Notas iniciais
Como prometido. —E lá vamos nós.

Do outro lado, Zeus descansava ao lado de Haya, vendo o quão longe os dois iriam pela paz. Desde que saíra do topo do Olimpo vivera em paz por muito tempo, paz que não via igual. Haya estava lá e o ajudou com a adaptação e juntou eles tiveram um filho. Broze era um guerreiro, sempre trazendo as mensagens sobre o Olimpo para Zeus e sobre Fergos para Haya.

Broze era o semi-deus prometido ao trono, mas não por muito tempo.
Em campo, Kratos e Phêmeder tentavam eliminar o máximo de inimigos possíveis aos mortais, para que menos sangue inocente fosse derramado. Quando terminaram, libertaram os mortais (que tinham prendido para que não atrapalhassem) e saíram em direção a outra saída:

—Broze -Zeus o chamou-, traga-os aqui.

O raio atingiu os deuses e quando acordaram estavam em um lugar claro, muito diferente do anterior. Havia uma grande poltrona defronte à eles, ao lado havia duas miniaturas da Zona de Batalha, dois grandes monumentos na porta de entrada que não conheciam, uma caixa perto da janela ampla e alguns guerreiros do outro lado:

—Zeus?- os dois falaram juntos.

—Olá, guerreiros.- Zeus disse, zombando dos deuses.

—Eu te matei, eu vi a sua morte.- Kratos falou, se levantando espantado.

—Nem tudo o que morre, está realmente morto. Talvez você possa ter matado meus irmãos e filhos, mas não pode matar a mim. ESPARTANO TOLO, eu sou a alma do Olimpo, morte não está em meus planos. -Zeus iria se aproximar, porém Haya segurou em seu braço.

—Quem é ele?- Phêmeder perguntou sobre Broze.

—O prometido ao trono.- Zeus colocou a mão no ombro do homem trajado de guerreiro.

—Broze.- o homem estendeu a mão para a divindade, porém a mesma alternava o olhar entre a mão do Broze e Kratos.

—Eu não perguntei.- ela se virou para Kratos e o viu sorrir para ela pela primeira vez desde que salvara.

—Eu posso ajudar a acabar com a guerra. Phêmeder, somos a dupla perfeita.- Broze implorava enquanto tirava o capacete.

—O que você sabe sobre guerra?- ela perguntou.

—Meu tio trabalhava na Zona de Batalha, eu sei alguns golpes básicos.- ele continuava se aproximando.

—Você nunca lutou em uma guerra, se eu fosse você, ficaria longe disso tudo.- ela se virou para Zeus.- Você começou com tudo, pode terminar?

—Quando eu decidi sair do poder deixei três grandes desafios, chamados Triatilos. Mas só os deuses poderia comprilos e ter o poder central.

—Vai pedir para fazermos esses desafios?- ela revirou os olhos. Zeus gargalhou.

—Não sou eu que quero acabar com essas lutas, aliás eu estou adorando tudo.

—Qual o primeiro?- Kratos perguntou.

—Três velhos sacrifícios mostrará o caminho da paz.- Zeus olhou para Broze, como se o desafio não valesse para ele.- Broze vai com vocês.

—O que você quer dizer com "caminho da paz"?- Phêmeder perguntou, enquanto Kratos revirava os olhos por ter que levar Broze de carga.

—Estão dispensados.- os guardas carregaram os três para fora do palácio, deixando-os onde estavam antes.

Kratos e Phêmeder discutiam sobre o desafio proposto enquanto Broze ficava com a espada apontando para tudo que via. Os dois pensaram em todas as possibilidades; matar um ser de cada laia; matar três deuses, porém nenhuma parecia adequada.

Quando Phêmeder olhou para Broze, ela arrancou a espada de sua mão e guardou-a no lugar indicado. Um pensamento rápido tomou a mente de Kratos: Sua família junto com Ares, os dois sacrifícios deles trouxe paz para alguém:

—Phêmeder.- Kratou chamou-a.

—O que?- ela se virou, porém viu Kratos apoiado na árvore.

—Calliope, Lisandra e Ares. Esses nomes te lembram alguma coisa?

—O povo dizia que se Ares morresse a paz reinaria, os deuses disseram que o assassinato de sua família era para o seu bem. Kratos, o feitiço do tempo, vamos ter que reviver tudo.

—E eu?- Broze perguntou.

—Você só veio porque Zeus mandou.- Kratos se endireitou e olhou para o rio a sua frente.- Vamos.

A memória da noite que atacara a família ainda permanecia no lugar mais escuro da mente de Kratos, a dor de ver o sangue da filha derramado no chão, a voz de sua esposa sussurrando seu nome pela última vez, dos dez anos que servira os deuses persistindo ao passado. Quando Kratos se deu por si, estava no meio de uma floresta, correndo com Calliope e um cachorro, ele ainda era um guerreiro espartano, porém a vingança ainda não o consumira. Voltando para a realidade, Kratos se deparou olhando para Lisandra e Calliope o olhando, dizendo que ele tinha que acabar com a luta e construir uma nova família.

Foi a vez de Phêmeder entrar no Rio das Lembranças. Viu sua mãe, junto com seu pai, balançando-a no berço, quando tinha acabado de nascer. Ares sorria para a garota, porém a imagem do deus desapareceu junto com Afrodite. Logo foi substituída por outra lembrança: quando viu Kratos matar Ares, direto do Olimpo ela podia ver o quanto o espartano havia sofrido, tanto quanto ela. Ela se sentiu sendo esmagada, por um hecatônquiro cinco vezes maior que ela, porém Ares apareceu ajudando a filha a se libertar. Ele pediu para a filha se afastar de Kratos, pois ele lhe trazeria a morte:

—ERA ISSO QUE O SENHOR QUERIA?-Kratos gritou.

—Kratos.- Phêmeder o alertou sobre todos os combatentes que apareceram e começaram a atacar Broze, que não sabia se defender.

Phêmeder entrou no meio da briga, tentando proteger Broze. Ela conseguiu tirar uma grande parte dos repugnantes de cima dele, quando viu ele estava sorrindo para ela:

—Bom trabalho, Phêmeder.- disse Broze, sorrindo e os levando até Zeus.

—Passamos?- ela perguntou se direcionando à Zeus.

—No primeiro sim.

—Agora, pegue esse seu filho e tire-o da nossa cola, porque ele quase morreu por pouca coisa.

—O que? Como vocês querem jogar sem o juiz? Como vou saber se vocês trapacearam?

Notas finais
Eu tenho uma notícia ruim para vocês: Estamos na reta final. Eu sei que foram poucos capítulos, mas eu acho que já rendeu uma boa história :3 e eu gostei muito do andamento dessa fanfic, mesmo ela sendo pouco reconhecida, eu me superei muito nela. Aliás, PRESTEM MUITA ATENÇÃO NESSAS REFERÊNCIAS DAS LEMBRANÇAS. Obrigada por tudo, até o próximo capítulo ♥