Goddess Is Calling
23 Capítulo 22 - Arrependimento
CAPÍTULO 22 – Arrependimento
No dia seguinte… Elsword, Aisha, Rena e Eve já haviam retornado a Vila de Ruben. Finalmente, o fragmento de El correspondente ao vilarejo estava em seu devido lugar.
— Finalmente vocês o trouxeram de volta. – disse Lowe. – O El de Ruben voltou para o seu devido lugar.
O garoto disse:
— Foi bem trabalhoso. – afirmou Elsword. – Mas, pelo menos nós conseguimos completar a nossa missão.
Eve disse:
— Ainda não… – disse a garota. – Temos que conter a invasão dos demônios ao continente.
— É verdade… – disse Aisha. – Bem, já que iremos sair de novo. Vamos aproveitar para comparar o DNA desta lâmina com o DNA naquele imbecil!
— De quem vocês se referem? – indagou Lowe.
— Do Ain… – disse Elsword, parecia estar triste ao lembrar-se do sacerdote.
— Ele fez algo a vocês? – indagou o homem.
— E ainda pergunta? – disse Aisha. – Aquele idiota nos traiu da pior forma… ele possui uma entidade parasita, e nem contou para nós!
Rena disse:
— Aisha… ele não tem culpa de nada. – disse Rena, parecia que ela havia compreendido a situação de Ain. – Eu acho que Ain não queria nos preocupar…
— Até você, Rena!? – disse Aisha. – Ontem você tava metendo xingamento nele, e agora você tá demonstrando simpatia pelo mesmo?
— É que eu andei pensando. – disse Rena. – Eu compreendi que Ain não tinha culpa dele ter sido vítima de um parasita… a gente se comportou muito mal, imaginem como ele deve estar se sentindo agora.
Elsword ficou ao lado de Rena, ele diz:
— Bem, eu também agi muito mal com ele. – disse o garoto. – No final, a gente conseguiu recuperar o El de Ruben graças a ele.
Eve disse:
— Eu me comportei muito mal com ele desde o início… – disse a nasod. – Acho que minha dor pela morte de Adam me deixou completamente cega! Agora eu compreendo o motivo de vocês terem o matado, e mesmo assim, o Mundo dos Demônios foi interligado com Elios.
Aisha não teve outra escolha, aliás, ela também se sentia mal pelo comportamento que tivera com Ain.
— Bem… vou confessar que eu também me sinto triste pelo meu comportamento. – afirmou ela. – Uma grande maga nunca abandonaria seus amigos, principalmente se precisa da nossa ajuda.
— A esta hora, Ain e os outros já devem estar chegando em Peyita. – disse Rena. – Já que nós vamos para lá, vamos aproveitar e pedir nossas sinceras desculpas ao Ain… Coitado, ele deve estar magoado com a gente.
Elsword pegou a sua espada.
— Por nossa culpa, o Grupo de Busca El se separou por um motivo besta! – disse o garoto. – Vamos nos unir mais uma vez, e desta vez, definitivamente!
De repente, vários flashbacks passam na mente de Elsword. Desde o dia em que conheceram Ain, até o dia em que eles se separaram… Aquela vez em que Ain salvou ele e Aisha do grande demônio, a batalha contra Raven, a queda da Aeronave de Carga, a derrota do Rei Nasod… tudo aquilo foi marcante para Elsword. Principalmente, aquela vez em que ele fortificou os poderes de Ain apenas com a conexão de poderes que um tinha pelo outro.
— Ele é o único amigo que realmente se importara comigo… – disse Elsword ao lembrar-se de Ain. – Eu sinto uma falta imensa dele.
As meninas concordaram…
— Aquele tapão que eu dei nele… – disse Eve. – Foi um momento divertido até! O que eu sentia de ódio por ele, se tornou em amizade… Acho que nós seríamos bons amigos até…
— Ele falou que meu chá era uma merda… – disse Rena. – Mas e daí? Nem todo mundo gosta de chá! Desde aquele dia eu agi mal com ele, agora quero pedir meu sincero perdão.
Aisha não disse nada, pois ela nunca passou por algum momento de constrangimento com ele…
— O resultado saiu… – disse Eve sobre o resultado da comparação de DNA. – De acordo com o meu banco de dados, o resultado está… positivo.
— Mas já era óbvio isso desde quando descobrimos ontem. – afirmou Rena.
Elsword pegou sua espada, prestes a sair de sua casa.
— Vamos, temos uma longa jornada até Peyita! – disse o garoto.
Elsword e as meninas saíram de Ruben e foram direto a Peyita, onde lá, eles teriam de enfrentar grandes demônios e inimigos poderosos. Porém, seus verdadeiros objetivos era pedir perdão a Ain pelos seus comportamentos do dia anterior…
Vila de Peyita
Alguns momentos depois… Add, Raven e Ain chegam a vila de Peyita. A energia daquele local era mais pesada do que na Floresta das Sombras, o que deixou o corpo de Ain em estado de anormalidade severa.
— Este lugar tem uma energia muito pesada… – disse Ain. – Meu corpo está tendo uma reação negativa a este poder.
Add diz:
— Nhe, claro… – disse o garoto. – Em um lugar onde provavelmente existem demônios, o mais certo é ter um ambiente demoníaco aqui.
— Sim, mas… – disse o sacerdote tentando sentir a energia. – É pior do que a energia de Henir. Sei lá, isso não parece ser muito bom…
— Suas emoções negativas estão se misturando com a energia demoníaca daqui. – afirmou Raven. – É normal mas ao mesmo tempo pode ser um pouco mortal para você… tem certeza que você quer continuar andando?
— Claro! – disse Ain para o homem. – Não podemos nos apressar nem um segundo…
De repente, um pequeno homem é visto perto das tendas que cobriam o vilarejo.
— Ah, belo tempo para haver visitantes! – disse ele ao ver o trio. – O que vocês fazem aqui?
— Nós viemos saber sobre o portal demoníaco que abriu aqui. – disse Add.
Ain avistara um feixe de magia negra nos céus de Peyita, o que o preocupou bastante.
— O que é aquilo lá diante? – indagou o sacerdote sobre o feixe.
O homem disse:
— Aquele é o Portal das Sombras. – indagou ele. – É ele que está trazendo os demônios pra cá. É muito arriscado tentar conter aquele portal, já mandamos diversas tropas até lá, mas nenhum voltou vivo…
— Puta que pariu… – disse Add. – Então quer dizer que a coisa é mais complicada do que imaginamos.
— O que está impedindo das tropas voltar pra cá? – indagou Raven.
— Não sabemos, mas teorizamos que seja uma criatura semelhante a um lobo. – afirmou o homem.
Um outro cavalheiro chegou no local.
— Allegro. – disse Rento, um dos guardas de Peyita. – Mandamos mais uma tropa para o Altar da Devoção, dessa vez somente os guardas mais experientes foram pra lá.
— De que adianta, Rento? – indagou o homem. – Irão voltar absolutamente mortos!
— Nunca perderemos a esperança. – afirmou o homem. – Olha só, parece que temos turistas aqui.
Allegro se apresentou aos meninos.
— Ah, nem me apresentei a vocês, meus caros. – disse o homem. – Eu me chamo Allegro, esse daqui é o Rento, um dos guardas da vila de Peyita.
— Muito prazer em conhecê-los. – disse Ain. – Me chamo Ainchase Ishmael, estes são Raven e Add…
Os dois garotos estranharam Ain por ele ter se lembrado do nome deles.
— Ele se lembrou do nosso nome… – disse Add.
— Claro, a gente foi os únicos que não deixou ele no vácuo. – disse Raven.
Ain continuou:
— Sou um emissário da Deusa Ishmael. – afirmou ele.
— Puxa, a gente literalmente está a salvo. – disse Allegro. – Um emissário da deusa bem na nossa frente!
— Permita-me esclarecer uma coisa. – disse Ain. – Nós três podemos conter a invasão dos demônios, mesmo que uma parte já esteja aqui.
Add disse:
— De acordo com os meus cálculos, o Portal das Sombras pode ser fechado a partir do uso de magia da circulação. – afirmou o garoto olhando para Ain. – Esse cara aqui domina este poder.
— Ok, Sr. Ancião… – disse Ain. – Não precisa me botar num pedestal.
Add pensou:
— E mais uma vez voltamos a estaca zero. – pensou o garoto.
Allegro disse:
— O caminho até o Altar da Devoção não é longo. – disse o homem. – Mas também não é muito fácil…
— Continue. – disse Raven.
— Vocês terão que passar pela Capela Subterrânea, não é fácil passar por lá. – disse Rento. – O Ametista, um demônio invocado para transformar aquele lugar em um santuário das sombras, está guardando aquele lugar para que NINGUÉM passe por lá.
— Capela Subterrânea… – disse Ain. – Acho que vou dar uma passada por lá, talvez eu encontre algo de interessante…
Os dois homens continuaram.
— Depois da capela, é o Altar da Devoção. – disse Rento. – Lá vocês além de tentar fechar o portal, terão que enfrentar o guardião daquele lugar… o motivo das tropas não voltarem vivas pra cá.
Ain disse:
— Vai ser fácil… – afirmou ele. – É só derrotarmos essa coisa e fechar o portal que tudo ficará de boas.
— A vai tomar no cu, né? – disse Add. – Fácil só se o monstro for um anão!
— Só esse tal de Ametista já estremeceu meu braço nasod. – disse Raven.
— Pois é! – disse Add. – Ah, emissários… acham que tudo é fácil.
— Chega de conversa e vamos logo! – disse Ain. – Não temos muito tempo.
O trio decide ir até a Capela Subterrânea para derrotar Ametista, logo depois, eles iriam em direção ao Altar da Devoção para acabar de vez com a conexão de Elios com o Mundo dos Demônios.
— Só espero que eles voltem vivos até aqui… – disse Allegro.
— Não seja pessimista, homem! – disse Rento. – Só esse Ainchase parece ser mais forte que aqueles dois e a vila inteira.
Os dois voltaram para as tendas, esperando ansiosamente pelo retorno dos garotos… Logo depois, Elsword e as meninas chegam em Peyita.
— Chegamos… – afirmou Elsword. – Aqui é a vila de Peyita.
Eve disse:
— Meu banco de dados afirma que este é o lugar. – disse ela. – Aquele feixe de energia parece ser o Portal das Sombras, o motivo da ligação de Elios com o Mundo dos Demônios.
— Então o El de Ruben foi utilizado para isso? – indagou Rena.
— Sim. – afirmou Eve.
— Vamos logo em direção a este feixe e acabar logo com isso! – disse Elsword, ele e as meninas foram em direção ao Portal.
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