, tio Adel. – disse o garoto. – Fizemos o que era certo.
— Sim, o bobão tem toda a razão. – disse Aisha. – Sabe Deus sei lá o que poderia ter ocorrido caso a gente não tivesse chegado a tempo para impedir a situação.
Amos disse:
— Ei, o glifo está crescendo. – disse o pongo ao ver que o glifo que estava ao lado de Ain crescia aos poucos. – Parece que alguém anda alimentando demais com toda sua harmonia.
O glifo piscara lentamente, indicando que estava feliz.
O pongo se aproximou do sacerdote.
— É, parece que a gente se despede aqui. – disse Amos. – Foi bom ter ensinado a você sobre o controle de glifos e a liberação do poder do Harmônico em seu interior.
— Imagina… – disse Ain. – Sem você eu não teria aprendido nem 50% deste poder.
Rena disse:
— Acho que nem 10% pra ser realista… – disse a garota. – Se não fosse por esta sua evolução drástica, não teríamos nem passado pelo Raven.
Raven olhara para Rena, ainda com vontade de pedir perdão.
— Ei, eu queria te pedir desculpas por eu ter chamado você de vadia. – disse o homem.
— Eu nem ligo mais para isso, Raven. – afirmou a garota. – Isso está no passado.
Ela se aproximara de Raven lentamente.
— O que importa é que você está conosco. – afirmou a garota.
Raven ficou vermelho ao ver que ela havia se aproximado.
— Puxa… – disse ele gaguejando. – Isso quer dizer que você se importa com a minha presença.
— Exatamente! – disse Rena.
Add diz:
— Muito bem, pombinhos! – disse o garoto separando os dois. – A gente não tem tempo para romantismo… temos que entregar o El de Ruben para seu devido lugar antes que mais problemas ocorram.
— Além da conexão entre o Mundo dos Demônios com o continente? – disse Eve. – Acho que não tem como ficar pior. Não acha, Ainchase?
Ela olhara para Ain com desprezo.
— Ela tá olhando pra você… – disse Elsword ao sacerdote.
— N… Não acho que possa ficar pior! – disse ele sorrindo, mas logo seu sorriso desapareceu ao pensar sobre o ocorrido.
— Realmente está pior do que eu imaginava… – pensou Ain. – O Mundo dos Demônios estar conectado com Elios é sinal de que alguma coisa ruim está por vir. Não tenho outra opção a não ser contermos esta conexão… Estranho, até agora não senti nenhum sinal sobre o Errante. Desde Besma ele não se comunica mais comigo… será que ele me abandonou de vez? Hmm, não irei tirar conclusões precipitadas.
Elsword diz:
— É melhor irmos para Ruben, depois, teremos que ir para Peyita. – disse o garoto.
— Se o Mundo dos Demônios está conectado com Elios, o portal deve estar aberto em um local dominado pela energia do El Negro. – disse Aisha.
— E este lugar não é nada mais e nada menos do que Peyita. – disse Eve.
O resto do grupo concordou com o que eles disseram.
— Então vamos indo. – disse Add. – Não temos tempo a perder…
O grupo estava quase saindo da vila, quando Aisha acabou se lembrando de algo que o grupo havia combinado de fazer quando logo chegassem em Altera.
— Ah, eu acabei de me lembrar. – disse Aisha. – A gente não iria fazer aquela comparação de DNA entre aquela lâmina do caos com o DNA do Ain?
— É verdade… – disse Elsword. – Obrigado por lembrar!
De repente, Ain ficou nervoso.
— D… Do que vocês estão falando? – indagou ele em pleno nervosismo. – L… Lâmina do caos?
— Sim! – afirmou Rena pegando o objeto e mostrando para o sacerdote, o que o deixou em pânico silencioso. – Encontramos isso na Caverna do Benders, depois dela desabar… Achamos que isso poderia ser de você.
— NÃO É MEU! – gritou Ain desesperado. – ISSO NÃO ME PERTENCE… POR QUE… O… ONDE VOCÊS ACHARAM ISSO?
Seu corpo começou a oscilar mais uma vez, as dores de cabeça voltaram com força, e o sangramento voltara mais brutal.
— Ain, você tá bem? – indagou Elsword.
Add disse:
— Ele tá tendo uma crise de pânico! – se afastem dele, isso pode deixá-lo ainda mais em pânico.
Uma voz começara a surgir em sua cabeça.
— Não há mais saída, Ainchase! – disse uma voz masculina, era o Errante. – Não há mais como você esconder a verdade… Eles irão descobrir, e da pior forma!
— CALA ESSA BOCA! – gritou ele. – SAIA DA MINHA MENTE!
Add pensou:
— O Errante está se comunicando com ele… – pensou o garoto. – Dessa vez está mais grave do que antes…
Raven disse:
— Essa não… – disse o homem. – O Apostásia está cumprindo o que ele tinha dito.
Add falou:
— O que? – indagou ele. – Pera… ELE EVOLUIU?
— Sim… – disse Raven. – E… ele se comunicou comigo antes de eu lutar contra vocês. Ele disse que se eu não matasse todos vocês, ele ia torturar Ain até ele contar a verdade…
— E POR QUE VOCÊ NÃO FALOU ISSO PARA MIM!? – gritou Add.
— Eu não sabia que ele tinha contado tudo a você… – disse o homem.
— Puta que pariu… – disse Add desesperado. – A gente tem que impedir dele contar tudo.
— Não há mais como, Add. – disse Raven. – Ele tem que contar tudo… se não o Apostásia vai matá-lo!
Elsword ouviu a conversa.
— Contar o que? – indagou ele. – Por acaso Ain está nos escondendo algo?
Eles não tiveram escolha.
— Sim, ele está escondendo algo muito grave. – disse Raven.
— Pera… E VOCÊS DOIS SABIAM!? – gritou Aisha furiosa.
— Sim, a gente já sabia! – disse Add.
— A gente não pode contar para vocês… – disse Raven. – Não queríamos que vocês ficassem bravos com ele… Ain não tem culpa de nada!
Eve disse:
— Ele está sendo torturado… – disse a garota. – Vamos, conte tudo… nós iremos entender!
— POR FAVOR, NÃO TENHA MEDO, SÓ CONTE TUDO! – gritou Rena.
O corpo de Ain estava se despedaçando, linhas de Henir se formaram em seu corpo… O Apostásia estava começando a tomar conta de seu corpo.
— Você não tem escapatória… – disse o Apostásia. – Teve diversas oportunidades… Essa é a sua última chance, ou, eu irei matá-lo da pior forma!
O local estava começando a ser tomado pela energia de Henir.
— Vamos, cara, SÓ FALA A MERDA DESTA VERDADE! – gritou Rena para Ain.
Ele não teve outra escolha… ou era contar tudo, ou morrer da pior forma.
— TÁ… EU CONTO TUDO, SÓ PARA DE ME TORTURAR DESTA FORMA! – gritou ele.
— Huhuhu, isso vai ser interessante! – disse o Apostásia.
O vórtex de energia de Henir cessou lentamente, o corpo do sacerdote voltara ao seu estágio normal…
— Vamos, Ain… – disse Elsword. – Conte tudo…
Aisha disse:
— CONTA LOGO!! – gritou ela.
— Não pressione-o. – afirmou Add.
Um amontoado de sombras segurava Ain pelos seus cabelos, o Apostásia havia se materializado em sua frente…
— Vamos, conte para eles! – disse o outro Ain.
— Tá… – disse ele. – E… Eu… T… Tenho uma entidade… D… Dentro de mim…
Elsword e os outros ouviam o que Ain tinha para contar para eles.
— Pera… você tem o que? – indagou Rena.
— Uma entidade parasita. – afirmou Add. – E… eu sabia de tudo, mas não podia contar a vocês… pois eu prometi ao Ain que não queria preocupá-los.
— VOCÊ DEVIA TER FALADO PARA NÓS! – gritou Rena. – PORRA… ISSO É MUITO GRAVE!
— Você vivia falando que estava tudo bem com você… – disse Elsword. – Mas na verdade, não tinha nada bem.
Ain disse:
— Elsword… – disse ele contendo seu choro. – E… Entenda… É tudo pela vontade…
— DA DEUSA, EU SEI! – gritou Aisha. – VOCÊ MENTIU PARA NÓS DA PIOR FORMA!
— Isso é uma traição da nossa parte. – disse Eve. – Eu sabia que você não era flor de se cheirar…
— Isso foi uma puta traição! – disse Rena. – A gente confiava em você… EU CONFIEI EM VOCÊ!
— A gente tava preocupado com você, cara. – afirmou Elsword. – Porra, a gente procurou você por toda a parte… e quando a gente pensava que iriamos ser uma equipe, você larga essa!
— Elsword… eu queria contar mas…
— MAS O QUE!? – gritou o garoto. – HEIN? MAS O QUE? VOCÊ FUDEU COM TUDO!
Raven disse:
— Elsword, se acalma. – disse ele. – Ain não tem culpa.
— Tá bom, Raven! – disse Rena. – Você é muito hipócrita! Agora pouco você tava tentando matar a gente, agora você tá defendendo ele!
— Vocês estão gritando com o Ain sem perceber que ele não tem culpa. – disse Add. – Qual é, galera… vamos dar mais uma chance a ele. Ain falou agora pouco… todo mundo merece uma segunda chance na vida.
— EU TÔ FORA! – gritou Aisha. – Quer saber… EU TO POUCO ME FUDENDO PRA ESSE SACERDOTE DE MERDA!
Rena seguiu ela.
— A gente pensava que estávamos com um anjo. – disse ela. – Mas na verdade, estávamos com o próprio demônio em pessoa. Eu to fora também…
As duas meninas foram embora…
Eve decidiu ir com elas também.
— Você é um baita vacilão. – disse Eve para Ain. – Eu sabia que você era um filho da puta… mas agora eu tenho total certeza de que você é mais idiota do que pensei. Aisha, Rena… eu vou com vocês.
Elsword diz:
— Cara, eu acreditei em você. – disse o garoto. – Eu pensei que nós dois eramos iguais… Mas eu tava completamente enganado.
Ain disse:
— Cara, Elsword… não vá! – disse ele. – Eu imploro, não vá embora… sem você eu fico totalmente enfraquecido!
— Me solta! – disse Elsword golpeando Ain com sua espada, formando um pequeno corte em seu braço. – Não me faça matar você… só… fica longe de mim!
O garoto também foi embora, junto com as meninas.
— Elsword… – disse Ain. – ELSWORD!
Add e Raven decidiram ficar com ele.
— Calma, cara. – disse Add. – Foi um golpe duro para eles…
— É, eles irão entender. – disse Raven. – A culpa não é sua…
Ain ajoelhou-se no chão, ficando em posição fetal.
— A culpa é toda sua! – disse ele para o Apostásia. – POR QUE VOCÊ FEZ ISSO!?
A entidade disse:
— Eu apenas fiz eles souberem da verdade… – afirmou o outro Ain. – Melhor do que continuar mentindo a eles.
Raven disse:
— Seu filho da puta! – disse o homem. – Você literalmente deixou o MEU AMIGO abalado… Eu nunca deveria ter confiado em você!
A entidade diz:
— A merda já está feita, Raven. – disse o outro Ain. – E você, Ainchase! Deveria pensar antes de tentar algum contato comigo… Eu apenas usei você! Kukukuku… você é mais burro do que eu imaginei!
A entidade desapareceu…
Add e Raven se aproximaram de Ain, o confortando naquele momento crítico para o sacerdote.
— Calma… – disse Add. – A gente vai conseguir resolver esta parada.
— Seja o que for, sempre estaremos ao seu lado. – disse Raven.
Ain disse:
— É melhor irmos para Peyita… – disse ele. – Temos que ver o que está causando a vinda dos demônios para cá…
— É melhor você descansar, mano. – disse Raven. – Vamos fazer isso amanhã!
— É, sua condição está horrível. – disse Add.
Ain concordou com os garotos, logo depois, eles os levaram para a casa de Amos.
Momentos mais tarde
— Toma este chá de ervas. – disse Amos dando um chá para Ain. – Você vai se sentir melhor…
Ele bebeu o chá, dessa vez, ele não teve a mesma atitude como ele tivera com Rena em Elder.
— Coitado, ele está todo acabado e deprimido. – disse o Pongo. – Descansa um pouco, amanhã vocês podem ir para a vila de Peyita.
— Eu to bem… – disse Ain. – Só… quero dormir um pouco.
— É isso que eu quero que você faça! – disse Amos. – Tem que descansar, quem sabe você não fica melhor amanhã.
Raven disse:
— É… – concordou ele. – Amanhã é um novo dia, uma nova vida! Você se sentirá melhor do que hoje.
Ele continuou bebericando o chá.
— Eu não vou me esquecer disso tão cedo… – disse Ain olhando para a janela. – Vocês viram como Elsword reagiu? Eu… eu nunca vou esquecer isso.
— Não só ele, mas as meninas também. – disse Add. – Mas não precisa ficar a sim, a gente está aqui!
O sol estava se pondo…
— Mais um dia está acabando… – disse Ain. – Eu fiz uma merda tão grande, que nem o glifo está mais comigo.
De repente, o pequeno glifo surge.
— Pelo menos você está comigo. – disse ele sorrindo.
O pequeno glifo começara a soar uma canção.
“Não se sinta sozinho, você tem pessoas que se importam com você… sempre haverá uma luz no fim do túnel, uma esperança. Um dia, você verá eles com você mais uma vez!”
— Quem dera se isso fosse verdade… – disse Ain em relação a canção que o glifo fez.
O pequeno glifo ficou triste.
— É, está anoitecendo. – disse Amos. – Eu vou na minha loja de alquimia ver se não há algum cliente, hehe!
O pongo saiu de sua casa, deixando os meninos lá.
— Olha, Ain. – disse Add. – Tem que erguer a sua cabeça! Não pode ficar assim, deprimido e triste.
— Pelo menos você contou a verdade… – disse Raven.
— Tem razão… – disse Ain. – Não posso ficar assim para sempre, tenho que levantar minhas emoções e seguir em frente. É uma pena que Elsword e as meninas não queiram mais saber de mim, mas, pelo menos, nós três estamos aqui! Vamos ir até Peyita e resolver de uma vez por todas o problema dos demônios.
Raven e Add concordaram, eles ficaram ao lado de Ain em tentativa de consolá-lo. Pouco tempo depois, a noite já havia caído na ilha. Todos os pongos já estavam dormindo, somente o barulho das máquinas dominavam aquela noite… Ain estava de frente para a janela, olhando para a lua cheia e cintilante iluminando aquele céu. Começou a falar com a Deusa.
— Minha deusa… – disse Ain para a divindade. – Faz tempo que eu não dou mais noticias a você. Minha missão está dando totalmente errado, nenhum deles além do Sr. Ancião descobriram sobre meu passado, ainda bem. Meu maior problema agora são os demônios… Eu literalmente não tenho mais forças para continuar, agora sem Elsword ao meu lado, meus poderes estarão ainda mais fracos e minha existência estará comprometida… eu só espero que eu consiga cumprir a minha missão antes de eu desaparecer. Até lá, eu estarei em meio a última parte da minha missão… Deusa, me conceda sua benção, e me deseje uma boa noite!
Ain saiu de frente da janela, pouco tempo depois ele volta a dormir, mesmo que tenha algumas crises de choro durante a noite, ele conseguira dormir profundamente poucos minutos depois.
Fale com o autor