Notas iniciais
Lamento informar, caros leitores, que esse é o penúltimo capítulo. Eu realmente estou com uma dor no coração, porém amanhã teremos duas ótimas notícias para quem é realmente um fã dos deuses mais sangrentos do Nyah! E lá vamos nós.

—Ele só deve estar testando nossa paciência.- Kratos bufou ao ouvir a quinta reclamação da deusa.

A missão agora consistia em capturar a cabeça do líder dos minotauros e levar à Zeus, tudo isso com Broze atrás, cantarolando alguma música irritante ao ouvidos dos deuses. A Estrada da Lascívia contava com um corredor estreito, que passaria apenas um corpo por vez, o chão estava incrivelmente liso, as armadilhas tão bem feitas que pareciam ser esculpidas pelas mãos de Hefesto, o lustre carregavam os capacetes dos espartanos e uma boneca:

—H.A.I.L. Dignarok.- os minotauros gritaram.

—Eu vou na frente, deixa esse covarde no meio antes que estrague nossa missão.- Kratos falou, Phêmeder logo apontou para Kratos, sinalizando para que Broze passasse.

—Usa isso -Phêmeder entregou um martelo de espinhos para Broze-, se alguém quiser te acabar é só dar uma dessa na cabeça ou na perna.

—Obrigada, Phêmeder.- o homem agradeceu sorrindo.- Se eu ganhar o trono, divido-o com você.- a bajuladora revirou os olhos, forçando um sorriso.

—O feitiço pegou até demais.- Kratou zombou.

—Eu não tenho culpa se ele é um mortal.

Os rugidos deixaram os três em alerta, a primeira rajada de animais vieram em cinco. Kratos matou-os com apenas um golpe. O segundo lance veio o mesmo número, e Kratos deixou passar dois para que Phêmeder matasse; ela usou a espada para um golpe violento no rosto da criatura, em seguida ela fincou a espada em um de seus olhos, deixando a criatura cega, ela logo arranca a cabeça da criatura jogando o monstro para cima de Broze.

Escoltando Kratos, eles conseguiram chegar no líder. Fazendo conversa furada, o monstro declarou que nenhum deles ganharia, pois os defeitos eram tão visíveis quanto as qualidades. Broze ficou discutindo com a criatura, enquanto Phêmeder e Kratos ficaram escondidos atrás de um pedestal:

—Não será tão fácil assim. Ele está rodiado de crentes que atacariam qualquer um.- Phêmeder observou.

—Pega os três das direitas que eu pego os três da esquerda.

Em um golpe furtivo, os deuses acabaram com os fiéis à Dignarok. Porém, quando a dupla se aproximou do rei, Broze gritou para que parasse, assustando o minotauro. Phêmeder grudou nas costas do bicho, enquanto Kratos tentava acertar algum golpe em Dignarok. O maior atirou Phêmeder até a parede atrás de Broze (que estava parado, só observando), Kratos aproveitou e enovelou uma corrente no pescoço de Dignarok. Com muita luta, Kratos prendeu o crânio do rei no pedestal enquanto Phêmeder pulou em suas costas e deixou o crânio da criatura horrenda cair sobre o chão.

Entrando no salão à todo barulho, Phêmeder jogou a cabeça que segurava no pé de Zeus, enquanto Haya cuidava dos ferimentos de Broze:

—O que mais você quer?- ela perguntou.

—Você disse que estava disposta à tudo, não é?- Zeus se levantou, pegando o órgão do chão.

—Kratos não está bem.- ela olhou de relance para Kratos que estava de braços cruzados de frente à janela.

—Já estava na hora de ele sair de campo mesmo.- quando se deu por si, já tinha denunciado seu plano.

Se afastando de Zeus, ela chegou perto de Kratos, que olhou para ela. A deusa tocou-lhe no ombro, sorrindo:

—Sinto muito sobre sua família.

—Quando eu estava à mercê dos deuses achei que faria tudo certo. Porém apareceu seu pai, e a minha vingança dependia dele.- ele se virou para ela e encontrou o olhar que sua esposa lhe dera um dia.- Por que você não veio atrás de mim?

—Isso não traria meu pai de volta, apenas faria mais vítimas, então resolvi deixar que Moros cuidasse de você. Aqui estamos, trabalhando juntos, nem parece que é realidade.

Kratos por sua vez, sentiu uma vontade incontrolável de tomar a deusa em seus braços, e foi o que ele fez. O beijo durou mais do que o esperado, fazendo com que eles fossem para outro lugar mais reservado. Naquele fim de noite, Kratos sentiu uma coisa que não sentia à anos e, só então, entendeu o que sua família disse; para seguir sua vida e construir uma nova linhagem.

Na manhã do dia seguinte, Phêmeder acordou primeiro, com várias vozes no quarto ao lado. Encostando-se na porta, ela ouviu a voz de Haya e de Zeus, discutindo:

—Eles são lendas, praticamente mitos, como você pretende fazer Broze ganhar a batalha?- Haya perguntou, exaltada com o perigo que o filho passaria.

—Kratos assassinou o pai de Phêmeder, ela pode perdoar, mas não esquecer.- Zeus carregava consigo uma expressão pensativa.

—Precisa tirar Broze de campo, Zeus. Quando descobrirem o seu plano eles não iram atrás de você ou de mim, eles iram atrás do meu filho, do nosso filho.
Com passos silenciosos, Phêmeder voltou para o quarto que Kratos descansava. Quando o guerreiro acordou, foi recebido por um turbilhão de informações, dentre estas a única que o fez prestar atenção na voz da deusa foi quando ela falou sobre o último desafio:

—Zeus quer nos jogar um contra o outro, tirando Broze da jogada.- ela falava rapidamente, tentando acompanhar o próprio raciocínio.- Ele quer o nosso sangue se derrame...

—Para Broze sair de ganhador.- Kratos terminou se levantando, vestindo a saía e pegando a lâmina do exílio que repousava no chão.- Precisamos falar com Zeus.

—Ele não sabe que eu sei, eu escutei Haya discutindo com ele sobre o assunto.

Haya observava o filho cochilar, quando a porta foi aberta rusticamente. Kratos pegou-a pelo braço, jogou-a no chão do quarto que antes fizera amor com Phêmeder:

—Nós temos trinta segundos para me dizer sobre o último desafio.- Kratos ameaçava a mulher amordaçada.

—Eu pensei que Afrodite havia lhe dado educação.- Zeus falava com a menor, que estava bem a sua frente, confessando o que fizera mais cedo.

—Eu não sei, Zeus que organizou tudo.- A voz de Haya saiu quase inaudível, o seu sangue sujava o chão bruscamente.

—Você faz um jogo sujo. Tem certeza que é a pessoas que a sociedade acreditava?- Phêmeder falava, sem medo.

—Envolve o seu filho e você não sabe, nem ao menos, as regras?- enquanto falava, Kratos torturava ainda mais a mulher.

—Você acolhe o homem que te deixou órfã, e ainda acha que tem algo para me reivindicar?- Zeus dizia, porém quando percebeu o plano maligno já era tarde demais.

Correu para o quarto e chegou a tempo de ver Kratos extirpar o órgão pensante de Haya. Gritando pelos guardas, ele logo proferiu:

—Preparem a Zona de Guerra.

Notas finais
Provavelmente (se você escreve) você já deve ter criado aquele personagem que foi feito para ser um bosta e causar uma baita discórdia. No meu caso, esse personagem foi o Broze. Raiva gratuíta por ele. Enfim, espero que vocês tenham gostado, deixem seu comentário que me motiva bastante ♥. Um beijo no queixo ;3 falou.