Notas iniciais
Começo agradecendo pelos incontáveis comentários do capítulo passado!! E fazendo um agradecimento especial para TOPH BEI FONG e SAM pelas recomendações!!! Peço desculpas pela demora, minhas provas ainda não acabaram, porém as notas que estam saindo estão todas boas, ainda bem!!! Esse capítulo, foi uma dor de cabeça por que para começar ele nem era para existir, quando fiz a contagem das musicas do cd contei 13, porem são 14!!! e como dividi o capitulo 9 em 2, teremos ao todo 15 capítulos nessa fic!!! Desculpem a minha patetice, eu odeio encher linguiça e nao faria isso para estragar a fic entao coloquei nesse capitulo algumas coisas q colocaria la na frente, sem q a historia perca a coerencia...lembrem-se q:
. A quinn tem uma correntinha q é especial para ela, nesse capitulo eu expliquei o porque.
. e que a rachel deu uma estrela para a quinn!!Tao lembrados?
. ESSE CAPITULO SE PASSA NA NOITE ANTES DO CASAMENTO E ME PERMITIU MOSTRAR AS COISAS ATRAVES DA PERSPECTIVA DA QUINN!!
Bom, chega de enrolar, boa leitura.

A parte mais bonita da noite é quando o dia está quase amanhecendo, é onde as estrelas brilham com mais vigor, deixando vários rastros branco-pérola sobre a imensidão azul-petróleo.


As estrelas...

Todas tinham uma história, uma marca, um passado. Mas para a menina de cabelos dourados e olhos verdes profundos só uma verdadeiramente importava naquela noite.


“Quando você estiver longe de mim, não importa em qual situação, olhe para essa estrela e saiba que eu também estarei olhando! Agora temos uma coisa no universo que nos uni, somos inseparáveis!”

A sua estrela estava vívida no céu, olhando para ela, sorrindo. Já ela mesma não conseguia sorrir, estava prestes a arruinar sua vida. Por uma causa maior, mais precisamente por quem lhe deu aquele pedacinho do céu que brilhava na altura de seus olhos. E ela só conseguia se perguntar uma coisa.


Será que você também a está olhando, Rach?

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A alguns metros de distância, que mais lhe pareciam quilômetros, estava a pacata e arrumada casa de uma morena rebelde, de cabelos negros longos e olhos de chocolate.


Rachel já estava de banho tomado. Não ia conseguir dormir aquela noite, disso estava certa. Foi para o terraço de sua casa pensar e encontrou aquela estrela solitária que dera de presente para Quinn.


A estrela era uma prova irrefutável de que o amor das duas era real.


Eu vou trazer você de volta para mim! Nem que seja a última coisa que eu faça na vida!

E ela estava certa, talvez fosse a última coisa que realmente faria na vida.


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Judy Fabray olhava a penumbra do quarto, sem realmente conseguir enxergar nada. Seu coração não parava de dar violentas cavalgadas. Ela se perguntava se estava fazendo o certo em casar a filha com um garoto o qual ela não amava, para que não cometesse o erro de ficar com uma pessoa “inadequada”.


Preciso me acalmar. A música... preciso dela!

Levantou-se bem devagar para não acordar o marido, caminhou surdamente até o closet de seu quarto, fechou a porta e se dirigiu ao assoalho, onde um piso estava solto. Levantou-o devagar e retirou com cuidado o embrulho que jazia lá dentro.

Faz tanto tempo!

Tocou o objeto delicadamente com os dedos frios, deu corda e ouviu o som apaziguador do “lago dos cines” que saia da caixinha, enquanto uma bailarina girava graciosamente no topo. Fechou os olhos e absorveu a música.


Melhor agora!

Lembrou-se involuntariamente de quem havia lhe dado aquela caixinha. A única pessoa no mundo que sabia que seu sonho de infância era ser uma bailarina. Sonho que não pode ser realizado devido a seu casamento com Russel.


Deus, o que estou fazendo com minha própria filha? Por que sinto que isso está tão errado?


Passaram-se muitos anos, porém, milagrosamente a caixinha de música permanecera intacta e funcional. Isso prova que o amor faz coisas incríveis, mesmo à distância.


O que devo fazer?


Horas se passariam até que ela tomasse uma atitude. Mas ela tomaria, através da caixinha, da música e de seu coração.


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O relógio estava dando voltas dolorosamente lentas. Quinn já não aguentava mais olhá-lo e pedir para que acelerasse e acabasse logo com sua aflição. Ela se levantou, jogou o edredom de lado e pegou as chaves do carro da mãe.


Preciso de ar, tenho que sair daqui agora!

Rachel havia lhe dado algumas aulas de direção. Ela não era nenhum prodígio das estradas, porém dirigia razoavelmente bem e nunca havia atropelado nem um esquilo.


Eu tenho que ir para lá, pelo menos pela última vez!

Ela já tinha um destino traçado. O motor arrancou e seu coração serviu de mapa para chegar ao lugar onde tinha passado um dos melhores momentos de sua vida.


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_ É hoje! Rachel está lá em cima no terraço!_ sussurrou Shelby ao telefone._ Acho que ela não conseguiu dormir, não é para menos também!


_ Posso imaginar! Depois de tudo que ela passou!_ a voz saiu falhada do outro lado da linha._ Parece que nossa filha finalmente está amadurecendo!


Shelby deu um sorriso cansado.


_ Você virá amanhã, certo?_ perguntou insegura.


_Claro! E vou usar toda a influência que tenho para resolver essa situação!


Adam Berry era um sargento muito respeitado pelas pessoas de bem e temido pelos bandidos de Nova York. Ser sargento também ajudava a livrar a cara da filha de algumas encrencas em que se metia e lhe dava algum poder mesmo estando fora do estado.

_ Obrigada, Adam!_ a voz dela saiu embargada pela emoção.


_ Não precisa agradecer, Shelby! É tudo pela nossa filha!


_ Te vejo amanhã!


_ Até amanhã, Shelby!


A ligação foi encerrada.


Em passos surdos ela chegou ao terraço. Encontrou Rachel entretida, olhando as estrelas, distante. Se aproximou cautelosamente.


_ Oi!_ falou chamando a atenção da baixinha.


_ Oi!_ Rachel respondeu virando-se para vê-la.


_ Posso te fazer companhia?


Rachel sorriu e assentiu. Depois disso não trocaram mais nenhuma palavra, não era preciso. Tinham uma a outra e isso bastava.


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Quinn dirigia lentamente pela estrada arvorada que seguia o curso do rio. Parecia ter entrado em um estado de torpor devido ao cansaço e pelas horas perdidas de sono. Tinha a sensação de não estar em lugar nenhum, porém ela estava, próxima de seu jardim.


Isso é tão surreal!


Uma pessoa que se importava com ela a ponto de fazer-lhe um jardim, enfrentar seu medo de altura para levá-la na montanha russa, levar a pior com os animais para vê-la sorrir, ensinar-lhe a dirigir, espancar seu ex-namorado e brigar com garotas maiores que ela para defender a sua honra. Como poderia existir alguém assim? Como isso era possível?


Não é justo que eu não possa ficar com você!


Ela parou o carro na entrada do jardim. Pensou em descer e ver as flores, mas suas pernas falharam e seus olhos começaram a transbordar.


_ POR QUE EU NÃO POSSO FICAR COM ELA?


Quinn começou a bater com violência contra o volante e a chorar descontroladamente, seu coração doía de forma violenta, como jamais sentira. Queria uma explicação, de seus pais, de Deus, de qualquer um que pudesse lhe dizer porque não podia ficar com alguém que a amava daquela forma inexplicável.


_ A VOVÓ SABERIA! ELA SABERIA!


O choro aumentou, se é que isso era possível, ela agarrou a correntinha de ouro com uma cruzinha que sempre usava e apertou firme contra o peito. Era um presente de sua avó e curiosamente fora o primeiro laço de confiança estabelecido entre ela e Rachel.


Flashback on

Quinn usava um vestidinho branco, sapatilhas e o cabelo loiro preso numa Maria Chiquinha que a deixavam encantadora, tinha apenas 6 anos e parecia um anjo. Brincava na casa de sua avó por parte de pai. Sua prima e ela saíram na caça as borboletas.

_ Quinn, presta atenção, eu vou espantá-la até você e você a pega! Entendeu?_ perguntou Melissa, sua prima albina de cabelos negros e olhos azuis- oceano .

_ Estou pronta, Mel!_ Quinn se agachou e estreitou os olhos a espera do sinal.

Mel rodopiou uma pedra, onde se encontrava uma borboleta rosa- esbranquiçada, deu um susto no bicho, que saiu voando na direção de Quinn.

_ Pega!

_ Peguei!_ Mas ela se exaltou e errou o salto, a borboleta foi para um lado e ela para o outro, acabou caindo de cara no chão.

_ Prima! Você está bem?_ Mel saiu correndo para socorrê-la, porém na pressa tropeçou numa pedra e caiu por cima de Quinn, ficaram a centímetros de se beijar. A loira arregalou os olhos e corou violentamente, enquanto melissa sorriu travessa, apenas se levantou e puxou Quinn como se nada tivesse acontecido.

_ Jesus, Maria e José! Vocês estão bem?_ A avó Nina veio correndo na direção das crianças.

_ Claro, não foi nada!_ respondeu Melissa dando de ombros e sorrindo.

Quinn por sua vez, olhava-a com certa admiração e espanto e não sabia explicar por que seu coração continuava acelerado. A avó percebeu, mas não disse nada.

Mas tarde, naquele mesmo dia, a avó estava sentada na cadeira de balanço da varanda, com Quinn ao lado brincando de boneca. Melissa já havia partido com a mãe.

_ Quinn!

_ Hum?

_ Você gosta de sua prima?

As bochechas de Quinn inflamaram e ela arregalou os olhos para a pergunta.

_ Isso é errado?_ perguntou meio acanhada.

_ Errado?_ perguntou a avó, levantando as sombrancelhas._ Por que você acha isso?

_ Uma vez, ouvi papai dizer que Deus diz que é errado a gente ficar com uma pessoa igual a gente! Entende?

A avó sorriu calorosamente. Puxou a neta para o colo, permitindo que seus olhos ficassem na altura dos dela.

_ Entendo!_ olhou bondosamente nos olhos de Quinn._ Agora eu vou te dizer uma coisa, e acredite em mim, porque eu sou mais velha e mais esperta que o seu pai!

A loira se ajeitou no colo, prestando o máximo de atenção possível.

_ O que aprendi em todos esses anos de vida, foi que os seres humanos não sabem nada sobre Deus!_ sorriu e repousou a mão no peito da neta, bem em cima do coração._ Deus está aqui! Escute ele e saberá diferir o certo do errado!

Flashback off


A avó de Quinn morrera dois anos depois num acidente de carro trágico, tudo que havia lhe deixado era aquela corretinha. A qual só foi receber em seu aniversário de 10 anos, depois disso ela nunca mais saíra de seu pescoço, somente quando a havia perdido e como que por um capricho do destino voltara para ela pelas mãos de quem ela iria amar profundamente.


Você me salvou de todas as maneiras possíveis!

Rachel tirara ela do seu poço de infelicidade, reavivara seus dias, dera-lhe vontade de tentar novas coisas, como: Dirigir, entrar para a faculdade dos sonhos, fazer amor e perder o medo de buscar o queria.


Eu não vou ser mais covarde! Eu não vou mais fugir! Por você, por mim e por nós duas!

Secou as lágrimas com a palma das mãos e respirou fundo, se acalmando. Iria aceitar de bom grado o que o destino lhe enviasse. Se tivesse que se casar com Finn para a segurança de Rachel, ela faria, sem medo, sem arrependimentos, por que agora ela era forte e iria encontrar a sua maneira de ser feliz mesmo no meio do caos, porque Rachel iria querer isso, iria se orgulhar dela. Desistir da morena para assegurar seu bem estar seria o maior ato de coragem que a loira já fizera.


Mas primeiro eu vou retribuir um pouco do que você fez por mim!

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Os primeiros raios de sol já eram visíveis entre as montanhas que rondavam Lima. Rachel suspirou e desceu em direção a garagem. Mas foi interrompida por Shelby.


_ Aonde você vai, Rachel?_ perguntou com as sombrancelhas erguidas.


_ Pegar a minha moto! Não vou até a igreja a pé!


A morena jogou o corpo na frente da filha, formando uma barreira.


_ Dá pra você sair da fren... quero dizer, me dar licença!


_ Eu não acho que essa seja uma boa ideia!


Rachel sofria de perda de memória quando bebia muito, no dia que destruiu a moto ela devia ter visto a fada verde uma centena de vezes, ou seja, não se lembrava de nada.


_ E por que não seria uma boa ideia?_ bateu o pé no chão impaciente.


_ Por que, bom...


_ Aff, saia do caminho!


Empurrou a maior para o lado abrindo passagem, quando ligou a luz da garagem seu queixo caiu. A moto estava destroçada.


_ PUTA QUE PARIU! QUEM FOI O IMBECIL QUE FEZ ISSO?_ perguntou se ajoelhando ao lado da moto e acariciando ela._ BEBÊ! FALA COMIGO!


_ Foi...


_ QUEM?_ Rachel se levantou e ficou nas pontas dos pés para tentar igualar a altura, em vão.


_ Você!


Os olhos chocolate viraram dois globos de descrença.


_ EU SOU UMA ASSASSINA!_ seus gritos ecoaram pela garagem._ MATEI MINHA CRIA!


_ Rachel, é só uma moto!


_ Não fale assim da PRECIOSA, Shelby! Ela é a moto mais foda e parceira do mundo e eu a detonei! Eu vou para o inferno!


Shelby revirou os olhos. Quanto drama, sua filha bem que poderia seguir a carreira de atriz.


_ Você se lembra de que tem um casamento para impedir?


_ Claro que sim!


Na verdade eu esqueci por alguns segundos, mas ninguém precisa saber disso!

_ Ainda estou sem o carro! E você sem moto! Então, te consegui uma carona!


_ Com quem?_ ela tinha medo da resposta.


A campainha tocou nesse instante.


_ Deve ser ela!


Shelby caminhou até a porta, seguida de perto por Rachel. Abriu e deixou a vista uma Santana Lopez com um sorriso para lá de artístico.


Puta Merda!


_ Bom dia, senhora Corcoran! Vim buscar a Rachel!


Eu sabia que ia para o inferno! Mas não achei que fosse tão cedo!

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Quinn viu o zelador abrir a escola e saiu do carro, sorrateiramente entrou no corredor deserto e foi em direção aos armários. Encontrou o de Rachel e colocou a senha, abrindo-o em seguida. Uma vez a morena se esquecera de um livro e pedira a Quinn para buscá-lo no armário por isso sabia a combinação correta.


Nunca o seu esquecimento foi tão favorável, Rach!

Para sua sorte e alegria a morena havia deixado sua carteira e documentos no armário.


Hoje é meu dia de sorte! Tirando a parte de me casar com um mamífero marinho!


_ Ei! O que está fazendo, mocinha?_ o zelador a pegou no flagra.


_ Eu...


Pensa rápido Quinn, o que a Rachel diria?

_ Vou ligar para a polícia!


_ Na verdade, a treinadora Sylvester me mandou!


Os olhos do zelador brilharam, ele encarou Quinn com interesse renovado e um sorriso idiota na face.


_ E para que a Senhorita Sylvester lhe enviou a uma hora dessas?


Senhorita? Ele deve estar precisando de óculos! A treinadora parece prima de matusalém! Já pode até ser mumificada!


_ Para recolher os documentos de uma de suas líderes de torcida, ela estava dando dores de cabeça na treinadora, eu sou a capitã, então me pediu que viesse.


_ Dores de cabeça? Pobrezinha! Então, você está certa menina. Pode ir, sem problemas!


Quinn fechou o armário e se virou para ir embora, mas o homem voltou a chamá-la.


_ Menina!_ caminhou até ela._ Você sabe que semana que vem é aniversário dela!_ corou um pouco ao prosseguir._ Sabe me dizer do que ela gosta?


Esse cara gosta dela mesmo! Credo!

_ Ela gosta de...calcinhas- paraquedas!


_ Perdão?


O pior é que é verdade! A mulher tem uma tara por essas ceroulas que ela chama de calcinha.

_ O senhor sabe, aquelas calcinhas que parecem um balão inflado de tão grandes! E de preferência que combine com as roupas dela.


_ Ok!_ assentiu incerto._ Vou comprar!


Boa sorte!


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O sol já ocupava seu lugar no céu, majestoso. Finn Hudson estava na casa de Russel, já preparado para o casório. Seu terno era um elegante D&G preto, e estaria até bonito se não fosse por sua cara de cachorro babão para estragar a roupa. No recinto se encontravam ele, Russel e Ricardo Lopez.


_ Resolvemos a papelada! Fico feliz, Ricardo!


_ Eu também, Russel!


Deram um aperto de mão e Ricardo se retirou.


_ Finn, tudo está saindo como o planejado!


_ Sim! Mas e se a sua filha disser não?


_ Ela nem é louca de fazer isso!_ deu de ombros e acendeu um charuto._ Ela sabe muito bem o que vai acontecer se fizer.


Eu mando apagarem a vermezinha de preto!

Finn foi até o balcão e preparou dois uísques escoceses, entregando um ao homem da casa.


_ A nossa sociedade!

Sim, e é bom que ela dê certo, porque eu se eu me ferrar, você também se ferra!

_ E ao dinheiro que ela trará!


Brindaram e engoliram o líquido.


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Judy estava parada a mais de meia hora na frente do telefone. Se trancara no banheiro com a intenção de ligar, mas até agora a covardia não lhe permitira. Ela roubou o número que precisava do celular da filha.


Vamos lá, Judy! É a felicidade da sua filha que está em jogo!


Discou o número bem devagar. Apertou o verde e aguardou.


_ Alô!


Seu coração deu um salto, fazia tantos anos que não ouvia aquela voz. As lágrimas estavam pedindo para sair, mas ela se conteve e respirou fundo antes de responder.


_ Oi!_ disse com a voz embargada.


O silêncio que se prosseguiu deve ter durado uma eternidade.


_ Judy?


_ Você ainda reconhece a minha voz?


Um ligeiro sorriso se apossou de seus lábios, mas rapidamente foi sacudido.


_ É você mesma?_ a voz do outro lado parecia tão aflita quanto a própria Judy.


_ Sim! Eu..._ respirou fundo mais uma vez, tentando se acalmar._ Cometi um erro.


_ Estou sabendo! Com relação a sua filha!


_ Sim, preciso de ajuda! Da sua ajuda!


Mais uma vez silêncio. Corações a mil.


_ Não sei se posso confiar em você!_ foi a resposta mais complacente que a pessoa conseguiu formar.


_ Eu sei que mudei! Mas em algum lugar dentro de mim ainda está viva a Judy que você conheceu! E hoje ela está mais viva do que nunca para salvar a filha. Por favor.


Um suspiro cansado foi audível do outro lado.


_ Eu sei! Minha mente diz que estou cometendo um erro, mas meu coração...


_ Eu sinto o mesmo! Preciso de um plano, qualquer coisa para tirar a Quinn dessa encrenca!


_ Eu já tenho! Mas você pode me ajudar! Teria algum modo de me colocar dentro da igreja, sem que ninguém percebesse?


_ Sim! Mas e depois?


_ Deixa comigo! Já tenho tudo preparado! Há mais coisas sujas sobre o seu marido do que você possa imaginar!


_ Eu suspeitava._ colocou a mão na cabeça, buscando apoio._ Quero que me conte tudo!


_ Contarei na igreja.


_ Ok! Eu confio em você!


_ Até mais tarde, Judy!


_ Até!


O celular foi desligado, Judy respirou fundo e deu uma gargalhada de alegria que não se lembrava de dar fazia anos. Talvez uma vida. Como diz o velho ditado: O primeiro amor deixa marcas por toda a vida e renova suas alegrias. Judy Fabray não era uma exceção.


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Ricardo Lopez sacou o celular ao sair da mansão Fabray e apertou o verde duas vezes.


_ Oi, pai!_ falou Santana do outro lado.


_ Já fiz o contrato com eles, vou queimar todos os papéis, não houve testemunhas! A herança de Quinn está a salvo!


_ Que idiotas!


_ Russel confia em mim o suficiente para fazer um acordo sem testemunhas. E esse é o maior erro que ele cometeu. Você está com a menina?


_ Sim! Vamos sair daqui agora!


_ Ótimo! Vou para casa tomar um banho! Depois eu e sua mãe vamos para o casamento!


_ Te vejo lá, pai!


_ Um beijo, amor!


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Quinn estava na fila dos correios para enviar um envelope contendo todos os dados de Rachel. O destino final desse pacote seria NYADA, Nova York. Ela tinha certeza de que a morena não tinha feito sua inscrição, então fez por ela. A própria não iria mais cursar faculdade, provavelmente seria algum tipo de dona de casa e Finn “trabalharia” para sustentá-los.


Não quero isso para você, Rach! Quero que seja independente! Livre!


Rachel Berry era como um cavalo selvagem, se a prendessem ela provavelmente enlouqueceria.


Isso é por que eu te amo e um pedaço da minha gratidão por tudo que já fez por mim!


Entregou o envelope e sorriu ao ver que estaria mudando a vida da morena para a melhor assim como a baixinha mudara a dela.


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_ Gostaria de dar uma olhada na Quinn antes de ir embora! O senhor me permite?_ perguntou Finn, fazendo teatro para parecer que se importava com a menina.


_ Claro! Ela está no quarto! É só subir!

O monstro foi subindo os degraus para o quarto da vítima e só Deus saberia dizer a reação dele se não a encontrasse lá.


_ Onde você pensa que vai?_ Judy apareceu na frente de Finn, formando uma muralha.


_ Ver minha noiva!_ disse tentando passar autoridade._ Se a senhora não se importar!_ debochou.


Ela não está no quarto, seu bocó! E agora, o que eu faço?

Após encerrar a conversa no telefone, Judy foi até o quarto da filha e deu de cara com o silêncio seguido do vazio. Não havia ninguém lá e as chaves do seu carro tinham sumido. Temia que Quinn tivesse fugido.


_ Quinn está dormindo para se preparar para o casamento, você...


_ Tenho certeza de que ela não vai se importar se eu for acordá-la no dia mais feliz de sua vida!


Ele fez a volta em Judy e seguiu imponente para o quarto da noiva. Girou a maçaneta e deu de cara com um quarto vazio.


_ ONDE ELA ESTÁ?_ berrou furioso na direção de Judy.


_ Ela...


_ Que gritaria é essa no meu quarto?_ Quinn saíra repentinamente do banheiro.


_ Você..._ Finn olhou-a confuso._ Achei que estivesse dormindo.


_ Como você pode ver eu não estou!_ disse de cara fechada.


Ele travou os dentes e rosnou.


_ Não fale nesse tom comigo! Sou seu futuro marido!


_ Exatamente!_ falou ela abrindo um sorriso debochado._ Marido, não dono! E falo com você da maneira que eu bem entender.


_ A senhora pode nos dar licença?_ pediu Finn a Judy, parecia mais uma ordem do que um pedido.


Ela olhou para a filha que assentiu com a cabeça e saiu, deixando-os a sós.


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O carro de Santana já estava pronto para partir, só faltava a passageira, que estava conversando com a mãe do lado de fora. A latina começou a socar a buzina, já perdendo a pouca paciência que tinha.

_ BERRY! DA PRA VOCÊ ARRASTAR SUA BUNDA GRANDE PARA O CARRO LOGO! NESSE RÍTIMO CHEGAREMOS DEPOIS DA NOIVA!


Rachel se virou e mandou discretamente um dedo do meio para a latina. Seria um milagre as duas sobreviveram a esse curto passeio até a igreja, tanto para a latina quanto para a morena.


_ Vou até a estação de trem buscar o seu pai!


_ Ok!


_ Não fique nervosa! Vai dar tudo certo!


Senhor, se for para a Shelby estar certa pelo menos uma vez na vida, essa é a hora!

_ Ok!


Shelby se aproximou e deu um beijo na testa da morena menor.


_ ESTOU FICANDO COM DIABETES AQUI! PAREM COM A MELAÇÃO E VAMOS LOGO!_ gritou Santana.


_ Insuportável!_ rosnou Rachel.


_ EU OUVI ESSA, BERRY!


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Finn e Quinn se encararam por vários minutos, parecia uma briga de olhares, quem iria vencer?


_ Veja como as coisas são engraçadas!_ começou Finn com seu jeito presunçoso._ A pouco mais de um mês estávamos separados e agora vamos nos casar!


_ Não vejo graça nenhuma nisso!


_ Isso é porque você tem um péssimo senso de humor!_ rebateu o gigante.


_ Não tem nada haver com meu senso de humor, suas piadas é que são horríveis mesmo!


O garoto ficou vermelho sangue.


_ Não me tire do sério, Fabray! Você não sabe do que sou capaz!


_ E nem você do que eu sou capaz!_ Quinn estufou o peito e se aproximou de Finn, mostrando que não tinha medo algum dele.


_ Se eu fosse você teria mais respeito!_ E fechou a aproximação, ficando a milímetros da menina. _ Você não pode imaginar as coisas que pretendo fazer depois de nos casarmos.


Ele olhou-a como se fosse uma presa indefesa, agarrou-a pelos punhos e forçou um beijo, mas tudo que recebeu foi um cuspe bem dado na cara. Tática que Rachel a havia ensinado( na teoria, claro) caso alguém tentasse agarrá-la.


_ Hudson! Vamos nos casar, mas você jamais encostará um dedo em mim! Não se esqueça que tenho uma lista de suas alergias e poderia dar um jeito em você em questão de segundos!


Quinn manteve o tom de voz firme. Nunca fora tão ofensiva com ninguém, mas essa era uma ocasião em especial.


_ Veremos!_ limpou a saliva e saiu trotando do quarto.


O ar que estava preso nos pulmões de Quinn foi solto num sopro. Não conseguia acreditar que tivera coragem para bater de frente com Finn, mas batera.


Ela não fugiria mais, não seria mais covarde. Iria enfrentar o que viesse de cabeça erguida. Essa era nova Quinn, o resultado do amor que retinha por Rachel. Isso mostra como o amor muda uma pessoa, nesse caso para a melhor.





Notas finais
É isso ai pessoas!!! Me desculpem se ficou muito ruim!! O próximo capítulo é sem dúvidas o MAIS IMPORTANTE da fic!!! A historia de porque russel quer que quinn se case com finn ainda nao foi toda revelada, a outra parte dela vcs iram saber atravez de um diálogo entre Santana e Rachel!!! E uma coisa que tenho certeza que todos querem saber ira ser revelado no próximo capítulo, sem mais delongas!!! Comentários?? Vou escrever o próximo com toda a calma do mundo e tentar postar ainda essa semana!!! Super beijo e até próximo!!!