Notas iniciais
Oie pessoal!!! Agradecimento pela enxurrada de comentários do último capítulo!!! E um agradecimento especial ao LORENZO que fez a segunda recomendação da fic, fiquei muito feliz, isso mostra o tamanho da importância que vocês dão a história!!! Eu adorei escrever esse capítulo, não sei se é pq eu to de tpm e muito sentimental, mas eu gosto muito de fazer coisas que me emocionam, e uma delas é escrever para vocês!!! Boa leitura!!!

Duas semanas se passaram desde o último incidente. Semanas de lágrimas, noites mal dormidas e muito álcool. Tudo parecia preto e branco, cores mortas que preenchiam seus dias desde a última palavra que trocara com a namorada.


Que merda deu em você, loira? Como pôde fazer isso comigo?

Rachel havia contrariado todos os pedidos de Quinn de não procurá-la. Ligou centenas de vezes, mandou uma enxurrada de mensagens, mas não teve sucesso algum. A loira não retornou e tão pouco estava indo a escola, o que não facilitava as coisas para a baixinha.


Como diria o... bom, sei lá quem: Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé!

Ela daria o espaço de três dias, se Quinn não aparecesse na escola, ela iria até a casa dela, enfrentaria espingardas, canhões e granadas se fosse preciso, mas ia falar com ela e tirar essa história a limpo.


Ou meu nome não é Rachel Linda Berry!

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Quando você está solitária, o tempo para. Resolve brincar com sua dor, apertando-a, tornando-a quase insuportável. Ele ri debochado, se divertindo as suas custas. Era exatamente assim que Quinn Fabray se sentia.


Nem sempre o que é certo é mais fácil! Na maioria das vezes não é!

Essa frase se tornara seu mantra. Passou as últimas semanas agarrado a ele como se fosse uma música chata que você ouve e não consegue tirar da cabeça.


Eu fiz o certo!

_ Quinn...


Judy apontou na soleira da porta.


_ Sim, mãe?


_ Está tudo bem?_ perguntou preocupada.


O suspiro foi mais do que audível, ecoou pelas grossas paredes. Ela não respondeu.


O que a senhora acha?

_ Eu fiz um jantar...


_ Não estou com fome!_ cortou a mãe.


_ Você precisa comer, levantar dessa cama, senão vai acabar ficando doente!


_ Por favor, me deixe em paz!_ o pedido saiu como um sussurro, era um súplica.


A mãe baixou a cabeça e se retirou.


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_ Onde ela está?_ Perguntou a carranca de Russel Fabray.


Russel estava sentado na mesa conversando com Finn, ambos esperavam a presença de Judy e Quinn, mas só a primeira apareceu.


_ Esta cansada! Não vai comer hoje!


_ Besteira de uma menina mimada! Vou lá em cima e trazê-la aqui, nem que tenha que arrastá-la pelos cabelos!


Ele se levantou furioso, rodou a mesa, mas foi impedido pela mão de Judy.


_ Por favor! Dê um tempo para ela se acostumar com essa ideia de casamento! É só o que eu te peço!


O homem bufou, contrariado.


_ SE ELA NÃO VAI COMER AQUI, EU TAMBÉM NÃO VOU! VAMOS FINN, VAMOS SAIR!


_ Onde vocês vão?


_ NÃO É DA SUA CONTA!_ ralhou Russel.


Ele saiu trotando de casa, seguido por um Finn com um sorriso presunçoso e debochado.


Eles formavam uma bela dupla de otários.


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O dia amanheceu nublado. Triste. Rachel estava caída na cama, com a garrafa de Vodka jogada ao lado, já pela metade. Bebeu a noite toda, como fazia de costume.


_ RACHEL!


A morena se mexeu e mudou de posição, mas não acordou.


_ Rachel!


_ Só mais dez minutinhos!_ disse na inconsciência.


_ Não, assim você vai se atrasar para a escola!


_ Ok, então mais vinte minutinhos!


Shelby revirou os olhos, não acreditava no que ia ter que fazer.


_ Foi você quem pediu!_ e abandonou o cômodo.


A morena resmungou e abraçou com mais força o travesseiro, o sonho que estava tendo era tão bom. Quinn estava com um vestido branco, parada embaixo de uma árvore, sorrindo pra ela. Ela correu na sua direção, de repente uma chuva repentina despencou...


PUTA QUE PARIU! Será que eu to no Titanic? Que aguaceiro é esse?


Ela levantou de supetão e sentiu o frio lhe rasgar a pele. Estava olhando estática para uma Shelby de braços cruzados, com um balde na mão. A mãe havia lhe jogado água fria.


_ O melhor remédio para a ressaca!_ entoou Shelby.


Ou para me matar afogada! Sua velha sem noção!

_ PORRA...


_ Olha o palavreado! Você vai me contar ou não porque está agindo assim nas últimas semanas?


Rachel se pôs de pé, numa posição de ataque.


_ NÃO TE INTERESSA!


E saiu para o banheiro. Precisava de um banho de verdade.


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_ Britty!


_ Oi, Sant!


As meninas estavam no vestiário, o treino havia acabado de terminar.


_ Isso não é possível! Elas devem ter tomado alguma coisa...


_ Sant, você ainda está chateada por causa do recorde?


A latina passou a última semana com sua namorada, tentando por tudo quebrá-lo. Mas foi em vão.


_ Estou ficando preocupada, o mais longe que conseguimos ir foram cinco! E eu fiquei uma semana assada desde nossa última tentativa!


Uma risada sonora foi ouvida no fundo do vestiário, seguida pela entrada triunfal de uma morena baixinha.


_ Eu sabia que você devia ser ruim de cama!_ falou Rachel toda cheia de si.


_ HOBBIT?..._ Santana arregalou os olhos._ Como você conseguiu entrar aqui?


_ Com a mesma competência que usei para satisfazer a minha namorada, mas você não deve saber o que é isso, né?


Santana ficou vermelho cor de sangue.


_ O que você veio fazer aqui, Rachel?_ Brittany perguntou educadamente para aliviar a tensão do momento.


Acabou a graça, era hora de tratar de um assunto sério.


_ Bom, eu queria saber se vocês sabem onde a Quinn está?


_ Deixa eu ver..._ Santana enfiou a mão nos bolsos._ No meu bolso ela não está!


_ Era pra rir?_ perguntou debochada.


_ Esqueci que você é muito burra para entender uma piada!


Brittany resolveu intervir.


_ Não a vejo faz um bom tempo! Ela não tem estado com você?


_ Parece que ela não contou a vocês!_ falou Rachel sem animo algum.


_ Contou o quê, meio-metro? Desembucha!


Ela ignorou a latina.


_ Brittany! Se você a vir, pode dizer que preciso conversar com ela pessoalmente?


_ Sim! Pode deixar!_ sorriu calorosamente.


A morena virou as costas e saiu. As líderes de torcida se entreolharam.


_ Eu achei a história da anã muito estranha!


_ Eu também, Sant! Você tem alguma ideia de porque a Quinn desapareceu?


_ Não, mas eu vou descobrir!

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_ Muito bem! Todos em seus lugares, por favor!_ pediu Shelby organizando os alunos na pequena sala do coral._ Vamos começar os ensaios para a apresentação!


Todos se calaram e observaram a mulher com entusiasmo.


_ A apresentação que faremos terá algumas modificações! Dividiremos em duas partes: Na primeira Santana e Brittany farão o casal protagonista, se conheceram no elefante, como no filme. Na segunda Finn e Quinn iram interpretar o casal na fase da doença que iria matar a personagem principal, mas a grande mudança é que a principal não morre na nossa versão. O amor a salvará.


Todos aplaudiram, menos Finn.


_ Espere um pouco...onde está a Quinn?_ Shelby cruzou as sombrancelhas, não tinha percebido a ausência da menina.


_ Está em casa doente!_ falou Finn, levantando-se e indo para frente da sala._ Ela pediu para dar as boas novas a vocês! Iremos nos casar daqui a duas semanas!


Todos ficaram estáticos. O silêncio dominou o lugar de uma maneira orquestral. A professora arregalou os olhos de encontro aos de Rachel, que permanecia sentada, distante, ela somente abaixou a cabeça e fechou os olhos.


Que loucura é essa? Então, é por isso que você tem estado assim, Rachel?


_ Como assim?_ A mulher perguntou a ele.


_ Casar, festa, troca de alianças...


_ Eu sei o que é um casamento, Sr. Hudson! Mas até onde saiba você e Quinn estavam separados a um bom tempo!


_ Sim!_ a presunção se espalhou na sua cara de cachorro._ Mas ela viu que tinha feito uma burrada e voltou para mim!


Rachel se levantou de supetão e saiu trotando da sala. Foi seguida por alguns olhares indagadores, mas não se importou. Não dava para agüentar ver ele se vangloriando por que ia casar com a garota que ela amava. A dor era muito grande.


Rachel!

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A porta do quarto de Quinn quase foi arremessada longe pelas batidas desenfreadas de uma latina para lá de descontente.


_ Fabray!


Santana parou no susto, estava a soleira da porta, mesmo no quarto escuro ela podia ver as feições mudadas da loira. Seus olhos inexpressivos, sua boca seca e seus cabelos mortos.


O que diabos aconteceu com você?


_ Sant, por favor, vá embora!


_ Não!_ ela tomou cuidado para pronunciar a negação, se aproximou de Quinn com cautela, sentou em sua cama encarando os olhos verdes.


_ Por favor...


_ Quinn, que história é essa de casamento com o Finn?


Eu achei que você gostasse de hobbits, não de um trolls!


_ Eu amo o Finn!_ isso saiu num sussurro não muito convincente.


_ E a anã? Não que eu me importe! Mas como ela fica nessa história?


Os olhos verdes brilharam e se fecharam, as lágrimas estavam pedindo permissão para sair, mas ela as travou com todas as suas forças.


_ Ela foi..._respirou fundo para dizer._ Um erro! Que eu já consertei!


_ Um erro? Por quê?


_ Porque ela é uma mulher, Santana!


_ Caso você não tenha reparado, eu também sou e também namoro outra mulher! Isso é ridículo Quinn! Você está sendo hipócrita!


_ Cada um escolhe seu caminho! Você escolheu o seu e eu o meu!


_ E onde o seu caminho vai dar, Quinn?


Ela sabia a resposta. Mas tinha muito medo de dizer em voz alta.


_ Fabray! Tem certeza de que quer mesmo se casar com o baleia...digo, Finn?


Ela forçou um sorriso.


_ Com todas as minhas forças!


Se é que você ainda tem alguma!

_ Então eu vou te apoiar!


_Obrigada, Sant!


O abraço veio logo depois. Foi caloroso e cheio de promessas. Santana sentiu os ossos da amiga nas costas, com certeza ela tinha perdido peso. Não estava convencida de que Quinn estava bem com aquilo, muito pelo contrário, mas o que poderia fazer para ajudar? Não iria arrancar a verdade da loira, não naquelas condições.

Eu sei que você está mentindo, Quinn! Mas para te ajudar, primeiro tenho que te tirar dessa cama!

_ Ok!_ quebrou o abraço._ Agora levanta essa bunda branca e vamos comer alguma coisa!


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Puck entrou no quarto de Finn. Sua expressão era uma pura indagação desconcertante.


_ Que história é essa de casamento, Finn?


Aff, tudo tem que ser explicado!

_ Senta, Noah! Vou te contar a história toda!


Finn demorou o equivalente a meia-hora para explicar todo o ocorrido que havia culminado no noivado com Quinn. Puck estava perplexo.


_ A Quinn e a Rachel? Juntas?


_ Sim! Nojento, não?_ sorriu debochado.


Puck se levantou, fechou o punho e quebrou um soco na cara de Finn. O gigante caiu para trás com as mãos na lateral direita do rosto. Podia jurar que tinha quebrado alguma coisa.


_Você é um Filho da Puta!


_ O quê?_ Finn não conseguia entender a reação de Puck.


_ Eu nunca seria amigo de um monstro como você! Não fale mais comigo, a não ser que queira que eu quebre o outro lado da sua cara!


Foi o fim de uma amizade de dez anos. Depois de todas as encrencas e mancadas de Finn, essa fora a gota d’água. Queria distância dele. O mais longe possível.


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Três dias se passaram. Era chegada a hora de agir. Quinn não aparecia na escola, isso significava que ela só poderia estar em um lugar. Em casa. As plantas que tapavam a escada para subir a janela da loira estavam maiores e mais volumosas.


Eu vou subir! Nem que eu tenha que comer a floresta amazônica!

A morena se apoiou com dificuldade e subiu como podia. Degrau por degrau, ela chegou à janela. As cortinas estavam fechadas. Não dava para ver nada lá dentro. Sacou o celular e começou a digitar.


R: Não ignore a minha mensagem de novo! Abra a sua janela!


A resposta demorou poucos minutos a chegar.


Q: Vá embora!


R: Não! Se precisar passar a noite inteira aqui, eu vou passar! E conhecendo a minha sorte e coordenação motora isso não seria uma boa ideia, concorda?


A resposta veio num abrir de cortinas e arrastar de vidro. A janela foi aberta. Rachel pulou para dentro como um gato. A loira se afastou para a parte mais obscura do lugar.


_ Quinn...


_ Como você ousa vir aqui? Depois de eu dizer para você ficar longe!


_ Sim, você realmente disse tudo que tinha para dizer! Agora é a minha vez!


_ Não quero ouvir!_ a loira se mexeu de um lado para o outro, perturbada._ Meus pais não estão em casa, vou te levar até a saída!


Melhor ainda!

_ Eu mereço uma explicação melhor! Estávamos bem, você estava feliz comigo! Eu não entendo o por quê dessa separação!


Os olhos de gelo mais uma vez se tornaram presentes.


_ Eu já disse que não amo você!


_ Eu quero uma prova!_ a morena avançou em cima dela e prensou-a na parede. Seus lábios a centímetros de distância._ Me beija!


Quinn tentou se soltar, mas ainda estava fraca e a baixinha tinha a raiva a seu favor.


_ Como isso prova alguma coisa?_ ela podia sentir o ar quente de Rachel na face.


_ Se você realmente não me ama, não vai sentir nada!


A morena avançou a linha de separação. Chocou os lábios nos da loira. O beijo foi o mais urgente de todos, ela segurou a outra como se sua vida dependesse disso. Sugou, lambeu e chupou os lábios até deixá-los vermelhos e inchados. Não pediu passagem, simplesmente entrou com a língua quente, dominando a de Quinn.


Meu Deus! Não me deixe perdê-la!

Vários minutos se passaram. A própria Rachel quebrou o beijo e se afastou devagar, olhando no fundo dos orbes verdes.


_ Já acabou?_ foi uma resposta gélida e maldosa.


_ Mas eu...


_ Ta aí a sua prova, Berry!_ e se soltou das mãos dela, virando de costas para ela._ Suma daqui!


Alguma coisa havia quebrado em Rachel, ruiu e caiu com um baque surdo no seu estômago. Como fora burra de amar alguém, de abrir seu coração para qualquer um que fosse? Nunca iria aprender que os seres humanos não prestam?


_ Como quiser!_ falou com a voz rasgada e enraivecida.


A morena abriu a janela e pulou dali mesmo. Sentiu uma dor aguda nos pés com o impacto do solo. Mas não estava nem aí para dor física. O que ela estava sentindo era bem pior, bem mais doloroso. Ela precisava aliviar aquela sensação e iria.


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Santana estava navegando na internet, entediada. Não conseguia tirar Quinn da cabeça. Passava na casa dela todos os dias para se certificar de que tinha comido. Conversavam sobre tudo, menos o casamento ou a ex-namorada.


Não entendo! Não gosto da nanica, mas ela parecia fazê-la tão...feliz!

_ Filha!


_ Entra, pai!


Ricardo Lopes entrou nos aposentos da filha e se sentou de na cama de frente para ela.


_ Algum problema?_ Santana conhecia a expressão de aflição de seu pai.


_ Sim! Um problema muito sério, que envolve a família Fabray!


A latina se aprumou na cadeira e aguçou os ouvidos.


_ À alguns dias eu estava no bar tomando uma cerveja com Nicolas, um detetive muito famoso aqui de Lima, discutíamos um caso, quando dois homens entraram no bar.


A latina assentiu para que seu pai continuasse.


_ Um era Russel e o outro Finn Hudson! Ambos já pareciam embriagados e nem notaram a minha presença. Sentaram numa mesa próxima, de onde dava para ouvir sua conversa e foi aí que escutei algo que me chocou...


Ele retirou do bolso um gravador.


_ Isto é do Nicolas. Pedi emprestado e gravei a conversa toda! Quero que ouça com muita atenção!


E apertou o play. O queixo de Santana se abria cada vez mais diante das revelações. Dez minutos se passaram até a gravação acabar.


_ Eu não consigo acreditar!_ dizia a latina pasma.


_ Sim, eu o tinha como um irmão e velho amigo de infância, mas não acredito que esteja usando a filha para benefício próprio.


_ Espera um pouco, eu ainda estou um pouco confusa com algumas coisas!


_ Vou lhe explicar a história direito! Russel Fabray herdou a fortuna dos pais, o que é muito dinheiro, nós sabemos. Mas é um homem viciado em jogos e cassinos, coisa que poucos sabem sobre ele, gastou boa parte da fortuna nisso e se endividou.


_ E como conseguiu pagar as dívidas?_ a latina estava tentando seguir o raciocínio.


_ Você sabe que ele administra o dinheiro de várias igrejas de Lima, não sabe?


_ Ele está roubando da igreja para quitá-las!


_ Exatamente! E duvido que esteja sozinho nisso!


Santana arregalou os olhos em descrença.


_ Finn Hudson? Você acha que ele é cúmplice dele?


_ Sim! E é exatamente aí que Quinn entra!


_ Como assim?


_ Vou lhe explicar, tem uma coisa sobre a família Fabray que nunca foi mencionada. E foi exatamente isto que me ajudou a quebrar esse enigma e suspeitar de que Finn está envolvido.


Ele contou. A filha estava fervilhando de raiva. Como podiam usar a Quinn dessa maneira?


_ Nós temos que fazer alguma coisa!_ falou Santana, andando de um lado para o outro.


_ Eu quero uma confissão de Finn para por os dois atrás das grades e livrar a Quinn desse absurdo, sabe que a tenho como uma filha! Não posso ver isso calado!


A ideia abateu Santana como um relâmpago. Ela sabia o que fazer, e onde conseguir a confissão, com direito a testemunhas.


_ Preciso fazer uma ligação!_ disse decidida.


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Rachel chegou em casa, socando cada porta ou objeto que se punha em seu caminho. Havia passado no bar e bebido tudo que seu estômago podia agüentar. Mas não era suficiente, seu coração ainda ardia, queimava. Ela precisava destruir alguma coisa.

Isso é pra você aprender a parar de ser burra!

Já teve a sensação de que quanto mais você se abre para o mundo, mais ele te pisoteia? Era assim que ela se sentia. Caminhou em direção a garagem, acendeu as luzes com um soco e revirou a caixa de ferramentas até encontrar uma barra de ferro.


Perfeita!

O coração estava em pedaços, mas ela não queria esses pedaços, não queria mais coração algum. Que ele morresse junto com qualquer tipo de esperança que a cercasse. Se terminasse de uma vez com ele, toda a dor iria embora.


Eu odeio todos! Eu odeio tudo!

Se aproximou perigosamente de seu objetivo principal. Olhou-a uma última vez antes de levantar a barra em direção ao objeto. A moto.


Dane-se!

Ela desceu o braço de encontro a lataria, ouviu o rasgar do metal. Adorou a sensação de ferir alguma coisa, levantou mais uma vez e deu uma enxurrada de pancadas na moto. Retrovisores, banco, pneus e até mesmo o cano de descarga foram destroçados.


_ RACHEL!


Shelby chegou correndo em sua direção e arranco-lha a barra das mãos.


_ DEVOLVE, É MINHA!

_ Se acalme, por favor!_ pediu Shelby levantando a barra, onde Rachel não pudesse alcançá-la.


_ VOCÊ QUER QUE EU ME ACALME?


A morena saiu da garagem em direção a sala, começou a quebrar tudo que via a seu alcance. Dessa vez Shelby não tentou impedi-la, ficou parada olhando, sem saber o que fazer.


_ ME DÊ UMA BOA RAZÃO PARA ME ACALMAR!


Rachel parou no meio da sala, seus braços caíram do lado do corpo. As lágrimas invadiram seus olhos. Ela começou a respirar com dificuldade, sentiu seu coração começar uma corrida.


_ Rachel...


Shelby se aproximou dela. E contra todas as expectativas ruins de Rachel, ela simplesmente a envolveu nos braços, protegendo-a, acolhendo-a.


_ Eu sei que sente falta dela!


Dessa vez Rachel começou a soluçar e bateu na cara de seu orgulho quando mergulhou os braços ao redor de Shelby, pedindo por mais calor, segurança, paz. Ela precisava daquele abraço como nunca e não ia negar, não dessa vez.


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Shelby colocou Rachel na cama. Retirou suas botas e meias, e ficou lá até que ela adormecesse. O telefone tocou e ela saiu em direção ao aparelho.


_ Alô!


_ Srª Corcoran?


Shelby achou a voz familiar.


_ Sim, quem deseja?


_ Aqui é Santana Lopes! Precisamos conversar! E a senhora tem que me prometer sigilo!


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Os dias se passaram e era chegada a véspera do casamento de Quinn. A loira já voltara a frequentar a escola regularmente. Para todo o lado se ouviam boatos do casamento. Ela caíra na boca do povo.


_ Olá, Quinn!_ cumprimentou-a Kurt.


_ Oi, Kurt!_ ela deu um sorriso cansado, porém sincero.


_ Sua mãe me pediu para levá-la para dar os últimos ajustes no vestido hoje!


Ela assentiu, não parecia nada contente.


_ Te vejo mais tarde então!


Abraçou-o e sumiu corredor a fora. Kurt sacou o celular e apertou o verde duas vezes.


_ Ela concordou!_ disse para a pessoa na outra linha.


_ Ok! Sinceramente, não sei porque estou fazendo isso!


_ Eu sei a resposta!


_ Eu sou uma babaca?


Kurt riu, não era bem essa resposta que ele ia dar.


_ Está preparada?


_ Acho que sim!


_ Ok, te vejo mais tarde!


_ Até lá!


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A buzina de Kurt insistiu até que Quinn saiu com seu vestidinho branco e casaquinho azul porta a fora. Aquele sorriso falso preenchia suas belas feições, ela era uma boa atriz.


_ Oi, Kurt! Desculpa a demora!


_ Não tem problema!


A menina entrou, sentou e passou o cinto. Esperou ouvir a partida, mas Kurt permanecia estático, olhando para ela.


_ Vamos?_ indagou, confusa com a demora.


_ Me desculpe por isso, Quinn!_ destravou a própria porta e desafivelou o cinto._ Mas é para o seu próprio bem!


Saiu do assento que logo foi substituído por um corpo que surgiu do banco de trás. A morena se acomodou e mais que depressa ligou o carro e acelerou, sem dar tempo de Quinn reagir.


_ Rachel?


_ Oi, loira!_ ela mantinha os olhos na estrada, evitando encarar a imensidão avelã ao seu lado.


_ Pare o carro agora!_ ordenou.


A morena fingiu não ter ouvido.


_ Rachel, para o carro!_ repetiu.


_ Cala a boca, Quinn!


Ao invés de uma cara triste, desesperada ou dolorida, Rachel fez o que ninguém jamais esperava que ela pudesse fazer numa situação dessas. Ela sorriu para a loira, um sorriso verdadeiro, de orelha a orelha.


_ Eu tenho que te entregar uma coisa!


E afundou ainda mais o pé no acelerador. Rumo as árvores, ao rio e ao presente de Quinn.


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O carro parou. A morena encarou a loira, ainda sorria gentilmente, desafivelou o cinto e abriu a porta para sair. Deu a volta no carro e abriu a porta do carona.


_ Vem!_ esticou a mão para a loira.


Quinn olho-a incrédula.


Como depois de tudo que eu disse ela continua me tratando assim?

Ela não pegou na mão da morena. Saiu e se postou de pé ao lado dela.


_ Quando imaginei esse momento! Não estávamos brigadas e nem separadas!_a morena falou se permitindo sorrir._ Por isso eu vou fazer do meu jeito!


Deu alguns passos até o exato local onde Quinn e ela haviam dado seu “primeiro beijo de verdade”. A loira reparou que a pastagem estava mais baixa, parecia ter sido capinada e o rio ficava cada vez mais vívido. Estacou no momento em que seus olhos se encontraram com a pequena construção.


Meu Deus!

Havia um cercado de madeiras médias, todas envernizadas que se estendia ao longo do perímetro, um portão bem desenhado se apresentava a sua frente, um retângulo com várias flores distribuídas numa perfeita proporção geométrica.


O desenho! Era um portão, esculpido em madeira!

Um portão que dava acesso a um lugar maravilhoso. Rachel o abriu permitindo que Quinn entrasse.


A menina parou no meio exato do lugar. Não conseguia acreditar em seus olhos. Ao seu redor se encontravam os mais variados tipos de flores que já virá, distribuídas e arrumadas de acordo com a cor ou tipo. O cheiro era doce, suave, encantador. Estava parada perto de um banco também de madeira e que tinha ainda um poste pequeno para completar a decoração.


_ O que é tudo isso?_ perguntou num fio de voz para Rachel.


_ É o seu jardim, Quinn!


Ela fez um jardim... para mim? Deus do céu!

_ Por que você fez tudo isso?_ perguntou com os olhos marejados.


_ Por que eu te amo, Quinn Fabray!


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Finalmente o “eu te amo” havia saído da boca morena. Não que ela já não a amasse a muito tempo, talvez até mesmo desde o dia em que se conheceram, só não havia descoberto ainda. Elas ficaram paradas por uma eternidade se encarando, só o som dos pássaros era ouvido.


_ Eu tenho que te confessar uma coisa!O negócio para dar trabalho esse presente!_ riu de si mesma.


Quinn ainda estava estática, vendo a outra rir como se estivesse tudo bem.


_ Flores?_ perguntou, deixando uma lágrima cair.


_ Sim! Eu sabia que você queria!


_ Como?_ levantou as sombrancelhas.


_ Eu li no seu diário!_ disse abrindo os braços em sinal de culpa._ Eu realmente não valho nada!


A loira olhava a morena dando risada e isso só aumentava a sua dor.


O parque! O zoológico! O carro! Ela tinha feito tudo para me agradar!


_ Eu escrevi que queria um buquê de flores!_ falou tentando se lembrar.


_ Eu sei! Mas sinceramente, um buquê de flores é tão pouco para o que você merece!_ disse corando. _ E como você não especificou o tipo de flores que queria, eu peguei vários!


_ Ficou tão..._ será que ela teria palavras para descrever aquele lugar.


_ Lindo, encantador, maravilhoso?_ Rachel ajudou, se gabando um pouco para não perder o costume.


A loira assentiu fraco.


_ Pois é, ele tinha que ficar a altura da dona!


Finalmente os olhos se encontraram. Como ela podia ser tão romântica no meio do caos. Então isso era o amor verdadeiro?


_ Eu ainda não acredito que você tenha feito tudo isso por mim!


_ Eu sinceramente me pergunto o que eu não faria por você?_ disse sorrindo fraco.


Rachel caminhou até ela, e ficou a poucos centímetros de seu rosto. Os olhos travavam uma batalha interna, quem iria vencê-la?


_ Quinn, eu quero te perguntar uma coisa!_ tocou de leve os dedos nas mãos dela._ Você quer mesmo se casar com o Finn? Ele é o amor da sua vida?


_ Eu...


Flashback on

Quinn encarava Russel Fabray, mais ameaçador do que o normal, sua sombra estava gigantesca na parede da sala. Ele parecia uma espécie de demônio, pronto para mandá-la para o inferno.

_ Como você ousa desonrar a nossa família?_ perguntou, a voz cortante e perigosamente controlada.

_ Não sei do que o senhor...

_ NÃO OUSE MENTIR PARA MIM!_ se levantou, ficando ainda mais assustador.

_ Russel acalme-se, por favor!_ pediu Judy, impotente.

_ CALA A BOCA, JUDY!

A mulher tremeu e voltou a encarar o chão.

_ Você nunca mais vai vê-la! Entendeu?_ aquilo foi uma ordem mirabolante.

_ De quem o senhor está falando?_ perguntou arfando de medo.

_ Da sua namoradinha, Quinn!_ a resposta veio das suas costas.

O monstro finalmente mostrara suas garras e presas, ele estava sorrindo da expressão de assombro de Quinn. Finalmente iria ter o que queria. Finn Hudson cresceu mais alguns centímetros diante da impotência da menina.

_ Eu não sei do que você está falando!_ disse com a voz trêmula.

_ Não adianta mentir, Quinn! Eu ouvi o Kurt conversando com a aquela vadia!_ ele se pôs na frente dela, pego-a pelos braços e começou a sacudi-la violentamente._ Vai negar?

_ Não..._ saiu num sopro de desespero e dor. Ela queria que aquela tortura parasse._ Não!_ sibilou fraca.

A expressão de Russel era de puro ódio.

_ Sua pecadora imunda! Como pôde fazer isso?

Quinn ainda estava tremendo de medo, mas tinha que se impor, ou pelo menos tentar.

_ Eu não vou parar de vê-la porque você acha que isso é errado!

_ Você prefere ir para o inferno?_ disse se aproximando ainda mais dela.

_ EU A AMO!_gritou e sentiu o rosto queimar quando a mão de Russel lhe acertou.

_ Sua, sua...eu devia lhe dar uma surra!_ ele pegou ela pelos ombros e obrigou seus olhos a se encontrarem._ Acabou a palhaçada, você irá se casar com Finn, daqui a um mês! ME ENTENDEU?

_ Eu nunca me casaria com ele!_ disse em meio as lágrimas e ao desespero.

_ Você vai se casar por bem ou por mal!_ se aproximou ainda mais do rosto de Quinn. Ameaçador._ Sabe o que eu vou fazer se você se negar a casar com ele? Sabe que tipos de pessoas conheço e que podem dar um jeito no problema?

_ Você...não ousaria fazer mal à ela!_ o ar estava abandonando seus pulmões diante daquela ameaça.

_ Eu não, mas conheço gente que não se importaria em fazer!

Quinn se apavorou ainda mais, se é que isso era possível. Seu pai conhecia todo tipo de gente boa ou ruim. Nunca se perdoaria se acontecesse alguma coisa a Rachel e a culpa fosse sua.

Ela não dormiu aquela noite, simplesmente tinha que fazer com que o amor da sua vida a odiasse. Nunca mais quisesse vê-la. Tinha que quebrá-la.

Quebrar um coração para manter a integridade da alma! Que ironia mais cruel!

FlashBack Off


Quinn havia feito tudo o que fez pela segurança de Rachel. Todos os fora que ela dera, todas as mentiras de “não te amo”, selando pela segurança de sua amada. Nunca poderia contar a baixinha, porque sabia que Rachel não iria ligar para ameaça alguma e na certa seu pai cumpriria a promessa.


_ Eu... o amo! E sim, quero me casar com ele!


A morena baixou os olhos e segurou as lágrimas. Respirou fundo e voltou a encarar os olhos avelã.


_ Será que você me daria um último beijo?_ pediu Rachel.


Aquele era o lugar do primeiro beijo, nada mais justo que fosse o lugar do último.


_ Rachel...


_ Por favor!


Como dizer não depois de tudo que ela tinha feito? Era arriscado e ao mesmo tempo o mínimo a se fazer por ela. E por si mesma. Iria desfrutar do céu mais uma última vez antes de descer ao inferno.


A loira se curvou lentamente e fechou os olhos, absorvendo o perfume de Rachel, roçou seus lábios devagar aproveitando a sensação de tocá-la com carinho. Sugou o inferior e passou as mãos nos cabelos morenos, trazendo-a para perto, Rachel ajudou, puxando sua cintura. Se colaram passando calor de um corpo para o outro, as línguas dançavam ritmadas, nada de lutar por dominância, seria a última vez. Quinn provou a boca de Rachel permitindo que a morena se banqueteasse com sua. A loira quebrou o beijo, e bem devagar se afastou.

_ Acho melhor..._ começou a morena, meio desconcertada._ Te levar para casa!


Quinn assentiu fraco.


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A morena parou o carro uma esquina antes da casa de Quinn a pedido da loira. A líder de torcida tirou o cinto e encarou Rachel uma última vez. Queria dizer que a amava com todo o seu coração, que lutaria por ela, que se danassem os seus pais, mas nada saiu de sua boca.


_ Obrigada pelo presente!


Rachel sorriu fraco.


_ Eu só quero que você seja feliz, Quinn!


Ela tinha que sair dali, ou iria chorar vendo Rachel prender as lágrimas daquela maneira. Vendo-a destroçada. Abriu a porta e se foi. A morena esperou ela entrar em casa e acelerou rumo ao único lugar que poderia acolhê-la nesse momento.


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_ Senhora Corcoran! Entendeu a gravidade dos fatos?


Shelby estava tomando chá na companhia de Santana Lopes.


_ Sim, Santana! Vou ligar para Nova York, imediatamente.


A latina sorriu.


_ Senhora...


_ Me chame de Shelby!


_ Shelby! Onde está a sua filha? Pelo que sei, ela é a mais interessada no assunto que temos que resolver!


A morena alta suspirou pesado.


_ Ela só pode estar em um lugar à essa hora!


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Rachel estava na sua 5ª ou 6ª tequila. Deitada no balcão com a cabeça apoiada pelas mãos. Transtornada com sua vida. Começou a tocar uma música que ela conhecia muito bem.


She cries, This is more than goodbye, When I look into your eyes, you're not even there…It's just a feeling, just a feeling, just a feeling that I have, and I can't believe that it's over.


É oficial, eu odeio música que combina com o momento!

_ Hobbit...


Vadia sem peito? Bem que eu tava precisando socar a cara de alguém!

A baixinha se levantou já de punhos fechados. Santana revirou os olhos e se dirigiu ao balconista.


_ Quanto ela deve?


O cara falou e ela deu o dinheiro. Rachel olhou incrédula.


_ Eu não quero o seu dinheiro!


_ De nada!_ retrucou Santana._ Agora arreste sua bunda até a sua casa e tome um banho para curar esse fogo! Nós temos um casamento para interromper!


_ O quê? De quem?


_ Do papa!_ falou sarcástica._ Que neurônios lentos, Berry!


_ Vamos impedir a Quinn de se casar? Mas ela...


_ É uma longa história! Eu te conto no caminho! Agora vamos! Temos uma alma para salvar e uma baleia para matar!







Notas finais
É isso ae!!! Sintam-se avontade para comentar!!! Ah pessoal, a faculdade ta me apertando muito, tenho q esperar os resultados das provas, o que quer dizer que só vou postar se tudo der certo. Senão não tenho prévia para voltar a postar!! É a vida!!! Gostaram da Rach destroçando a moto???EU precisava mostrar o tamanho da dor dela.Entenderam os motivos da quinn?? Quem ta com ódio do Hudson levanta a mão!!! Acho q a rach vai surpreender no final, gosto que ela seja bem imprevisível, mas depois de tanto trabalho, vcs acham msm que ela não ia entregar o JARDIM para a Quinn?? Gostei de escrever sobre Rach e shelby. Vou pedir um favor, deixem no final do comentário qual capítulo da fic vcs mais gostaram.Vai me ajudar a analizar umas coisas! Bjus e até o próximo!!!