Glee-Hands All Over- Faberry
15 Moves Like Jagger. Part 2
Notas iniciais
Rachel foi puxada e empurrada até o andar de cima da casa dos Lopez. Uma porta foi aberta e ela foi “delicadamente” jogada para dentro e em seguida atacada. Não estava muito consciente de onde estava, mas não estava ligando muito para isso. É difícil pensar quando se tem uma Quinn Fabray extremamente entregue em cima de você.
_ Rach, deita que eu vou trancar a porta!
Quem sou eu para dizer não?
Ela voou para a cama e se jogou sobre os lençóis, olhou rapidamente para a mesa de cabeceira ao lado e deu de cara com Santana Lopez vestida de líder de torcida olhando para ela na moldura.
Estamos no quarto da vadia sem peito?
Quinn colocou uma perna de cada lado da cintura de Rachel e se manteve por cima, encarando brincalhona os olhos chocolate abaixo.
_ Gostou da nossa suíte máster?_ perguntou ao pé do seu ouvido.
Que mulher é essa? E de novo que voz extremamente rouca é essa?
_ É meio de segunda, mas na falta de uma melhor, essa da pro gasto!
Na verdade, eu estou amando saber que vamos acabar com a cama da sua amiguinha! A vingança vem a galope, Lopez!
_ Exigente!_ começou a sugar o nódulo da orelha da morena._ Você parece ser difícil de agradar!
Rachel riu com a provocação rolou ela para o lado mudando de posição e assumindo a dominância.
_ Sou mesmo, loira!_ mordeu o queixo dela, só para provocar._ Vai ter que suar a camisa para me satisfazer!
Ela levantou a perna e jogou a baixinha para o lado, prendendo seus braços por cima da cabeça.
_ Quem dita as regras aqui sou eu, senhorita Berry!_ deu um sorriso safado.
_ Não mesmo!
Ficaram nessa briga de dominância até que, Rachel não sabe explicar como, suas mãos foram algemadas a guarda da cama.
_Onde você conseguiu algemas?_ perguntou extremamente frustrada.
_ Na cômoda da Santana, quando fui trancar a porta!_ falou com um sorriso vitorioso._ Perdeu, Berry!
Debruçou-se sobre a pequena e começou a beijar o vão do seu pescoço.
_ Quem ri por último, ri melhor, Fabray!
_ Veremos!
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A sala de estar da casa dos Lopez virara um verdadeiro pandemônio. Não tinha um móvel no lugar. Havia tantos copos no chão que era difícil ver o piso e as pessoas estavam começando a ficar tontas de tanto beber.
_ Britt!
Santana puxou a namorada para um beijo.
_ Essa festa já cansou a minha beleza! Vamos subir?
_ Claro, Sant!
De mãos dadas elas subiram as escadas e rumaram para o quarto da latina, mas antes que pudesse chegar a porta, Brittany a parou e a empurrou para o quarto dos pais, impedindo uma catástrofe. Acontece que a loira vira Quinn e Rachel subindo e se não tinham voltado até agora era porque provavelmente estavam no quarto de sua namorada.
_ Porque não vamos para o meu quarto?
_ Eu queria mudar um pouco o ambiente!
Falou tentando passar um ar sedutor e rezando para que a latina não suspeitasse de nada.
_ Mas esse é o quarto dos meus pais!_ constatou fazendo uma careta.
_ Exatamente!_ Jogou a outra na cama, subindo por cima dela._ Você consegue imaginar alguma coisa mais excitante no momento?
A morena negou veemente. Não estava nem ai para o lugar, se estava com sua namorada estava bem.
Ufa!
A mente brilhante de Brittany salvou a noite de Rachel e Quinn. O cérebro da senhorita Pierce sempre fora menosprezado e posto em questão, mas não essa noite. Foi a heroína da história e pelo menos por enquanto, as meninas estavam salvas da fúria latina. Por enquanto.
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Shelby caminhou tranquilamente até a antiga casa da família Fabray. Abriu o portãozinho de madeira branca que dava acesso ao jardim e rumou para a árvore bem iluminada pelo luar, no centro exato do gramado.
_ As coisas não mudaram muito por aqui!_ sibilou olhando ao redor.
_ Algumas coisas nunca mudam!_ assinalou sua companhia.
Judy estava sentada na casa da árvore com as pernas penduradas para fora, balançando sob a pequena sacada, esperando ela chegar. A morena sorriu para aquela cena.
_ Não acha que estamos velhas demais para isso?_ gritou Shelby.
_ Recordar é viver! Suba!
Ela revirou os olhos e analisou a escada de madeira, na qual tantas vezes subira no passado. Colocou as mãos nos degraus e deu inicio a escalada.
_ Precisa de ajuda quarentona?_ brincou Judy.
Shelby estreitou os olhos para a provocação e subiu com mais rapidez, chegando exausta ao topo.
_ Estou...em...ótima...forma!_ falou pontuado cada palavra com um sopro.
_ Estou vendo!_ riu a loira.
Os olhos chocolate bateram de encontro a um objeto familiar ao lado da loira, uma caixinha de música com uma bailarina no topo.
_ Quer dizer que você a guardou?_ perguntou sentando-se ao lado dela.
_ Incrível ela funcionar depois de tantos anos!_ tocou o objeto com a ponta dos dedos, admirando os contornos delicados._ Sempre me ajudou nas horas ruins.
_ Foi a maneira que eu encontrei de cuidar de você ao longe!
Finalmente o encontro de olhares, disparo de corações e confusão de sentimentos.
_ Tudo poderia ter sido diferente!_ lamentou Judy, olhando para o chão.
_ Talvez, mas se fosse eu não teria tido a Rachel e nem você a Quinn!_ pegou na mão pálida e entrelaçou a sua._ Então, eu estou feliz como as coisas estão!_ sorriu._ E você?
_ Nunca tinha visto por este lado!_ devolveu aquele sorriso juvenil a muito esquecido._ Sim, Quinn foi a melhor coisa que já me aconteceu! E não tenho sido uma mãe muito boa para ela.
_ Porque diz isso?
_ Fui muito ausente na vida dela, por mágoa do passado._ escondeu o rosto nas mãos._ Agora, ela não fala direito comigo, desde o que aconteceu a sua filha! E o pior é que ela está certa!
Shelby pousou a mão delicadamente nos ombros dela tentando passar algum conforto.
_ Tenho certeza que ela precisa de um tempo para pensar!_ sorriu acolhedora._ Então, tenha paciência e espere que um dia ela irá te perdoar!
Assim como a minha filha me perdoou!
O tamanho do sorriso que rasgou os lábios da senhora Fabray foi impagável.
_ O que fazemos agora, Shelby?
_ Vamos fazer o seguinte..._ falou se levantando e ajudando a outra a fazer o mesmo._ Cuidar do que é mais precioso para nós!_ ela se referia as filhas._ Pensar no que é melhor para elas!
_ Tem razão!_ sorriu assentindo._ Mas eu não gostaria que você se afastasse de mim!
_ Nem eu!_ falou lhe dando um abraço._ Nós temos que fazer isso juntas! Concorda?
_ Concordo!
O amor tem várias formas. De uma bela amizade, nasce um grande amor e porque não de um belo amor nascer uma grande amizade? Isso a tornaria menos real e digna de beleza? Diminuiria a intensidade do sentimento existente? Não, era só um outro meio de amar.
_ Você não acha curioso que nossas filhas tenham se apaixonado?_ perguntou Judy.
_ Na verdade eu acho bem racional! Elas são uma parte de nós!
As amigas sorriram e melhor que isso amadureceram, resolveram sua situação pendente, e decidiram juntas crescer no quesito mãe, ajudando e pensando primeiro no bem estar de suas filhas. Não poderia ter tido um gesto mais nobre e altruísta. E com tudo, porém, elas tinham certeza de que sempre estariam unidas, ou pelo menos uma parte delas.
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Estar sempre no controle lhe dá uma característica de mandona e arrogante, mas agora ela estava por baixo, algemada e submissa as artimanhas da namorada. Quinn permanecia por cima, torturando Rachel com seus beijos e arranhões, enquanto a baixinha sofria de prazer sem poder se aliviar.
_ Me solta!_ ordenou a pequena.
_ Não!_ depositou um beijo molhando no pescoço dela._ Hoje quem manda sou eu!
_ Eu quero te tocar!
Quinn sorriu, estava no controle.
_ Implore, Berry!
O QUÊ? E faço o que com o meu orgulho, engulo?
_ Não!_ negou veemente, segurando um gemido.
Se Quinn queria guerra ela teria, Rachel não ia se entregar assim tão fácil. O pior é que isso só deixava tudo mais emocionante.
_ Você é quem sabe!
Habilmente ela se afastou e retirou a calça da pequena jogando em algum lugar e expondo a calcinha preta já destroçada pela umidade.
_ Tudo isso para mim, Berry?_ sorriu travessa.
_ Metida!
Quinn se debruçou sobre ela mais uma vez e começou a beijar e dar leves mordidas no seu abdômen. Rachel estava fazendo de tudo para não gemer, até cálculos matemáticos ela tentou fazer, tentou. Um gemido lhe escapou do fundo da garganta quando a mão pálida apertou com luxuria o interior da cocha morena.
Merda!
_ Achei um ponto fraco!
Ok, Quem é você e o que você fez com a minha namorada?
Apertou com mais força bem perto da intimidade da morena que estava latejando sob a calcinha. Foi até a boca de Rachel e a beijou lenta e luxuriosamente.
_ Nossa, Rach..._ se afastou um pouco._ Sua boca ta com gosto de álcool!
Claro, porque fui eu que bebi um barril de tequila!
Ela soprou na própria mão e fez uma careta ao cheirar o hálito.
_ Não, eu acho que sou eu!
_ Que conclusão brilhante, loira!
Saiu de cima da morena e se encaminhou para o banheiro.
_ FABRAY, VOLTE AQUI!
_ Vou procurar um anti-séptico bucal, relaxa que eu já volto!
Relaxar, como? Assim você me mata!
Rachel fechou as pernas para tentar aliviar a situação de desespero gritando em suas entranhas, nada feito. Quinn devia estar disposta a enlouquecê-la. Olhou com muita dificuldade para suas algemas e tentou forçar os punhos para tirá-los, não deu certo.
Nunca odiei tanto a minha falta de sorte como agora!
_ Rach, olha só o que eu achei no banheiro!
Quinn estendeu o objeto e Rachel arregalou os olhos.
_ Quinn...coloque...esse...chicote...no...chão!_ pontuou as palavras para que ela entendesse.
A morena não era sadomasoquista(só aparentava ser), não gostava de sentir dor nem de agulha, que dirá um chicote.
_ Será que dói?_ perguntou a loira rodeando a baixinha e ameaçando com o objeto.
Não implore, não peça! Melhor a bunda roxa do que o orgulho ferido!
_ Pode mandar, Fabray!
A loira soltou uma risada alta e jogou o chicote para longe. Subiu por cima dela de novo e lhe beijou a ponta do nariz.
_ Eu estava brincando, Rach! Só para ver sua carinha de medo!
_ Eu não estava com medo!_ rebateu orgulhosa.
Ufa! Quase me borrei!
_ Sei! Sentiu minha falta?
_ Ah, você tinha saído? Nem percebi!
Quinn levantou as sombrancelhas, abismada com a provocação, como sua namorada conseguia ser abusada naquela situação? Estava na hora de pegar pesado, jogar sujo de um jeito bom.
_ É mesmo?_ tirou a própria roupa, ficando só de roupa intima. Rasgou a blusa que Rachel usava e deixou-as em pé de igualdade.
A baixinha mordeu o lábio diante daquela imagem, não sabia quanto tempo ia conseguir agüentar naquela situação, parecia uma batalha totalmente perdida. Quinn tirou as partes de baixou de ambas e começou a fazer movimentos leves e languidos entre suas intimidades.
Merda! Por que isso tem que ser tão bom?
Os gemidos começaram a se misturar entre as duas. Quinn estava se divertindo vendo a morena se contorcer pedindo por mais contato, foi então que ela resolveu provocar ainda mais.
_ Peça, Berry!_ falou ao pé do seu ouvido, sem parar os movimentos._ Peça por favor!
_ Não..._ saiu estrangulado e quase sem força.
Eu não vou, não vou!
_ Peça ou eu paro!
Não peça, Berry!
_ Então, o que vai ser?
Merda! Merda! Merda!
_ OK! VOCÊ VENCEU!_ gritou a morena._ POR FAVOR!
Sorriu vitoriosa e colocou dois dedos pela intimidade encharcada dela, começou a fazer movimentos languidos e rápidos enquanto a morena acompanhava com o quadril, buscando maior contato. Sentiu seu coração espancar as paredes do seu peito e seu corpo tremer e cair sobre o colchão quando o melhor orgasmo da sua vida lhe abateu.
_ Nossa..._ foi tudo que ela conseguiu dizer.
Quinn olhava-a com admiração, tirou as algemas e beijou seus pulsos com carinho.
_ Eu ganhei!
Rachel sorriu para ela e assentiu. As vezes a gente só precisa fechar os olhos e se jogar, se entregar, o resultado pode ser incrivelmente positivo, assim como foi para ela. O que as pessoas ganham com o orgulho? Nada além da solidão.
_ Isso foi sensacional, loira!
_ E quem disse que acabou?_ falou ao pé do seu ouvido.
Seja lá quem foi o ser abençoado que inventou a tequila, eu só queria deixar o meu: MUITO OBRIGADA!
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A luz do sol anunciou o nascer do dia que incidiu pela janela iluminando a silhueta de dois corpos abraçados, enrolados por um fino lençol. Rachel foi a primeira a acordar e ficou observando a loira por alguns segundos, até que viu os olhos verdes salpicados de dourado se abrirem e as maças do rosto dela enrubescerem.
_ Bom dia, loira!
_ Bom dia!_ ela deu o sorriso mais lindo que a morena já tinha visto.
Quinn permaneceu deitada com metade do rosto enfiado no travesseiro, e a outra parte encarando silenciosamente os olhos chocolate acima.
_ Por que você está vermelha?_ Rachel se apoiou na lateral do corpo e tirou algumas mexas de cabelo dos olhos dela.
_ Porque acho que eu exagerei um pouco ontem a noite!
Um pouco?
A baixinha deu uma risada gostosa e beijou com delicadeza as bochechas rubras dela.
_ Não tem do que se envergonhar, eu adorei você toda soltinha!
_ Vou ficar com vergonha por várias gerações!_ deu um gritinho, depois riu._ Acho que nunca mais vou beber!
Poxa! Felicidade de pobre dura pouco!
_ Rachel, esse quarto não é o seu!_ constatou olhando ao redor, a claridade intensa estava impedindo-a de enxergar direito._ Onde estamos?
_ Essa é a melhor parte! Estamos no quarto da Lopez!
Um arregalar de olhos e cair de queixo mudou a expressão da loira.
_ Nos temos que sair daqui!Agora!
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Brittany acordou com uma bandeja de café ao lado da cama e uma Santana sorridente a observando.
_ Bom dia, princesa!_ apontou para a bandeja._ Seu café da manhã real.
Havia várias frutinhas, queixo, pãezinhos e uma rosa sobre a planície metálica. A loira sorriu e deu seu beijo de bom dia.
_ Fique aqui se deliciando enquanto vou no meu quarto tomar um banho e trocar de roupa!
Brittany quase morreu engasgada.
_ SANT! Porque você não toma banho aqui mesmo?_ jogou os lençóis e partiu atrás dela.
_ Porque eu tenho que pegar a roupa!
Uma muralha loira se estendeu entre a porta e a latina.
_ Brittany, o que está acontecendo?
_ Me prometa que você vai ficar calma!
Foi só juntar um mais um e a ela adivinhou o que se passava ali.
_ Tem alguém no meu quarto?_ perguntou parecendo estranhamente calma.
_ Sim!
Santana respirou fundo e falou mantendo um baixo tom de voz.
_ Tudo bem!_ falou sorrindo._ Eu só vou pedir para que saia!
_ Que saiam, né?
_ Tem duas pessoas?_ a latina enrugou as sombrancelhas._ Ta, tudo bem, vou pedir calmamente para que saiam.
Ela parecia estar dizendo a verdade, aliviada; a menina saiu da frente, desbloqueando a passagem.
_ Ainda bem que você acordou de bom humor!_ comemorou Brittany._ Achei que você fosse matar a Rachel se descobrisse!
Santana abriu um túnel com a boca e quase rasgou as pálpebras ao ouvir esse nome.
_ A BERRY DORMIU NA MINHA CAMA?
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Dentro do quarto, Quinn já estava praticamente vestida, só faltava botar a camisa. Foi até o armário de Santana e furtou uma para a morena( já que ela rasgou a única que tinha).
_ Toma, veste!
_ Não sei porque essa pressa toda!_ reclamou a baixinha que estava só de roupa intima.
Batidas iradas quase arrombaram a porta e várias palavras sem sentido foram proferidas do outro lado.
_ Por isso!_ Quinn correu para abotoar sua camisa._ Anda, Rachel!
_ Primeiro: Está de manhã, eu não vou correr._ esticou o outro dedo para contar._ Segundo: A ideia de vir dormir aqui foi sua. Terceiro: O que ela poderia fazer?
A resposta veio com uma machadada que balançou os alicerces da porta.
_ Nos decapitar!_ respondeu a loira, correndo para a janela e abrindo com força._ Vamos logo!
Ela tem um machado em casa? Um machado! Pelo amor de Deus!
Ao ouvir a segunda pancada que o objeto dera abrindo um buraco pequeno na madeira, a morena pulou da cama e se vestiu na velocidade da luz. Correu de encontro a namorada.
_ O que a gente faz?
_ Só tem uma saída!_ falou para a menor, olhando pela janela.
Que ótimo! Ou a cadeira de rodas ou a guilhotina!
Quinn se embrenhou pela janela aberta e caminhou cautelosamente pelo telhado, chegou a beirada e pulou, caindo graciosamente de pé. Ser líder de torcida tinha suas vantagens.
_ Vem, Rach!
A baixinha passou pelo buraco, ouvindo as machadadas ao longe, chegou na beirada das telhas e engoliu em seco, era muito alto, principalmente para ela que era pequena.
Pernas lindas, me perdoem por essa!
A porta do quarto foi arremessada longe e a latina entrou descontrolada erguendo o machado e gritando. Foi o empurrão que a morena precisava. Ela saltou, caiu no chão sem jeito, mas teve sorte de não se machucar.
_ Você está bem?_ a loira esticou a mão para ajudá-la.
_ Estou!
_ BERRY! EU VOU TE MATAR!
Aos berros, Santana permanecia de sua janela fazendo ameaças e xingando-as de todos os nomes ruins que existem. Rachel tinha que re-bater, sua personalidade não ia deixar aquilo sem resposta.
_ Muito obrigada por sua hospitalidade, Lopez!_ fez uma reverência debochada._ Os lençóis até que vieram a calhar.
Santana estava com tanta raiva que arremessou o machado na direção da morena, e se não fosse pela rapidez de Quinn para tirá-la do caminho, com certeza ela teria perdido o braço.
_ ORA SUA..._ já ia começar a gritar com a latina.
_ Rach!_ a loira a puxou._ Vamos embora!
Correram de mãos dadas rumo a casa da morena, a qual foi reclamando o caminho todo.
_ Como é que dão um machado para aquela louca?
_ É do pai dela!_ respondeu Quinn tentando arrumar os cabelos._ Ele usa para cortar lenha fresca e ascender a lareira durante o inverno!
Ótimo! Espingardas, Machados, Vasos. O que mais será que falta jogarem em mim?
Uma âncora? Ainda faltam muitos objetos, Berry!
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_ Pega álcool e fósforos lá na cozinha para mim, por favor, Britt!_ pediu a latina irada.
_ Você está exagerando!
O descontentamento e ira de Santana eram tão grandes que ela queria queimar suas roupas de cama. Pegou uma daquelas conchas grandes que usamos para pegar macarrão e usou para içar os lençóis sem precisar tocá-los.
_ Exagero?_ arregalou os olhos como se estivesse ouvindo um absurdo._ Elas profanaram o nosso ninho de amor!
_ É só colocar a roupa para lavar, Sant!
Negou abismada.
_ Nunca mais vou conseguir dormir nesses lençóis sabendo que a Berry e a Quinn resolveram brincar de papai e mamãe em cima deles.
A loira revirou os olhos. Ia ser um longo dia.
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A caminhada até a casa da baixinha foi exaustiva. Ambas chegaram prontas para se atirarem na cama e passar o dia todo deitadas. Mas muitos acontecimentos estavam por vir, elas não teriam tempo para isso.
_ Bom dia, meninas!_ cumprimentou-as Shelby.
_ Bom dia._ bocejou a morena._ Acho que vamos dormir um pouco!
_ Depois._ pediu._ Nós precisamos conversar com vocês!
_ Nós, quem?
Foram guiadas até a sala de estar, onde já se encontravam sentados Judy e Adam. A reunião de família mais estranha que as meninas já haviam presenciado. Quinn e Rachel se sentaram em um sofá, contrário de onde os três estavam. A loira fitava o chão como se houvesse alguma interessante para se ver, a baixinha estranhou aquela atitude, mas não disse nada.
O que é isso? Será que vão me perguntar quais minhas verdadeiras intenções com ela?
_ Bom dia, filha!_ começou o sargento Berry._ Tenho algumas novidades que são do interesse de vocês!
Retirou uma papelada infindável da bolsa e pôs sobre a mesa, tirou os óculos do bolso e começou a organizá-las.
Ah, então não é sobre a minha conduta? Menos mal!
_ Acredito que queiram saber o que foi feito de Russel e Finn!_ olhou com cautela para a loira que continuava a encarar o chão._ Russel Fabray foi a julgamento e condenado a passar 20 anos na prisão por fraude de documentos e roubo.
Um leve tremor passou pelo corpo pálido de Quinn, Rachel apertou sua mão com força, tentando lhe passar algum consolo.
Apesar de tudo ele era pai dela.
_ Quinn..._ Adam olhou na profundidade esverdeada._ Posso prosseguir ou você acha melhor pararmos?
Ela maneou a cabeça, pedindo silenciosamente que continuassem.
_ Finn já tomou um rumo diferente._ prosseguiu._ Foi condenado a 30 anos de cadeia, por roubo, fraude e tentativa de homicídio, a qual ele infligiu a Rachel!
Bem feito!
_ Onde ele foi preso?_ Rachel tinha que perguntar.
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Um inferno feito de poeira e sujeira era a penitenciaria de Nova Jersey. O primeiro dia era sempre o começo do que seriam os piores anos da vida de quem quer que tivesse o azar de parar lá.
_ Olha só, chegou uma putinha nova!
Finn estava em seu quarto arrumando a cama, quando um preso vestido de mulher entrou em seus aposentos, seguido por mais cinco.
_ Puta é a sua mãe!_ rebateu o gigante com cara de cachorro.
_ Hum..._ se aproximou sugestivamente dele._ Você é do tipo difícil! Melhor assim!
_ Fique bem longe de mim, sua bicha velha!
Os homens que estavam atrás do preso, voaram em cima de Finn, pegaram seu corpo grande e jogaram contra a parede, metendo sua cara no concreto frio e sujo. Em seguida o prisioneiro abraçou-o por trás e sibilou abaixo da sua orelha.
_ Não é muito inteligente ser homofóbico aqui!
A calça de Finn foi parar no chão, enquanto o homem desafivelava o próprio cinto, se preparando para o ritual do primeiro dia de todo o preso.
Os gritos incessantes do garoto ecoaram por todas as celas quando ele foi molestado, muitos presos riram, outros balançaram a cabeça em desacordo.
Ninguém merece comer o pão que o diabo amassou, mas ninguém tem o direito de separar duas pessoas que se amam. Ele passaria os próximos 30 anos tomando no cú( na falta de um termo pior) todos os dias. Talvez assim ele aprendesse que:
“Aqui se faz, aqui se paga!”
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_ Não terão que se preocupar mais com ele!_ finalizou, guardando os papéis.
_ Acho que eu..._ Quinn começou a falar._ Vou subir!
_ Filha..._ Judy se levantou e tentou ir ao seu encontro._ Você está bem?
_ Não finja que se importa!_ rebateu a loira.
Os Berry olharam uns para os outros, enquanto a menina deixava o cômodo e sua mãe aflita para trás. Rachel se levantou e rumou atrás de Quinn.
_ Judy!
A senhora Corcoran ofereceu um abraço caridoso a ela, que veio em boa hora.
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Rachel correu rumo ao seu quarto, tomando cuidado para não tropeçar nos degraus estreitos da escada, chegou a soleira da porta e viu a namorada sentada em sua cama com as mãos no rosto. Andou cautelosamente para dentro do cômodo e se ajoelhou na frente dela.
_ Hei..._ afastou delicadamente as sua mãos._ O que aconteceu?
_ Eu não consigo aguentar isso!
_ Do que você está falando?_ afagou-lhe as bochechas com os polegares._ Está assim por causa do seu pai?
_ Também, Rach! Ele fez muita coisa errada, é certo que ele pague!Mas ainda assim é meu pai! Dói saber que ele é um criminoso! E a minha mãe..._ iniciou-se uma sessão de soluços e lágrimas intermináveis._ É uma hipócrita!
_ Como assim?
_ Ela passou pela mesma coisa que nós passamos!_ Se levantou e começou a andar desolada pelo cômodo._ Ela me viu definhar em cima de uma cama, me fez caminhar até o altar sabendo exatamente o que eu estava sentindo porque ela já sentiu o mesmo.
A compreensão atingiu a morena. Sua namorada estava muito magoada com todos que lhe fizeram algum mal, e sua mãe era uma dessas pessoas.
_ Mas ela voltou atrás!_ rebateu a morena._ Ela ajudou os meus pais a entrarem na igreja e salvar você!_ se aproximou dela cautelosamente._ Talvez se ela não tivesse feito isso, nem estivéssemos aqui agora!
A morena posou a mão sobre o rosto distorcido, que logo foi coberta pela mão pálida, os olhares se cruzaram, acolhedores. Era incrível a força que emanava delas quando estavam juntas.
_ Eu sei!_ suspirou._ Mas assim como não consigo perdoar o meu pai, não consigo perdoá-la, porque ela fez parte disso!
_ Eu entendo, Quinn._ puxou a mão pálida e levou aos lábios afagando-a delicadamente._ Não pense nisso agora, com o tempo você irá perdoá-la.
As mãos de Rachel guiaram a loira até a cama e pousaram seu corpo delicadamente sobre os lençóis, deitou-se ao seu lado e lhe afagou os cabelos sem nunca perder os olhos verdes de vista.
_ Eu te amo, Rachel!
_ Eu sei, loira!
Só mesmo a morena para fazê-la rir numa situação dessas.
_ Não era bem isso que você deveria responder, sabia?_ riu, fazendo carinho no braço dela.
_ É mesmo?_ fez cara de desentendida._E o que eu deveria responder?
A loira deu um leve tapa no braço dela.
_ Ai!_rolou para cima do corpo mármore._ Sabe eu fiquei uma semana apagada, não é muito inteligente ficar me batendo!
_ Você é irritante!_ falou divertida._ Será que vou ter que te amarrar na cama de novo só para fazer você falar que me ama?
_ Olha, gostei da ideia!_ recebeu outro tapa._ Mas seria besteira dizer o que você já sabe!
_ Sei, é?
_ Loira!_ a baixinha pegou as mãos dela e depositou um beijo antes de prosseguir._ Eu quase morri escalando uma igreja para peitar o seu pai e mandar o free Willy de volta pro oceano, salvando assim minha bela princesa! O que mais você precisa que eu faça?
Aquele sorriso encantador foi lentamente desenhado nos lábios rubros da garota pálida.
_ Tem razão!_ lhe deu um beijo casto._ Você não precisa me dizer nada!
Rachel deu uma piscadinha e beijou a testa dela, antes de posicionar os lábios no seu ouvido para sussurrar:
_ Mas para que fique constado nos registros da nossa história._ e encontrou a maré verde para proclamar._ Eu definitivamente te amo com todas as minhas forças!
Deus. Aquela menina era real? Conseguir ser irritante e fofa ao mesmo tempo é uma coisa de outro planeta. Rapidamente suas roupas foram abandonadas num canto qualquer do quarto para uma aventura bem melhor do que os sonhos.
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Shelby permaneceu com Judy na cozinha tomando chá, conversavam alegremente até serem interrompidas pela campainha. A morena foi atender a porta e deu de cara com o carteiro.
_ Entrega para a senhorita Rachel Berry!
_ Ela encomendou alguma coisa?_ a mulher torceu as sombrancelhas.
Era um envelope pardo grande. Ela assinou e recebeu a entrega. Deu uma espiada nas letras que preenchiam o papel e levou um susto ao ler o nome NYADA.
_ MEU DEUS!_ as mãos tremulas e a curiosidade foram maiores que sua educação._ Ela se inscreveu para uma universidade!
_ O que houve?_ Judy veio ao seu encontro.
As pupilas caminharam de um lado para o outro, ansiosas para absorver as palavras. A expressão dela foi indecifrável quando ela levantou o olhar.
Eu não acredito!
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As meninas estavam só de roupa de baixo, conversando quando uma carta foi arremessada por debaixo da porta. Rachel se levantou a muito custo e pegou o bilhete. Seus olhos pousaram em descrença sobre o papel.
_ O que é isso?
Rasgou a carta e leu em voz alta.
_ Puta merda..._ ela estava incrédula._ Eu entrei!
Sua mandíbula caiu enquanto sua namorada levantava para abraçá-la e enche-la de beijos.
_ Mas, como assim?_ ela ainda permanecia cética._ Eu não me inscrevi para universidade nenhuma!
A loira deu um sorriso cúmplice.
_ Foi você?_ perguntou sorrindo.
_ Claro! Eu sabia que você não iria se inscrever, então cuidei dessa parte para você!
_ ISSO É INACREDITÁVEL!_ ela saiu pulando de felicidade pelo cômodo._ Eu sempre pensei que ia ser presa ou acabar como traficante de drogas! E agora eu tenho um futuro!
Como eu gostaria de esfregar isso na cara de todo mundo que disse que eu não seria ninguém!
Rachel nunca dera muita bola para universidade ou qualquer coisa do tipo, porque não se via como uma pessoa normal, com relacionamento e trabalho fixo, mas agora ela tinha um relacionamento maravilhoso e ficou extremamente satisfeita em saber que poderia ser alguém na vida.
_ Vá lá falar com a sua mãe!_ pediu a loira
Elas rapidamente se vestiram e desceram as escadas correndo, Quinn segurando na barra da camisa de Rachel para evitar que ela tropeçasse num degrau e caísse de cara no chão.
_ SHELBY!
_ Olá, universitária!
A baixinha voou no pescoço de sua mãe e a abraçou quase as jogando no chão, tamanha era sua felicidade.
_ Parabéns, amor!_ deu tapinhas no seu ombro, congratulando-a._ Eu não sabia que você tinha se inscrito para uma universidade.
_ Não fui eu!_ falou olhando para a namorada._ A Quinn me inscreveu!
A mulher rumou até a menina e lhe deu um abraço agradecido.
_ Obrigada!
_ Eu não fiz nada demais, Shelby!_ a soltou._ A Rachel entrou porque mereceu!
Rachel continuava pulando como uma criança feliz de um lado para o outro, na certa iria acabar derrubando alguma coisa ou chutando a parede.
_ Rachel, você vai ter um ataque cardíaco desse jeito!
_ Onde está a Judy?_ a baixinha notou a ausência da mulher ao redor. _ Eu preciso espalhar a notícia!
_ Ela saiu apressada para buscar uma coisa em casa! Não entendi direito!_ respondeu Shelby._ E ela já sabe!
_ Que bom!_ foi de encontro a loira._ É o máximo saber que vamos para a mesma universidade! Você vai adorar Nova York!
O sorriso da loira se desfez num sopro.
_ Eu não fiz a minha inscrição, Rach!
A felicidade da morena acabou na mesma velocidade que chegara.
_ Como assim não fez?
A menina explicou que pensou que iria ter que passar o resto da vida em Lima casada com Finn, e não se deu ao trabalho de fazer a inscrição para a faculdade dos seus sonhos.
_ Foi bom enquanto durou!_ a morena amassou o papel e o jogou no lixo.
_ Rachel, o que você está fazendo?_ a mãe perguntou espantada.
_ Se ela não vai, eu também não vou!
Saiu trotando da cozinha, como quem diz: “Ponto final”. Mas não seria assim tão fácil, essa conversa estava longe de terminar.
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Barulhos de coisas de metal sendo revistadas encheram a garagem. Rachel estava arrumando algumas ferramentas na bancada quando ouviu batidinhas na madeira.
_ Posso falar com você?_ Quinn perguntou antes de entrar.
_ Pode!
Entrou e fitou as costas da morena que se recusava a encará-la.
_ Universidade é coisa séria...
_ Ah, não!_ a cortou._ Nós não vamos ter essa conversa!
A loira se aproximou dela e pediu para que a olha-se, assim ela o fez.
_ NYADA é umas das melhores universidades do país!_ prosseguiu a loira._ Você não vai ter outra chance dessas!
_ Não me importo!_ rebateu._ Se eu for como nós ficamos? Você já pensou nisso?
_ Eu posso te visitar nos fins de semana!
_ Claro!_ revirou os olhos._ E uma vez por mês, duas talvez! Namoros a distância nunca vão para frente!
_ Nós ficamos separadas um mês e ainda estamos juntas!
_ Exatamente!_ Rachel deu um soco de raiva na mesa._ Um mês separadas! Eu não quero ficar longe de você por quatro anos, as conseqüências são horríveis!
Minha moto que o diga!
_ Rach, é o seu futuro!_ insistiu._ Eu vi a sua cara de animação quando você soube que entrou!
_ Porque eu pensei que você também tivesse entrado!
Quinn soltou um suspiro de pesar, estava sendo um trabalho árduo convencê-la.
_ Rachel!_ se aproximou para tocar-lhe a face._ A sua felicidade...
_ Está bem aqui na minha frente!_ cortou a morena._ E eu não vou te deixar!
Clichê? Sim. Verdade? Também.
A morena fechou os olhos. Será que tudo tinha que ser uma barreira. Finn. Russel. Medo. Nyada. Porque tudo conspirava contra elas?
_ Me prometa que vai pensar no assunto!_ pediu a loira._ Rachel, olha para mim!
Ela apertou os olhos, negando com a cabeça, tinha certeza de que se abrisse veria o “gato de botas” lhe implorando com aqueles malditos olhos adoráveis.
_ Não me obrigue a prometer isso!_ suplicou.
_ Eu quero que você tenha a sua independência e seja livre para fazer o que bem entender!
_ Eu já faço o que bem entendo!
Quinn revirou os olhos e riu.
_ Prometa que vai fazer isso por mim!
Rachel se traiu e abriu os olhos para se perder no oceano esverdeado a sua frente. Como ela a amava, era tão forte que parecia uma dor física, seria difícil negar alguma coisa que fosse por ela.
_ Eu vou pensar, loira!_ prometeu a muito contragosto.
Quinn enterrou os lábios nos dela. Fora tão difícil para ela descer e implorar que a morena fosse quanto para a baixinha aceitar. Mas o amor é assim, é pensar primeiro no que é melhor para quem se ama do que para si mesma. É se jogar contra as pedras para salvá-la da correnteza.
_ Obrigada, Rach!
O que Rachel Berry prometia a Quinn Fabray que ela não cumpria? A resposta era simples, nada. Num determinado tempo do verão a morena iria aceitar a proposta.
_ Acho que vou me arrepender disso!
_ Por quê?
_ Como eu disse._ caminhou até um pano preto que cobria alguma coisa no fundo da garagem._ Ficar longe de você tem suas conseqüências!
Ela levantou o pano para que a moto, ou pelo menos o que sobrara dela, ficasse na linha de visão de Quinn.
_ MEU DEUS!
Eu falei! Coitadinha da minha bebê!
_ Parece que já temos planos para o verão!
_ Como assim?_ Rachel torceu as sombrancelhas.
_ Nós temos uma moto para concertar!
A morena sorriu em resposta. Definitivamente elas tinham. O verão seria bem interessante, duas meninas e uma moto, como nos velhos tempos.
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